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Revisão completa das intoxicações exógenas na emergência: epidemiologia brasileira (SINITOX) e global, toxicocinética, classificação por agente e circunstância, toxidromes com sinais e pupilas, exames com achados-chave (gap aniônico e osmolar, ECG), descontaminação (carvão ativado, lavagem gástrica, irrigação intestinal), tabela de antídotos com doses, intoxicações que mais matam (paraquat, organofosforados, paracetamol, antidepressivos tricíclicos) e toxicovigilância.
[1] Fiocruz / SINITOX. Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas — Casos registrados de intoxicação humana no Brasil (série histórica) · sinitox.icict.fiocruz.br | [2] Gummin DD, Mowry JB, Beuhler MC, et al. 2022 Annual Report of the National Poison Data System (NPDS) from America's Poison Centers: 40th Annual Report. Clin Toxicol (Phila). 2023;61(10):717-939 · DOI 10.1080/15563650.2023.2268981 | [3] Chyka PA, Seger D, Krenzelok EP, Vale JA. Position Paper: Single-dose activated charcoal. Clin Toxicol (Phila). 2005;43(2):61-87 · DOI 10.1081/CLT-200051867 | [4] Nelson LS, Howland MA, Lewin NA, Smith SW, Goldfrank LR. Goldfrank's Toxicologic Emergencies. 11th ed. New York: McGraw-Hill; 2019 | [5] Oliveira FFS, Suchara EA, Enembreck FB, et al. Perfil epidemiológico das intoxicações exógenas em crianças e adolescentes atendidos em um Centro de Assistência Toxicológica. Rev Paul Pediatr. 2014;32(4):375-380 · DOI 10.1590/S0103-05822014000400004 | [6] Brasil. Ministério da Saúde. Boletim Epidemiológico — Intoxicações exógenas por agrotóxicos de causa não intencional. BE 2023;54(12) · www.gov.br/saude · DOI 10.1080/15563650.2023.2268981
Intoxicação exógena é todo quadro clínico decorrente da interação do organismo com uma substância estranha introduzida por via oral, inalatória, cutânea ou parenteral, em dose capaz de produzir dano. Na emergência, é causa frequente de atendimento em jovens: no Brasil, a rede SINITOX/Fiocruz registra historicamente da ordem de cem mil notificações anuais de intoxicação humana, com medicamentos como principal agente e agrotóxicos como principal causa de morte, enquanto estimativas apontam que a maior parte dos casos nunca é notificada. Nos Estados Unidos, o National Poison Data System registrou 2.483.183 contatos fechados em 2022, queda de 12,9% em relação a 2021, com predominância de exposições acidentais (cerca de 75%) e de crianças menores de 6 anos. Para a prova, o estudante precisa dominar três eixos: a sequência de abordagem (estabilização antes da história), o reconhecimento dos toxidromas pelo exame físico e a tabela de antídotos com doses, porque é isso que muda desfecho em minutos.
Classificam-se as intoxicações por três eixos complementares: velocidade de instalação (aguda, uma exposição única e breve; crônica, exposições repetidas a baixas doses; aguda em crônica, nova exposição sobre acúmulo prévio, que cursa com descompensações súbitas, como a sobredose de opioidóide em usuário crônico); agente envolvido; e circunstância da exposição (acidental, tentativa de suicídio, homicídio, ocupacional, terapêutica, uso abusivo e ambiental). A circunstância muda a conduta médico-legal: toda tentativa de suicídio exige avaliação psiquiátrica antes da alta e notificação, e a suspeita de envenenamento criminal comunica-se à autoridade policial. Do ponto de vista didático, os agentes se agrupam em medicamentos (analgésicos, psicotrópicos, cardioativos), agrotóxicos (organofosforados, carbamatos, paraquat, glifosato), produtos domésticos (corrosivos, hidrocarbonetos, álcoois), gases tóxicos (monóxido de carbono, cianeto, sulfídrico), metais e metaloides (chumbo, mercúrio, arsênio, ferro), drogas de abuso e venenos animais (serpentes, escorpiões, aranhas, abelhas).
| Grupo de agente | Exemplos de prova | Rastreio clínico imediato |
|---|---|---|
| Medicamentos | Paracetamol, benzodiazepínicos, opioides, antidepressivos tricíclicos, ferro | Dosagem de paracetamol, ECG com QRS e QTc, glicemia |
| Agrotóxicos | Organofosforados e carbamatos, paraquat, chumbinho ilegal | Colinesterase sérica, toxidromo colinérgico, oximetria |
| Produtos domésticos | Soda cáustica, ácidos, querosene, água sanitária | Inspeção de lábios e orofaringe, ausculta pulmonar |
| Gases | Monóxido de carbono, cianeto, gás sulfídrico | Carboxiemoglobina, lactato, cheiro de amêndoas amargas |
| Drogas de abuso | Cocaína, ecstasy, sintéticos | Toxidromo simpaticomimético, hipertermia |
| Venenos animais | Serpentes, escorpiões, abelhas | Sangramento, dor em choque, anafilaxia |
No Brasil, os dados SINITOX mostram um perfil consistente: medicamentos lideram o número de casos registrados (em torno de um quarto a um terço do total), seguidos por produtos domésticos, agrotóxicos e animais peçonhentos; a circunstância mais comum é a acidental na infância e a tentativa de suicídio em adolescentes e adultos jovens, com predomínio feminino nas tentativas e masculino nos óbitos. Crianças menores de 5 anos respondem pelo pico de intoxicações acidentais, geralmente medicamentosos e produtos de limpeza em casa. Já a letalidade concentra-se nos agrotóxicos: paraquat e diquate (herbicidas bipyridilium, sem antídoto), o chumbinho ilegal (misto de carbamatos, usado como raticida) e os organofosforados de uso agrícola. O Ministério da Saúde monitora intoxicações exógenas por agrotóxicos de causa não intencional em boletim epidemiológico próprio, e a subnotificação é o maior viés do sistema, estimada em múltiplos estudos: casos leves chegam pouco aos centros de informação. Nos EUA, o NPDS 2022 confirma o mesmo padrão de agentes (analgésicos no topo, com paracetamol isolado como o mais frequente) e mortalidade concentrada em opioidoides, sedativos e cardioativos.
O efeito tóxico depende de quatro processos cinéticos. Absorção: a via oral predomina; o esvaziamento gástrico e o fluxo esplâncnico modificam a velocidade, e formas de liberação prolongada atrasam o pico por muitas horas. Distribuição: o volume aparente de distribuição (Vd) decide a utilidade da diálise, drogas com Vd elevado (antidepressivos tricíclicos, digoxina) acumulam-se nos tecidos e não são removidas de forma eficaz pelo sangue; drogas com Vd baixo e ligação proteica pequena (lítio, salicilatos, metanol, teofilina) são dialisáveis. Metabolismo: a biotransformação hepática em duas fases (fase I oxidação pelo citocromo P450 e fase II conjugação) pode gerar metabólitos mais tóxicos que o princípio ativo, como o paraacetamol oxidado ao N-acetil-p-benzoquinona-imina (NAPQI), detoxificada por glutationa até o esgotamento das reservas. Excreção: renal para a maioria dos metabólitos, o que fundamenta a alcalinização urinária em intoxicação por salicilatos (ionização da forma fraca aumenta a excreção).
A regra de ouro é estabilizar primeiro: vias aéreas, respiração e circulação, glicemia capilar de rotina em todo paciente com alteração de consciência, e controle de convulsão e temperatura antes de detalhar a história. A anamnese do intoxicado responde a seis perguntas: qual substância, quanto, quando, por qual via, com quais coingestões e em que circunstância; fontes complementares incluem familiares, frascos trazidos, receitas recentes e o cenário do atendimento. O exame físico é a ferramenta diagnóstica mais barata: nível de consciência, pupilas, mucosas e pele, ruídos hidroaéreos, cheiros característicos (acetona, álcool, alho em organofosforados e arsenicais, amêndoas amargas no cianeto, ovos podres no sulfídrico) e temperatura. O conjunto síndrômico reconhecível denomina-se toxidroma e permite iniciar antidototerapia antes da confirmação laboratorial, o que é literal em prova.
| Toxidroma | Pupilas | Pele/mucosas | Sistema gastrointestinal e cardíaco | Agentes típicos |
|---|---|---|---|---|
| Anticolinérgico | Midríase | Quente, seca, ruborizada | Íleo paralítico, retenção urinária, taquicardia, delírio | Antihistamínicos, belladona, antidepressivos tricíclicos, planta saia-branca |
| Colinérgico | Miose | Sudorese, sialorreia, lacrimejamento | Diarreia, vômitos, broncorreia, bradicardia, fasciculações | Organofosforados, carbamatos, fisostigmina, cogumelos |
| Simpaticomimético | Midríase | Sudorese, palidez | Peristaltismo presente, taquicardia, hipertensão, hipertermia | Cocaína, anfetaminas, ecstasy, descongestionantes |
| Opioide | Miose | Cianose tardia | Peristaltismo reduzido, bradicardia, depressão respiratória | Morfina, fentanila, heroína, tramadol |
| Sedativo-hipnótico | Miose ou normais | Normais | Hiporreflexia, ataxia, depressão de consciência | Benzodiazepínicos, barbitúricos, álcool |
| Serotoninérgico | Midríase | Sudorese | Clonus, hiperreflexia, diarreia, agitação, hipertermia | ISRS em associação, tramadol, linezolida, MAOIs |
O painel básico do intoxicado grave inclui glicemia, eletrólitos, ureia e creatinina, gasometria, osmolaridade sérica calculada, ECG de 12 derivações e dosagens específicas quando houver antídoto ou antidoto guiado por nível: paracetamol (colher 4 horas após a ingestão para aplicar o nomograma de Rumack-Matthew, cujo tratamento começa na linha de 150 mcg/mL no tempo zero do eixo de 4 a 24 horas), salicilatos, lítio, carboxiemoglobina (cooximetria, porque a pulsioximetria fica falsamente normal no monóxido de carbono), metahemoglobina e colinesterase eritrocitária e plasmática nos agrotóxicos anticolinesterásicos. Dois cálculos decidem propedêutica: o gap aniônico elevado sem cetose sugere o grupo MUDPILES (metanol, uremia, cetoacidose diabética, propilenoglicol, isoniazida ou ferro, lactato, etilenoglicol, salicilatos) e o gap osmolar maior que 10 mOsm/kg aponta para os álcoois tóxicos (metanol, etilenoglicol, isopropanol). No ECG, a intoxicação por antidepressivos tricíclicos produz taquicardia sinusal, alargamento do QRS maior que 100 ms e padrão de Bloqueio de ramo direito, sinal de gravidade que antecede convulsão e arritmia; QTc prolongado ocorre com antipsicóticos, macrolídeos e antiarrítmicos.
| Achado laboratorial ou eletrocardiográfico | Suspeita principal |
|---|---|
| Gap aniônico elevado com gap osmolar normal | Salicilatos, cetoacidose, uremia, lactato |
| Gap aniônico e gap osmolar elevados | Metanol e etilenoglicol |
| Somente gap osmolar elevado | Isopropanol |
| Pulsioximetria normal com cianose ou hipóxia | Monóxido de carbono ou metahemoglobinemia |
| QRS maior que 100 ms com BRD | Antidepressivos tricíclicos, cocaína, antiarrítmicos IA |
| Hipoglicemia | Sulfonilureias, insulina, etanol em jejum, beta-bloqueadores |
| Acidose láctica com insuficiência renal | Metformina, monóxido, cianeto, ferro |
O tratamento corre em paralelo: suporte avançado de vida com ATLS adaptado, antidoto específico assim que suspeitado e descontaminação para reduzir a absorção restante. A descontaminação cutânea (retirar roupas e lavar com água e sabão em abundância) é prioritária em exposição dérmica a agrotóxicos e organofosforados, protegendo a equipe com luvas e avental. Na via digestiva, o carvão ativado é o método padrão: 1 g/kg por via oral ou sonda (25 a 100 g no adulto; 0,5 a 1 g/kg na criança), administrado preferencialmente na primeira hora, adsorvendo a maioria dos fármacos; as contraindicações são via aérea desprotegida, ingestão de corrosivos, hidrocarbonetos, ferro e lítio (adsorção desprezível) e íleo ou cirurgia abdominal iminente. O Position Paper da AACT/EAPCCT fixa que o carvão em dose única não deve ser administrado rotineiramente após 1 hora da ingestão e que não há evidência para o uso rotineiro de catárticos.
A lavagem gástrica ficou restrita a cenários selecionados: ingestão potencialmente letal de substância sem antídoto efetivo ou não adsorvida por carvão, até 1 hora da exposição, sempre com via aérea protegida, com sonda orogástrica grande (36 a 40 Fr no adulto), posicionamento adequado e retorno com salina em alíquotas de 200 a 300 mL no adulto e 10 a 15 mL/kg na criança, até o refluxo claro; o xarope de ipeca está abolido na atualidade. A irrigação intestinal total com polietileno glicol (1 a 2 L/h via sonda no adulto, 20 a 40 mL/kg/h na criança, até efluente retal claro) fica para ingestões de medicamentos de liberação prolongada, ferro, baterias de botão e body packers. Os antídotos específicos, com doses e comentários de aplicação, estão na tabela a seguir e devem ser memorizados.
| Tóxico | Antídoto e dose | Comentário |
|---|---|---|
| Paracetamol | N-acetilcisteína IV 300 mg/kg em 21 h (150 mg/kg em 1 h, 50 mg/kg em 4 h, 100 mg/kg em 16 h); via oral 140 mg/kg de ataque e depois 70 mg/kg a cada 4 h por 17 doses | Iniciar se nomograma acima da linha de tratamento ou dose ingerida maior que 150 mg/kg |
| Opioides | Naloxona 0,4-2 mg IV, repetindo a cada 2-3 min até reversão da depressão respiratória (até 10 mg) | Meia-vida curta: re-narcotização exige observação; em dependente, começar com 0,04-0,4 mg |
| Benzodiazepínicos | Flumazenil 0,2 mg IV em 30 s, podendo repetir 0,2 mg até 1-3 mg | Contraindicado em usuário crônico e coingestão de tricíclicos: risco de convulsão |
| Organofosforados e carbamatos | Atropina 2 mg IV em bólus, dobrando a cada 5 min até secar secreções; pralidoxima 1-2 g IV em 30 min, podendo repetir | Atropinização objetiva é clínica: broncorreia seca, não a midríase nem a taquicardia |
| Antidepressivos tricíclicos | Bicarbonato de sódio 8,4% 1-2 mEq/kg IV em bólus | Indicado com QRS maior que 100 ms, hipotensão ou arritmia; alcaliniza o sódio canal |
| Metanol e etilenoglicol | Fomepizol 15 mg/kg IV, depois 10 mg/kg 12/12 h; alternativa etanol 10% 0,8 g/kg | Associar hemodiálise em acidose, função renal comprometida ou níveis elevados |
| Metahemoglobinemia | Azul de metileno 1-2 mg/kg IV em 5 min | Suspeitar com cianose refratária e chocolate-sangue; cuidado em deficiência de G6PD |
| Cianeto | Hidroxocobalamina 5 g (70 mg/kg) IV; kit nitrato de amila e nitrito de sódio como alternativa | Cheiro de amêndoas amargas, acidose láctica grave, parada cardíaca |
| Sulfonilureias | Octreotida 50-100 mcg SC 8/8 h | Após glicose e falha de dextrose; evita insulina endógena em cascata |
| Isoniazida | Piridoxina IV na dose gram-por-gram da isoniazida ingerida (ou 5 g) | Convulsões refratárias e acidose láctica sem gap aniônico típico |
| Ferro | Deferoxamina 15 mg/kg/h IV (máximo 6 g/dia) | Fases: hemorragia gástrica, estabilidade enganosa, choque e hepatotoxicidade |
| Monóxodo de carbono | Oxigenoterapia 100% máscara com reservatório; câmara hiperbárica na intoxicação grave | Indicações de hiperbárica: coma, convulsão, carboxiHb maior que 25%, gestação |
Métodos de eliminação aumentada completam o arsenal: alcalinização urinária com bicarbonato (alvo pH urinário 7,5-8,5) acelera a excreção de ácidos fracos, clássicamente os salicilatos; a hemodiálise remove toxinas com Vd baixo e baixa ligação proteica, com indicações formais para lítio (nível maior que 4 mEq/L em aguda ou sintomático), metanol e etilenoglicol (acidose ou alteração visual), salicilatos (maior que 100 mg/dL na aguda com acidose, ou clínica de salicilismo grave), teofilina, fenobarbital e metformina com acidose láctica. Nunca esquecer as medidas gerais: correção de temperatura (hipertermia com resfriamento ativo, nunca antipiréticos), tratamento de agitação com benzodiazepínico, e observação prolongada (6 a 24 horas) para absorção tardia de formas de liberação prolongada e re-narcotização.
| Intoxicação | Pista clínica | Conduta salvadora |
|---|---|---|
| Paracetamol | Inicialmente assintomático ou náuseas; em 24-72 h necrose hepática centrolobular com AST elevadíssima | NAC nas primeiras 8 h (praticamente previne hepatotoxicidade) |
| Paraquat | Úlceras orais, pneumonite fibrosante progressiva, insuficiência renal | Sem antídoto; oxigênio livre piora dano radicals; evitar suplementação agressiva |
| Chumbinho ilegal | Toxidromo colinérgico fulminante, adoecimento familiar ou doméstico | Atropina em altas doses e pralidoxima; investigação epidemiológica |
| Monóxido de carbono | Cefaleia, tontura, múltiplas vítimas no mesmo ambiente, inverno, carro em garagem | O2 100% imediato e considerar câmara hiperbárica |
| Organofosforado ocupacional | Trabalhador rural, cheiro de alho, fasciculações e broncorreia | Descontaminação cutânea antes da atropinização da equipe exposta |
| Tricíclico | Convulsão e colapso cardiovascular com QRS largo | Bicarbonato de sódio e suporte; flumazenil é armadilha |
As complicações dividem-se em diretas do tóxico (necrose hepática pelo paracetamol, fibrose pulmonar pelo paraquat, neuropatia tardia dos organofosforados, neuropatia óptica do metanol, parkinsonismo do monóxido de carbono) e indiretas do atendimento (pneumonia aspirativa como maior complicação iatrogênica, rabdomiólise por coma prolongado, ulcerações por corrosivos com estenose esofágica). O prognóstico depende do tempo até a antidototerapia: NAC no paracetamol dentro de 8 horas praticamente abole a mortalidade; no paraquat, a letalidade pode superar 50% conforme a dose ingerida. A alta somente ocorre com estabilidade clínica, ausência de risco de reingestão, clearance do tóxico e avaliação psiquiátrica formal nos casos autolíticos, com notificação compulsória de intoxicações por agrotóxicos ao SINAN e comunicação ao Centro de Informação e Assistência Toxicológica (CIAT) regional, que alimenta o SINITOX e orienta o caso por telefone.
1.Qual é o método de descontaminação digestiva padrão na intoxicação aguda por medicamentos, e em que janela tem maior benefício?
2.Paciente com pupilas midriáticas, pele quente e seca, rubor facial, taquicardia, retenção urinária e delírio. Qual o toxidromo e o agente provável?
3.Na intoxicação por organofosforados, qual é o alvo clínico da atropinização?
4.Qual achado eletrocardiográfico indica gravidade e tratamento imediato com bicarbonato na intoxicação por antidepressivos tricíclicos?
5.Paciente ingere quantidade desconhecida de paracetamol. Qual conduta laboratorial orienta a indicação de N-acetilcisteína?
6.Intoxicação com gap aniônico elevado E gap osmolar elevado. Qual o par mais provável?
7.Qual antídoto é contraindicado em paciente com história de uso crônico de benzodiazepínicos que chega em coma após polifarmácia?
8.Sobre a intoxicação por monóxido de carbono, qual afirmativa é correta?
9.Qual toxico NÃO é eficazmente removido por hemodiálise por ter volume de distribuição muito elevado?
10.Criança de 3 anos bebê erradamente solução de soda cáustica. Qual conduta está correta?
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