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Revisão completa da tuberculose pulmonar para provas: agente e transmissão, epidemiologia mundial e brasileira, fisiopatologia da primoinfecção e reativação, apresentação clínica típica e atípica, racional diagnóstico com baciloscopia, cultura e Xpert MTB/RIF com sensibilidades, esquema 2RHZE/4RH com doses por faixa de peso, regime de 4 meses com rifapentina, infecção latente, TB resistente e prevenção.
[1] World Health Organization. Global tuberculosis report 2024. Geneva: WHO; 2024 · https://www.who.int/teams/global-programme-on-tuberculosis-and-lung-health/tb-reports/global-tuberculosis-report-2024 | [2] Brasil. Ministério da Saúde. Manual de recomendações para o controle da tuberculose no Brasil. 2. ed. Brasília: MS; 2018 · https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/t/tuberculose | [3] Brasil. Ministério da Saúde. Protocolo de vigilância da infecção latente pelo Mycobacterium tuberculosis no Brasil. 2. ed. Brasília: MS; 2022 · https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/svsa/tuberculose/protocolo-de-vigilancia-da-infeccao-latente-pelo-mycobacterium-tuberculosis-no-brasil.pdf/view | [4] Nahid P, Dorman SE, Alipanah N, et al. Official ATS/CDC/IDSA clinical practice guidelines: treatment of drug-susceptible tuberculosis. Clin Infect Dis. 2016;63(7):e147-95 · DOI 10.1093/cid/ciw376 | [5] Dorman SE, Nahid P, Kurbatova EV, et al. Four-month rifapentine regimens with or without moxifloxacin for tuberculosis. N Engl J Med. 2021;384(17):1705-18 · DOI 10.1056/NEJMoa2033400 | [6] Steingart KR, Schiller I, Horne DJ, Pai M, Boehme CC, Dendukuri N. Xpert MTB/RIF assay for pulmonary tuberculosis and rifampicin resistance in adults. Cochrane Database Syst Rev. 2014;(1):CD009593 · DOI 10.1002/14651858.CD009593.pub3 | [7] Pai M, Behr MA, Dowdy D, et al. Tuberculosis. Nat Rev Dis Primers. 2016;2:16076 · DOI 10.1038/nrdp.2016.76 · DOI 10.1056/NEJMoa2033400
A tuberculose voltou a ser a principal causa de morte por um único agente infeccioso no mundo: segundo o Relatório Global de Tuberculose da OMS (edição 2024), cerca de 10,8 milhões de pessoas adoeceram e 1,25 milhão morreram de TB em 2023 — mais que HIV e que as mortes atribuídas à COVID-19 naquele ano. O Brasil integra a lista dos 30 países de alta carga e notificou 85.936 casos novos em 2024 (Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde), com incidência estimada pela OMS em torno de 40 a 45 casos por 100 mil habitantes. O pico de casos ocorre justamente em adultos jovens, dos 20 aos 49 anos — a faixa etária que você vai atender em plantão e ver em prova. Dominar os pilares (suspeitar, investigar com os exames certos, tratar com o esquema completo e investigar contatos) é o que a banca cobra.
O complexo Mycobacterium tuberculosis reúne M. tuberculosis (espécie de longe mais importante no homem), M. bovis, M. africanum e M. microti. São bacilos álcool-ácido resistentes (BAAR), visualizados pela coloração de Ziehl-Neelsen (ou auramina em imunofluorescência), aeróbios estritos, intracelulares obrigatórios, com crescimento lento — tempo de geração de 20 a 36 horas, o que explica a evolução arrastada da doença e o tempo de cultura. Em Löwenstein-Jensen, colônias típicas surgem em 3 a 6 semanas; em meio líquido automatizado (MGIT/BACTEC), em 10 a 20 dias.
Globalmente a incidência é de aproximadamente 134 casos novos por 100 mil habitantes, com 30 países concentrando mais de 85% da carga. A coinfeção pelo HIV afeta cerca de 9 a 10% dos casos no Brasil e é o principal fator de progressão da infecção para doença. Grupos vulneráveis no Brasil: pessoas vivendo com HIV, população privada de liberdade, pessoas em situação de rua, indígenas, usuários de álcool e outras drogas, diabéticos e contatos de casos bacilíferos. A tuberculose é doença de notificação compulsória: todo caso confirmado deve ser notificado ao Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), independentemente da forma clínica.
Os bacilos inalados alcançam os alvéolos, são fagocitados por macrófagos e disseminam-se pelos linfáticos regionais e pela corrente sanguínea. A imunidade é do tipo celular, coordenada pela via IL-12/IFN-gama (por isso mutações nesta via e bloqueio de TNF-alfa aumentam o risco de doença). O granuloma caseoso organiza a resposta: no centro, necrose caseosa; na periferia, macrófagos ativados, linfócitos T CD4 e células gigantes de Langhans. A cicatriz parenquimatosa associada ao linfonodo hilar calcificado forma o complexo primário de Ghon (e, quando fibrosado e calcificado, complexo de Ranke).
Cerca de 90 a 95% dos infectados imunocompetentes controlam o bacilo e permanecem com infecção latente (ILTB). O risco de progressão para doença ao longo da vida é de 5 a 10%, sendo que cerca de metade dos casos de progressão ocorre nos primeiros 2 anos após a infecção. Na pessoa vivendo com HIV não tratada, o risco chega a 10% AO ANO. A reativação predomina nos ápices pulmonares (segmento posterior do lobo superior e ápice do lobo inferior), regiões de maior pressão parcial de oxigênio e drenagem linfática mais lenta — território clássico da TB do adulto jovem. Condições que aumentam reativação: HIV, diabetes melito (risco 2 a 3 vezes maior), silicose, terapia anti-TNF e corticoides, insuficiência renal crônica, desnutrição, tabagismo, alcoolismo e neoplasias.
A forma clássica do adulto jovem é insidiosa, com sintomas por semanas: tosse persistente (presente em 70 a 80% dos casos, inicialmente seca e depois produtiva), febre vespertina, sudorese noturna, perda ponderal e adinamia. Febre vespertina e sudorese noturna ocorrem em 30 a 60% dos casos; perda de peso em 50 a 70%; hemoptise é sinal tardio, presente em 10 a 20%, indicando caverna. Ao exame físico: estertores crepitantes apicais que aumentam após a tosse (escuta pós-tosso), sinais de consoliação e, na doença avançada, emagrecimento evidente. O sintoma-chave de rastreamento no Brasil é tosse por 4 semanas ou mais (alguns serviços usam o corte de 2 semanas).
Formas atípicas enganam: idosos e imunossuprimidos podem apresentar quadros paucissintomáticos, infiltrados em lobos inferiores, disseminação miliar (padrão micronodular difuso) ou predomínio de doença extrapulmonar; pessoas vivendo com HIV com CD4 baixo frequentemente têm baciloscopia negativa e radiografia atípica. Toda suspeita de tuberculose exige teste anti-HIV, associação bidirecional e obrigatória na investigação.
A bacteriologia é o eixo do diagnóstico. A baciloscopia de escarro (pesquisa de BAAR) é barata e rápida, mas detecta apenas cargas altas (cerca de 5.000 a 10.000 bacilos/mL): sensibilidade em torno de 50 a 60% contra a cultura, subindo um pouco com a segunda amostra; especificidade alta. A cultura é o padrão de referência (sensibilidade de 80 a 90%), permite teste de sensibilidade e provação de cura, com a limitação do tempo. O Xpert MTB/RIF (e a versão Ultra) é teste molecular automatizado que detecta DNA de M. tuberculosis e resistência à rifampicina em cerca de 2 horas: metanálise Cochrane (Steingart, 2014) demonstrou sensibilidade combinada de 89% e especificidade de 99% na TB pulmonar — em bacilíferos a sensibilidade chega a 98%, e em escarro negativo fica em torno de 67 a 75%. O Xpert Ultra aumenta ainda mais a sensibilidade em HIV e escarro negativo, com queda da especificidade (resultados trace).
| Exame | Papel no fluxo | Acurácia aproximada | Observações de prova |
|---|---|---|---|
| Baciloscopia de escarro (2 amostras) | Diagnóstico inicial e seguimento | Sens. 50-60%; esp. alta | Detecta carga alta; negativa não exclui TB |
| Cultura (LJ ou MGIT) | Padrão de referência | Sens. 80-90% | Permite teste de sensibilidade; lenta (10 dias a 6 semanas) |
| Xpert MTB/RIF e Ultra | Teste inicial preferido quando disponível | Sens. 89%; esp. 99% (pulmonar) | Detecta também resistência à rifampicina em ~2 horas |
| Teste tuberculínico (PPD) | Diagnóstico de INFECÇÃO, não de doença | Sens. limitada em imunossuprimidos | Leitura em 48-72 h: enduração em mm |
| IGRA (Quantiferon, T-SPOT) | Alternativa ao PPD; não dispõe no SUS de forma ampla | Maior especificidade que PPD | Também diagnostica infecção latente, não doença |
| Radiografia de tórax | Triagem e suspeição; apoia ILTB | Sensível, pouco específica | Infiltrado apical + caverna é clássico; pode ser normal no HIV |
Interpretação da prova tuberculínica no Brasil: enduração de 5 mm ou mais é positiva em pessoas vivendo com HIV, contatos intradomiciliares de TB, imunossuprimidos e nas demais prioridades do protocolo de ILTB; 10 mm ou mais é positiva nas demais situações. Anergia (reação negativa com falha da imunidade celular) é comum em HIV avançado, sarampo, desnutrição e sarcoidose — PPD negativo nunca afasta doença ativa. A vacina BCG pode causar reação de até 10 mm por alguns anos, mas na prática brasileira a leitura segue os mesmos cortes.
| Condição | Achados que diferenciam da TB |
|---|---|
| Pneumonia bacteriana | Início agudo, febre alta, consolidação lobar, resposta rápida ao antibiótico comum |
| Câncer de pulmão | Massa unilateral sem predileção apical posterior, tabagismo forte, perda de peso rápida, sem febre vespertina típica |
| Paracoccidioidomicose | Endemia rural, lesões orais e faríngeas, adenomegalia, infiltrados bilaterais em asa de borboleta |
| Histoplasmose | Exposição a caves e aves, doença disseminada em HIV, hepatoesplenomegalia |
| Micobacterioses não tuberculosas | MAC em doença pulmonar estrutural prévia; cultura com espéciação obrigatória |
| Sarcoidose | Adenomegalia hilar bilateral simétrica, granulomas não caseosos, PPD frequentemente negativo |
| Abscesso pulmonar e bronquiectasias | Escarro fétido, nível hidroaéreo, doença pulmonar obstrutiva crônica de base |
O esquema básico preconizado pelo Ministério da Saúde e pela OMS para TB pulmonar sensível dura 6 meses: fase intensiva com rifampicina (R), isoniazida (H), pirazinamida (Z) e etambutol (E) por 2 meses, seguida de fase de manutenção com rifampicina e isoniazida por 4 meses. A toma é diária, em jejum, preferencialmente com comprimidos de dose fixa combinada. No Brasil, a fase intensiva usa o comprimido quadriterápico RHZE 150/75/400/275 mg; a fase de manutenção usa o comprimido RH 150/75 mg, na mesma lógica de faixas de peso. O tratamento é gratuito, oferecido pelo SUS, com administração preferencialmente supervisionada (TDO — tratamento diretamente observado), e a adesão completa é a principal determinante da cura e da prevenção de resistência.
| Fármaco | Dose diária adulta (mg/kg) | Fase | Efeito adverso marcante |
|---|---|---|---|
| Isoniazida (H) | 5 mg/kg (4-6), máx. 300 mg | Intensiva e manutenção | Hepatotoxicidade; neurite periférica (prevenir com piridoxina) |
| Rifampicina (R) | 10 mg/kg (8-12), máx. 600 mg | Intensiva e manutenção | Hepatotoxicidade; secreções alaranjadas; indução enzimática CYP450 |
| Pirazinamida (Z) | 25 mg/kg (20-30) | Somente intensiva | Hepatotoxicidade; hiperuricemia e artralgias |
| Etambutol (E) | 15 mg/kg (15-20) | Somente intensiva | Neurite óptica (doses altas): visão verde-vermelho e acuidade |
| Moxifloxacina (M) | 400 mg/dia | Regime de 4 meses (2HPMZ/2HPM) | Prolongamento do QT; tendinopatias |
| Faixa de peso | Comprimidos RHZE 150/75/400/275 mg ao dia |
|---|---|
| 20 a 35 kg | 2 comprimidos |
| 36 a 50 kg | 3 comprimidos |
| 51 a 70 kg | 4 comprimidos |
| Acima de 70 kg | 5 comprimidos |
Situações que prolongam a fase intensiva ou exigem julgamento especializado: HIV grave, meningoencefalite (tratamento estendido por 9 a 12 meses), osteoarticular e disseminada. Adjuvantes com benefício demonstrado: corticoides na meningite tuberculosa e na pericardite reduzem mortalidade e sequelas. Na coinfeção TB-HIV, trata-se a TB e inicia-se a terapia antirretroviral o quanto antes — em geral nas primeiras 2 semanas de tratamento antituberculose, independentemente da contagem de CD4 —, atentos à síndrome inflamatória de reconstituição imune e às interações rifampicina-antirretrovirais.
O estudo Study 31/A5349 (NEJM, 2021), ensaio de fase 3 de não inferioridade, demonstrou que o regime de 4 meses com rifapentina em dose alta — 2 meses de isoniazida, rifapentina, pirazinamida e moxifloxacina, seguidos de 2 meses de isoniazida, rifapentina e moxifloxacina (2HPMZ/2HPM) — não foi inferior ao esquema de 6 meses em adultos e adolescentes com TB pulmonar sensível, incluindo PVH com CD4 adequado; o braço sem moxifloxacina falhou em demonstrar não inferioridade. Com base nisso, a OMS (2022) e o ATS/CDC/IDSA passaram a recomendar condicionalmente o regime de 4 meses para pacientes a partir de 12 anos com TB pulmonar sensível, não gestantes, sem suspeita de resistência a fluoroquinolonas e com atenção às interações com antirretrovirais. No SUS, o esquema básico 2RHZE/4RH permanece o padrão, e o regime curto é alternativa onde disponível.
Tuberculose resistente: RR-TB é resistente à rifampicina; MDR-TB é resistente a rifampicina e isoniazida; pré-XDR acrescenta resistência a qualquer fluoroquinolona; XDR-TB (definição OMS 2021) acrescenta resistência também a pelo menos um dos fármacos do grupo A adicionais — bedaquilina ou linezolida. Regras de ouro: nunca acrescentar uma única droga a um esquema que está falhando (seleciona resistência); regime terapêutico deve ser guiado por teste de sensibilidade e conduzido em serviço de referência. A OMS recomenda para MDR/RR-TB regimes orais curtos, como o BPaLM (bedaquilina, pretomanida, linezolida e moxifloxacina, cerca de 6 meses) em pacientes elegíveis a partir de 14 anos.
Tratar a ILTB é prevenir a doença futura. Prioridades do Protocolo Brasileiro (2. ed., 2022): contatos de casos pulmonares bacilíferos (com destaque para menores de 5 anos, que têm alto risco de progressão para formas graves), pessoas vivendo com HIV, pessoas em início de terapia anti-TNF ou transplante, entre outros grupos conforme avaliação. Antes de tratar, é obrigatório excluir doença ativa com sintomas, radiografia e, se indicado, baciloscopia e cultura — tratar doença ativa com esquema de latente é erro grave que seleciona resistência.
| Esquema de ILTB | Composição | Duração | Observações |
|---|---|---|---|
| 3HP (preferencial quando disponível) | Rifapentina + isoniazida em dose semanal supervisionada | 3 meses (12 doses) | Curto, bem tolerado, melhor adesão; atenção a interações |
| 3RH | Rifampicina + isoniazida diárias | 3 meses | Alternativa oral diária curta |
| 6H a 9H | Isoniazida diária | 6 a 9 meses | Esquema clássico; hepatotoxicidade a monitorar; piridoxina associada |
| 4R (OMS/outras diretrizes) | Rifampicina diária | 4 meses | Opção em contato com cepa resistente à isoniazida |
Complicações da TB pulmonar: hemoptise maciça (emergência — posicionar o doente sobre o lado sangrante, controlar a tosse, considerar embolização arterial ou cirurgia), pneumotórax espontâneo, bronquiectasias, fístula broncopleural, doença pulmonar pós-tuberculose (fibrose, cavidades residuais, limitação crônica ao fluxo aéreo), disseminação miliar, meningite tuberculosa (mortalidade elevada) e reações paradoxais, inclusive síndrome inflamatória de reconstituição imune após início da terapia antirretroviral. Sem tratamento, estimativas históricas indicam que mais da metade dos casos pulmonares evolui para óbito em alguns anos; com o esquema completo e aderente, a cura supera 85 a 90% dos casos.
Seguimento no Brasil: consultas mensais com baciloscopia no segundo mês (se positiva, reavaliar adesão, resistência e estender fase intensiva conforme protocolo) e avaliação bacteriológica ao final; a alta por cura exige duas baciloscopias negativas no último mês de tratamento (5.º e 6.º meses) associadas à melhora clínica. Após a alta, orientar retorno se tosse ou outros sintomas reaparecerem — recidiva e reinfecção são possíveis.
1.Homem de 26 anos, tosse há 5 semanas, sudorese noturna e perda de 4 kg. Qual o melhor teste diagnóstico inicial quando disponível?
2.A duração e composição da fase intensiva do esquema básico brasileiro são:
3.Adulto de 62 kg inicia tratamento. Quantos comprimidos de RHZE 150/75/400/275 mg ele deve tomar por dia na fase intensiva?
4.Paciente em uso de rifampicina relata que a urina está alaranjada. Conduta correta:
5.O fármaco do esquema básico associado a neurite óptica com prejuízo da visão verde-vermelho é:
6.A grande vantagem do Xpert MTB/RIF sobre a baciloscopia é:
7.Contato intradomiciliar assintomático de 3 anos de caso bacilífero, com PPD de 12 mm e radiografia normal. Conduta:
8.Sobre a vacina BCG, é correto afirmar:
9.Paciente com TB pulmonar e HIV, CD4 de 80 células/mm3, já em tratamento antituberculose há 3 dias. Conduta sobre a terapia antirretroviral:
10.Diante de um esquema básico que está falhando (baciloscopia persistente positiva), a conduta correta é:
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