Baseado nos artigos publicados da matéria Medicina de Urgência e Emergência da Central de Estudos (fonte principal) e nas diretrizes e revisões vigentes — AHA 2020 (CPR/ECC), ERC 2021, ATLS 10ª edição, Surviving Sepsis Campaign 2021, ESC/ESH 2018, ADA 2024 e revisões NEJM/Lancet (complemento, sempre com DOI). Resumo de estudo — na conduta real, confira sempre a versão vigente do protocolo.
01
Suporte básico e avançado de vida
corrente da sobrevivência · SBV do adulto e DEA · algoritmo do SAV · fármacos e energias · capnografia · pós-parada · pediatria
Compressão
5–6 cm
profundidade no adulto, centro do tórax
Frequência
100–120/min
com retração completa do tórax
Ciclos
2 min
análise de ritmo e troca de compressor
Adrenalina
1 mg 3–5/3–5 min
IV/IO — após o 2º choque no ritmo chocável
1. SBV do adulto: reconhecer, chamar, comprimir, chocar
Verificar resposta (chamar e sacudir) e respiração simultaneamente (≤ 10 s): ausência de respiração ou respiração agônica (gasping) = parada — gasping NÃO é respiração normal.
Ativar o serviço de emergência (SAMU 192) e mandar buscar o DEA; se sozinho, ativar primeiro ou logo após iniciar compressões.
Compressões no centro do tórax (terço inferior do esterno): 5–6 cm de profundidade, 100–120/min, retração completa, pausas < 10 s, na razão 30:2 com ventilações de 1 s cada.
Leigo sem treinamento: RCP somente com compressões (hands-only) — aceitável e preferível a não fazer nada nos primeiros minutos.
Trocar o compressor a cada 2 min (a fadiga degrada a qualidade antes de o compressor perceber).
2. DEA e energias
Ligar o DEA o quanto antes e seguir os comandos vocais; ninguém em contato com o paciente durante a análise e o choque.
Energia bifásica: dose recomendada pelo fabricante (tipicamente 120–200 J); se desconhecida, usar a máxima disponível; é razoável escalar a energia nos choques seguintes.
Após o choque: retomar compressões IMEDIATAMENTE (sem checar pulso) por 2 min — a checagem vem só na análise programada.
3. SAV: ritmo, fármacos e via aérea
Algoritmo da parada no adulto
Qual o ritmo na análise de 2 minutos?
▼
CHOCÁVEL — FV / TV sem pulso
Choque bifásico 120–200 J não sincronizado + retomar compressões por 2 min.
Adrenalina 1 mg IV/IO a cada 3–5 min — entra após o 2º choque.
Amiodarona 300 mg IV em bolus após o 3º choque; 2ª dose 150 mg após o 5º (alternativa: lidocaína 1–1,5 mg/kg).
NÃO CHOCÁVEL — assistolia / AESP
Compressões contínuas de qualidade + adrenalina 1 mg IV/IO precoce (a cada 3–5 min).
Caçar a causa reversível — 4 H e 4 T (ver macete); AESP tem complexos organizados SEM pulso: a resposta está na causa, não no choque.
Via aérea avançada: 1 ventilação a cada 6 s (10/min) SEM pausar as compressões.
TAQUICARDIA COM PULSO instável
Cardioversão SINCRONIZADA (na TV, iniciar 100 J) com sedação se o tempo permitir.
Estável: tratar o ritmo (adenosina na taquicardia regular estreita; amiodarona na TV monomórfica estável).
Acesso IV/IO sem interromper compressões; a via intraóssea é equivalente quando o IV demora.
Atropina NÃO tem papel na assistolia; bicarbonato de sódio fica para indicações específicas (hipercalemia, intoxicação por antidepressivos tricíclicos).
Sulfato de magnésio 1–2 g IV: torsades de pointes e hipomagnesemia.
4. Capnografia: o monitor que valida tudo
A capnografia quantitativa (PetCO₂) confirma a posição do tubo (padrão quadrático mantido), monitora a qualidade das compressões (PetCO₂ < 10 mmHg = compressão ineficaz) e ajuda na decisão de parar: PetCO₂ que permanece < 10 mmHg após 20 minutos de RCP bem conduzida sugere futilidade e pode embasar a interrupção (AHA 2020). A elevação súbita do PetCO₂ (> 40 mmHg) sugere retorno da circulação espontânea.
5. Pós-parada: a segunda chance que a prova cobra
ECG de 12 derivações assim que possível: suspeita de causa isquêmica (STEMI/instabilidade) → coronariografia.
Oxigenação controlada: SpO₂ alvo 92–98% — hiperoxia lesiona; titrar o FiO₂ em vez de fixar 100%.
Pressão arterial média ≥ 65 mmHg (vasopressor se necessário); glicemia controlada sem hipoglicemia.
Controle de temperatura no paciente comatoso: prevenir e tratar a febre (normotermia 36–37,5 °C); o TTM-2 (2021) mostrou que a hipotermia ativa em 33 °C não trouxe benefício sobre a normotermia com prevenção de febre.
Prognóstico neurológico: exame confiável só após ≥ 72 h de normotermia — antes disso, sedação e perturbações metabólicas confundem.
6. Pediatria: hipóxia primeiro
Criança/lactante: 5 insuflações de resgate iniciais e razão 15:2 com 2 socorristas; profundidade de 1/3 do tórax (≈ 4 cm no lactente, 5 cm na criança).
Desfibrilação 4 J/kg na FV/TV sem pulso.
A causa predominante na criança é respiratória (asfixia): ventilar cedo — a parada cardíaca primária é a exceção.
Quando parar: futilidade (PetCO₂ persistentemente < 10 mmHg após 20 min de RCP otimizada), ritmo não chocável refratário com tempo prolongado, exaustão da equipe ou diretiva prévia — decisão compartilhada quando possível. O atendimento à família e o registro do caso fecham o ciclo de qualidade.
Questões do módulo · 01
2 questões · níveis misturados · 5 alternativas
1.FundamentalHomem, 62 anos, colapsa na rua. Não responde ao chamado e apresenta respiração agônica (gasping) lenta e ruidosa. DEA a 2 minutos de distância. Melhor conduta inicial:
2.Prova difícilAdulto em parada com FV refratária: já recebeu 3 choques e adrenalina 1 mg após o 2º choque, com acesso IV funcionando. Próximo fármaco:
Via aérea de emergência: intubação de sequência rápida
os 7 passos · pré-oxigenação e NO DESAT · indutores e bloqueadores (tabela) · confirmação por capnografia · via aérea difícil e CICO · ventilação pós-intubação
Pré-oxigenação
3 min / 8 VC
O₂ 100% — ou 8 capacidades vitais
Succinilcolina
1–1,5 mg/kg
onset 45–60 s — proibida no risco de hipercalemia
Rocurônio (ISR)
1,2 mg/kg
bloqueio de 40–60 min — reversível com sugamadex
Ventilação pós
6–8 mL/kg
volume corrente no peso previsto
1. Os 7 passos (nunca pular o primeiro)
Preparação: laringoscópio testado + lâmina reserva, tubo com balão testado e fio-guia, aspirador LIGADO, máscara e bolsa, via supraglótica de resgate, kit de via aérea cirúrgica, capnógrafo, fármacos diluídos, papéis da equipe definidos.
Pré-oxigenação: O₂ 100% por 3 min (ou 8 capacidades vitais) em posição de rampa — trago alinhado ao esterno, cabeceira 20–30° (obesos e gestantes desaturam deitados).
Pré-tratamento/otimização: corrigir hipotensão (volume/vasopressor) antes de induzir; fentanil 1–3 mcg/kg como coadjuvante só se hemodinamicamente estável.
Paralisia com indução: indutor em bolus seguido do bloqueador (ver tabela).
Posicionamento: rampa/sniffing; a pressão cricoide é discutível e muitos protocolos a abandonaram.
Passagem do tubo: laringoscopia (direta ou videolaringoscopia), tubo ≥ 7,5 mm no adulto; manobra BURP se a glote não aparece.
Pós-intubação: confirmar com capnografia, fixar, iniciar sedação/analgesia contínuas e ventilação protetora.
2. Indutores e bloqueadores
Droga
Dose IV
Onset
Duração
Nota de prova
Etomidato
0,3 mg/kg
15–45 s
3–5 min
o mais estável hemodinamicamente — escolha padrão no doente grave
Cetamina
1–2 mg/kg
45–60 s
5–10 min
broncodilatadora e analgésica; estimula o simpático — cuidado na hipertensão e na descompensação cardíaca
Propofol
1–2,5 mg/kg
15–45 s
3–8 min
hipotensor — evitar no instável; útil no convulsivo e na hipertensão intracraniana
Succinilcolina
1–1,5 mg/kg
45–60 s
6–10 min
DEPOLARIZANTE — contraindicada nos estados de risco de hipercalemia (ver alerta)
Rocurônio
1,2 mg/kg
45–60 s
40–60 min
não depolarizante da ISR; reversível com sugamadex 16 mg/kg se recuperação imediata necessária
Adjuvantes que aparecem na prova: fentanil 2–5 mcg/kg (atenua a resposta hemodinâmica — cuidado no hipovolêmico), lidocaína 1,5 mg/kg (atenua reflexos laríngeos e picos de PIC na intubação do neuro-trauma) e midazolam 0,1–0,3 mg/kg (amnésia — hipotensor, reduzir no idoso/instável).
Choque: fracionar o indutor (etomidato ou cetamina em fração da dose plena) e repor volume em paralelo — dose cheia em quem não tem reserva derruba a pressão na laringoscopia.
Proteção aerossólica nas síndromes respiratórias transmissíveis: EPI completo, pré-oxigenação em circuito fechado com filtro viral (HME), vídeo-laringoscopia como 1ª tentativa (afasta o rosto da via aérea) e a mão mais experiente nas tentativas — cada tentativa falha multiplica a exposição da equipe.
3. Confirmar antes de prender: capnografia
Padrão-ouro: capnografia quantitativa contínua — curva quadrática mantida por ≥ 6 ventilações confirma o tubo na traqueia.
Ausculta em 4 campos + epigástrio e expansão torácica são auxiliares; a oximetria demora a cair (sinal tardio); o RX confirma profundidade, não exclui intubação esofágica.
Profundidade do tubo no adulto: ≈ 21 cm (mulheres) e 23 cm (homens) na comissura labial; murmúrio assimétrico sugere intubação seletiva do brônquio direito.
4. Via aérea difícil e a falha total (CICO)
Falhou a laringoscopia — e agora?
Consigo ventilar com máscara e/ou via supraglótica?
▼
SIM — via aérea difícil, sem CICO
Manter a oxigenação e partir para a melhor tentativa: videolaringoscopia, guia (bougie), BURP, mudança de lâmina/posição.
Chamar ajuda (anestesista/otorrino) e limitar as tentativas — cada laringoscopia piora edema e sangramento.
NÃO — CICO (can't intubate, can't oxygenate)
Adulto: via aérea cirúrgica IMEDIATA — cricotireoidotomia.
Criança pequena (< 8–10 anos): punção da cricotireoidea com agulha e insuflação transtraqueal.
Hipoxemia prolongada mata antes de qualquer alternativa — a decisão não se transfere.
PONTE temporária
Via supraglótica (máscara laríngea/tubo laríngeo) como resgate de oxigenação enquanto a via definitiva se organiza.
5. Pós-intubação: o paciente não acaba no tubo
Sedação + analgesia contínuas (ex.: midazolam 2–5 mg/h + fentanil 1–3 mcg/kg/h, ou propofol): nunca deixar o paciente acordado sobre o tubo.
Ventilação protetora: volume corrente 6–8 mL/kg do peso previsto; evitar hiperventilação (reduz o retorno venoso no choque e causa auto-PEEP).
Hipotensão pós-indução é comum (sedativo + pressão positiva + hipovolemia): volume, vasopressor e checar pneumotórax/hiperventilação.
Questões do módulo · 02
2 questões · níveis misturados · 5 alternativas
1.Prova difícilHomem, 34 anos, queimadura de 40% da superfície corporal há 3 dias, com sinal de obstrução iminente da via aérea por inalação. Indicada intubação de sequência rápida. Qual o bloqueador neuromuscular?
2.FundamentalImediatamente após a passagem do tubo traqueal em paciente crítico, o método mais confiável para confirmar a posição intratraqueal é:
03
Choque: reconhecimento e tipos
hipoperfusão e lactato · os 4 tipos de Weil · perfil hemodinâmico (tabela) · classes do choque hemorrágico · hour-1 da sepse · vasopressores · choques especiais
Lactato
> 2 / ≥ 4
elevado / gravemente elevado (mmol/L)
Meta de perfusão
MAP ≥ 65
mmHg com noradrenalina se preciso
Expansão na sepse
30 mL/kg
cristaloide IV se hipotensão ou lactato ≥ 4
Oligúria
< 0,5 mL/kg/h
marcador precoce de hipoperfusão
1. Reconhecer precocemente
Taquicardia (sinal precoce) e taquipneia; pressão de pulso estreita (compensado) ou hipotensão (PAS < 90 mmHg ou queda > 40 mmHg da basal).
Pele: fria e mosqueada (tempo de recarga > 2 s) nos choques frios; quente e corada no distributivo precoce.
Oligúria < 0,5 mL/kg/h, alteração do nível de consciência, lactato > 2 mmol/L (≥ 4 = grave, com mortalidade elevada).
Índice de choque (FC/PAS) ≥ 0,9–1,0 sugere perda volêmica significativa — melhor que a PAS isolada.
2. Os 4 tipos (classificação de Weil) e o perfil hemodinâmico
Tipo
Mecanismo
Exemplos
PVC
Débito cardíaco
RVS
Hipovolêmico
perda de volume (pré-carga)
hemorragia, vômitos/diarreia, queimaduras
baixa
baixo
alta
Cardiogênico
falha de bomba
IAM extenso, miocardite, valvopatia aguda, intoxicação
alta
baixo
alta
Obstrutivo
obstrução mecânica ao fluxo
tamponamento, TEP maciço, tensão-pneumotórax
alta
baixo
alta
Distributivo
vasodilatação (queda das RVS)
séptico, anafilático, neurogênico
baixa/normal
alto (séptico/anafilático)
baixa
3. Choque hemorrágico: as classes do ATLS
Classe
Perda de sangue
FC
PAS
Pressão de pulso
FR
Estado mental
I
< 15% (≈ 750 mL)
< 100
normal
normal
14–20
ansioso leve
II
15–30% (750–1.500 mL)
100–120
normal
estreitada
20–30
ansioso
III
30–40% (1.500–2.000 mL)
120–140
diminuída
estreitada
30–40
confuso
IV
> 40% (> 2.000 mL)
> 140
muito baixa
muito estreita/impalpável
> 35
letárgico
A classe III é a virada: queda da pressão arterial com confusão — a partir dela a reposição exige SANGUE e o controle da fonte de sangramento passa a ser o tratamento principal (ver módulo de trauma). Lactato e déficit de base correlacionam-se com a gravidade e guiam a ressuscitação.
4. Tratamento inicial de qualquer choque
Via aérea e oxigenação; monitorização contínua; 2 acessos venosos calibrosos (18–16 G) ou via intraóssea.
Cristaloide aquecido em bolus (adulto: 1 L, reavaliar a resposta) — na hemorragia grave o objetivo é transfusão e controle do sangramento, não empilhar cristaloide.
Cateter vesical (diurese como marcador de perfusão), clearance de lactato, gasometria; POCUS/RUSH para classificar o tipo.
Vasopressor precoce (noradrenalina) quando a meta de MAP ≥ 65 mmHg não se atinge com volume — pode iniciar por via periférica enquanto o acesso central é obtido.
5. Choque séptico: a primeira hora (Surviving Sepsis Campaign 2021)
6. Choques especiais que a prova cobra
Anafilático: adrenalina IM 0,3–0,5 mg (1:1.000) na face anterolateral da coxa, repetindo a cada 5–15 min; expansão com cristaloide; a via IM precoce é o que salva — corticoide e antihistamínico são coadjuvantes tardios.
Neurogênico (lesão medular acima de ~T6): hipotensão com BRADICARDIA (sem taquicardia compensatória) e pele seca/quente — tratar com vasopressor (noradrenalina) ± atropina; volume isolado não corrige a vasoplegia.
Cardiogênico: inotrópico (dobutamina) se baixo débito com pressão preservada; vasopressor + inotrópico se hipotenso; discutir assistência circulatória no refratário.
Obstrutivo: a conduta é mecânica — agulha/dreno no tensão-pneumotórax, pericardiocentese no tamponamento, reperfusão no TEP maciço com choque.
Questões do módulo · 03
2 questões · níveis misturados · 5 alternativas
1.IntermediárioHomem, 25 anos, vítima de acidente de moto: FR 32, FC 128 bpm, PAS 76 mmHg, confuso, pressão de pulso estreita, pele fria. Estimativa de perda sanguínea e conduta:
2.AvançadoMulher, 68 anos, pneumonia comunitária, PAS 68 mmHg e lactato 6 mmol/L persistindo após 30 mL/kg de cristaloide. Vasopressor de primeira linha:
ABCDE do ATLS · tensão-pneumotórax e flail chest · transfusão maciça e tríade letal · Glasgow e TCE · NEXUS × Canadian C-spine
Survey primário
A → B → C → D → E
tratar o que mata antes do diagnóstico completo
GCS ≤ 8
intubar
via aérea definitiva no TCE
Hipotensão permissiva
PAS 80–90
penetrante sem TCE, até controlar o sangramento
Transfusão maciça
1:1:1
hemácias : plasma : plaquetas
1. A — via aérea com proteção da coluna cervical
Restrição cervical (colar) e estabilização manual em linha em todo trauma com mecanismo relevante.
Indicações de via aérea definitiva: GCS ≤ 8, incapacidade de ventilar/oxigenar, destruição da via aérea superior, risco de obstrução iminente (queimadura de via aérea, hematoma expansivo, edema), hipotenso com GCS baixo.
ISR com estabilização manual em linha (o colar é aberto durante a laringoscopia); via cirúrgica se a via aérea for inatingível.
2. B — respiração: os pneumotórax que decidem provas
Tensão-pneumotórax: hipotensão + murmúrio vesicular ausente + distensão jugular (nem sempre presente no hipovolêmico) + desvio de traqueia → descompressão IMEDIATA POR AGULHA (5º espaço intercostal na linha axilar anterior, ou 2º EIC na hemiclavicular, com agulha ≥ 8 cm) seguida de dreno. É diagnóstico CLÍNICO: nunca pedir imagem antes de descomprimir.
Pneumotórax aberto: curativo oclusivo valvulado (fixado em 3 bordas) + dreno de tórax; ocluir as 4 bordas sem válvula converte em tensão.
Flail chest (segmento de ≥ 3 costelas fraturadas em ≥ 2 sítios): dor, crepitação e insuficiência respiratória → O₂, ANALGESIA (bloqueio intercostal/epidural) e ventilação mecânica na falência; a contusão pulmonar associada é o que mata.
Hemotórax maciço: dreno calibroso (28–32 Fr) + reposição; sangramento maciço contínuo pelo dreno → toracotomia de ressuscitação.
3. C — circulação e controle da exsanguinação
Controle do sangramento externo: compressão direta, torniquete no sangramento exanguinante de membro, cintura pélvica na instabilidade pélvica.
Protocolo de transfusão maciça com proporção balanceada 1:1:1 (hemácias : plasma : plaquetas) na hemorragia maciça; cristaloide aquecido só como ponte.
Ácido tranexâmico 1 g IV em 10 min seguido de 1 g em 8 h, até 3 h da lesão, no trauma com sangramento significativo/hipotensão (CRASH-2).
Hipotensão permissiva (PAS 80–90 mmHg) até o controle definitivo do sangramento no trauma PENETRANTE sem TCE; não aplicar no TCE (hipotensão piora muito o desfecho) nem na gestante.
Tríade letal (acidose + hipotermia + coagulopatia): aquecer ativamente desde a chegada, limitar cristaloide, repor fatores — a coagulopatia do trauma não se resolve só com plasma.
Politraumatizado hipotenso — onde sangra?
Fonte de choque hemorrágico identificada no exame/FAST?
Instável: laparotomia de controle de danos imediata; cintura pélvica antes, na fratura instável.
Estável: TC de abdome com contraste para definir intervenção × manejo não operativo.
EXTERNO/OSSOS
Compressão, torniquete, imobilização de fraturas femurais/pelve; revisar costas e leito.
Sem fonte clara → reavaliar: tórax, pelve, externo — e causas não hemorrágicas (tensão, tamponamento, lesão medular).
4. D — neurológico: Glasgow e herniação
Escala de Glasgow (ocular 4 + verbal 5 + motora 6): ≤ 8 → via aérea definitiva; 9–12 → risco; a resposta MOTORA é a que melhor prevê desfecho.
Sinais de herniação: anisocoria/pupila fixa e midriática, postura anormal, bradicardia com hipertensão (reflexo de Cushing) → hiperventilação transitória, soro hipertônico 3% ou manitol 0,25–1 g/kg (se hemodinamicamente estável), TC imediata e neurocirurgia.
No TCE, hipotensão e hipóxia são os piores inimigos: manter PAS ≥ 100–110 mmHg e SpO₂ > 90% — a hipotensão do TCE isolado quase nunca explica choque (ver pegadinha).
5. E e o survey secundário
Expor por completo (revisar costas) e AQUECER: hipotermia agrava a coagulopatia da tríade letal.
Exames do trauma: radiografia de tórax e de pelve, FAST/eFAST, TC (pescoço/tórax/abdome) conforme estabilidade; laboratório com tipagem e coagulograma.
Survey secundário (exame da cabeça aos pés + AMPLE) só após o primário estabilizado — e reavaliar A–B–C a cada deterioração.
6. Coluna cervical: quem pode dispensar a imagem
Critério
NEXUS
Canadian C-Spine
Base
5 critérios que, TODOS ausentes, dispensam imagem
estratificação em alto risco × baixo risco + teste de rotação
Critérios
dor na linha média cervical · déficit neurológico focal · alteração da consciência · intoxicação · lesão dolorosa que distrai
alto risco: idade ≥ 65, mecanismo perigoso, parestesias em MM · baixo risco: colisão traseira simples, sentado na sala, deambulou, dor de início tardio, ausência de dor na linha média
Decisão
todos ausentes → liberar a coluna sem imagem
sem alto risco + presente um baixo risco + rotação cervical indolor de 45° → sem imagem
Quem não preenche os critérios de liberação faz TC de coluna cervical (padrão atual; radiografias simples perderam papel). Déficit neurológico com TC óssea normal → ressonância (lesão medular/ligamentar).
Questões do módulo · 04
2 questões · níveis misturados · 5 alternativas
1.IntermediárioHomem, 30 anos, ferimento por projétil no hemitórax direito: PAS 70 mmHg, FC 130 bpm, SpO₂ 86%, murmúrio vesicular ausente à direita, jugulas distendidas e desvio traqueal à esquerda. Conduta imediata:
2.FundamentalQual politraumatizado pode ter a coluna cervical liberada SEM exame de imagem, pelos critérios de NEXUS?
abordagem do intoxicado · toxidromes (tabela) · descontaminação e carvão ativado · antídotos (tabela) · acetaminofeno, organofosforado, CO e tricíclicos
Carvão ativado
1 g/kg
dose única, idealmente ≤ 1 h da ingestão
NAC (acetaminofeno)
≤ 8 h
janela de máxima eficácia do antídoto
Nomograma
4 h
dosar acetaminofeno a partir de 4 h da ingestão
Atropina (organofosforado)
1–2 mg IV
dobrar a cada 5 min até secar as secreções
1. Abordagem inicial do intoxicado
ABCDE, acesso venoso, glicemia, ECG (alargamento de QRS e QT alongado mudam conduta), monitorização contínua.
História tóxica: agente (embalagem!), quantidade, horário, via, coingestões (álcool), intencionalidade — e avaliação de risco de autoextermínio em todos os casos voluntários.
No Brasil, intoxicação exógena é agravo de NOTIFICAÇÃO COMPULSÓRIA (SINAN) — medicamentos lideram os registros (SINITOX/Fiocruz); contatar o centro de toxicologia de referência nos casos graves.
2. Os toxidromes que resolvem 90% das questões
Toxidrome
Sinais
Agentes típicos
Antídoto/conduta
Anticolinérgico
MIDRÍASE, pele SECA e quente, taquicardia, retenção urinária, delírio, febre
Carvão ativado 1 g/kg VO ou por sonda, em dose única, preferencialmente na PRIMEIRA hora — descontaminação de escolha na maioria dos casos com via aérea protegida (posição AACT/EAPCCT).
NÃO adsorve: lítio, ferro, álcoois (etanol, metanol, etilenoglicol), hidrocarbonetos e cáusticos — nesses a conduta é outra (diálise, quelantes, endoscopia).
Lavagem gástrica: excepcional — apenas ingestão potencialmente letal, < 1 h, com via aérea protegida; o xarope de ipecauana foi abandonado.
Carvão em doses múltiplas: teofilina, carbamazepina, fenobarbital, quinina, dapsona.
4. Antídotos que a prova cobra
Tóxico
Antídoto
Nota
Acetaminofeno
N-acetilcisteína (NAC)
IV em 21 h ou VO em 72 h; máximo benefício ≤ 8 h da ingestão
Organofosforado/carbamato
atropina IV + pralidoxima
atropina até secar as secreções; pralidoxima para os achados nicotínicos
Opioide
naloxona
titulada a partir de 0,04 mg; meia-vida curta → observar recaída
Antidepressivo tricíclico
bicarbonato de sódio IV
alcalinização no QRS > 100 ms, convulsão, hipotensão
Metanol / etilenoglicol
fomepizol (ou etanol) + hemodiálise
indicar diálise nos casos graves
Metemoglobinemia
azul de metileno 1–2 mg/kg IV
anestésicos locais, dapsona, nitratos
Digoxina
anticorpos antidigoxina (Fab)
arritmia grave, hipercalemia importante
Ferro
deferoxamina
síndrome gastrointestinal + acidose
Raticida anticoagulante
vitamina K1 + concentrado de protrombina
sangramento ou INR muito elevado
Monóxido de carbono
O₂ 100% (hiperbárica em selecionados)
carboxiHb normal não exclui se a amostra for tardia
Isoniazida
piridoxina
convulsões refratárias + acidose
Cianeto
hidroxicobalamina
cheiro de amêndoas, acidose láctica grave
5. Casos de prova
Acetaminofeno: hepatotoxicidade por NAPQI (depleção de glutationa) com pico 24–72 h; dosar o nível a partir de 4 h (nomograma de Rumack) e tratar com NAC — quanto mais cedo, melhor; NAC continua indicado após 8 h, com benefício menor porém real.
Organofosforado: muscarínicos (SLUDGE: sialorreia, lacrimejamento, urina, diarreia, cólicas, êmese) + nicotínicos (fraqueza, fasciculações, paralisia respiratória) + SNC; a atropina NÃO trata os nicotínicos — para eles, pralidoxima; vigiar síndrome intermediária (dias depois) e neuropatia tardia.
Monóxido de carbono: cefaleia, náusea, confusão, síncope; a cor cerejeira é rara; dosar por CO-oximetria (a gasometria comum mente); O₂ a 100% reduz a meia-vida da carboxiHb de 4–5 h para 60–90 min; considerar hiperbárica na intoxicação grave (coma, convulsão, gestação).
Tricíclicos: QRS alargado é o preditor de convulsão e hipotensão; bicarbonato IV para alcalinizar (pH 7,45–7,55) e estabilizar os canais de sódio; soma toxidrome anticolinérgico (midríase, delírio) + cardiodepressão.
Ingestão desconhecida com acidose: ânion gap (MUDPILES — metanol, uréia, D-lactato, propilenoglicol, isoniazida/ferro, lactato, etilenoglicol, salicilatos); gap + osmolar gap elevada = álcoois tóxicos.
Questões do módulo · 05
2 questões · níveis misturados · 5 alternativas
1.IntermediárioJovem, 22 anos, agitado, FC 122 bpm, PAS 158/94 mmHg, temperatura 38,1 °C, pupilas midriáticas reagentes. Achado que diferencia intoxicação anticolinérgica de simpaticomimética:
2.FundamentalAgricultor, 45 anos, aplicou organofosforado sem proteção: miose, FC 48 bpm, sialorreia, broncorreia, vômitos e fasciculações difusas. Tratamento específico inicial:
profundidade e regra dos nove · reanimação volêmica (2–4 mL/kg/%SCQ) · condutas e encaminhamento · elétricas e químicas · afogamento: graus de Szpilman · RCP com 5 insuflações · prognóstico
Reanimação (adulto)
2–4 mL/kg/%SCQ
Parkland clássico 4; protocolos atuais 2 (adulto) e 3 (criança)
Meta de diurese
0,5–1 mL/kg/h
adulto 0,5 · criança 1
Primeiro socorro
água 20 min
corrente, em até 3 h da queimadura — nunca gelo
RCP no afogamento
5 insuflações
começar pela ventilação, não pela compressão
1. Queimaduras: profundidade
Profundidade
Aspecto
Sensibilidade
Cicatrização
1º grau (epidérmica)
eritema, sem flictena
dolorosa
7–10 dias, sem cicatriz
2º grau superficial
flictenas, base rosa e úmida
muito dolorosa
14–21 dias, sem cicatriz importante
2º grau profunda
base manchada, menos úmida
hypoestésica à pressão
> 21 dias, com cicatriz — frequentemente cirúrgica
3º grau (espessura total)
esbranquiçada ou carbonizada, seca
insensível
não cicatriza espontaneamente — enxerto
2. Extensão: regra dos nove e palma da mão
Região
Adulto
Criança
Cabeça e pescoço
9%
18%
Cada braço
9%
9%
Tronco anterior
18%
18%
Tronco posterior
18%
18%
Cada perna
18%
13,5%
Períneo
1%
1%
A palma da mão do paciente (com os dedos) equivale a ≈ 1% da superfície corporal. Para o cálculo da reanimação volêmica contam-se apenas 2º e 3º graus — queimadura de 1º grau não entra na fórmula (pegadinha clássica).
3. Reanimação volêmica: a fórmula e o alvo
4. Condutas gerais que valem ponto
Primeiro socorro: água corrente em temperatura ambiente por ≈ 20 min, eficaz em até 3 h da lesão; NUNCA gelo (vasoconstrição e nova lesão); em crianças, limitar a área resfriada (hipotermia).
Via aérea por inalação: queimadura circular de pescoço/face, vibrissas queimadas, escaras na saliva, estridor, tosse com fuligem → INTUBAÇÃO PRECOCE (o edema fecha a via em horas; esperar é perder a janela).
Analgesia: opioide IV titulado (morfina 0,05–0,1 mg/kg) — nunca IM (absorção imprevisível no choque); curativo estéril com soro; retirar roupas e anéis (edema progressivo).
Sonda nasogástrica no grande queimado (íleo paralítico), profilaxia de úlcera de estresse (Curling), tétano, nutrição enteral PRECOCE (hipermetabolismo prolongado).
Antibiótico profilático sistêmico NÃO é rotina — a infecção se trata quando surge.
Queimadura circular de membro/tórax com comprometimento vascular (pulso ausente, cianose, dor crescente) → ESCAROTOMIA de urgência.
5. Elétricas e químicas
Elétrica: monitorização eletrocardiográfica inicial em todos; mioglobinúria (urina escura, CK alto) → expansão vigorosa e alcalinização urinária; síndrome compartimental pelo dano muscular profundo.
Química: retirar o agente seco (escovar) e irrigar copiosamente com água por ≥ 20 min; álcalis lesam por mais tempo que ácidos; hidrofluorídico → cálcio tópico; cáustico ingerido: NÃO induzir vômito e NÃO dar carvão — endoscopia.
6. Afogamento: definição e graus
Afogamento (OMS) é o processo de experimentar comprometimento respiratório por submersão/imersão em líquido — os termos near-drowning e afogamento seco/molhado caíram em desuso. A lesão central é a HIPOXIA (aspiração de pequenos volumes de água já compromete a troca gasosa, ou laringospasmo prolongado). No Brasil morrem cerca de 6 mil pessoas/ano por afogamento (SOBRASA); no mundo, a OMS estima centenas de milhares de óbitos anuais.
Grau (Szpilman)
Apresentação
Conduta
1
tosse, sem alteração auscultatória
observação e orientação
2
sibilos/crepitações dispersas
O₂, observação 6–24 h
3
edema agudo de pulmão SEM hipotensão
O₂ de alto fluxo/CPAP, hospitalizar
4
edema agudo de pulmão COM hipotensão
reanimação, UTI
5
parada respiratória (com pulso)
ventilação imediata — via aérea
6
parada cardiorrespiratória
RCP completa
7. Resgate e RCP: a regra das 5 insuflações
Retirar da água com precaução de coluna (trauma cervical associado é raro, mas existe no mergulho em águas rasas); ventilação na água apenas por socorrista treinado.
Vítima sem respiração: começar com 5 INSUFLAÇÕES de resgate (a parada é primariamente hipóxica) e prosseguir 30:2 — diferente da parada cardíaca primária, em que se começa pelas compressões.
DEA assim que disponível; via aérea avançada precoce (edema pulmonar, aspiração de conteúdo gástrico).
Manobra de Heimlich/drenagem de água: NÃO — o volume aspirado é pequeno e a manobra atrasa a ventilação, com risco de regurgitação e aspiração.
Hipotermia: aquecer ativamente — vítima de água fria hipotérmica pode sobreviver a submersões longas (neuroproteção): “não está morto enquanto não estiver quente e morto”.
Complicações tardias: no afogado, síndrome de angústia respiratória, pneumonia aspirativa (tratar clinicamente, não profilaticamente) e encefalopatia anóxica; no grande queimado, infecção (principal causa de morte tardia), cicatrizes hipertróficas e contraturas — a reabilitação começa na fase aguda.
Questões do módulo · 06
2 questões · níveis misturados · 5 alternativas
1.AvançadoHomem, 70 kg, queimaduras de 2º grau em tórax anterior e abdome (18% SCQ), sem lesão inalatória, chega 30 min após o acidente. Pela fórmula atual de reanimação (2 mL/kg/%SCQ no adulto), o volume de Ringer lactato previsto nas primeiras 24 h e o ritmo:
2.IntermediárioCriança de 6 anos retirada de piscina, sem resposta, em apneia, com pulso central palpável. Conduta de resgate:
emergência × urgência × pseudocrise · autoregulação e queda segura · metas por órgão-alvo (tabela) · drogas IV (tabela) · o que nunca fazer
Limiar típico
> 180/120
mmHg — o que classifica é o DANO AGUDO, não o número
Redução segura
≤ 25%
da pressão arterial média na 1ª hora
Dissecção de aorta
PAS 100–120
mmHg e FC < 60 bpm — betabloqueador ANTES do vasodilatador
Urgência (sem dano)
VO 24–48 h
reajuste oral e observação — nada de IV
1. Fisiopatologia: por que baixar rápido faz mal
O hipertenso crônico tem a curva de autoregulação do fluxo cerebral deslocada para a direita: cérebro, rim e coração só mantêm perfusão constante em pressões mais altas. Queda abrupta abaixo do limiar inferior de autoregulação causa isquemia (incluindo extensão de infarto cerebral em área de penumbra) — por isso a regra de reduzir no máximo 25% da pressão arterial média na primeira hora e levar 24–48 h até níveis próximos do normal. O mecanismo da crise é falha aguda da autoregulação com disfunção endotelial e liberação de mediadores vasoativos.
2. Quadros e metas por órgão-alvo
Quadro (emergência)
Droga de escolha
Meta
Encefalopatia hipertensiva
nicardipina IV (ou labetalol)
reduzir ~20–25% na 1ª h; 160/100–110 em 2–6 h
Dissecção aguda de aorta
esmolol/labetalol IV PRIMEIRO, depois vasodilatador
PAS 100–120 o quanto antes + FC < 60 bpm
Edema agudo de pulmão
nitroglicerina IV + diurético de alça IV
redução gradual; EVITAR betabloqueador e hidralazina
Síndrome coronariana aguda
nitroglicerina IV (+ betabloqueador conforme caso)
reduzir se PAS > 160 mmHg, gradual
AVC isquêmico
não tratar abaixo de 220/120 mmHg (sem lise); 180/105 após trombólise
permissiva — hipotensão estende a penumbra
AVC hemorrágico
nicardipina IV
PAS ~140 mmHg, evitando quedas excessivas
Pré-eclâmpsia grave/eclampsia
hidralazina IV, labetalol IV ou nifedipina VO + sulfato de magnésio
PAS < 160/110; resolver a gestação
Crise de feocromocitoma
fentolamina/nicardipina; betabloqueador DEPOIS do alfa
controle gradual
Intoxicação por cocaína
benzodiazepínicos ± nitroglicerina/nicardipina
evitar betabloqueador isolado
3. As drogas IV da emergência
Droga
Dose
Início
Nota
Nicardipina IV
5–15 mg/h, titular
5–15 min
previsível e titulável — a mais usada na maioria das emergências
Nitroprussiato de sódio
0,25–10 mcg/kg/min
segundos
potente; toxicidade por cianeto/tiocianato no uso prolongado e na insuficiência renal
Nitroglicerina IV
5–200 mcg/min
2–5 min
venodilatadora — preferida no EAP e na SCA
Labetalol IV
20–80 mg a cada 10 min ou 0,5–2 mg/min
5–10 min
alfa + beta; escolha na gestação e na dissecção
Esmolol IV
bolus 500 mcg/kg → 50–100 mcg/kg/min
1–2 min
ultrarrápido e curto — dissecção, antes do vasodilatador
Hidralazina IV
10–20 mg a cada 4–6 h
10–20 min
imprevisível, taquicardia reflexa — hoje restrita à eclampsia
Fenoldopam IV
0,1–0,3 mcg/kg/min
< 5 min
favorável ao rim na disfunção renal
4. Urgência hipertensiva (sem lesão aguda)
Questões do módulo · 07
2 questões · níveis misturados · 5 alternativas
1.FundamentalHomem, 55 anos, hipertenso, chega com PA 224/128 mmHg, cefaleia leve, sem dor torácica, sem déficit focal e sem dispneia; ECG e exame neurológico normais, creatinina estável. Conduta:
2.AvançadoHomem, 62 anos, dor de rasgamento no peito irradiando para as costas, PA 190/110 no braço direito e 150/90 no esquerdo, FC 104 bpm; angio-TC com dissecção de aorta tipo A. Conduta farmacológica inicial:
CAD: tríade e critérios · CAD × HHS (tabela) · receita hora a hora · edema cerebral · acidose láctica · hipoglicemia · cetoacidose alcoólica · CAD euglicêmica (iSGLT2)
CAD (critérios)
G > 250
mg/dL + pH < 7,3 + HCO₃⁻ < 18 (e gap > 10–12)
Insulina IV
0,1 U/kg/h
infusão contínua — bolus inicial não é necessário
Expansão 1ª hora
15–20 mL/kg
SF 0,9% (≈ 1–1,5 L no adulto)
Glicemia de ajuste
200
mg/dL — trocar para soro com glicose e reduzir a insulina
1. Fisiopatologia em 4 movimentos
Déficit de insulina + excesso de glucagon/cortisol/adrenalina: gliconeogênese e glicogenólise → hiperglicemia.
Hiperglicemia acima do limiar renal (~180 mg/dL): diurese osmótica → perda de água e eletrólitos (5–7 L na CAD; 10–12 L na HHS).
Lipólise → cetogênese hepática (beta-hidroxibutirato e acetoacetato): acidose metabólica com ânion gap elevado.
Acidemia + déficit de insulina deslocam K⁺ para fora da célula: K sérico NORMAL/ALTO com DÉFICIT CORPORAL TOTAL de 3–5 mEq/kg — repor potássio é prioridade antes da insulina se K < 3,3.
2. Diagnóstico e gravidade
CAD
HHS
Glicemia (mg/dL)
> 250
> 600
pH arterial
< 7,30
> 7,30
Bicarbonato (mEq/L)
< 18
> 18
Cetonas séricas
positivas (β-hidroxibutirato alto)
mínimas/ausentes
Osmolalidade (mOsm/kg)
variável
> 320
Sensorium
alerta a sonolento
sonolento a comatoso
Déficit de água (L)
5–7
10–12
Gravidade da CAD: leve (pH 7,20–7,30; HCO₃ 10–18), moderada (pH 7,10–7,20; HCO₃ < 10) e grave (pH < 7,10, HCO₃ < 5, Glasgow alterado). Gatilhos: infecção (o mais comum), omissão de insulina, IAM, pancreatite, fármacos (corticoides, antipsicóticos) e inibidores de SGLT2 — que causam CAD EUGLICÊMICA (glicemia frequentemente < 200–250 mg/dL): dosar cetonas em todo usuário de iSGLT2 com náusea, dor abdominal ou dispneia.
3. Acidose láctica
Tipo A (hipóxia tecidual): choque, sepse, isquemia, convulsão, hipóxia grave — o mais comum na emergência.
Tipo B (sem hipóxia franca): metformina (sobretudo com injúria renal aguda), neoplasias, doença hepática, álcool, linezolida, antirretrovirais.
Lactato ≥ 4 mmol/L associa-se a mortalidade elevada; a conduta é tratar a CAUSA (reperfusão, antibiótico, suspender o fármaco) e suportar — hemodiálise na acidose grave por metformina; bicarbonato não muda o desfecho na acidose láctica em geral.
4. Hipoglicemia na urgência
Tríade de Whipple: sintomas + glicemia < 70 mg/dL + remissão com a correção (< 54 = clinicamente significativa).
Consciente e engolindo: 15–20 g de carboidrato simples por VO, repetindo em 15 min (regra 15/15).
Inconsciente/convulsionando: glicose 50% IV 25 g no adulto (ou glucagon 1 mg IM sem acesso IV), com reavaliação imediata.
Causas de hipoglicemia prolongada (sulfonilureia, insulina de ação longa, insulínoma, álcool, sepse, insuficiência adrenal): observação prolongada — considerar octreotida 50 mcg SC na intoxicação por sulfonilureia.
5. Cetoacidose alcoólica
Bebedor crônico com vômitos, dor abdominal, glicemia baixa-normal, gap elevado e cetonas positivas sem acidose importante no pH.
Tratamento: soro glicosado + salino e TIAMINA antes/alongada à glicose (prevenir Wernicke); a insulina NÃO é necessária (há insulina endógena suficiente); repor potássio, magnésio e fosfato.
Diferencial de prova: CAD (diabético, glicemia alta, acidose grave) × cetoacidose alcoólica (glicemia baixa-normal, acidose leve, história alcoólica) — o denominador comum é o jejum com bloqueio da gliconeogênese.
Complicações e prognóstico: a CAD tratada corretamente resolve em 24–48 h com mortalidade baixa; as armadilhas são iatrogenia (hipoglicemia, hipopotassemia, edema cerebral) e o gatilho não tratado. O HHS mantém mortalidade mais alta (10–20%) pelo perfil do paciente e pela desidratação extrema.
Questões do módulo · 08
2 questões · níveis misturados · 5 alternativas
1.AvançadoMulher, 27 anos, CAD (glicemia 480 mg/dL, pH 7,10, HCO₃ 8), com K⁺ sérico 3,0 mEq/L. Antes de iniciar a insulina, qual o passo obrigatório?
2.IntermediárioHomem, 70 anos, diabetes tipo 2, sonolento há 3 dias: glicemia 940 mg/dL, osmolalidade 334 mOsm/kg, pH 7,36, HCO₃ 22, cetonas negativas, sem hiperpneia. Diagnóstico e linha de tratamento:
violência e maus-tratos: sinais e acolhimento · violência sexual: PEP e notificação · desastres: Sendai e PNPDEC · triagem START/SALT · analgesia e sedação
IPV no mundo
≈ 1 em 3
mulheres já sofreram violência física/sexual (OMS)
PEP HIV
≤ 72 h
por 28 dias, quanto antes melhor
START: perfusão
> 2 s
recarga capilar ou ausência de pulso radial = vermelho
Cetamina subdissociativa
0,1–0,3 mg/kg
IV — analgesia poupadora de opioide
1. Violência e maus-tratos: tipos e epidemiologia
Tipos: física, psicológica, sexual, negligência (e financeira no idoso) — contra a mulher (parceiro íntimo), criança e adolescente, idoso e pessoa vulnerável.
OMS (2013): cerca de 30% das mulheres do mundo já sofreram violência física e/ou sexual por parceiro ou outra pessoa — a maior parte nunca chega ao serviço de saúde ou chega sem ser identificada (subnotificação).
No Brasil, a violência contra a mulher (Lei Maria da Penha) e os maus-tratos são agravos de NOTIFICAÇÃO COMPULSÓRIA (SINAN) — notificar não quebra sigilo médico: é dever legal.
USPSTF 2018: rastreamento recomendado para violência pelo parceiro íntimo em mulheres em idade reprodutiva (recomendação B); evidência insuficiente para rastrear rotineiramente abuso de idosos e adultos vulneráveis.
2. Sinais de alerta por faixa etária
Vítima
Sinais de alta suspeita
Criança
equimoses em criança < 4–9 meses que não deambula ou < 4 anos em tronco/orelhas/pescoço (regra TEN-4) · queimaduras em luva/meia/imersão · fraturas costais posteriores e lesões metafisárias · história incompatível com o desenvolvimento/lesão · demora em procurar atendimento
Mulher (parceiro íntimo)
lesões em fases diferentes de cicatrização, centralizadas (tórax/abdomen/face pescoço) · acompanhante que responde por ela · atraso na busca de atendimento · lesões durante a gestação · queixa vaga e recorrente
Idoso
imobilidade/lesões por pressão, desnutrição, higiene precária em dependência financeira · escaras, cordas nos punhos · uso financeiro indevido (negligência é o tipo mais comum)
3. Desastres e medicina de catástrofe
Definição operacional: evento que a capacidade de resposta local não absorve — o problema deixa de ser cada paciente e passa a ser a alocação de recursos.
Marco de Sendai 2015–2030 (ONU): 4 prioridades — compreender o risco, governança, investimento na redução de risco e preparação para resposta e reconstrução melhor.
Brasil: Política Nacional de Proteção e Defesa Civil (PNPDEC, Lei 12.608/2012) e a atuação em fase de prevenção/mitigação, preparação, resposta e reconstrução.
Fases da resposta: segurança da cena PRIMEIRO (cenário seguro), comando de incidente, triagem, tratamento, transporte — na cena não seguros, ninguém entra.
4. Triagem de múltiplas vítimas: START (e SALT)
START — adulto
A vítima anda e obedece comandos?
▼
Deambula ao comando
VERDE (minor/delayed): ferimentos leves — encaminhar para área de espera e reavaliar.
Não deambula — avaliar em 30 s
FR > 30 após abertura da via aérea → VERMELHO (imediato).
Perfusão: recarga capilar > 2 s ou pulso radial ausente → VERMELHO; hemorragia externa → compressão.
Mental: não obedece comandos simples → VERMELHO.
Cumprindo os três com normalidade → AMARELO (retardado).
Não respira após abrir a via aérea
PRETO (falecido/expectante) no adulto: na cena com múltiplas vítimas, não se inicia RCP — recurso vai para os vermelhos.
SALT acrescenta: ordenação global (andar/movimento/parado), intervenções que salvam em 30 s (descompressão, hemostasia, antídoto autoinjetor) e categoria cinza expectante quando recursos insuficientes.
Crianças: JumpSTART — apneico com pulso recebe 5 insuflações de resgate antes de classificar (criança respira após insuflação = vermelho).
Princípio ético da triagem: o maior bem ao maior número — inverte a lógica do atendimento individual (o mais grave não é, necessariamente, o primeiro a ser tratado).
Reavaliar continuamente: a categoria muda com a evolução e com os recursos disponíveis.
5. Analgesia em urgência
Medir sempre (escala visual analógica 0–10 ou EVND) e reavaliar: oligoanalgesia (dor subtratada) é falha assistencial clássica da emergência.
Primeiro degrau: dipirona IV 1–2 g (início ≈ 30 min; primeira linha no Brasil) e/ou AINE IV (ex.: cetoprofeno 100 mg 8/8 h; cuidado em DRC, asma, sangramento ativo e choque).
Opioide IV titulado: morfina 0,05–0,1 mg/kg em aliquotas a cada 5–10 min (libera histamina — evitar no choque) ou fentanil 0,5–1 mcg/kg (mais estável); petidina saiu de cena (metabólito convulsivante).
Cetamina subdissociativa 0,1–0,3 mg/kg IV: analgesia potente poupadora de opioide, útil na dor grave e no paciente instável; efeitos psiquiátricos leves e transitórios.
Cólica renal: AINE é primeira linha (pelo menos tão eficaz quanto opioide) + dipirona; opioides como segunda opção.
Dor abdominal diagnóstica: revisões sistemáticas mostram que a analgesia opioide NÃO aumenta o erro diagnóstico nem altera achados do exame — aliviar antes da avaliação cirúrgica é aceito e é a conduta humanizada.
6. Sedação procedural
Cetamina dissociativa 1–1,5 mg/kg IV (ou 4 mg/kg IM): mantém via aérea e reflexos, excelente para procedimentos em crianças e adultos jovens; contraindicada relativa em hipertensão/descompensação psicótica prévia.
Midazolam 0,05–0,1 mg/kg + fentanil 1 mcg/kg: sedação convencional — depressão de via aérea dose-dependente.
Requisitos: monitorização contínua (idealmente capnografia), aspirador, bolsa-máscara e desfibrilador acessíveis, profissional dedicado à sedação e critérios de alta definidos.
Questões do módulo · 09
2 questões · níveis misturados · 5 alternativas
1.IntermediárioExplosão com 30 vítimas. Na triagem START, homem não deambula: respiração 36/min após abertura da via aérea, pulso radial presente, obedece a comandos, sangramento externo em membro. Classificação:
2.FundamentalMulher, 23 anos, chega 10 h após violência sexual, estável, com lacras vaginais. Conduta do serviço de emergência:
toda AESP/assistolia refratária esconde uma causa reversível — trate a causa, não mais um ciclo.
Tanque, bomba e tubos
hipovolêmico enche · cardiogênico inotrópico · obstrutivo desobstrui · distributivo vasoconstrige + trata a causa.
Seco × molhado
anticolinérgico tem pele seca, simpaticomimético suado — ambos midríaticos e taquicárdicos.
Regra dos nove
adulto: 9-9-18-18-18-1 · criança: cabeça 18 e perna 13,5 (a cabeça da criança é maior).
5 insuflações
afogamento (e pediatria) começam pela ventilação — a parada é hipóxica.
Betabloqueador antes do vasodilatador
dissecção de aorta: reduzir FC primeiro, senão o dP/dT estende a lesão.
Glicemia 200 = troca o soro, não para a insulina
no CAD o alvo é o ânion gap, não o gliceminha.
Cores do START
vermelho já · amarelo em horas · verde anda · preto não respira após via aérea.
As pegadinhas mais cobradas
Gasping é parada: a resposta é RCP imediata, não observação.
Amiodarona 300 mg é a 1ª dose (3º choque); 150 mg é a 2ª (5º choque).
Succinilcolina no queimado > 48 h, no crush e no denervado: hipercalemia letal — usar rocurônio.
Tensão-pneumotórax é diagnóstico clínico: agulha antes de RX/TC.
Hipotensão no politrauma quase nunca é do TCE isolado — procure o sangramento oculto.
Carvão não adsorve álcool, lítio, ferro, hidrocarboneto e cáustico.
Atropina trata os muscarínicos do organofosforado; a fasciculação pede pralidoxima.
No afogado não se faz Heimlich e não se começa com compressões — 5 insuflações primeiro.
Urgência hipertensiva é oral (24–48 h); sublingual de nifedipina/captopril é proibido.
Suspende-se a insulina da CAD quando fecha o gap, não quando a glicemia normaliza; K < 3,3 trava a insulina.
iSGLT2 causa CAD euglicêmica — dosar cetonas, não confiar na glicemia.
START: adulto que não respira após abrir a via aérea é preto — RCP não entra na triagem de múltiplas vítimas.
PEP do HIV tem prazo de 72 h — não se agenda para depois nem se exige boletim de ocorrência.
Informações que não podem ser esquecidas
Toda parada: compressão de qualidade + choque precoce — fármaco nenhum substitui os dois primeiros elos.
Todo paciente que precisa de tubo: pré-oxigenar, posicionar em rampa e ter plano de falha (supraglótica → cirúrgica).
Todo choque: classificar o tipo antes de empilhar volume — obstrutivo não se resolve com soro.
Todo politrauma: ordem A–E e reavaliar; a letalidade precoce é via aérea, respiração e sangramento.
Todo intoxicado: glicemia e ECG na chegada; antídoto específico é a exceção, suporte é a regra.
Todo grande queimado: calcular SCQ, fórmula de reanimação e encaminhar ao centro de queimados pelos critérios.
Toda PA muito alta: procurar lesão aguda de órgão-alvo antes de escolher via e velocidade de redução.
Toda CAD: hidratação + insulina em infusão + potássio, mantendo a insulina até o gap fechar.
Toda suspeita de violência: privacidade na entrevista, registro detalhado, notificação compulsória e proteção da vítima.
Quadro-síntese: diagnóstico pela palavra-chave
Se a questão diz…
Pense em…
Não responde + respiração agônica
Parada cardiorrespiratória — RCP imediata
Hipotenso + murmúrio ausente + jugular cheia
Tensão-pneumotórax — agulha imediata
Midríase + pele seca + retenção urinária
Toxidrome anticolinérgico
Miose + broncorreia + fasciculações no agropecuário
Organofosforado — atropina + pralidoxima
Queimadura circular de membro + pulso ausente
Escarotomia de urgência
Criança retirada de piscina em apneia com pulso
5 insuflações de resgate
PA 230/130 + dor de rasgamento para as costas
Dissecção — betabloqueador IV antes do vasodilatador
Glicemia 480 + pH 7,10 + K 3,0
CAD — repor potássio antes da insulina
Glicemia 940 + sonolência + cetonas negativas
Estado hiperosmolar (HHS)
Equimoses em tronco/orelhas em lactante
Abuso físico infantil — notificar
Múltiplas vítimas + não deambula + FR 36
START vermelho
Choque com FC 48 e pele seca após queda
Choque neurogênico — vasopressor
Prova final — bateria geral
8 questões cobrindo todos os módulos proporcionalmente + gabarito
1.FundamentalNa RCP do adulto com um socorrista e via aérea não instrumentada, a relação compressão/ventilação e as características da compressão corretas são:
2.AvançadoPaciente séptico grave torna-se hipotenso logo após intubação de sequência rápida com propofol e ventilação a 28 respirações/min com volume alto. Conduta:
3.IntermediárioHomem, 58 anos, febre 39 °C, PAS 74/40, FC 120, lactato 5 mmol/L, hipotenso após 30 mL/kg. Já colhidas hemoculturas. Próximos passos na primeira hora:
4.Prova difícilMotociclista com TCE (GCS 7) e PAS 72 mmHg. FAST negativo, sem sangramento externo evidente, RX de tórax sem derrame maciço, pelve estável. A hipotensão:
5.IntermediárioAdolescente ingeriu antidepressivo tricíclico há 1 h: QRS 124 ms, FC 118, PAS 96/60, sonolento. Conduta específica imediata:
6.IntermediárioEletricista sofre choque de alta tensão: entrada na mão direita e saída no pé, queimadura cutânea de 3% SCQ, urina marrom-avermelhada. Conduta priorizada:
7.IntermediárioHomem, 60 anos, PA 236/134 mmHg com cefaleia, vômitos e confusão progressiva; sem focalização; TC sem sangramento. Diagnóstico e conduta:
8.FundamentalNa cetoacidose diabética em tratamento com insulina IV, quando a glicemia atinge 200 mg/dL com ânion gap ainda aberto, qual a conduta?
Gabarito rápido
1-B · 2-B · 3-A · 4-B · 5-B · 6-B · 7-B · 8-B
Referencial teórico
29 fontes reais · DOI verificado
diretriz / revisãoPanchal AR, Bartos JA, Cabañas JG, et al. Part 3: Adult Basic and Advanced Life Support: 2020 American Heart Association Guidelines for CPR and Emergency Cardiovascular Care. Circulation. 2020;142(16_suppl_2):S366–S468.doi.org/10.1161/CIR.0000000000000916
diretriz / revisãoSoar J, Böttiger BW, Carli P, et al. European Resuscitation Council Guidelines 2021: Adult advanced life support. Resuscitation. 2021;161:115–151.doi.org/10.1016/j.resuscitation.2021.02.013
diretriz / revisãoDankiewicz J, Wetterslev J, Cronberg T, et al. Hypothermia versus Normothermia after Out-of-Hospital Cardiac Arrest (TTM-2). N Engl J Med. 2021;385:2337–2346.doi.org/10.1056/NEJMoa2100591
diretriz / revisãoAmerican College of Surgeons Committee on Trauma. Advanced Trauma Life Support (ATLS): Student Course Manual. 10ª ed. Chicago: ACS; 2018 (edição).
diretriz / revisãoKortbeek JB, Al Turki SA, Ali J, et al. Advanced Trauma Life Support, 8th edition, the evidence for change. J Trauma. 2008;64(6):1638–1650.doi.org/10.1097/TA.0b013e318174ba3b
diretriz / revisãoRossaint R, Afshari A, Bouillon B, et al. The European guideline on management of major bleeding and coagulopathy following trauma: sixth edition. Crit Care. 2023;27(1):80.doi.org/10.1186/s13054-023-07944-1
diretriz / revisãoVincent JL, De Backer D. Circulatory shock. N Engl J Med. 2013;369(18):1726–1734.doi.org/10.1056/NEJMra1208943
diretriz / revisãoEvans L, Alhazzani W, Levy MM, et al. Surviving Sepsis Campaign: International Guidelines for Management of Sepsis and Septic Shock 2021. Intensive Care Med. 2021;47(11):1181–1247.doi.org/10.1007/s00134-021-06506-y
diretriz / revisãoHoffman JR, Wolfson AB, Todd K, Mower WR. Validity of a set of clinical criteria to rule out injury to the cervical spine in patients with blunt trauma (NEXUS). N Engl J Med. 2000;343(2):94–99.doi.org/10.1056/NEJM200007133430203
diretriz / revisãoGummin DD, Mowry JB, Beuhler MC, et al. 2022 Annual Report of the National Poison Data System (NPDS). Clin Toxicol (Phila). 2023;61(10):717–939.doi.org/10.1080/15563650.2023.2268981
diretriz / revisãoEddleston M, Buckley NA, Eyer P, Dawson AH. Management of acute organophosphorus pesticide poisoning. Lancet. 2008;371(9612):597–607.doi.org/10.1016/S0140-6736(07)61202-1
diretriz / revisãoQuan L, Bierens JJLM, Lis R, et al. Predicting outcome of drowning at the scene: a systematic review and meta-analyses. Resuscitation. 2016;104:63–76.doi.org/10.1016/j.resuscitation.2016.04.020
diretriz / revisãoJeschke MG, van Baar ME, Choudhry MA, et al. Burn injury. Nat Rev Dis Primers. 2020;6:11.doi.org/10.1038/s41572-020-0145-5
diretriz / revisãoISBI Practice Guidelines Committee. ISBI Practice Guidelines for Burn Care, Part 1. Burns. 2016;42(5):953–1021.doi.org/10.1016/j.burns.2016.05.014
diretriz / revisãoCunha CB, Campos RC, Azevedo TAM, Gianini VHA. Perfil clínico e epidemiológico de pacientes vítimas de queimaduras, um estudo retrospectivo. Rev Bras Cir Plást. 2023;38(4).doi.org/10.5935/2177-1235.2023rbcp0730-pt
diretriz / revisãoWhelton PK, Carey RM, Aronow WS, et al. 2017 ACC/AHA Guideline for the Prevention, Detection, Evaluation and Management of High Blood Pressure in Adults. Hypertension. 2018;71(6):e13–e115.doi.org/10.1161/HYP.0000000000000065
diretriz / revisãoWilliams B, Mancia G, Spiering W, et al. 2018 ESC/ESH Guidelines for the management of arterial hypertension. Eur Heart J. 2018;39(33):3021–3104.doi.org/10.1093/eurheartj/ehy339
diretriz / revisãoBrandão AAB, Rodrigues CIS, Bortolotto LA, et al. Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial 2025. Arq Bras Cardiol. 2025;122(9):e20250624.doi.org/10.36660/abc.20250624
diretriz / revisãoUmpierrez GE, Dhatariya K, McCoy RG, et al. Hyperglycemic Crises in Adults With Diabetes: A Consensus Report. Diabetes Care. 2024.doi.org/10.2337/dci24-0032
diretriz / revisãoKraut JA, Madias NE. Lactic acidosis. N Engl J Med. 2014;371(24):2309–2319.doi.org/10.1056/NEJMra1309483
diretriz / revisãoKuppermann N, Ghetti S, Schunk JE, et al. Clinical Trial of Fluid Infusion Rates for Pediatric Diabetic Ketoacidosis. N Engl J Med. 2018;379(24):2275–2287.doi.org/10.1056/NEJMoa1716816
diretriz / revisãoChristian CW; Committee on Child Abuse and Neglect. The Evaluation of Suspected Child Physical Abuse. Pediatrics. 2015;135(5):e1337–e1354.doi.org/10.1542/peds.2015-0356
diretriz / revisãoCurry SJ, Krist AH, Owens DK, et al. Screening for Intimate Partner Violence, Elder Abuse, and Abuse of Vulnerable Adults: US Preventive Services Task Force Recommendation Statement. JAMA. 2018;320(16):1678–1687.doi.org/10.1001/jama.2018.14798
diretriz / revisãoLerner EB, Schwartz RB, Coule PL, et al. Mass Casualty Triage: An Evaluation of the Data and Development of a Proposed National Guideline. Disaster Med Public Health Prep. 2008;2(Suppl 1):S25–S34.doi.org/10.1097/DMP.0b013e318182194e
diretriz / revisãoSin B, Ternas T, Motov S. The Use of Subdissociative-Dose Ketamine for Acute Pain in the Emergency Department. Acad Emerg Med. 2015;22(3):251–257.doi.org/10.1111/acem.12604
notaResumo didático elaborado a partir das diretrizes e revisões acima (verificáveis pelo DOI) e dos artigos publicados desta matéria na Central de Estudos (fonte principal). Nenhuma referência inventada; em caso de divergência entre fontes, vale a versão vigente do protocolo oficial — confira sempre antes da conduta real.
acesso de membros
Entre para acessar
Matérias, materiais na íntegra, resumos, quiz e revisões ficam liberados na sua conta — a prévia desfocada é só um gostinho.