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Revisão de referência sobre transtornos por uso de substâncias: critérios e gravidade do DSM-5-TR, neurobiologia da adicção, comorbidades psiquiátricas e clínicas, síndromes de intoxicação e abstinência, rastreio com AUDIT e ASSIST, tratamento farmacológico com doses por substância e níveis de prevenção com evidência.
[1] World Health Organization. Global status report on alcohol and health and treatment of substance use disorders. Genebra: WHO; 2024 · https://www.who.int/publications/i/item/9789240096745 | [2] American Psychiatric Association. Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders. 5th ed., text revision (DSM-5-TR). Washington: American Psychiatric Publishing; 2022 | [3] Volkow ND, Koob GF, McLellan AT. Neurobiologic advances from the brain disease model of addiction. N Engl J Med. 2016;374(4):363-371 · DOI 10.1056/NEJMra1511480 | [4] Laranjeiras R, Madruga CS, Pinsky I, et al. II Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (LENAD). São Paulo: Fiocruz/UNIAD; 2013 · https://dssbr.ensp.fiocruz.br | [5] United Nations Office on Drugs and Crime. World Drug Report 2024. Viena: UNODC; 2024 · https://www.unodc.org · DOI 10.1056/NEJMra1511480
Os transtornos por uso de substâncias (TUS) são doenças crônicas, recorrentes e tratáveis do circuito cerebral de recompensa, e não falha de caráter. A Organização Mundial da Saúde atribuiu 2,6 milhões de mortes por ano ao álcool (4,7% de todas as mortes do mundo) e 0,6 milhão às drogas psicoativas; o relatório de 2024 estima que centenas de milhões de pessoas vivam com transtorno por uso de álcool, a maioria sem receber qualquer tratamento. No Brasil, o II Levantamento Nacional de Álcool e Drogas estimou 11,7 milhões de dependentes de álcool e cerca de 370 mil usuários de crack e similares nas 26 capitais e no Distrito Federal. Para a prova, o estudante precisa dominar três eixos: os critérios diagnósticos do DSM-5-TR com graduação de gravidade, as comorbidades psiquiátricas que mudam a conduta (diagnóstico duplo) e o arsenal farmacológico com doses, além dos níveis de prevenção e da rede de atenção brasileira.
O DSM-5-TR fundiu os antigos abuso e dependência em um único transtorno por uso de substância, diagnosticado quando pelo menos 3 de 11 critérios ocorrem no mesmo período de 12 meses. A gravidade é graduada pelo número de critérios: leve (2-3), moderado (4-5) e grave (6 ou mais) — pegadinha clássica, porque o diagnóstico exige 3 critérios, não 1. A CID-11 mantém a síndrome de dependência como quadro clínico com 6 dimensões (compulsão, tolerância, abstinência, prejuízo, perda de controle, uso apesar de danos) e separa o uso nocivo (dano físico ou mental sem dependência). O DSM-5-TR também inclui o transtorno do jogo (gambling) como o primeiro vício comportamental, com os mesmos critérios, e especificadores de remissão precoce (3 meses a 1 ano) e sustentada (mais de 1 ano) e de ambiente controlado.
Todas as drogas com potencial aditivo, por vias distintas, aumentam a dopamina na projeção mesolímbica da área tegmental ventral para o núcleo accumbens, com papel do córtex pré-frontal (controle executivo), amígdala (emoção e estresse) e hipocampo (memória contextual). Com o uso repetido, três adaptações definem a doença: a sensibilização de incentivo, em que os estímulos associados à droga ganham valor motivacional desproporcional e desencadeiam fissura (craving); a alostase do sistema de recompensa, com redução da densidade de receptores D2, ativação de CREB e dinorfina no accumbens, gerando hipohedonia e disforia basal (o cérebro passa a usar a droga para voltar ao normal, não para sentir prazer); e o takeover glutamatérgico, com fortalecimento de respostas AMPA no núcleo accumbens e no córtex pré-frontal que automatizam o uso e enfraquecem o controle inibitório.
O modelo dos três estágios de Koob e Volkow organiza a fisiopatologia e o tratamento: estágio 1 - intoxicação e compulsão (binge), dominado pelo circuito de recompensa e alvo da naltrexona; estágio 2 - abstinência e afeto negativo, dominado pelos sistemas de estresse (CRH, noradrenalina, dinorfina) e alvo da acamprosata e da reposição de opioides; estágio 3 - preocupação e antecipação (craving e recaída), dominado pelo córtex pré-frontal e alvo das psicoterapias cognitivo-comportamentais e da prevenção de recaída. A herdabilidade estimada de 40-60% e o início na adolescência, período de imaturidade pré-frontal, explicam por que quanto mais precoce o primeiro uso, maior o risco de dependência: cerca de 1 em cada 6 adolescentes que experimenta cannabis desenvolve dependência, contra aproximadamente 9% dos iniciantes na vida adulta.
O álcool é a substância psicoativa mais usada no mundo e no Brasil, onde mais da metade dos adultos já consumiu álcool no ano e o consumo em binge (5 ou mais doses em uma ocasião para homens, 4 para mulheres) concentra o risco. O II LENAD estimou 11,7 milhões de dependentes de álcool no país e cerca de 370 mil usuários de crack e similares apenas nas capitais, população com alto grau de vulnerabilidade social. O tabaco mata mais de 8 milhões de pessoas por ano no mundo e tem prevalência brasileira ao redor de 9-10% dos adultos, em queda consistente desde as políticas de ambientes livres de fumo. O UNODC estimou 292 milhões de usuários de drogas em 2022, alta de cerca de 20% em dez anos, com expansão do mercado de cocaína e de novas substâncias psicoativas. O uso começa cedo: a janela de maior vulnerabilidade é a adolescência, e o diagnóstico de TUS antes dos 18 anos prediz formas mais graves na vida adulta.
Comorbidade é a regra, não a exceção: grande parte dos pacientes com TUS preenche critérios para outro transtorno mental, e essa coocorrência piora adesão, prognóstico e risco de suicídio. Duas hipóteses concorrentes e complementares explicam a associação: a automedicação (a substância alivia sintomas prévios e é usada como autoprescrição) e a vulnerabilidade comum (fatores genéticos, traumáticos e neurodesenvolvimentais compartilhados elevam o risco de ambos). Para a prova: a conduta é tratar as duas condições de forma integrada e simultânea, não aguardar a abstinência para tratar a psiquiatria.
| Comorbidade | Prevalência típica em TUS | Ponto prático de prova |
|---|---|---|
| Depressão maior | 30-40% dos dependentes de álcool ao longo da vida | Abstinência de 2-4 semanas antes de confirmar depressão substância-induzida; antidepressivos não tratam TUS isolado |
| Transtorno bipolar | 40-60% dos bipolares têm TUS ao longo da vida | Descartar mania por estimulantes e depressão por abstinência antes de fechar diagnóstico; estabilizadores em paralelo |
| Transtorno de estresse pós-traumático | Altas taxas bidirecionais em veteranos e vítimas de violência | Trauma não tratado é o principal gatilho de recaída; psicoterapia voltada ao trauma integra o plano |
| TDAH | Risco de TUS 2-3 vezes maior que o geral | Tratar TDAH reduz o uso; estimulantes com controle, atomoxetina como alternativa |
| Esquizofrenia | 60-80% dos esquizofrênicos são tabagistas | Tabagismo induz metabolismo de antipsicóticos (CYP1A2); vareniclina é segura e subutilizada nesses pacientes |
| Transtorno de personalidade antissocial e borderline | Presente em fração substancial dos TUS graves | Contrato terapêutico claro, abordagem dialética comportamental e limites de prescrição de benzodiazepínicos |
| Ansiedade social e transtornos de ansiedade | Comum no álcool, com tolerância reversa na abstinência | Ansiolíticos benzodiazepínicos devem ser de curto prazo; preferir ISRS e psicoterapia |
Reconhecer intoxicação e abstinência é competência de todas as especialidades e consta de praticamente toda prova de psiquiatria e de urgência. A regra geral: sinais simpáticos dominam a abstinência de depressores do SNC (álcool, benzodiazepínicos, opioides) e a intoxicação por estimulantes; sinais de depressão do SNC dominam a intoxicação por depressores e a abstinência de estimulantes.
| Substância | Intoxicação aguda | Síndrome de abstinência | Cronologia da abstinência |
|---|---|---|---|
| Álcool | Desinibição, ataxia, disartria, sonolência; dose dependente | Tremores, sudorese, taquicardia, hipertensão, ansiedade, insônia; convulsões e delirium tremens | Início 6-24 h; convulsões 24-48 h; delirium tremens 48-96 h (até 5 dias) |
| Opioides | Euforia, miose puntiforme, depressão respiratória, rebaixamento | Midríase, lacrimejamento, rinorreia, bocejos, cólicas, diarreia, dores, piloereção, ansiedade | Início 6-12 h (curta ação) ou 24-48 h (metadona); pico 1-3 dias; duração até 1-2 semanas |
| Cocaína e crack | Euforia, taquicardia, hipertensão, midríase, hipertermia, agitação, risco de infarto e AVC | Crash: disforia, hipersonolência, fome intensa; depois craving prolongado | Crash em horas a 1-2 dias; craving e disforia por semanas |
| Cannabis | Euforia, relaxamento, taquicardia, conjuntivas hiperemiadas, prejuízo de atenção e memória | Irritabilidade, ansiedade, insônia, perda de apetite, náusea, agressividade | Início 1-3 dias após cessar; pico em torno do 4º dia; duração 1-2 semanas |
| Nicotina | Efeito estimulante e reforço rápido; náusea em novatos | Craving intenso, irritabilidade, ansiedade, dificuldade de concentração, aumento do apetite | Início 4-24 h; pico 2-3 dias; sintomas atenuam em semanas, craving persiste |
| Benzodiazepínicos | Sedação, ataxia, amnésia; risco alto com opioides e álcool | Ansiedade rebote, insônia, tremor, e, nos casos graves, convulsões e delírio como no álcool | Início 1-4 dias (curta ação) ou até 2-3 semanas (longa ação) |
O rastreio deve ser rotina na atenção primária e na emergência, porque a maioria dos pacientes com TUS nunca foi perguntada sobre consumo. Os instrumentos validados abaixo têm pontos de corte que caem em prova; os exames laboratoriais servem para confirmar consumo recente, estadiar danos de órgão e afastar diagnósticos diferenciais em intoxicação e abstinência.
| Instrumento | Alvo | Ponto de corte de risco |
|---|---|---|
| AUDIT (OMS) | Consumo de risco, uso nocivo e dependência de álcool | 8 ou mais pontos; 20 ou mais sugere dependência |
| AUDIT-C | Versão curta de 3 itens para rastreio | 4 ou mais em homens; 3 ou mais em mulheres |
| CAGE | Quatro perguntas clássicas sobre álcool | 2 ou mais respostas positivas |
| DAST-10 | Drogas ilícitas em geral | 3 ou mais pontos indica uso problemático; 6 ou mais, substancial |
| ASSIST (OMS) | Rastreio de todas as classes de substâncias por escore por classe | Escores 4-25 indicam risco moderado; acima de 25, alto risco e provável dependência |
| Teste de Fagerström | Gravidade da dependência de nicotina | 6 ou mais pontos indica dependência elevada; o primeiro cigarro em até 5 min após acordar pesa muito |
| CIWA-Ar | Gravidade da abstinência alcoólica e guia de tratamento | 8-15 moderada; acima de 15, alto risco de convulsão e delirium tremens |
| COWS | Gravidade da abstinência opioide (indução de buprenorfina) | 8-12 ou mais é janela usual para iniciar buprenorfina com segurança |
Marcadores laboratoriais úteis no álcool: GGT elevado (sensível, inespecífico), transferase desidrogenase carbamoílica (CDT, mais específica de consumo pesado recente), relação AST/ALT maior que 2 sugere hepatopatia alcoólica, e volume corpuscular médio acima de 100 fL. Janelas de detecção aproximadas na urina: etanol 6-24 horas (etil glucuronídeo até 80 horas); cocaína (benzoilecgonina) 1-3 dias, mais em uso crônico; opioides 1-3 dias; cannabis 3 dias no uso ocasional e até 30 dias no uso crônico pesado; anfetaminas 1-3 dias; benzodiazepínicos 1-7 dias, podendo chegar a semanas nas de meia-vida longa.
O tratamento é crônico, integrado e escalonado: intervenção breve para uso de risco na atenção primária, tratamento ambulatorial (CAPS-AD no Brasil) para dependência moderada, internação para desmame de alto risco (álcool e benzodiazepínicos), comorbidade psiquiátrica grave ou tentativa fracassada, e comunidades terapêuticas como dispositivo complementar regulado. A base é sempre psicossocial: terapia cognitivo-comportamental, prevenção de recaída, gestão de contingências (a intervenção com melhor evidência para estimulantes), grupos de mútua ajuda e abordagem familiar. Os fármacos de manutenção, quando existem, aumentam de forma consistente a abstinência e reduzem mortalidade.
| Fármaco (álcool) | Dose | Papel no tratamento |
|---|---|---|
| Tiamina (vitamina B1) | 500 mg IV 8/8 h por 3-5 dias no risco de Wernicke; depois 250-300 mg/dia VO | Prevenção e tratamento da encefalopia de Wernicke; sempre antes de qualquer glicose |
| Benzodiazepínicos | Diazepam 10-20 mg VO ou clordiazepóxido 25-100 mg guiados pelo CIWA-Ar; lorazepam se hepatopatia grave | Padrão-ouro da abstinência alcoólica; esquema fixo ou dirigido por sintomas, com redução gradual |
| Naltrexona | 50 mg VO/dia ou 380 mg IM mensal | Reduz craving e consumo pesado; melhor evidência geral; contraindicada em uso atual de opioides e hepatite aguda |
| Acamprosato | 666 mg VO 8/8 h | Mantém abstinência após desmame, especialmente com ansiedade e insônia de abstinência; ajustar na insuficiência renal |
| Dissulfiram | 250-500 mg VO/dia | Cria aversão por reação desagradável (rubor, náusea, hipotensão) se houver consumo; exige adesão e supervisão |
| Fármaco (opioides) | Dose | Papel no tratamento |
|---|---|---|
| Buprenorfina + naloxona | Indução com 2-4 mg sublingual após início de abstinência leve (COWS 8-12); manutenção 12-24 mg/dia | Tratamento de manutenção e desmame; agonista parcial com teto respiratório, menos overdose que agonistas plenos |
| Metadona | Indução 10-20 mg/dia com titulação; manutenção usual 60-120 mg/dia | Mantença em programas especializados; reduziu mortalidade em comparação a tratamento sem farmacoterapia |
| Naloxona | 0,4-2 mg IV, IM ou intranasal, repetida a cada 2-3 minutos | Reverte overdose; prescrever para levar (take-home) a usuários e familiares |
| Clonidina ou lofexidina | Clonidina 0,1-0,2 mg VO 6/6-8/8 h, com vigilância de hipotensão | Alívio sintomático da abstinência (hipertensão, sudorese, cólicas), sem atuar no craving |
| Naltrexona de depósito | 380 mg IM mensal, apenas após desintoxicação completa | Bloqueio de opioides para pacientes altamente aderentes; overdose risco se houver retorno do uso |
| Fármaco (tabaco) | Esquema | Observações |
|---|---|---|
| Adesivo de nicotina | 21 mg/24 h por 4-6 semanas se mais de 10 cigarros/dia, com desmame para 14 mg e 7 mg (2 semanas cada) | Primeira linha; pode combinar com formas orais para craving agudo |
| Goma ou pastilha de nicotina | 2 mg se fuma menos de 20/dia e o primeiro cigarro ocorre após 30 min de acordar; 4 mg caso contrário; 1 peça a cada 1-2 horas, máximo 20 peças/dia | Técnica de mastigar e estacionar (guardar junto à gengiva) para liberação lenta; evitar bebidas ácidas |
| Vareniclina | 0,5 mg/dia por 3 dias, 0,5 mg 2x/dia até o 7º dia, depois 1 mg 2x/dia por 12 semanas, iniciando 1 semana antes da data de parada | Agonista parcial de receptor nicotínico alfa-4 beta-2; maior taxa de abstinência em comparação direta com as demais drogas; náusea é o efeito adverso principal |
| Bupropiona XL | 150 mg/dia por 3-6 dias, depois 150 mg 2x/dia por 7-12 semanas, iniciando 1-2 semanas antes da parada | Antidepressivo anticraving; contraindicada em epilepsia, transtornos alimentares ativos e uso de IMAO |
Para cocaína, crack e metanfetamina não há fármaco aprovado com evidência consistente: o tratamento de base é psicoterapia, com gestão de contingências como intervenção de melhor desempenho, associada à abordagem cognitivo-comportamental e ao tratamento das comorbidades. Para cannabis, a evidência farmacológica é limitada e o manejo é psicossocial, com atenção à abstinência (irritabilidade e insônia) e aos quadros psicóticos associados. Em qualquer substância, o plano inclui manejo de recaída como evento esperado do curso crônico, redução de danos (seringas limpas, naloxona no bolso, testagem de HIV e hepatites) e reinserção social e laboral.
A classificação clássica do Instituto de Medicina dos EUA organiza a prevenção por população-alvo, e as bancas cobram os exemplos com evidência. A prevenção universal atinge toda a população (políticas de preço e disponibilidade do álcool, ambientes livres de fumo, programas escolares de habilidades de vida); a seletiva atinge grupos de risco (filhos de dependentes, escolas em áreas de tráfico, programas familiares para adolescentes em risco); a indicada atinge indivíduos com sinais iniciais de uso problemático (intervenção breve motivacional para adolescentes com binge drinking).
O TUS é crônico e recorrente, com taxas de recaída em 1 ano em torno de 40-60%, semelhantes às de diabetes e hipertensão não aderentes a tratamento; interpretar a recaída como falha moral é o erro que mais afasta o paciente do cuidado. Riscos imediatos exigem protocolo: abstinência alcoólica grave (CIWA-Ar alto, história de convulsão ou delirium) é internação; overdose opioide após alta de desintoxicação é evento temível, porque a tolerância se perde em poucos dias; o risco de suicídio é várias vezes maior que o da população geral e deve ser rastreado ativamente. O tratamento de manutenção com metadona ou buprenorfina reduz mortalidade por overdose em cerca de metade ou mais em comparação com abstinência sem farmacoterapia. O prognóstico melhora com tempo de engajamento em tratamento, tratamento integrado das comorbidades, suporte familiar e emprego; uma parcela significativa de pacientes atinge remissão sustentada, inclusive sem tratamento formal, mas o acompanhamento médico multiplica essa chance.
O ensaio COMBINE mostrou benefício da naltrexona (associada ao manejo médico estruturado) sobre os desfechos de consumo, incluindo tempo até recaída pesada, enquanto o acamprosato não se separou do placebo naquele contexto norte-americano, possivelmente pela abstinência prévia exigida antes da randomização; meta-análises mantêm o acamprosato como eficaz para manter abstinência, particularmente após desmame completo. A lição prática: escolher o fármaco pelo perfil do paciente e sempre combiná-lo à psicoterapia.
1.Paciente com uso de álcool preenche 4 dos 11 critérios do DSM-5-TR no último ano. Qual a graduação de gravidade?
2.Qual via neuronal é o alvo comum de todas as substâncias com potencial de adicção?
3.Qual instrumento de rastreio para consumo de risco de álcool é recomendado pela OMS na atenção primária e usa o ponto de corte de 8 pontos?
4.Homem alcoólico desnutrido chega confuso, com ataxia e paralisia de reto lateral. Qual a sequência correta do tratamento?
5.Qual a classe farmacológica de escolha para o tratamento da síndrome de abstinência alcoólica?
6.Antes de prescrever naltrexona para transtorno por uso de álcool, qual verificação é obrigatória?
7.Qual a conduta farmacológica imediata em overdose por heroína com miose e depressão respiratória?
8.Por que a primeira dose de buprenorfina só é administrada após o início da abstinência leve (COWS 8-12 ou mais)?
9.Sobre a abstinência de cannabis, assinale a correta:
10.Qual esquema corresponde à titulação correta da vareniclina para cessação do tabagismo?
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