Baseado nos artigos publicados da matéria Alergia e Imunologia Clínica da Central de Estudos (fonte principal) e nas diretrizes vigentes — WAO Anaphylaxis Guidance 2020, EAACI 2021–2024, practice parameters AAAAI 2016–2023, ARIA, GINA 2025/SBPT 2020, IUIS 2022 (complemento, sempre com DOI). Resumo de estudo — na conduta real, confira sempre a versão vigente do protocolo.
01
Rinite alérgica
via aérea única · classificação ARIA · diagnóstico e testes alérgicos · anti-histamínicos e corticoide nasal · rinite medicamentosa · complicações
Intermitente
< 4 dias/sem
ou duração < 4 semanas (ARIA)
Persistente
≥ 4 dias/sem
e duração ≥ 4 semanas
Prick positivo
pápula ≥ 3 mm
hiperemia isolada não conta
Descongestionante
≤ 3–5 dias
risco de rinite medicamentosa
1. Apresentação clínica
A tétrade clássica, ao contrário da rinite infecciosa: espirros em salvas, prurido nasal, rinorreia aquosa e obstrução nasal, com sintomas oculares (conjuntivite alérgica) e palidez das turbinosas à rinoscopia. Sintomas em paroxismos, bilateralidade, história familiar de atopia e piora em ambientes específicos (poeira, mofo, pelos, pólen) completam o quadro. O diagnóstico de rinite alérgica é CLÍNICO — teste alérgico só confirma o sensibilizante para orientar evitação e imunoterapia.
2. Classificação ARIA (duração × intensidade)
Intermitente
Persistente
Duração
< 4 dias/semana OU < 4 semanas
≥ 4 dias/semana E ≥ 4 semanas
Leve
sem interrupção do sono nem prejuízo de atividades
idem
Moderada-grave
interrompe o sono, prejudica atividades diárias/trabalho/escola ou sintomas incômodos
idem
3. Confirmação de sensibilização
Prick test (leitura 15–20 min): pápula ≥ 3 mm acima do controle negativo — padrão-ouro in vivo, barato, feito com a pele (suspender anti-histamínicos ≥ 5–7 dias antes).
IgE específica sérica (ImmunoCAP): mesma informação sem depender da pele/da suspensão do anti-histamínico — custo maior.
IgE TOTAL não serve para diagnosticar alergia: eleva-se em atopia, mas também em parasitose e doenças linfoproliferativas.
4. Diagnóstico diferencial
Padrão clínico
Diagnóstico a considerar
Rinorreia clara UNILATERAL, cefaleia/pós-trauma, piora ao inclinar a cabeça
Fístula liquórica (rinorreia de LCR) — não é rinite; investigar (beta-2 transferrina)
Obstrução crônica com uso de descongestionante tópico (oximetazolina) por semanas
Rinite medicamentosa — retirar o vasoconstritor; corticoide nasal ajuda na transição
Espirros ausentes, rinorreia discreta sem prurido, prick negativo, piora com odores/clima
Rinite não alérgica (vasomotora) — anti-histamínico responde pouco; primeira linha é corticoide nasal/ipratrópio
Muco purulento, febre, dor facial, edema doloroso das turbinosas
Rinossinusite infecciosa
Obstrução progressiva unilateral + epistaxe em adulto
Neoplasia nasossinusal — pede endoscopia, não anti-histamínico
5. Tratamento escalonado
Linha
Medida
Nota de prova
Base para todos
controle ambiental + lavagem nasal com solução salina
ácaros: capas antiácaro, lavar roupas de cama a 60 °C, retirar pelúcias e carpetes do quarto
Primeira linha sintomática
anti-histamínico H1 de 2ª geração oral (cetirizina 10 mg/dia, loratadina 10 mg/dia, fexofenadina 180 mg/dia)
não sedam nem atravessam tanto a barreira; 1ª geração (dexclorfeniramina, hidroxizina) caiu em desuso
montelucaste: alerta de eventos neuropsiquiátricos no rótulo
Refratária/com alergia demonstrada
imunoterapia com alérgenos (ver módulo 07)
única intervenção que muda a história natural
6. Complicações e prognóstico
Rinite persistente não controlada associa-se a rinossinusite crônica, pólipos nasais, otite média com efusão (criança), apneia obstrutiva do sono, piora da asma e prejuízo escolar/sono. O prognóstico com tratamento escalonado é excelente; a imunoterapia adequada pode induzir remissão sustentada. A marcha alérgica (atopia → dermatite atópica → rinite → asma) é o pano de fundo para reconhecer o paciente atópico em qualquer questão.
Questões do módulo · 01
2 questões · níveis misturados · 5 alternativas
1.FundamentalHomem, 24 anos, espirros em salvas, prurido nasal e rinorreia aquosa há 6 meses, ≥ 5 dias/semana, acordando de madrugada com o nariz obstruído, com conjuntivite e chiado ao varrer a casa. Prick positivo para ácaros e barata. Qual a classificação ARIA e a primeira linha de tratamento?
2.IntermediárioPaciente com rinite alérgica usa oximetazolina tópica (Afrin) 3 vezes ao dia há 4 meses, com piora progressiva da obstrução nasal. Conduta:
fenótipos T2-alto × T2-baixo · espirometria e FeNO · GINA/SBPT: ICS-formoterol de resgate · asma grave e escolha do biológico · exacerbação
Reversibilidade
≥ 12% e ≥ 200 mL
VEV1 pós-broncodilatador
FeNO alto
≥ 50 ppb
inflamação eosinofílica/T2 (ATS)
Eosinófilos
≥ 150 / ≥ 300
cortes de elegibilidade para anti-IL-5/IL-4R
Asma grave
degrau 4–5
sintomas/exacerbações apesar de terapia máx.
1. Diagnóstico funcional
Espirometria com broncodilatador: obstrução (VEV1/CVF abaixo do limite inferior) com reversibilidade ≥ 12% E ≥ 200 mL no VEV1.
Picos de fluxo (PEF) variáveis: variação diurna > 10% (adultos) sugere asma quando a espirometria basal é normal.
Teste de provocação brônquica com metacolina: PC20 ≤ 8 mg/mL documenta hiper-reatividade no caso com exames normais.
FeNO (óxido nítrico exalado): ≥ 50 ppb em adulto (≥ 35 em criança) = inflamação eosinofílica, prevê resposta a corticoide; < 25 ppb torna pouco provável inflamação T2 ativa.
2. Controle de longo prazo (GINA 2025 / SBPT)
A mudança central das diretrizes atuais: salbutamol ISOLADO como alívio não é mais estratégia para nenhum degrau — todo broncodilatador de resgate vem casado com anti-inflamatório (conceito de alívio anti-inflamatório, AIR).
Degrau (adultos/adolescentes)
Tratamento preferido
Nota
1–2 (leve)
budesonida-formoterol 200/6 µg NA NECESSIDADE (via 1 da GINA)
corticoide inalatório + LABA de resgate por via única (SYGMA)
3
dose baixa de ICS-formoterol de manutenção + resgate com o mesmo inalador (MART)
titular ICS conforme controle
4
dose baixa/média de ICS-LABA de manutenção + formoterol como resgate
revisar técnica, adesão e comorbidades
5
referenciar ao especialista: fenotipar T2 → biológico; tiotrópio
asma grave = degraus 4–5 não controlada
3. Escolha do biológico pelo biomarcador
Biológico
Alvo
Elegibilidade típica
Dose (adulto)
Omalizumabe
IgE
asma alérgica com IgE e peso na faixa de dosificação
SC a cada 2–4 semanas, dose tabelada
Mepolizumabe
IL-5
eosinófilos ≥ 150/µL no último ano
100 mg SC a cada 4 semanas
Benralizumabe
IL-5Rα (depleção de eosinófilos)
eosinófilos ≥ 150–300/µL
30 mg SC × 3 doses mensais, depois a cada 8 semanas
600 mg de ataque, depois 300 mg SC a cada 2 semanas
4. Exacerbação: o que muda na prova
Salbutamol nebulizado/dispensador espaçado em doses repetidas + oxigênio para manter SpO₂ 93–95% + corticoide sistêmico precoce (prednisolona 40–50 mg/dia por 5–7 dias em adulto).
Brometo de ipratrópio associado ao β2 de curta ação nas exacerbações moderadas-graves.
Sulfato de magnésio IV é opção na exacerbação grave que não responde; antibiótico só com evidência de infecção bacteriana.
Ipratrópio e corticoide: a mortalidade da exacerbação está ligada ao atraso do corticoide sistêmico e do oxigênio — não do antibiótico.
Prognóstico: a maioria controla-se com ICS; a minoria grave concentra exacerbações, uso crônico de corticoide oral (osteoporose, diabetes, catarata) e risco de morte — é nela que a fenotipagem T2 e os biológicos mudam desfechos (redução de exacerbações nos registros e ensaios QUEST, MENSA e afins).
Questões do módulo · 02
2 questões · níveis misturados · 5 alternativas
1.IntermediárioMulher, 34 anos, asma desde a infância, rinite alérgica, 3 exacerbações no último ano apesar de ICS-LABA corretamente usado com boa técnica e adesão; VEF1 78%; eosinófilos 420/µL; FeNO 62 ppb; IgE específicas positivas para ácaros. Necessidade crescente de prednisona. Melhor adição terapêutica dirigida ao fenótipo:
2.FundamentalHomem, 26 anos, tosse noturna e chiado há 3 meses; espirometria basal normal. Qual o próximo exame para documentar asma?
critérios clínicos NIAID/FAAN e WAO 2020 · adrenalina IM: quando, dose e via · tratamento de suporte · o que NÃO é primeira linha · bifásica e alta · perioperatória e triptase · autoinjetor
Adrenalina IM
0,01 mg/kg
1:1000, vasto lateral da coxa; máx. 0,5 mg adulto
Repetir
5–15 min
se não há resposta adequada
Autoinjetores
0,15 / 0,3 mg
prescrever DOIS na alta
Reação bifásica
3–20%
horas após — observar 6–12 h nas graves
1. Critérios clínicos (NIAID/FAAN, adotados pela WAO 2020)
Anafilaxia é ALTAMENTE PROVÁVEL quando UM dos 3 critérios é cumprido:
1. Início agudo (minutos–horas) com envolvimento de PELE/MUCOSA (urticária generalizada, prurido, rubor, angioedema, língua/lábios inchados) MAIS ao menos um de: comprometimento respiratório (dispneia, sibilos, estridor, saturação baixa) OU hipotensão/sintomas de disfunção de órgão (síncope, incontinência).
2. DOIS OU MAIS dos seguintes após exposição a alérgeno PROVÁVEL: pele/mucosa + respiratório + hipotensão + sintomas gastrointestinais persistentes (cólica, vômitos, diarreia).
3. HIPOTENSÃO após exposição a alérgeno CONHECIDO para aquele paciente: adulto PAS < 90 mmHg (ou queda > 30% da basal); criança, PAS abaixo do mínimo para idade ou queda > 30%.
Fluxo do atendimento da anafilaxia
Paciente com urticária generalizada + estridor 10 min após picada de abelha — qual a sequência?
▼
1. ADRENALINA IM JÁ
0,01 mg/kg (máx. 0,5 mg) de adrenalina 1:1000 no vasto lateral — sem esperar venoclise, sem esperar exame.
Chamar ajuda, monitorizar (SpO₂, PA, ECG) e puncionar acesso calibroso.
2. POSICIONAR E SUPORTAR
Decúbito dorsal com pernas elevadas (choque); sentado se predomina estridor/dispneia; decúbito lateral esquerdo na gestante.
O₂ alto fluxo se SpO₂ < 94%; expansão com SF 0,9% 20 mL/kg em bolus no choque (vasodilatação intensa).
Salbutamol nebulizado para broncoespasmo persistente; adrenalina nebulizada no estridor de via aérea superior.
3. REFRATÁRIO → UTI
Choque persistente após 2–3 doses IM e expansão: infusão contínua de adrenalina/noradrenalina monitorizada, intubação precoce se edema de via aérea progressivo.
Segunda linha só DEPOIS da adrenalina: anti-histamínico para prurido/urticária e corticoide sistêmico.
2. Diagnóstico diferencial
Quadro
Diferenciação da anafilaxia
Síncope vasovagal
palidez, bradicardia, resolução rápida em decúbito; SEM urticária, prurido, sibilos ou estridor
Crise de asma isolada
sibilos sem urticária/angioedema/hipotensão; história prévia e gatilho respiratório
Angioedema hereditário (C1-inibidor)
angioedema SEM urticária e SEM resposta a adrenalina; cólicas abdominais; C4 e C1-INH baixos; traumático/estrogênio-gatilho
Reação vagal a procedimento
bradicardia + hipotensão imediatas à dor; ausência de sinais cutâneos generalizados
Síndrome escómbróide/carcinoide
rubor/palpitações minutos após peixe; sem hipotensão grave nem broncoespasmo
Reação de pânico
sensação de globo e dispneia sem objetividade (SpO₂ normal, sem sinais cutâneos)
3. Anafilaxia perioperatória (NAP6)
No centro cirúrgico, a incidência aproximada é de 1 caso para cada 10.000 anestesias, com mortalidade em torno de 4% no estudo nacional britânico NAP6. Diferenciais do cenário: pele pode estar coberta (campo cirúrgico) e a hipotensia/broncoespasmo inexplicados sob anestesia são a anafilaxia até prova contrária. Gatilhos em ordem prática: bloqueadores neuromusculares (suxametônio e rocurônio — os mais implicados), antibióticos (a teicoplanina com risco relativo alto), clorexidina, corantes (azul patente) e látex. Conduta idêntica: adrenalina IM/IV titulada, volume, e coletar TRIPTASE sérica (idealmente 30 min–2 h do evento, com basal ≥ 24 h depois) antes de encaminhar ao alergista.
4. Triptase e mastocitose
Triptase sérica pico entre 30 min e 2 h do evento e retorna à basal após ≥ 24 h — o par evento/basal documenta ativação de mastócito.
Triptase BASAL elevada (> 11,4 µg/L) após anafilaxia de gravidade desproporcional ou idiopática: investigar mastocitose sistêmica (mutação KIT D816V).
Anafilaxia recorrente sem gatilho claro + triptase alta: suspeita de mastocitose — encaminhar.
5. Alta e prevenção secundária
Prognóstico: com adrenalina precoce, a mortalidade é baixa; os preditores de gravidade são asma não controlada, doença cardiovascular, atraso na adrenalina, idade extrema e mastocitose. Morte ocorre por obstrução respiratória (predomina em alimentos) e choque refratário (medicamentos/contraste).
Questões do módulo · 03
2 questões · níveis misturados · 5 alternativas
1.FundamentalHomem, 28 anos, 10 minutos após a 3ª dose de amoxicilina: urticária generalizada, angioedema de lábios, estridor e PA 76/48 mmHg. Primeira conduta:
2.Prova difícilPaciente hipertenso em propranolol evolui com anafilaxia por contraste: após 3 doses de adrenalina IM e 2 L de SF, mantém PAS 62 mmHg com bradicardia. Próxima medida farmacológica específica para o contexto:
definição e classificação · ativação de mastócitos e autoimunidade · investigação enxuta · escalonamento EAACI 2022 (4× anti-histamínico → omalizumabe → ciclosporina) · diferencial vasculite
Crônica
> 6 semanas
lesões diárias ou recorrentes
2ª linha
até 4× a dose
anti-histamínico H1 de 2ª geração
3ª linha
omalizumabe
150–300 mg SC a cada 4 semanas
4ª linha
ciclosporina
2,5–5 mg/kg/dia como adjuvante
1. Classificação
Tipo
Definição
Exemplos
Urticária crônica espontânea (UCE)
lesões recorrentes > 6 semanas SEM estímulo definido
a forma da prova; 2/3 só placas, parte com angioedema
Indutível (física/estímulo definido)
lesões reproduzidas pelo estímulo testável
dermografismo, colinérgica (calor/exercício), ao frio, por pressão tardia, solar, vibratória
2. Características da lesão que fecham o diagnóstico
Placa eritematoedematosa com HALO pálido, PRURIGINOSA, transitória (cada lesão resolve em < 24 h SEM resíduo) e migratória — a fotografia do dia seguinte mostra outras placas.
Lesão que dura > 24 h, dói mais que coça, deixa hipoemia/hematomas ou púrpura: pensar em VASCULITE urticariforme (biópsia) — outro diagnóstico.
Angioedema SEM placas urticaríneas: via de bradicinina (hereditário/IECA) — não responde a anti-histamínico.
3. Investigação: enxuta e dirigida
A diretriz internacional EAACI/GA2LEN 2022 recomenda história e exame detalhados com investigação mínima: hemograma com eosinófilos, PCR e VHS são razoáveis; testes de estímulo padronizados para as suspeitas indutíveis. NÃO é recomendado rastreio indiscriminado de alergia alimentar, sorologias ou painéis autoimunes amplos. Exceções dirigidas: suspeita de vasculite (biópsia), sinais de síndrome autoinflamatória (proteína SAA, PCR — Schnitzler, criopirinopatias), tireoidite autoimune (TSH/ac anti-TPO) pela associação descrita com UCE, e teste do soro autólogo como marcador de autoimunidade em serviços com experiência.
4. Tratamento escalonado (EAACI 2022)
Passo
Conduta
Nota
1
anti-histamínico H1 de 2ª geração em dose padrão (cetirizina 10 mg, desloratadina 5 mg, fexofenadina 180 mg)
a base; 1ª geração (sedativos) é abandonada
2
aumentar até 4× a dose padrão do mesmo anti-histamínico
uso fora do rótulo endossado pela diretriz antes de trocar de classe
3
omalizumabe 150–300 mg SC a cada 4 semanas
resposta rápida na maioria dos refratários; reações no local de aplicação são o efeito adverso principal
4
adicionar ciclosporina 2,5–5 mg/kg/dia
para omalizumabe-refratário; monitorar PA, creatinina e interações
Flare grave
curso curto de corticoide oral (ex.: prednisona até 40 mg/dia por ≤ 7–10 dias)
NUNCA manutenção — rebote e efeitos adversos
5. Evolução e prognóstico
A UCE é doença autolimitada em muitos pacientes, com curso variável: parte substancial entra em remissão em 1–2 anos, mas uma minoria relevante persiste 5 anos ou mais — angioedema associado, forma autoimune e títulos altos de autoanticorpos marcam maior duração. O impacto principal é qualidade de vida (prurido, insônia, ansiedade) comparável a doenças crônicas graves; omalizumabe devolve controle sem o perfil de risco da corticoterapia contínua.
Questões do módulo · 04
2 questões · níveis misturados · 5 alternativas
1.IntermediárioMulher, 35 anos, há 4 meses placas urticadas pruriginosas diárias, cada lesão desaparece em poucas horas, sem angioedema; hemograma e PCR normais; já usa cetirizina 10 mg/dia sem controle. Próximo passo:
2.AvançadoPaciente com UCE em uso de cetirizina 40 mg/dia há 8 semanas mantém placas diárias que prejudicam o sono. Conduta conforme a diretriz EAACI 2022:
critérios e escores de gravidade (SCORAD/EASI) · terapia básica e tópicos · fototerapia · sistêmicos clássicos × dupilumabe × inibidores de JAK · infecções (eczema herpético)
SCORAD grave
> 50
leve < 25 · moderada 25–50
Dupilumabe adulto
600 mg → 300 mg/2 sem
carga SC, depois 300 mg a cada 2 semanas
Upadacitinibe
15–30 mg/dia
JAK oral (Measure Up 1)
Ciclosporina
off-label
2,5–5 mg/kg/dia
1. Diagnóstico e graduação de gravidade
Diagnóstico clínico (essenciais de Hanifin-Rajka): prurido + eczema típico com distribuição característica + curso crônico recorrente + atopia pessoal/familiar.
Gravidade objetiva: SCORAD (leve < 25, moderada 25–50, grave > 50) e EASI — os escores usados nos ensaios dos sistêmicos; POEM para o paciente.
Sinais de gravidade que mudam a vida: prurido que impede o sono, eritrodermia, lesões extensas, falha de terapia tópica correta, infecções recorrentes.
2. Terapia básica e tópica (para TODOS os degraus)
Emoliente (creme/loção/unguento) em todo o corpo, 2 ou mais aplicações/dia, continuamente — inclusive nas fases boas.
Banho morno e curto com sabonete syndet (sem detergente); aplicar o emoliente logo após a secagem.
Corticoide tópico de potência adequada à região (moderado-potente em tronco/membros; baixa potência/TCI em face, dobras, genitália) em curso definido para as crises.
Inibidores tópicos de calcineurina (tacrolimo 0,03–0,1%, pimecrólimo 1%) para face/dobras e manutenção proativa 2×/semana nos sítios recidivantes.
Antisséptico/antibiótico só para infecção clínica (impetiginização), não de rotina; banhos diluídos de hipoclorito têm evidência limitada.
3. Escalonamento sistêmico na DAgrave
Opção
Mecanismo/posologia
Ponto de prova
Fototerapia (UVB narrowband)
2–3 sessões/semana
opção em DA moderada sem controle tópico; risco carcinogênico de longo prazo é baixo
anti-IL-4Rα; 600 mg de carga → 300 mg SC a cada 2 semanas (adulto)
biológico de primeira escolha; eficácia em SOLO 1/2; conjuntivite é o efeito adverso característico
Upadacitinibe / abrocitinibe (JAK1)
upadacitinibe 15–30 mg VO/dia
resposta rápida (Measure Up 1 — upadacitinibe; JADE — abrocitinibe); advertência de caixa JAK: trombose, MACE, infecções, citopenias — não 1ª escolha em > 65 anos/fatores cardiovasculares
Metotrexato/azatioprina
imunossupressores clássicos
alternativas de custo, com monitorização laboratorial
4. Comorbidades e prognóstico
A DA grave associa-se a alergia alimentar (criança), asma e rinite (marcha alérgica), dermatite de mão, catarata/queratocone, distúrbio do sono, ansiedade/depressão e perda de escolaridade/work. Com o escalonamento atual (emoliente + tópicos → fototerapia → dupilumabe/JAK/ciclosporina), a maioria alcança controle; a DA infantil extensa persiste em parcela dos adultos — e o prurido, não o eritema, é o sintoma-guia de eficácia.
Questões do módulo · 05
2 questões · níveis misturados · 5 alternativas
1.IntermediárioMulher, 27 anos, DA desde a infância, SCORAD 62, prurido que a acorda toda a noite, falha de corticoide tópico correto + emoliente + TCI por 3 meses, sem infecção ativa. Primeira escolha de escalonamento sistêmico atual:
2.FundamentalLactente de 11 meses com DA apresenta em 2 dias piora intensa: lesões dolorosas, arredondadas e “crateradas” agrupadas no tronco, febre 39 °C e irritabilidade. Conduta:
Mais de 90% dos pacientes rotulados como “alérgicos à penicilina” TOLERAM a droga quando formalmente avaliados — o rótulo empurra para alternativas piores (vancomicina, quinolonas, clindamicina: mais C. difficile, falhas e custos).
Avaliação do imediato: prick com determinantes da penicilina (PPL/penicilina G, e menor determinante quando disponível) → se negativo, desafio/provocação oral supervisionada — padrão-ouro que fecha o delabeling.
Reação cruzada com cefalosporinas de 2ª–4ª geração: < 2% (dirigida pela cadeia lateral R1 semelhante); evitar apenas quando a reação prévia foi grave OU a cadeia lateral é compartilhada (ex.: amoxicilina × cefalexina/cefadroxila).
Alergia grave confirmada (anafilaxia, DRESS, SJS/TEN) à penicilina: contraindicada a reintrodução — alternativa de classe distinta ou dessensibilização se a droga for imprescindível.
3. AINEs: cruzada × seletiva
Fenótipo
Quadro
Conduta
Intolerância cruzada (pseudoalergia, COX-1)
reação com ≥ 2 AINEs quimicamente distintos: urticária/angioedema, ou rinite/asma exacerbada (NERD), ou mista
evitar AINEs não seletivos; PARACETAMOL em dose até 1 g e inibidores seletivos de COX-2 (celecoxibe) tolerados na maioria — confirmar com desafio quando necessário
Alergia seletiva (IgE ou celular a uma única droga)
reação a um único AINE, tolera outros
evitar apenas o culpado; alternativas de estrutura distinta
Reação tardia (não imediata)
exantema, TEN/DRESS (raro)
evitar classe conforme caso; teste de patch em serviços especializados
4. Reações cutâneas graves (SCAR)
Entidade
Clínica e tempo
Gatilhos clássicos
DRESS (síndrome de hipersensibilidade)
2–8 semanas de uso: exantema difuso + edema de face, febre, linfadenopatia, eosinofilia ≥ 700/µL, linfócitos atípicos, comprometimento hepático/renal; reativação de HHV-6
7 variáveis no dia 1: idade > 40 anos; FC > 120 bpm; descolamento corporal > 10% na admissão; ureia sérica > 10 mmol/L (≈ 28 mg/dL); glicemia > 14 mmol/L (≈ 250 mg/dL); bicarbonato < 20 mEq/L; neoplasia ativa/hematológica.
Mortalidade estimada por escore: 0–1 → 3,2%; 2 → 12,1%; 3 → 35,3%; 4 → 58,3%; ≥ 5 → 90%.
Cada ponto soma — na prova, contar as variáveis presentes e escolher a faixa de mortalidade.
6. Hipersensibilidade perioperatória (aponta para o módulo 03)
Bloqueadores neuromusculares (rocurônio, suxametônio) são os maiores gatilhos, seguidos de antibióticos (teicoplanina), clorexidina, azul patente e látex. A triptase sérica colhida no evento (30 min–2 h) e a basal (≥ 24 h depois) orientam a investigação alergológica obrigatória — e a alergia ao látex impõe agendamento como primeira cirurgia do dia e ambiente livre de látex.
Prognóstico: as reações imediatas avaliadas e deslabeladas devolvem a melhor antibioticoterapia; SCAR tem mortalidade de 5–10% (DRESS) até > 30% (TEN), e sobreviventes de SJS/TEN carregam sequelas oculares e cutâneas — prevenção primária: checar o prontuário antes de prescrever, registrar reações por substância (não por nome comercial) e referenciar para avaliação formal.
Questões do módulo · 06
2 questões · níveis misturados · 5 alternativas
1.IntermediárioMulher, 44 anos, com rótulo de “alergia a penicilina” desde a infância (sem detalhes), hoje necessita de ceftriaxona para pielonefrite grave. Melhor conduta:
2.Prova difícilHomem, 52 anos, usando alopurinol há 5 semanas: febre, exantema difuso com edema de face, linfadenopatia cervical, eosinófilos 1.800/µL, TGO 4× e creatinina 1,8 mg/dL. Diagnóstico e medida imediata:
Indicação FORMAL de VIT (abelha, vespas — Vespula, Polistes; formigas em áreas endêmicas).
Proteção 75–98%: a VIT é a terapia preventiva mais eficaz de toda a alergologia.
Duração habitual 5 anos; prolongar/indefinida se reação grave persistente, reação durante VIT, mastocitose ou triptase basal elevada.
SOMENTE LOCAL GRANDE
Sem indicação rotineira de VIT — tratar com anti-histamínico/corticoide tópico-sistêmico curto no evento.
Educar sobre risco baixo de sistêmica; reavaliar se padrão mudar.
CRIANÇA com sistêmica CUTÂNEA isolada
Evolução benigna na maioria — observação costuma bastar; VIT se anafilaxia (resp./cardiovascular).
Antes de iniciar VIT: triptase sérica basal em todo paciente com reação sistêmica — elevação sugere mastocitose (a anafilaxia mais grave e recorrente vem da associação veneno + mastocitose).
Identificar o inseto culpado (história + IgE específicas por espécie; às vezes teste de ativação de basófilos) — a VIT é espécie-específica.
Betabloqueador e IECA em cardiopata com indicação de VIT: discutir risco-benefício e trocar quando possível (dificultam o tratamento da anafilaxia).
3. SCIT × SLIT na rinite e asma (imunoterapia com alérgenos inalantes)
SCIT (subcutânea)
SLIT (sublingual)
Via/esquema
injeções semanais (escalonamento) → mensal (manutenção) no serviço, 3–5 anos
gotas/comprimido sublingual diário, em casa após a 1ª dose supervisionada; 3–5 anos
Eficácia
robusta em rinite/asma alérgica com sensibilização clara e sintomas persistentes
significativa, um pouco menor que a SCIT em metanálises; comprimidos sublinguais de ácaros, gramíneas e alternaria
Segurança
anafilaxia possível — reservar 30 min de observação e adrenalina disponível
perfil mais seguro (reações locais orais/gastrointestinais); anafilaxia rara
Pré-requisitos
asma CONTROLADA (asma não controlada é contraindicação formal), adesão ao longo prazo
prefere-se quando conveniência/segurança mandam; ácaros e pólens
Prognóstico: sem VIT, o risco de sistêmica em re-picado gira em torno de 30–60% nos sensibilizados com reação prévia (maior em abelha); com VIT, cai para menos de 5% na manutenção — o maior efeito preventivo da especialidade. Na rinite/asma, a AIT bem indicada reduz sintomas e consumo de fármacos por anos após o término, e pode frear a marcha alérgica em crianças.
Questões do módulo · 07
2 questões · níveis misturados · 5 alternativas
1.IntermediárioHomem, 40 anos, apicultor, há 1 ano teve anafilaxia (urticária generalizada, estridor e hipotensão) após picada de abelha, atendido com adrenalina IM. Prick e IgE específica positivos para veneno de abelha; triptase basal normal. Melhor conduta preventiva:
2.AvançadoMenino, 8 anos, após picada de vespa: urticária generalizada sem envolvimento respiratório ou cardiovascular, resolvida com anti-histamínico. IgE específica positiva para Vespula. Família pede “vacina contra alergia”. Conduta:
leite, ovo, amendoim/castanhas, peixe/camarão, trigo, soja
Mista (IgE + células)
urticária de contato perioral, piora da dermatite atópica
dermatite atópica infantil grave por ovo/leite
Não IgE (células)
crônica, retardada: quadros digestivos
esofagite eosinofílica (disfagia, impactação), enterocolite induzida por proteína alimentar (FPIES: vômitos em cascata 1–4 h, letargia, sem urticária/anafilaxia)
Síndrome de alergia oral
prurido orofaríngeo com frutas/pólenes (cruzamento com betuláceas)
geralmente autolimitada e limitada à boca
2. Diagnóstico
Prick-to-prick com o alimento suspeito: pápula ≥ 3 mm; a história com início em minutos é metade do diagnóstico.
IgE específica sérica ≥ 0,35 kUA/L; diagnóstico por COMPONENTES refina risco (Ara h 2 no amendoim associa-se a anafilaxia; Gal d 1 no ovo a tolerância mais duradoura).
TESTE DE PROVOCAÇÃO ORAL SUPERVISIONADO (desafio): padrão-ouro — indicado para confirmar diagnóstico duvidoso e testar aquisição de tolerância.
Painéis amplos de IgE SEM história: falso-positivos por sensibilização assintomática — não pedir painel às cegas.
FPIES: diagnóstico clínico; sem prick/IgE (não é IgE).
3. Tratamento da alergia alimentar
Base: evitação orientada (leitura de rótulos, contaminação cruzada) + plano de ação escrito + autoinjetores de adrenalina para quem já teve anafilaxia (ou fatores de risco).
Imunoterapia oral (OIT): escalonamento supervisionado do alimento (AR101/amendoim — ensaios PALISADE/AR101) aumenta a dose tolerada e protege contra ingestas acidentais — com reações durante o esquema (adrenalina de resgate obrigatória) e risco de esofagite eosinofílica; decisão compartilhada com especialista.
Especificidade de doença: leite e ovo são frequentemente superados na infância; amendoim, castanhas, peixe e camarão tendem a persistir.
FPIES: reintrodução tardia sob orientação; dose de adrenalina não é o tratamento do FPIES (suporte hidroeletrolítico no episódio).
4. Imunodeficiências: o padrão do infectante aponta a lesão
meningococcemia/recorrente Neisseria; formas precoces: infecções por encapsulados + SLE-like
deficiência da via terminal C5–C9 (CH50 praticamente nulo)
5. As imunodeficiências que a prova cobra
CVID: a imunodeficiência primária sintomática mais comum do adulto (2ª–4ª década): IgG e IgA baixas, resposta vacinal ruim, infecções sinopulmonares recorrentes, granulomas, autoimunidade (ITP), linfoproliferção; tratamento com imunoglobulina de reposição (IVIG/SCIG 400–600 mg/kg a cada 4 semanas).
XLA: meninos, mutação do BTK; infecções após os 6 meses (queda da IgG materna), amígdalas e adenoides ausentes/hipoplásicas, linfócitos B circulantes < 2%, imunoglobulinas muito baixas; IVIG.
Deficiência de IgA: a primária mais PREVALENTE (frequentemente assintomática); risco de reação a plasma/derivados por anti-IgA — hemocomponentes lavados quando título alto.
SCID: lactente grave — linfopenia, CD4 naïve ausentes, timo hipoplásico; sem vacinas VIVAS (BCG, rotavírus, tríplice viral), sangue irradiado e CMV-negativo; tratar com transplante de medula/terapia gênica.
CGD: NADPH-oxidase; abscessos hepáticos/pulmonares por catalase-positivos + granulomatose (obstrução GI/GU); teste do NBT; profilaxia com cotrimoxazol + itraconazol; IFN-γ em selecionados.
Deficiência de complemento terminal: meningocite recorrente — vacinar (conjugada + B) e rastrear contatos; CH50 nulo com AH50 normal fecha via terminal.
SECUNDÁRIAS são mais frequentes que as primárias: HIV (a mais comum do mundo), esplenectomia (encapsulados — vacinar pneumo/meningo/Hib), DM, neoplasias/quimioterapia, perda renal/enteral de imunoglobulina, imunossupressores, desnutrição.
Prognóstico: com reposição de imunoglobulina e antibioticoterapia precoce, a maioria das deficiências de anticorpos leva vida próxima ao normal (a maior causa de morte no CVID é doença pulmonar estrutural por infecções tardias); SCID tratado nos primeiros meses de vida com transplante/terapia gênica tem sobrevida alta — o rastreio neonatal por TREC virou ferramenta de saúde pública.
Questões do módulo · 08
2 questões · níveis misturados · 5 alternativas
1.IntermediárioCriança de 2 anos, dermatite atópica grave, teve urticária generalizada e vômitos 15 min após pasta de amendoim; já tolera ovo e leite. Prick para amendoim com pápula de 6 mm; IgE específica com componente Ara h 2 positivo. Conduta:
2.AvançadoHomem, 26 anos, pneumonias recorrentes (4 em 2 anos), sinusites crônicas, duas enterites por Giardia, esplenomegalia e adenomegalias; IgG 380 mg/dL, IgA < 7 mg/dL, IgM baixa, resposta vacinal ausente; HIV negativo. Tratamento de base:
Urticária crônica espontânea — escalar anti-H1 até 4×
Angioedema recorrente SEM urticária, sem resposta a anti-histamínico
Bradicinina (C1-INH hereditário/IECA)
Piora aguda da DA com lesões crateriformes e febre
Eczema herpético — aciclovir
5 semanas de alopurinol + febre, exantema, eosinofilia e hepatite
DRESS
Reação a 2 AINEs quimicamente distintos
Intolerância cruzada por COX-1 — COX-2 seletivo
Lactente com BCGite, candidíase persistente, diarreia e linfopenia
SCID
Abscessos hepáticos por S. aureus/Burkholderia + granulomas
Doença granulomatosa crônica (CGD)
Meningococcemia recorrente em adulto jovem
Deficiência de complemento terminal (CH50)
Prova final — bateria geral
8 questões cobrindo todos os módulos proporcionalmente + gabarito
1.FundamentalCriança de 7 anos, 20 minutos após comer pasta de amendoim pela primeira vez: urticária generalizada, vômitos, estridor e PA 62/38 mmHg. Primeira medida:
2.IntermediárioJovem com rinite alérgica persistente moderada-grave e asma leve em degrau 2, bem controlada, sensibilizado a ácaros, insatisfeito com corticoide nasal + anti-histamínico corretos. Conduta que muda a história natural:
3.AvançadoAsma grave não controlada com ICS-LABA, adesão e técnica confirmadas: eosinófilos 520/µL, FeNO 68 ppb, IgE total 900 UI/mL com IgE específicas positivas, necessidade de prednisona frequente. Biológico dirigido ao fenótipo com evidência de poupança de corticoide oral:
4.IntermediárioAdulto com UCE há 8 meses usando cetirizina 10 mg 2×/dia sem controle. Conforme a diretriz internacional, o próximo degrau é:
5.AvançadoAdulta, 30 anos, DA grave (SCORAD 58) com falha de terapia tópica otimizada e sem infecção. Escolha de escalonamento sistêmico de primeira linha e seu efeito adverso característico:
6.Prova difícilHomem, 60 anos, em uso de carbamazepina há 21 dias: febre, eritema doloroso difuso com sinal de Nikolsky positivo, envolvimento de boca e conjuntivas, descolamento de 12% da superfície corporal, FC 124 bpm, ureia 45 mg/dL, glicemia 190 mg/dL, bicarbonato 18 mEq/L, sem neoplasia. SCORTEN e condução:
7.IntermediárioApicultor com anafilaxia prévia por abelha (estridor e hipotensão), prick positivo para veneno de abelha, triptase basal 4 µg/L. Melhor estratégia preventiva:
8.Prova difícilLactente de 5 meses: candidíase oral persistente há 2 meses apesar de nistatina, diarreia crônica, falha de ganho ponderal, linfopenia acentuada no hemograma, recebeu BCG ao nascer sem intercorrência local. Conduta correta:
Gabarito rápido
1-B · 2-C · 3-A · 4-A · 5-B · 6-B · 7-B · 8-B
Referencial teórico
20 fontes reais · DOI verificado
diretriz / revisãoCardona V, Ansotegui IJ, Ebisawa M, et al. World Allergy Organization Anaphylaxis Guidance 2020. World Allergy Organ J. 2020;13(10):100472.doi.org/10.1016/j.waojou.2020.100472
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notaResumo didático elaborado a partir das diretrizes e revisões acima (verificáveis pelo DOI) e dos artigos publicados desta matéria na Central de Estudos (fonte principal). Nenhuma referência inventada; em caso de divergência entre fontes, vale a versão vigente do protocolo oficial — confira sempre antes da conduta real.
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