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Revisão completa da PAC do adulto: etiologia e fatores de risco, fisiopatologia, critérios de gravidade CURB-65 e IDSA/ATS 2019, antibioticoterapia com doses para cada cenário e complicações como derrame parapneumônico e empiema.
[1] Metlay JP, Waterer GW, Long AC, et al. Diagnosis and treatment of adults with community-acquired pneumonia. An official clinical practice guideline of the ATS and IDSA. American Journal of Respiratory and Critical Care Medicine. 2019;200(7):e45-e67 · DOI 10.1164/rccm.201908-1581ST | [2] Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia. Diretrizes brasileiras para pneumonia adquirida na comunidade em adultos imunocompetentes – 2009. Jornal Brasileiro de Pneumologia. 2009;35(6):574-601 · https://www.scielo.br/j/jbp | [3] Jain S, Self WH, Wunderink RG, et al. Community-acquired pneumonia requiring hospitalization among U.S. adults. New England Journal of Medicine. 2015;373(5):415-427 · DOI 10.1056/NEJMoa1500245 | [4] Torres A, Peetermans WE, Viegi G, Blasi F. Risk factors for community-acquired pneumonia in adults in Europe: a literature review. Thorax. 2013;68(11):1057-1065 · PMID 24005426 | [5] Fine MJ, Auble TE, Yealy DM, et al. A prediction rule to identify low-risk patients with community-acquired pneumonia. New England Journal of Medicine. 1997;336(4):243-250 · DOI 10.1056/NEJM199701233360402 · DOI 10.1164/rccm.201908-1581ST
A pneumonia adquirida na comunidade (PAC) é a infecção aguda do parênquima pulmonar contratada fora do ambiente hospitalar e a causa infecciosa mais frequente de internação e morte no mundo: a incidência em adultos varia de 5 a 11 casos por 1.000 pessoas-ano, subindo para 15 a 25 por 1.000 em maiores de 70 anos. A letalidade muda radicalmente com o local de tratamento — menos de 1 a 5% nos tratados ambulatorialmente, 5 a 12% nos internados em enfermaria e 20 a 50% naqueles que chegam à UTI. No Brasil, a pneumonia responde por cerca de 400 mil internações anuais pelo SUS e é a principal causa de óbito por doença respiratória infecciosa em idosos. Para a prova, o aluno precisa dominar três habilidades: escolher o antimicrobiano empírico conforme o cenário e os fatores de risco, aplicar os critérios de gravidade para decidir o local de tratamento e reconhecer as complicações que mudam a conduta, em especial o derrame parapneumônico complicado.
PAC é a infecção aguda do parênquima pulmonar, com consolidação radiológica e sintomas de início extrahospitalar, em paciente imunocompetente que não esteve hospitalizado nos últimos 14 dias (ou que manifestou a doença em até 48 horas de admissão, ainda em incubação). A categoria antiga de pneumonia associada aos cuidados de saúde (HCAP) foi abolida pela diretriz ATS/IDSA de 2019: morar em casa de repouso ou receber hemodiálise não basta, por si só, para cobrir empiricamente MRSA ou Pseudomonas — o que importa são os fatores de risco individuais (internação recente com antibiótico intravenoso, isolamento prévio de MRSA ou Pseudomonas). A classificação útil para a prova é tripla: por local de cuidado (ambulatorial, enfermaria, UTI), por agente (típico versus atípico, viral) e por presença de fatores de risco para patógenos resistentes.
Streptococcus pneumoniae permanece a bactéria mais frequente em todos os cenários de PAC, seguido por Haemophilus influenzae e pelos chamados atípicos intracelulares — Mycoplasma pneumoniae (jovens), Chlamydia pneumoniae e Legionella pneumophila. O estudo multicêntrico americano de Jain (NEJM, 2015) demonstrou que um patógeno é identificado em apenas cerca de 38% dos adultos hospitalizados, com vírus detectados em aproximadamente 20 a 25% (influenza, VSR, rinovírus) e bactérias em cerca de 10 a 15%. Enterobacterales e Pseudomonas aeruginosa ganham espaço em idosos com comorbidades e uso recente de antibióticos; Staphylococcus aureus, incluindo MRSA, é o grande vilano da pneumonia pós-gripal; e anaeróbios aparecem na pneumonia por aspiração de pacientes com higiene dentária precária e alteração de consciência.
| Patógeno | Frequência aproximada | Contexto típico e pistas de prova |
|---|---|---|
| Streptococcus pneumoniae | 10 a 30% dos casos com agente identificado; a bactéria mais comum em todos os cenários | Adultos de qualquer idade, mais comum em idosos, esplenectomizados e DPOC; bacteremia em 5 a 15% dos hospitalizados |
| Haemophilus influenzae e Moraxella catarrhalis | 2 a 10% | DPOC e bronquite crônica; beta-lactamases frequentes, favorecendo amoxicilina-clavulanato |
| Mycoplasma pneumoniae e Chlamydia pneumoniae | 2 a 15%, mais comum abaixo dos 40 anos | Início insidioso, tosse seca persistente, mialgias, cefaleia; quadros extrapulmonares (miocardite, eritema multiforme) |
| Legionella pneumophila | 1 a 9%, sobretaxa na UTI | Exposição a hotéis, cruzeiros, torres de resfriamento; hiponatremia, sintomas gastrointestinais e elevação de transaminases e CK |
| Vírus (influenza, SARS-CoV-2, VSR) | 20 a 25% dos hospitalizados | Epidemia sazonal, síndrome gripal prévia; a pneumonia pós-influenza abre porta para S. aureus e pneumococo |
| Enterobacterales e Pseudomonas aeruginosa | Variável, concentrada em comorbidades | DPOC grave com antibiótico ou corticoide recente, bronquiectasias, insuficiência cardíaca, DRC; suspeitar de Pseudomonas nesses perfis |
| Staphylococcus aureus (incluindo MRSA) | Variável, aumenta após gripe | Pneumonia necrosante pós-gripal, abscessos e pneumatoceles, usuários de drogas inaladas, endocardite direita |
| Anaeróbios da cavidade oral | Pneumonia por aspiração | Consciência deprimida (AVC, alcoolismo, convulsões), má oclusão dentária, halitose; abscesso pulmonar e empiema |
A carga da doença no Brasil é dominada pelos extremos de idade: lactentes e idosos concentram internações e óbitos, e a letalidade hospitalar brasileira situa-se entre 8 e 12%, com variação regional importante. A sazonalidade é marcada pelo inverno e pela circulação de vírus respiratórios (influenza, VSR e, desde 2020, SARS-CoV-2), que antecedem as pneumonias bacterianas secundárias. Vacinação anti-influenza anual e antipneumocócica reduzem internações e óbitos em idosos — tema recorrente de provas de saúde coletiva.
A via dominante de infecção é a microaspiração de secreção colonizada da orofaringe — todos aspiramos pequenos volumes durante o sono, e a doença surge quando o inóculo é grande ou as defesas falham. Pneumococo coloniza a nasofaringe, adere ao epitélio respiratório por proteínas de adesão e invade o alvéolo, onde as proteínas da parede celular (ácido lipoteicoico) e a pneumolisina disparam a cascata inflamatória: TNF-alfa, interleucina 1 e interleucina 8 recrutam neutrófilos, que aumentam a permeabilidade capilar e enchem o alvéolo de exsudato — a consolidação. O exsudato desativa o surfactante e desvia a perfusão para áreas mal ventiladas (shunt e efeito shunt), gerando hipoxemia. Na pneumonia lobar clássica descrevem-se quatro fases histológicas: congestão (24 horas), hepatização vermelha (dias 2 a 3), hepatização cinzenta (dias 4 a 6) e resolução (a partir do dia 7), quando macrófagos limpam o exsudato — em regra sem cicatriz, porque o arcabouço alveolar é preservado. Nas pneumonias por aspiração, o dano químico do conteúdo gástrico soma-se à infecção polimicrobiana; nas necrosantes (S. aureus, Klebsiella, sorotipo 3 do pneumococo), a destruição do parênquima produz abscessos e pneumatoceles.
O quadro típico (pneumococo, H. influenzae) é súbito: febre acima de 38 graus com calafrios (80% dos casos), tosse produtiva (70 a 90%), dispneia (60 a 75%) e dor torácica pleurítica (30 a 50%). Ao exame, achados de consolidação: estertores crepitantes (presentes em cerca de 80%), aumento do fremito tátil vocal, macicez à percussão, sopro bronquial e egofonia. O quadro atípico (Mycoplasma, Chlamydia, vírus) é insidioso: tosse seca persistente, mialgias, cefaleia e faringite, com radiologia mais exuberante que o exame físico — daí a máxima de que a pneumonia atípica tem raio-X pior que a ausculta, e a típica, o contrário. No idoso, a apresentação é frequentemente atípica: confusão aguda, quedas, inapetência e hiperventilação sem febre, atrasando o diagnóstico; na criança e no idoso, taquipneia é o sinal mais sensível. Legionella deve suspeitar-se diante de pneumonia com hiponatremia, diarreia, confusão e elevação de transaminases e creatinofosfoquinase, especialmente com exposição a hotéis e sistemas de água.
Nenhum sintoma ou sinal isolado confirma o diagnóstico: a combinação de sintomas respiratórios agudos com consolidação ou infiltrado novo na radiografia de tórax é a base. A radiografia tem sensibilidade limitada (43 a 75% quando comparada à tomografia), mas segue sendo o exame inicial por custo, disponibilidade e capacidade de detectar derrame; a ultrassonografia torácica tem sensibilidade superior a 90% para consolidação e pode ser feita à beira do leito. A tomografia é reservada a casos duvidosos ou complicações. Nos ambulatoriais estáveis, exames complementares são dispensáveis. Nos hospitalizados, pedem-se hemograma, PCR, função renal, eletrólitos, transaminases e oximetria; hemoculturas (2 frascos, antes do antibiótico, positivas em 5 a 15%), antigenúria para pneumococo (sensibilidade de 50 a 80% e especificidade maior que 90%) e para Legionella sorogrupo 1 (sensibilidade de 70 a 100% e especificidade próxima de 100%), escarro com gram e cultura quando houver risco de patógenos resistentes, e PCR para vírus respiratórios quando o resultado alterar isolamento ou terapia antiviral. A procalcitonina pode ajudar a decidir a suspensão precoce do antibiótico, nunca a negativizar o início do tratamento em paciente com quadro típico.
| Instrumento | Componentes | Uso prático e mortalidade |
|---|---|---|
| CURB-65 | Confusão, ureia maior que 7 mmol/L (cerca de 42 mg/dL, ou BUN maior que 20 mg/dL), frequência respiratória 30 ou mais, pressão sistólica menor que 90 ou diastólica 60 ou menos, idade 65 anos ou mais | 0-1 ponto: ambulatorial na maioria; 2 pontos: considerar internação; 3 ou mais: avaliar UTI. Mortalidade crescente de cerca de 0,6% (0 pontos) a 28% (4-5 pontos) |
| CRB-65 | CURB-65 sem a ureia | Ferramenta de atenção primária sem laboratório; qualquer ponto sugere avaliação hospitalar |
| PSI/PORT (Fine) | Idade, sexo feminino, asilo, comorbidades, sinais vitais, exames laboratoriais e oximetria | 20 variáveis em 5 classes: I-II ambulatorial, III observação breve, IV-V internação; mortalidade de 0,1% (classe I) a cerca de 27% (classe V) |
| Critérios de gravidade IDSA/ATS 2019 | Maiores: choque séptico com vasopressor ou insuficiência respiratória com ventilação mecânica. Menores: frequência respiratória 30 ou mais, PaO2/FiO2 250 ou menos, infiltrado multilobar, confusão, ureia maior que 11 mg/dL de BUN (cerca de 24 mg/dL de ureia) e hipotensão que exige reposição volêmica agressiva | 1 critério maior OU 3 ou mais menores definem PAC grave e indicam UTI; não use CURB-65 para indicar UTI |
A antibioticoterapia deve começar o mais precocemente possível após o diagnóstico — na emergência, a primeira dose nas primeiras 4 a 6 horas associa-se a melhores desfechos. Os princípios: cobertura conforme o cenário e os fatores de risco, de-escalonamento assim que a cultura ou a evolução permitir, duração mínima de 5 dias em paciente clinicamente estável (a maioria dos cursos fica entre 5 e 7 dias) e troca intravenosa para oral quando o paciente tolera a via oral, está hemodinamicamente estável e melhora. A amoxicilina em alta dose (1 g de 8/8 horas) permanece a escolha ambulatorial do adulto saudável porque concentrações alveolares superam a resistência do pneumococo por alteração de proteínas ligadoras de penicilina; macrolídeo em monoterapia só é aceitável se a resistência local do pneumococo for menor que 25%.
| Cenário | Esquema de primeira linha | Alternativas e observações |
|---|---|---|
| Ambulatorial saudável, sem fatores de risco para MRSA ou Pseudomonas | Amoxicilina 1 g VO de 8/8 h por 5 a 7 dias | Doxiciclina 100 mg VO de 12/12 h ou azitromicina 500 mg no 1º dia seguida de 250 mg do 2º ao 5º (macrolídeo apenas se resistência local menor que 25%) |
| Ambulatorial com comorbidades (cardiopatia, DPOC, DM, DRC, hepatopatia, neoplasia, etilismo) | Amoxicilina-clavulanato 875/125 mg VO de 8/8 h OU cefuroxima 500 mg VO de 12/12 h OU cefpodoxima 200 mg VO de 12/12 h, associados a azitromicina 500 mg/dia por 3 a 5 dias | Monoterapia com fluorquinolona respiratória (levofloxacino 750 mg/dia ou moxifloxacino 400 mg/dia) é alternativa; evitar fluorquinolonas quando houver opção, por efeitos adversos |
| Enfermaria (PAC não grave) | Ceftriaxona 1 a 2 g IV/dia OU penicilina G cristalina 2 a 4 milhões UI IV de 4/4 a 6/6 h (esquema brasileiro da SBPT), associados à azitromicina 500 mg IV/dia ou claritromicina 500 mg de 12/12 h | Monoterapia com fluorquinolona respiratória é aceitável; betelactâmico + doxiciclina se macrolídeo contraindicado |
| PAC grave (UTI) | Betelactâmico IV (ceftriaxona 2 g/dia, cefotaxima 2 g de 8/8 h ou ampicilina-sulbactama 3 g de 6/6 h) + macrolídeo IV OU + fluorquinolona respiratória (levofloxacino 750 mg IV/dia) | A combinação betelactâmico + macrolídeo é preferida na PAC grave por associação com menor mortalidade |
| Cobertura empírica para MRSA (internação com antibiótico IV nos últimos 90 dias, isolamento prévio) | Adicionar vancomicina 15 mg/kg IV de 8/8 a 12/12 h (concentração vale 15 a 20 mcg/mL) OU linezolida 600 mg IV de 12/12 h | Linezolida preferida na insuficiência renal e quando há preocupação com nefrotoxicidade; de-escalonar conforme culturas |
| Cobertura empírica para Pseudomonas (DPOC grave com antibiótico recente, bronquiectasias) | Piperacilina-tazobactama 4,5 g IV de 6/6 h OU cefepima 1 a 2 g IV de 8/8 h OU ceftazidima 2 g IV de 8/8 h, associados a levofloxacino 750 mg/dia ou ciprofloxacino 400 mg IV de 8/8 h | Se risco simultâneo de MRSA e Pseudomonas: betelactâmico antipseudomonas + antipseudomonas fluorquinolona ou aminoglicosídeo + vancomicina ou linezolida |
As complicações explicam a maior parte da mortalidade precoce e dos reinternações. O derrame parapneumônico aparece em até 40 a 50% das PAC hospitalizadas quando pesquisado por imagem; a minoria complica-se (2 a 9% evolutem para empiema), mas quando o líquido tem pH menor que 7,20, glicose menor que 40 mg/dL, LDH maior que 1.000 U/L, cultura positiva ou pus francamente, a drenagem torácica é obrigatória — antibiótico sozinho não cura empiema. A bacteremia pneumocócica (5 a 15% dos hospitalizados) abre a porta para meningite, endocardite e artrite séptica (síndrome de Austrian). Pneumonias necrosantes e abscesso pulmonar (cavitações com nível hidroaéreo, em geral maiores que 2 cm) sugerem S. aureus, Klebsiella, anaeróbios ou sorotipo 3 do pneumococo. A síndrome do desconforto respiratório agudo e o choque séptico definem a falência de órgãos na UTI. Por fim, eventos cardiovasculares — fibrilação atrial de início recente, infarto agudo e insuficiência cardíaca — são complicações subdiagnosticadas, sobretudo em idosos, com pico nas primeiras duas semanas.
| Complicação | Frequência aproximada | Conduta-chave |
|---|---|---|
| Derrame parapneumônico simples | Até 40-50% dos hospitalizados | Antibiótico e reavaliar em 48-72 h; derrames pequenos e livres regridem com o tratamento |
| Derrame complicado ou empiema | 2 a 9% das PAC com derrame | Toracocentese diagnóstica; pH menor que 7,20, glicose menor que 40, LDH maior que 1.000 ou gram/cultura positivos indicam dreno torácico |
| Bacteremia pneumocócica | 5 a 15% dos hospitalizados | Hemoculturas, reavaliar focos metastáticos (meningite, endocardite, artrite) |
| Abscesso pulmonar e pneumonia necrosante | Variável, maior após gripe e em aspiração | Cobrir S. aureus, Klebsiella e anaeróbios; drenagem se abscesso grande ou empiema associado |
| ARDS e choque séptico | Concentrado na PAC grave | UTI, ventilação protetora com 6 mL/kg de peso predito, vasopressores e reposição criteriosa |
| Eventos cardiovasculares (FA, IAM, IC) | Subdiagnosticados, pico nas 2 primeiras semanas | Monitorização, eletrocardiograma e biomarcadores em idosos com deterioração inesperada |
A mortalidade em 30 dias acompanha a classe do PSI (0,1% na classe I até cerca de 27% na classe V) e a pontuação do CURB-65, mas o julgamento clínico sobrepiece qualquer escore: hipoxemia, instabilidade social, incapacidade de manter via oral e deterioração na reavaliação internam o paciente independentemente da pontuação. Fatores de pior prognóstico incluem idade avançada, comorbidades, hipoxemia, bacteremia, pneumococo com resistência à penicilina em meningite, necessidade de ventilação mecânica e atraso na primeira dose do antibiótico. A radiografia de controle não é rotina: reserva-se a maiores de 50 anos tabagistas, imunossuprimidos e àqueles com sintomas persistentes, para excluir neoplasia obstrutiva por trás de uma pneumonia que não resolve (recomenda-se repetição em 6 a 12 semanas). A prevenção é tema garantido de prova: vacina contra influenza anual; vacinação antipneumocócica com VPC20 isolada, ou VPC15 seguida de PPSV23, para maiores de 65 anos e para adultos de 19 a 64 anos com condições de risco (DPOC, asma, cardiopatia, DM, DRC, hepatopatia, tabagismo e imunossupressão); e cessação do tabagismo, que reduz pela metade o risco de PAC em poucos anos de abstinência.
1.Qual é o agente etiológico bacteriano mais frequente da pneumonia adquirida na comunidade em todos os cenários de atendimento?
2.Segundo os critérios IDSA/ATS 2019, qual achado isolado caracteriza PAC grave e indica tratamento em UTI?
3.Qual antibiótico é a primeira escolha para PAC em adulto saudável, sem comorbidades, tratado ambulatorialmente?
4.Paciente de 68 anos com PAC internada: confuso, ureia de 90 mg/dL, FR 32, PA 85/50 mmHg. Qual a pontuação CURB-65 e a conduta?
5.Pneumonia em paciente recém-chegado de cruzeiro marítimo, com hiponatremia, diarreia e CK elevada. Qual exame confirma a hipótese principal?
6.Toracocentese em derrame parapneumônico: pH 7,10, glicose 30 mg/dL, LDH 2.500 U/L. Qual a conduta?
7.Qual é a duração mínima recomendada de antibioticoterapia para PAC não complicada?
8.Qual fator de risco é o mais importante e modificável para PAC em adultos, além da ausência de vacinação?
9.Idoso de 84 anos chega à emergência com queda e confusão há 2 dias, sem febre, FR 28, saturação 89%. Qual conduta correta?
10.Paciente com DPOC grave, internado há 1 mês com cefepima, agora com PAC grave. Além do betelactâmico antipseudomonas, qual cobertura deve ser considerada?
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