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Revisão completa do transtorno bipolar: critérios do DSM-5-TR para mania, hipomania e episódio depressivo com limiares de tempo, epidemiologia do NCS-R, comorbidades psiquiátricas e clínicas, rastreamento com MDQ, escolha do estabilizador com doses e níveis séricos (lítio, valproato, lamotrigina, antipsicóticos), evidências do BALANCE e pontos do PCDT do Ministério da Saúde. Com tabelas comparativas, PICO, 10 questões e flashcards.
[1] American Psychiatric Association. Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders. 5th ed., text revision (DSM-5-TR). Washington: APA; 2022 | [2] Yatham LN, Kennedy SH, Parikh SV, et al. Canadian Network for Mood and Anxiety Treatments (CANMAT) and International Society for Bipolar Disorders (ISBD) 2018 guidelines for the management of patients with bipolar disorder. Bipolar Disord. 2018;20(2):97-170 · DOI 10.1111/bdi.12609 · PMID 29536616 | [3] Grande I, Berk M, Birmaher B, Vieta E. Bipolar disorder. Lancet. 2016;387(10027):1561-72 · DOI 10.1016/S0140-6736(15)00241-X | [4] Geddes JR, Goodwin GM, Rendell J, et al. Lithium plus valproate combination therapy versus monotherapy for relapse prevention in bipolar I disorder (BALANCE): a randomised open-label trial. Lancet. 2010;375(9712):385-95 · DOI 10.1016/S0140-6736(09)61828-6 | [5] Merikangas KR, Akiskal HS, Angst J, et al. Lifetime and 12-month prevalence of bipolar spectrum disorder in the National Comorbidity Survey replication. Arch Gen Psychiatry. 2007;64(5):543-52 · DOI 10.1001/archpsyc.64.5.543 | [6] Hirschfeld RM, Williams JB, Spitzer RL, et al. Development and validation of a screening instrument for bipolar spectrum disorder: the Mood Disorder Questionnaire. Am J Psychiatry. 2000;157(11):1873-5 · PMID 11058490 | [7] Brasil. Ministério da Saúde. Protocolo Clínico e Diretriz Terapêutica do Transtorno Afetivo Bipolar do tipo I. Brasília: MS · https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/protocolos/pcdt_transtornoafetivobipolar_tipoi.pdf/view · DOI 10.1111/bdi.12609
O transtorno bipolar é uma doença psiquiátrica crônica e recorrente definida por episódios de mania ou hipomania, quase sempre alternados com episódios depressivos. No National Comorbidity Survey Replication, a prevalência ao longo da vida foi de 1,0% para o tipo I, 1,1% para o tipo II e 2,4% para as formas subliminares do espectro, com início típico entre 15 e 25 anos de idade. O problema central é o atraso diagnóstico: em média decorrem de 5 a 10 anos entre o primeiro episódio e o diagnóstico correto, período em que o paciente costuma receber o rótulo errado de depressão unipolar e é tratado com antidepressivo em monoterapia, o que pode induzir virada maníaca e acelerar ciclagens. As consequências são mensuráveis: risco de tentativa de suicídio ao longo da vida em 30 a 50% dos pacientes, mortalidade por suicídio muito superior à da população geral e redução estimada da expectativa de vida que as coortes populacionais europeias situam na casa dos 10 anos ou mais, puxada por doenças cardiovasculares e suicídio. Para a prova, o aluno precisa dominar os critérios do DSM-5-TR com seus limiares de tempo, as comorbidades que mudam a conduta, o rastreamento com MDQ e o mapa de tratamentos por fase da doença, com doses, níveis séricos e monitorização.
O DSM-5-TR organiza o diagnóstico em torno de quatro tipos de episódios. O episódio maníaco exige humor elevado, expansivo ou irritável associado a aumento de energia e atividade por pelo menos 1 semana (ou qualquer duração se exigir hospitalização), com 3 ou mais sintomas adicionais (4 se o humor for apenas irritável): autoestima inflada ou grandiosidade, diminuição da necessidade de sono, loquacidade, fuga de ideias, distraibilidade, agitação psicomotora e envolvimento em atividades de alto risco; o prejuízo funcional é acentuado e a psicose pode ocorrer. O episódio hipomaníaco dura pelo menos 4 dias, tem os mesmos sintomas em intensidade menor, produz mudança inequivocamente observável pelo entorno, mas sem prejuízo marcado, sem psicose e sem necessidade de hospitalização. O episódio depressivo maior exige 2 semanas de humor deprimido ou anedonia com os sintomas clássicos. Combinando os episódios, o transtorno bipolar I exige pelo menos um episódio maníaco (a depressão é frequente, mas não obrigatória); o bipolar II exige pelo menos um hipomaníaco e um depressivo maior, sem mania prévia; a ciclotimia exige 2 anos (1 em crianças e adolescentes) de sintomas hipomaníacos e depressivos subliminares. Os especificadores são terreno fértil de prova: ciclagem rápida (4 ou mais episódios em 12 meses), características mistas, ansiedade, gravidade e risco de suicídio, psicose, periparto e padrão sazonal.
| Característica | Mania | Hipomania | Episódio depressivo maior |
|---|---|---|---|
| Duração mínima | 7 dias (ou qualquer duração se houver hospitalização) | 4 dias | 2 semanas |
| Prejuízo funcional | Acentuado, clinicamente significativo | Mudança observável, sem prejuízo marcado | Acentuado, clinicamente significativo |
| Psicose | Pode ocorrer (congruente com o humor) | Nunca ocorre | Pode ocorrer (melancólica ou incongruente) |
| Hospitalização | Frequente e critério diagnóstico por si só | Não é indicada pelo episódio | Possível, sobretudo com risco de suicídio |
| Evolução | Define transtorno bipolar I | Define transtorno bipolar II se houver depressão maior | Presente na maioria dos bipolares I e em todos os II |
O tipo I distribui-se de forma aproximadamente igual entre os sexos; o tipo II e as ciclagens rápidas são mais frequentes em mulheres. A hereditariedade é das mais altas da psiquiatria, com herdabilidade estimada em 60 a 85% e risco aumentado em familiares de primeiro grau, o que torna o histórico familiar o melhor dado de rastreamento individual. O curso é tipicamente flutuante: a doença começa com um episódio depressivo em cerca de metade a dois terços dos casos, os episódios tendem a se repetir com intervalos cada vez menores (fenômeno de kindling ou sensibilização, base do conceito de neuroprogressão) e, no tipo II, o tempo acumulado em depressão é cerca de 3 vezes maior que o tempo em hipomania. Recorrências após descontinuação do lítio são frequentes nos primeiros meses, e a adesão parcial à medicação ocorre em cerca de metade dos pacientes, o que explica boa parte das recaídas. Não há inquérito nacional brasileiro de prevalência específica para o espectro bipolar; os serviços de referência nacionais reportam os mesmos padrões internacionais de atraso diagnóstico e sobrediagnóstico prévio de depressão unipolar.
Cerca de dois terços dos pacientes bipolares preenchem critérios para ao menos um outro transtorno psiquiátrico ao longo da vida, e as comorbidades pioram a evolução, dificultam o diagnóstico e aumentam o risco de suicídio. Os transtornos de ansiedade (transtorno de ansiedade generalizada, pânico e fobia social) acompanham até metade ou mais dos pacientes; o uso nocivo de substâncias atinge prevalências ao longo da vida próximas de 40 a 50% no tipo I, com destaque para o álcool e a cocaína, que trazem episódios mais severos, menor adesão e mais suicídio; o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade coexiste em torno de 10 a 20% dos adultos bipolares e ainda mais nos adolescentes, exigindo cautela antes de prescrever psicoestimulantes; os transtornos alimentares (especialmente bulimia no tipo II feminino) e os transtornos de personalidade, sobretudo o borderline, completam o quadro. O diferencial com o transtorno de personalidade borderline é questões clássicas de prova: o bipolar tem episódios com início, pico e remissão bem definidos e duração de dias a meses com humor pervasive, ao passo que o borderline tem labilidade reativa a estressores interpessoais, com oscilações em minutos a horas e cronicidade egossintônica; ambos podem coexistir.
| Comorbidade psiquiátrica | Prevalência aproximada no transtorno bipolar | Implicação clínica |
|---|---|---|
| Transtornos de ansiedade | 40 a 60% | Pior prognóstico e maior risco de suicídio; específico de ansiedade no DSM-5-TR |
| Uso nocivo de substâncias | Cerca de 40 a 50% no tipo I | Episódios mais graves, pior adesão; evitar antidepressivos e estimulantes |
| TDAH | 10 a 20% dos adultos (mais em adolescentes) | Diferenciar distraibilidade maníaca; psicoestimulantes com cautela e humor estabilizado |
| Transtornos alimentares | Mais comum bulimia no tipo II em mulheres | Valproato e quetiapina podem ganhar peso; topiramato é adjunto possível |
| Transtorno de personalidade borderline | 10 a 20% | Oscilação em horas e reatividade interpessoal, não episódios com remissão |
A mortalidade excessiva do transtorno bipolar não é só psiquiátrica: doenças cardiovasculares são a principal causa de morte prematura, com risco cerca de 2 vezes maior que na população geral. O terreno é preparado por obesidade e síndrome metabólica (presente em um terço a metade dos pacientes, agravada por olanzapina, quetiapina e risperidona), diabetes tipo 2 (risco cerca de 2 a 3 vezes maior), dislipidemia e tabagismo com prevalência elevada. O hipotireoidismo é particularmente relevante: além de mais frequente em mulheres bipolares, é efeito adverso do lítio e associa-se a ciclagem rápida, motivo pelo qual o TSH faz parte da monitorização de rotina. Enxaqueca (sobretudo no tipo II), asma e doença tireoidiana autoimune completam a lista. Na gestação, o risco de recorrência é alto no puerpério imediato e a escolha do fármaco é um exercício de teratogenicidade: valproato é o mais teratogênico (malformações em torno de 10% das exposições e risco de espinha bífida de 1 a 2%, cerca de 10 vezes o basal), carbamazepina segue nocivo, lítio associa-se à anomalia de Ebstein com risco absoluto estimado em torno de 1 a 2 por 1.000 nascimentos (cerca de 10 a 20 vezes o basal, porém menor que o do valproato) e lamotrigina é considerada a opção com melhor perfil reprodutivo entre os estabilizadores. Todo o manejo clínico deve incluir medida de peso, circunferência abdominal, pressão arterial, glicemia e lipidograma, além do rastreamento de abuso de substâncias e risco de suicídio em cada consulta.
O diagnóstico é clínico, com base em entrevista estruturada, colaterais e, de preferência, histórico longitudinal, pois o paciente raramente relata espontaneamente as hipomanias, que costuma lembrar como os melhores momentos da vida. O Mood Disorder Questionnaire (MDQ) é o instrumento de rastreio de prova: 13 perguntas sim ou não sobre sintomas de mania ou hipomania experimentados juntos, mais agrupamento no tempo e prejuízo moderado ou grave; na validação original em serviço psiquiátrico teve sensibilidade de 0,73 e especificidade de 0,90, sendo ferramenta de triagem e nunca de confirmação. Toda depressão atípica ou precoce, resistente a antidepressivos, com início súbito, com características psicóticas, com histórico familiar de bipolaridade ou acompanhada de virada maníaca após antidepressivo deve levantar a suspeita. Os diferenciais obrigatórios: transtorno esquizoafetivo (psicose persistente fora dos episódios), esquizofrenia (psicose crônica sem síndrome afetiva dominante), depressão unipolar (sem história de mania ou hipomania), transtorno de personalidade borderline, TDAH, transtornos por uso de substâncias e causas orgânicas, como hipertireoidismo, doença de Cushing, esclerose múltipla, lesões frontais, epilepsia do lobo temporal, esteroides anabolizantes e corticoides, estimulantes e antidepressivos. O diagnóstico diferencial com depressão unipolar sustenta-se por pistas clínicas: início precoce, depressão com hipersonia e hiperfagia, retardo psicomotor leve, labilidade, resposta ruim a antidepressivos, alta recorrência e história familiar de bipolaridade.
| Ferramenta ou pista | O que avalia | Interpretação |
|---|---|---|
| MDQ | 13 sintomas de mania ou hipomania + agrupamento + prejuízo | Positivo com 7 ou mais sintomas agrupados e prejuízo; sensibilidade 0,73 e especificidade 0,90 na validação original |
| História familiar | Herdabilidade de 60 a 85% | Familiar de primeiro grau bipolar aumenta fortemente a probabilidade |
| Virada com antidepressivo | Mania ou hipomania após introdução | Sugere fortemente bipolaridade; antidepressivo em monoterapia é contraindicado |
| Depressão atípica | Hipersonia, hiperfagia, chumbo paralisia | Pistas de polo bipolar em depressão aparentemente unipolar |
| Exames complementares | TSH, função renal, eletrólitos, toxicológico, tomografia se atípico | Excluem causas orgânicas e compõem a linha de base pré-lítio |
A escolha do fármaco depende da fase e da polaridade dominante. Na mania aguda, o CANMAT/ISBD 2018 lista como primeira linha o lítio, o valproato, a carbamazepina e os antipsicóticos olanzapina, quetiapina, risperidona, aripiprazol, asenapina, paliperidona e o haloperidol, com combinações (antipsicótico mais lítio ou valproato) nas manias mais graves; a suspensão de antidepressivos é medida obrigatória. Na depressão bipolar, os antidepressivos em monoterapia são formalmente contraindicados por falta de eficácia e risco de virada maníaca e de ciclagem rápida; as primeiras linhas são quetiapina (que cobre ambos os polos, com eficácia comprovada na dose de 300 mg ao dia da formulação de liberação prolongada), lítio, lamotrigina (que previne preferencialmente o polo depressivo e não trata mania) e lurasidona 20 a 120 mg ao dia com refeição, isolada ou associada a lítio ou valproato; a cariprazina em 1,5 a 3 mg ao dia ganhou evidência posterior para a depressão bipolar e a combinação olanzapina-fluoxetina é alternativa aprovada. Na manutenção, o lítio permanece o padrão-ouro: é o único com evidência consistente de redução de suicídio e mortalidade, com nível sérico-alvo de 0,6 a 0,8 mEq/L na manutenção e de 0,8 a 1,2 mEq/L na mania aguda; o valproato usa 20 a 30 mg/kg/dia com alvo de 50 a 125 microgramas por mL; a lamotrigina exige titulação lenta (25 mg/dia por 2 semanas, 50 mg por 2 semanas, depois 100 a 200 mg/dia) para reduzir o risco de síndrome de Stevens-Johnson, e se for interrompida por mais de 5 dias a titulação recomeça do início. Antes do lítio: creatinina e eletrólitos, TSH, cálcio, beta-hCG, peso e ECG em acima de 40 anos; durante: creatinina e TSH a cada 6 a 12 meses, e orientação de hidratação e cautela com AINEs, tiazídicos e IECA, que reduzem a excreção e elevam a litemia. A toxicidade do lítio (litemia acima de 1,5 mEq/L, com tremor grosseiro, confusão, ataxia e convulsões) é emergência clínica.
| Fármaco | Dose usual | Nível sérico-alvo | Monitorização e cautela principal |
|---|---|---|---|
| Lítio | 600 a 1.200 mg/dia, 2 a 3 tomadas | 0,6 a 0,8 mEq/L (manutenção); 0,8 a 1,2 (mania aguda) | Creatinina, TSH, cálcio, peso, ECG; hiponatremia, AINEs, tiazídicos e IECA elevam a litemia; teratogenicidade |
| Valproato | 20 a 30 mg/kg/dia (500 a 2.000 mg/dia) | 50 a 125 microgramas/mL | Hemograma, transaminases, peso; teratogênico e contraindicado em mulheres com potencial reprodutivo sem contracepção |
| Carbamazepina | 400 a 1.600 mg/dia | 4 a 12 microgramas/mL | Hemograma e transaminases; induz o CYP3A4; risco de síndrome de Stevens-Johnson ligado a HLA-B*1502 em asiáticos |
| Lamotrigina | 25 mg/dia por 2 semanas, 50 mg por 2 semanas, depois 100 a 200 mg/dia | Não se guia por nível | Erupção cutânea; titulação lenta; reiniciar do início se pausa maior que 5 dias; reduz nível com valproato |
| Quetiapina | Mania: 400 a 800 mg/dia; depressão bipolar: 300 mg/dia de liberação prolongada | Não se guia por nível | Sedação, ganho de peso, lipídios e glicemia; cobre os dois polos |
| Lurasidona | 20 a 120 mg/dia com refeição de pelo menos 350 kcal | Não se guia por nível | Acatisia, elevação de prolactina; menor ganho de peso |
| Olanzapina | 5 a 20 mg/dia | Não se guia por nível | Ganho de peso importante e síndrome metabólica; potente na mania e combinável ao lítio |
A psicoterapia é coadjuvante com evidência robusta na prevenção de recorrências: psicoeducação (reduz recaídas e melhora a adesão), terapia cognitivo-comportamental e a terapia interpessoal e de ritmo social (IPSRT), que estabiliza os ciclos sono-vigília e as rotinas diárias, mecanismo especialmente relevante numa doença em que a privação de sono pode disparar mania. A eletroconvulsoterapia mantém indicação formal na mania grave com comportamento de alto risco, na depressão bipolar com suicidabilidade, psicose ou recusa alimentar, na ciclagem rápida refratária e na gestante grave que não pode usar fármacos. A fototerapia e o treino de ritmo circadiano são recursos complementares. Sobre a combinação de estabilizadores, a evidência de referência é o BALANCE, ensaio aberto com mais de 300 pacientes bipolares I randomizados para lítio, valproato ou a combinação dos dois: a combinação foi superior ao valproato isolado na prevenção de recorrências, mas não claramente superior ao lítio isolado, reforçando o lítio como base da manutenção.
Com tratamento adequado, a maioria dos episódios remitem, mas o funcionamento entre episódios frequentemente não retorna ao nível pré-mórbido: déficits neurocognitivos atencionais e de memória persistem no estado eutímico, e o comprometimento funcional e ocupacional é regra nas formas com comorbidades e ciclagem rápida. O risco de suicídio concentra-se nos períodos depressivos e mistos, e a adesão parcial à medicação em cerca de metade dos pacientes é o principal fator modificável de recorrência, o que justifica psicoeducação desde o primeiro episódio, envolvimento da família e monitorização ativa de litemia. O seguimento de rotina inclui reavaliação do humor com escalas (YMRS para mania, MADRS ou Hamilton para depressão), rastreamento de metabolismo e tireoide, revisão de comedicação interacionante e planejamento pré-concepcional em mulheres em idade reprodutiva, com troca programada de valproato e discussão de lítio ou lamotrigina conforme o risco de recorrência. No sistema público brasileiro, o PCDT do Transtorno Afetivo Bipolar do tipo I organiza a oferta de estabilizadores e antipsicóticos e destaca o lítio como primeira linha, exigindo a monitorização laboratorial descrita antes da dispensação.
1.Pelo DSM-5-TR, o episódio maníaco exige sintomas por pelo menos quanto tempo, e a hipomania?
2.Qual condição é suficiente, isoladamente, para diagnosticar transtorno bipolar I?
3.O que caracteriza o especificador de ciclagem rápida?
4.Sobre o MDQ (Mood Disorder Questionnaire), a afirmativa correta é:
5.Na depressão bipolar, qual conduta é formalmente contraindicada?
6.Qual é o nível sérico-alvo do lítio na manutenção do transtorno bipolar?
7.A titulação lenta da lamotrigina (25 mg por 2 semanas, 50 mg por 2 semanas) existe principalmente para reduzir o risco de:
8.Qual fármaco é o mais teratogênico entre os estabilizadores e é contraindicado em mulheres com potencial reprodutivo sem contracepção eficaz?
9.O ensaio BALANCE (Lancet, 2010) comparou lítio, valproato e a combinação dos dois na manutenção do bipolar I e concluiu que:
10.A principal causa do excesso de mortalidade prematura no transtorno bipolar é:
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