carregando…
carregando…
Revisão sistemática da semiologia cardiovascular: anamnese dirigida, sinais periféricos, pulsos arteriais e seus padrões, pressão venosa jugular, palpação precordial, bulhas B1 a B4, sopros com focos e irradiação, manobras dinâmicas e mapa de achado para hipótese diagnóstica.
[1] Porto CC, Porto AL. Semiologia Médica. 7ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2017 | [2] Bickley LS. Bates' Guide to Physical Examination and History Taking. 13th ed. Wolters Kluwer; 2021 | [3] McGee S. Evidence-Based Physical Diagnosis. 4th ed. Elsevier; 2017 | [4] Lembo NJ, Dell'Italia LJ, Crawford MH, O'Rourke RA. Bedside diagnosis of systolic murmurs. N Engl J Med. 1988;319(22):1432-1437 · DOI 10.1056/NEJM198812013192204 | [5] Baumgartner H, Falk V, Bax JJ, et al. 2021 ESC/EACTS Guidelines for the management of valvular heart disease. Eur Heart J. 2022;43(7):561-632 · DOI 10.1093/eurheartj/ehab395 | [6] Libby P, Bonow RO, Mann DL, Zipes DP. Braunwald's Heart Disease: A Textbook of Cardiovascular Medicine. 12ª ed. Elsevier; 2022 · DOI 10.1093/eurheartj/ehab395
As doenças cardiovasculares matam cerca de 18 milhões de pessoas por ano no mundo e respondem por aproximadamente um quarto a um terço dos óbitos no Brasil, e boa parte do diagnóstico inicial depende do que se colhe na anamnese e no exame físico. O ecocardiograma confirmou, e não substituiu, a semiologia: a diretriz europeia de valvopatias de 2021 explicita que o exame físico permanece o gatekeeper da investigação, porque indica quem precisa de exame complementar e interpreta o achado de imagem em contexto clínico. Para as provas de semiologia, o repertório cobrado é fechado: dor torácica, dispneia e classificação funcional, pulsos arteriais com nomes próprios, pulso venoso jugular com ondas A e V, ictus e frêmitos, bulhas B1 a B4 com estalidos, sopros com fase, foco e irradiação, e as manobras que os modificam. Este artigo percorre cada um desses domínios com os critérios e os números cobrados em prova.
A dor torácica é o sintoma mais stratificado da anamnese cardiológica. A angina típica exige três critérios: desconforto retroesternal com qualidade típica (aperto, pressão ou queimação, difuso, de segundos a minutos), provocado por esforço físico ou estresse emocional e aliviado por repouso ou nitrato em até 5 a 10 minutos. Cumpridos os três, é dor típica; dois, atípica; um ou nenhum, não anginosa. Cada etiologia tem assinatura: a dor do infarto é intensa, em aperto, com mais de 20 a 30 minutos, associada a sudorese e náusea; a da dissecção de aorta é abrupta, em rasgadura, de máxima intensidade desde o início, migrando para o dorso ou lombar; a da pericardite é pleurítica e posicional, pior no decúbito e aliviada inclinando o tronco à frente; e a do tromboembolismo pulmonar se associa a dispneia, fatores de risco de trombose e hipoxemia.
| Causa de dor torácica | Características diferenciais | Pista associada |
|---|---|---|
| Angina estável | Retroesternal em aperto, desencadeada por esforço, aliviada por repouso ou nitrato em minutos | Duração menor que 15 minutos, padrão repetitivo |
| Infarto agudo do miocárdio | Intensa, mais de 20 minutos, não responde bem a nitrato | Sudorese, náusea, débito de marcadores troponina |
| Dissecção de aorta | Abrupta, rasgante, máxima desde o início, irradia para o dorso | PA assimétrica, sopros de regurgitação, alargamento do mediastino |
| Pericardite | Pleurítica, pior deitada, melhora inclinando-se à frente | Atrito pericárdico, supradesnivelamento difuso de ST |
| Tromboembolismo pulmonar | Pleurítica com dispneia de início súbito | Taquicardia, hipoxemia, fatores de risco trombóticos |
| Musculoesquelética | Pontual, reproduzida à palpação da parede torácica | Sem relação com esforço, história de trauma ou tosse |
A dispneia cardiológica é graduada pela classificação funcional da New York Heart Association (NYHA): classe I, sem limitação aos esforços habituais; classe II, limitação discreta aos esforços habituais; classe III, limitação a esforços mínimos da vida diária; classe IV, sintomas em repouso. A ortopneia pergunta-se em travesseiros, e a dispneia paroxística noturna, o despertar por falta de ar que obriga a sentar, é marcador de insuficiência cardíaca descompensada. Palpitações devem ser caracterizadas por ritmo (irregulares sugerem fibrilação atrial), início e término (abruptos sugerem taquicardia reentrante) e presença de síncope. A síncope cardíaca é sinal de alarme quando ocorre no esforço (estenose aórtica, miocardiopatia hipertrófica), em posição ortostática sem pródromo ou na presença de cardiopatia estrutural ou história familiar de morte súbita antes dos 50 anos. Completam a anamnese: edema (cardíaco é simétrico, declive, vespertino e godet positivo), claudicação intermitente, fadiga, tabagismo, hipertensão, diabetes, dislipidemia, fármacos com cardiotoxicidade (antraciclinas, trastuzumabe) e história familiar.
A inspeção geral do paciente cardiológico começa pela posição no leito (ortopneia indica falência esquerda) e percorre achados com valor localizatório: facies mitral, com rubor malar cianótico, sugere estenose mitral; hábito marfanoide com aracnodactilia sugere prolapso mitral e dilatação da raiz da aorta; cianose central (língua e lábios) aponta shunt direita-esquerda ou baixo débito grave, enquanto a periférica, restrita a extremidades frias; xantelasmas e xantomas tendinosos indicam dislipidemia familiar; arcus corneal antes dos 45 anos tem o mesmo significado; baqueteamento digital com ou sem cianose leva a cardiopatia congênita cianosante, endocardite e fístulas arteriovenosas pulmonares; petéquias conjuntivais e hemorragias em estilhaço ungueal integram a síndrome de Osler da endocardite infecciosa; e telangiectasias mucocutâneas sugerem a doença de Rendu-Osler-Weber, com malformações arteriovenosas pulmonares.
A medida correta da pressão arterial é procedimento avaliado: paciente sentado, em repouso de 5 minutos, braço direito apoiado na altura do coração, manguito com largura de cerca de 40% da circunferência do braço e bolsa recobrindo 80% do braço (manguito estreito superestima a pressão), deflação lenta de 2 a 3 mmHg por batimento, auscultando a fase I de Korotkoff como sistólica e a fase V, desaparecimento, como diastólica, com pelo menos duas medidas. Na primeira consulta, medir nos dois braços. Hipertensão é pressão de consultório de 140/90 mmHg ou mais confirmada por medidas domiciliares (AMPA) ou monitorização ambulatorial (MAPA) na diretriz brasileira, que gradua em estágio 1 (140 a 159 por 90 a 99), estágio 2 (160 a 179 por 100 a 109) e estágio 3 (180 ou mais por 110 ou mais); a diretriz americana de 2017 classifica hipertensão estágio 1 a partir de 130/80 mmHg. Pressão diferencial ampla, acima de 60 mmHg, sugere insuficiência aórtica; diferencial estreita, choque e estenose aórtica grave.
| Padrão do pulso arterial | Descrição semiológica | Condição clássica |
|---|---|---|
| Parvus et tardus | Amplitude diminuída e subida lenta e sustentada | Estenose aórtica grave |
| Water-hammer ou pulso de Corrigan | Amplitude aumentada com subida e queda rápidas | Insuficiência aórtica grave |
| Bisferiens | Dupe ascensão na sístole | Insuficiência aórtica associada a estenose ou miocardiopatia hipertrófica |
| Filiforme | Fino, de difícil palpação, taquicárdico | Choque, hipovolemia |
| Alternans | Alternância de amplitude batimento a batimento | Disfunção ventricular esquerda grave |
| Paradoxus | Queda da pressão sistólica maior que 10 mmHg na inspiração | Tamponamento cardíaco, asma grave |
| Retardo radiofemoral | Pulso femoral chega depois do radial | Coarctação da aorta, com hipertensão em membros superiores |
A veia jugular interna é o manômetro do átrio direito. Examina-se com o tronco elevado a 30 a 45 graus, cabeça rotacionada levemente para o lado oposto, luz tangencial ao pescoço, identificando a pulsação venosa pela topografia (bulbo esternocleidomastoideo), pelo formato bifásico suave e por não ser palpável nem ocluir com a compressão digital, ao contrário do pulso carotídeo. A pressão venosa jugular (PVJ) mede-se pela distância vertical entre o topo da coluna de sangue e o ângulo esternal de Louis, somando 5 cm, que é a distância do ângulo ao átrio direito: normal até 3 a 4 cm acima do ângulo, ou cerca de 8 a 9 cmH2O de pressão atrial direita. PVJ elevada aparece na insuficiência cardíaca direita, tamponamento, constricção, cor pulmonale e sobrecarga de volume; PVJ baixa, na hipovolemia.
| Onda ou sinal | Fisiologia | Condição em que se altera |
|---|---|---|
| Onda A | Contração atrial contra válvula tricúspide fechada | Proeminente na estenose tricúspide e hipertensão pulmonar; canhão na dissociação AV (bloqueio completo); ausente na fibrilação atrial |
| Onda V | Enchimento atrial durante a sístole ventricular | Gigante (onda CV) na insuficiência tricúspide, com fígado pulsátil |
| Descenso X | Descida da base ventricular na ejeção | Preservado ou proeminente no tamponamento; ausente na insuficiência tricúspide |
| Descenso Y | Esvaziamento atrial rápido ao abrir a tricúspide | Proeminente e abrupto na constricção pericárdica e na insuficiência cardíaca direita |
| Sinal de Kussmaul | PVJ aumenta paradoxalmente na inspiração | Constricção pericárdica (e infarto de ventrículo direito); tipicamente ausente no tamponamento |
| Refluxo hepatoujular | Compressão hepática sustentada por 15 segundos eleva a PVJ de forma persistente | Insuficiência cardíaca direita, disfunção ventricular direita |
O ictus cordis, ou ponto de máximo impulso, palpa-se normalmente no 5º espaço intercostal esquerdo, na linha medioclavicular, com 1 a 2 cm de diámetro, breve e não sustentado. Ictus deslocado para fora e para baixo e alargado indica sobrecarga de volume ou cardiomegalia; hiperdinético e amplo sugere regurgitações, shunts com grande fluxo, anemia, febre e hipertireoidismo; hipoativo ou impalpável aparece no baixo débito, na miocardiopatia dilatada e no derrame pericárdico; e um impulso sustentado e pressórico no ápice sugere hipertrofia concêntrica por estenose aórtica ou hipertensão. Na miocardiopatia hipertrófica obstrutiva, o ictus pode ser bifido (dupla ascensão). A palpação da borda esternal esquerda inferior com levantamento sustentado (heave) indica sobrecarga de pressão do ventrículo direito (hipertensão pulmonar, embolia pulmonar, comunicação interatrial). O frêmito vibratório é sopro de alta intensidade tornado palpável: frêmito sistólico no 2º espaço intercostal direito irradiando para as carótidas é a assinatura da estenose aórtica; no 2º espaço intercostal esquerdo, da estenose pulmonar; frêmito pansistólico rude na borda esternal esquerda inferior, de comunicação interventricular ou insuficiência tricúspide; e frêmito diastólico no ápice, raro, de estenose mitral.
Auscultam-se os cinco focos com diafragma (frequências altas: bulhas, sopros de regurgitação e estalidos) e campânula (frequências baixas: sopros de estenose mitral), nas posições que otimizam cada valva: decúbito lateral esquerdo para a mitral e sentado, em expiração forçada, para a aórtica. O primeiro bul (B1) corresponde ao fechamento das valvas mitral e tricúspide e marca o início da sístole; é intensa na estenose mitral (valva móvel e pressão atrial alta) e com intervalo PR curto, e fraca na insuficiência mitral, na calcificação valvar e com PR longo. O segundo bul (B2) é o fechamento aórtico (A2) seguido do pulmonar (P2): na inspiração, o aumento do retorno venoso direito retarda o fechamento pulmonar e gera o desdobramento fisiológico de B2, que desaparece na expiração. Desdobramento fixo, que não varia com a respiração, é o achado clássico da comunicação interatrial, pela equalização dos volumes entre os átrios; o desdobramento paradoxal (reverso) ocorre no bloqueio de ramo esquerdo. O componente P2 aumentado indica hipertensão pulmonar.
Todo sopro se descreve por fase (sistólico ou diastólico), configuração (ejetivo em losango, regurgitativo em plateau pansistólico, decrescente diastólico), intensidade pela graduação de Levine de I a VI, foco de maior intensidade, irradiação, qualidade e resposta a manobras. Graus I e II são discretos; III, moderado sem frêmito; IV, intenso com frêmito palpável; V, audível com apenas a borda do estetoscópio no tórax; VI, audível com o estetoscópio afastado. Sopros diastólicos são sempre patológicos e exigem investigação. Sopros sistólicos ejetivos em losango nascem da obstrução à ejeção; regurgitativos em plateau ocupam toda a sístole; e o sopro contínuo atravessa a sístole e a diástole, como no duto arterioso persistente.
| Lesão valvar | Fase e configuração | Foco e irradiação | Pistas associadas |
|---|---|---|---|
| Estenose aórtica | Sistólico ejetivo em losango, crescente-decrescente | 2º espaço intercostal direito, irradia para carótidas | Pulso parvus et tardus, B2 aórtico diminuído, frêmito, síncope e angina |
| Insuficiência aórtica | Diastólico precoce decrescente, sopro em baforada | Borda esternal esquerda (foco de Erb), melhor sentado em expiração | Pulso water-hammer, pressão diferencial ampla, sopro de Austin Flint |
| Estenose mitral | Diastólico médio-tardio, rolar (rumble) grave com campânula | Ápice, decúbito lateral esquerdo, sem irradiação | B1 forte, opening snap, facies mitral, fibrilação atrial |
| Insuficiência mitral | Sistólico regurgitativo pansistólico | Ápice, irradia para a axila | B1 diminuído, B3 frequente, impulso apical hiperdinético |
| Insuficiência tricúspide | Sistólico pansistólico | Borda esternal esquerda inferior, aumenta na inspiração | Ondas V venosas, fígado pulsátil, refluxo hepatoujular |
| Comunicação interventricular | Sistólico rude, em plateau, com frêmito | 3º e 4º espaços intercostais esquerdos | Geralmente congênita; pode associar shunt e sobrecarga |
| Estenose pulmonar | Sistólico ejetivo | 2º espaço intercostal esquerdo | Click de ejeção, desdobramento amplo de B2, criança ou jovem |
| Duto arterioso persistente | Contínuo, em maquinaria | 2º espaço intercostal esquerdo infraclavicular | Pulsos amplos, hipertensão diferencial, prematuro |
As manobras exploram o efeito de mudanças de pré-carga e pós-carga sobre cada lesão e têm fundamento fisiológico direto, sistematizado no estudo clássico de Lembo e colaboradores no New England Journal of Medicine em 1988. A inspiração profunda aumenta o retorno venoso direito e, pelo sinal de Carvalho (Rivero-Carvalho), intensifica os sopros direitos (insuficiência tricúspide e estenose pulmonar) sem alterar os esquerdos. A manobra de Valsalva, na fase de esforço, reduz drasticamente o retorno venoso e a pós-carga, intensificando o sopro da miocardiopatia hipertrófica obstrutiva e aproximando o click do primeiro bul no prolapso mitral, enquanto atenua os sopros de estenose aórtica e insuficiência mitral. O agachamento aumenta o retorno venoso e a pós-carga simultaneamente, o oposto do Valsalva: intensifica estenose aórtica, insuficiência aórtica e insuficiência mitral e abranda o sopro da miocardiopatia hipertrófica e do prolapso. O handgrip isométrico sustentado eleva a pós-carga e intensifica regurgitações esquerdas (insuficiência mitral e aórtica e comunicação interventricular), atenuando a miocardiopatia hipertrófica.
| Manobra | Efeito hemodinâmico | Sopros que aumentam | Sopros que diminuem |
|---|---|---|---|
| Inspiração profunda | Aumenta o retorno venoso direito | Insuficiência tricúspide e estenose pulmonar (sinal de Carvalho) | Pouco efeito sobre os sopros esquerdos |
| Manobra de Valsalva (esforço) | Reduz pré-carga e pós-carga | Miocardiopatia hipertrófica obstrutiva e prolapso mitral | Estenose aórtica e insuficiência mitral |
| Agachamento | Aumenta pré-carga e pós-carga | Estenose aórtica, insuficiência aórtica e insuficiência mitral | Miocardiopatia hipertrófica e prolapso mitral |
| Ortostatismo | Reduz pré-carga por pooling venoso | Miocardiopatia hipertrófica e prolapso mitral | Estenose aórtica e insuficiência mitral |
| Handgrip isométrico | Aumenta pós-carga | Insuficiência mitral, insuficiência aórtica e comunicação interventricular | Miocardiopatia hipertrófica e estenose aórtica |
| Amil nitrato (inalatório) | Vasodilatação: reduz pré e pós-carga | Sopros de fluxo e estenoses (aórtica e mitral) | Regurgitações esquerdas (insuficiência mitral e aórtica) |
| Conjunto de achados | Hipótese diagnóstica |
|---|---|
| Pulso parvus et tardus, frêmito no 2º EIC direito irradiando ao pescoço, B2 diminuído | Estenose aórtica |
| Pulsos amplos, pressão diferencial ampla, sopro diastólico decrescente em Erb | Insuficiência aórtica |
| B1 forte, opening snap, rumble diastólico no ápice em decúbito lateral esquerdo | Estenose mitral |
| Sopro pansistólico no ápice irradiado à axila com B3 | Insuficiência mitral |
| Sopro pansistólico que aumenta na inspiração com ondas V e fígado pulsátil | Insuficiência tricúspide |
| Desdobramento fixo de B2 com sopro ejetivo pulmonar | Comunicação interatrial |
| Click mesossistólico com sopro tardio que alonga no Valsalva | Prolapso da valva mitral |
| Sopro sistólico que aumenta intensamente no Valsalva com ictus bifido | Miocardiopatia hipertrófica obstrutiva |
| Sopro contínuo em maquinaria no 2º EIC esquerdo | Duto arterioso persistente |
| Tríade de Beck: hipotensão, turgência jugular e bulhas abafadas, com pulsus paradoxus | Tamponamento cardíaco |
| Sinal de Kussmaul, knock pericárdico e ascite | Constricção pericárdica |
O encadeamento lógico para a prova e para o leito é sempre o mesmo: anamnese que tipifica o sintoma, exame geral que busca sinais periféricos com valor localizatório, mensuração cuidadosa de pressão arterial e PVJ, palpação do precórdio e, por fim, ausculta sequencial nos cinco focos com caracterização completa de qualquer sopro e confirmação pelas manobras. A hipótese semiológica bem formulada define qual exame complementar pedir, economiza tempo e evita o rastreamento cego: o ecocardiograma confirmará o que a semiologia suspeitou, e é essa cadeia de raciocínio que as bancas avaliam.
1.A dor torácica é considerada anginosa típica quando preenche três critérios. São eles:
2.Paciente com dispneia ao subiu um lance de escadas e ao caminhar no plano, mas assintomático ao vestir-se, é classificado como NYHA:
3.O pulso parvus et tardus caracteriza qual valvopatia?
4.Ondas V venosas gigantes com fígado pulsátil e sopro pansistólico que aumenta na inspiração indicam:
5.Qual achado é IMPOSSÍVEL na fibrilação atrial?
6.O desdobramento fixo do segundo bul (B2) é patognomônico de:
7.O sinal de Carvalho (Rivero-Carvalho) consiste em:
8.O sopro sistólico que AUMENTA com a manobra de Valsalva e com o ortostatismo, com ictus bifido, sugere:
9.Sobre a pressão venosa jugular (PVJ), a técnica correta de estimativa é:
10.Paciente com ascite, PVJ elevada, sinal de Kussmaul e knock pericárdico tem, como hipótese principal:
acesso de membros
Matérias, materiais na íntegra, resumos, quiz e revisões ficam liberados na sua conta — a prévia desfocada é só um gostinho.
Entrar e continuar