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Revisão dos protozoários intestinais de interesse médico — Entamoeba histolytica, Giardia lamblia, Cryptosporidium, Cyclospora, Cystoisospora e Blastocystis — com morfologia diferencial, mecanismos de patogenia, síndromes clínicas, diagnóstico coproparasitológico, imunológico e molecular, esquemas terapêuticos com doses e medidas de controle em saúde coletiva.
[1] Adam RD. Biology of Giardia lamblia. Clin Microbiol Rev. 2001;14(3):447-475 · DOI 10.1128/CMR.14.3.447-475.2001 · PMID 11432808 | [2] Shirley DT, Farr L, Watanabe K, Moonah S. A Review of the Global Burden, New Diagnostics, and Current Therapeutics for Amebiasis. Open Forum Infect Dis. 2018;5(7):ofy161 · DOI 10.1093/ofid/ofy161 · PMID 30046644 | [3] Shane AL, Mody RK, Parashar UD, et al. 2017 IDSA Clinical Practice Guidelines for the Diagnosis and Management of Infectious Diarrhea. Clin Infect Dis. 2017;65(12):e45-e80 · DOI 10.1093/cid/cix669 | [4] Neves DP, et al. Parasitologia Humana. 13ª ed. São Paulo: Atheneu; 2016 | [5] Centers for Disease Control and Prevention. DPDx — Laboratory Identification of Parasites of Public Health Concern · https://www.cdc.gov/dpdx · DOI 10.1093/cid/cix669
Os protozoários intestinais estão entre os agentes mais frequentes de doença diarreica no mundo e mantêm prevalência relevante no Brasil, condicionada por saneamento básico insuficiente, aglomeração em creches e escolas, e pela crescente população imunossuprimida. Estimativas clássicas da Organização Mundial de Saúde atribuem à amebíase invasiva cerca de 50 milhões de casos e de 40 a 100 mil mortes por ano no mundo, e à giardíase cerca de 280 milhões de casos sintomáticos anuais. A giardíase é a protozoose intestinal mais frequente no Brasil em inquéritos coproparasitológicos, com prevalências que variam de menos de 5% em áreas urbanas com saneamento até acima de 30% em comunidades vulneráveis do Norte e Nordeste e em crianças de creches. Para a prova, o aluno deve dominar quatro eixos: diferenciação morfológica entre cisto e trofozoíto, distinção entre Entamoeba histolytica e espécies comensais morfologicamente idênticas, escolha do método diagnóstico (coproparasitológico seriado, coproantígenios, PCR, sorologia no abscesso hepático) e esquemas terapêuticos com doses, incluindo o conceito de amebicida luminal.
Protozoários intestinais são eucariotos unicelulares que parasitam o lúmen ou o epitélio do trato digestório humano, transmitidos pela via fecal-oral, sobretudo por água e alimentos contaminados com cistos, oocistos ou esporos. A classificação clinicamente útil agrupa-os por filo e por comportamento patogênico: as amebas (amebas rizópodes), com uma única espécie francamente invasiva (Entamoeba histolytica) e vários comensais que devem ser reconhecidos para não gerar tratamento inútil; os flagelados, dominados pela Giardia lamblia; os coccídios (esporozoários intracelulares), que causam doença especialmente no imunossuprimido (Cryptosporidium, Cyclospora cayetanensis, Cystoisospora belli); os microsporídios, hoje classificados como fungos, mas de manejo em parasitologia (Enterocytozoon bieneusi, Encephalitozoon intestinalis); e o Blastocystis hominis, o protozoário mais encontrado em fezes humanas, de patogenicidade controversa. Os comensais clássicos — Entamoeba coli, Entamoeba dispar, Entamoeba hartmanni, Endolimax nana, Iodamoeba bütschlii, Chilomastix mesnili e Trichomonas hominis — não exigem tratamento, mas servem de marcadores de contaminação fecal recente da água e dos alimentos.
| Grupo | Espécies principais | Forma infectante | Habitat |
|---|---|---|---|
| Amebas (rizópodes) | Entamoeba histolytica (patogênica); E. dispar, E. moshkovskii, E. coli, E. hartmanni, Endolimax nana, Iodamoeba bütschlii (comensais) | Cisto maduro com 4 núcleos | Lúmen e mucosa do cólon |
| Flagelados | Giardia lamblia; Dientamoeba fragilis; Chilomastix mesnili; Enteromonas hominis; Trichomonas hominis | Cisto de Giardia com 4 núcleos (D. fragilis não forma cisto) | Duodeno e jejuno (Giardia); cólon (demais) |
| Coccídios (esporozoários) | Cryptosporidium parvum e C. hominis; Cyclospora cayetanensis; Cystoisospora belli | Oocisto esporulado | Enterócito (multiplicação intracelular) |
| Microsporídios | Enterocytozoon bieneusi; Encephalitozoon intestinalis | Esporo resistente | Enterócito |
| Incertae sedis | Blastocystis hominis (diversos subtipos) | Cisto | Intestino grosso |
A distribuição das protozooses intestinais segue o gradiente de saneamento e de exclusão social. No Brasil, os inquéritos coproparasitológicos mostram giardíase como a protozoose mais frequente, com prevalência elevada em crianças de 1 a 9 anos, em creches, favelas, áreas periurbanas sem rede de esgoto, terras indígenas e comunidades ribeirinhas do Norte e do Nordeste; a amebíase por Entamoeba histolytica é substancialmente menos frequente que a colonização por E. dispar, e a maior parte dos casos de abscesso hepático amebiano ocorre em homens jovens e de meia-idade. A criptosporidíase é uma das causas mais comuns de diarreia aquosa em crianças pequenas no mundo, causa frequente de surtos veiculados por água e por piscinas (o oocisto resiste à cloração) e, antes da terapia antirretroviral, afetava 10 a 30% dos pacientes com AIDS, podendo cursar com colangite e doença biliar. A ciclosporose ganhou projeção em surtos internacionais por framboesas, mirtilos, manjericão e hortaliças; a cistoisosporíase é típica de pacientes com AIDS e CD4 abaixo de 200 células. Um dado epidemiológico essencial: as diretrizes da IDSA (2017) recomendam investigar protozoários intestinais em toda diarreia que dure mais de 7 dias, sobretudo Giardia e Cryptosporidium.
O humano se infecta ao ingerir cistos de 10 a 15 micrômetros com 4 núcleos em água ou alimentos; no íleo e cólon, a excistação libera trofozoítos de 10 a 60 micrômetros, com um único núcleo contendo cariossoma central e citoplasma claro com vacúolos. Cerca de 90% dos infectados permanecem colonizados assintomáticos; na minoria, os trofozoítos invadem a mucosa. A invasão depende de três determinantes clássicos cobrados em prova: a lectina galactose/N-acetilgalactosamina (Gal/GalNAc), que medeia adesão a mucinas e enterócitos; as proteases de cisteína, que degradam a barreira de mucina e a matriz; e as ameboporas, que formam poros e matam células-alvo por contato, fenômeno de citólise dependente de contato. As úlceras amebianas do cólon têm bordas elevadas e fundo necrótico em gargalo de garrafa (flask-shaped ulcers), tipicamente na ceco e cólon ascendente. A disseminação ocorre por via porta: o trofozoíto alcança o fígado e causa abscesso hepático amebiano, na maioria das vezes único, no lobo direito, com conteúdo estéril espessado cor de pasta de anchova. Espécies morfologicamente idênticas ao microscópio óptico — E. dispar e E. moshkovskii — não invadem a mucosa e não exigem tratamento, o que tornou obrigatória a diferenciação por coproantígenio ou PCR; a presença de eritrócitos fagocitados dentro do trofozoíto (hematofagia) é o marcador microscópico de E. histolytica invasiva.
A Giardia lamblia (G. duodenalis, G. intestinalis) tem duas formas: o trofozoíto piriforme de 12 a 15 por 6 a 8 micrômetros, com dois núcleos simétricos, quatro pares de flagelos e disco ventral adesivo, e o cisto oval de 8 a 12 por 7 a 10 micrômetros, com quatro núcleos e formato de gota ao perfil, que é a forma infectante eliminada nas fezes. A dose infectante é baixa — 10 a 25 cistos — e o cisto resiste à cloração padrão da água, sendo necessário fervura por 1 minuto ou filtração para inativá-lo. Após excistação no duodeno, os trofozoítos aderem ao epitélio do duodeno e jejuno pelo disco ventral, multiplicam-se por divisão binária e causam atrofia vilositária, hiperplasia das criptas e deficiência de dissacaridases da borda em escova (sobretudo lactase), o que explica a diarreia osmótica, a esteatorreia e a intolerância à lactose que podem persistir semanas após a cura parasitológica. O parasita escapa da resposta imune por variação antigênica das proteínas de superfície (VSP), e a imunidade mediada por IgA é central: crianças, pacientes com deficiência seletiva de IgA, hipogamaglobulinemia e acloridria (uso crônico de inibidor de bomba de prótons, gastrectomia) têm maior risco de giardíase crônica. Assembleias (genótipos) A e B infectam o humano e outros mamíferos, configurando zoonose potencial.
O Cryptosporidium (C. parvum, C. hominis) é um coccídio que realiza o ciclo completo (merogonia e gametogonia) no enterócito, na borda em escova, e elimina oocistos de 4 a 6 micrômetros já esporulados e infectantes nas fezes; oocistos de parede fina permitem autoinfecção endógena, o que explica a carga parasitária massiva no imunossuprimido. No imunocompetente causa diarreia aquosa autolimitada de 1 a 2 semanas; na AIDS com CD4 menor que 100 células por microlitro, causa diarreia secretora volumosa, tipo cólera, com risco de desidratação grave, acometimento biliar (colangite esclerosante, colecistite alitiásica) e envolvimento respiratório, e não há tratamento específico eficaz sem a reconstituição imune pela terapia antirretroviral. A Cyclospora cayetanensis elimina oocistos de 8 a 10 micrômetros não esporulados que precisam de dias a semanas no ambiente para se tornarem infectantes: não há transmissão direta pessoa a pessoa, e os surtos decorrem de alimentos contaminados; causa diarreia prolongada, com flatulência e perda de peso, que responde dramaticamente ao sulfametoxazol-trimetoprima. A Cystoisospora belli, de oocisto elíptico grande (20 a 33 micrômetros), causa diarreia aquosa crônica na AIDS, com possibilidade de eosinofilia, e também responde ao sulfametoxazol-trimetoprima. Os microsporídios (Enterocytozoon bieneusi, o mais frequente) causam diarreia crônica com CD4 menor que 100; o diagnóstico usa coloração de tricromo modificado ou PCR, o albendazol é eficaz para Encephalitozoon (não para E. bieneusi) e a terapia antirretroviral é o pilar do tratamento.
A amebíase intestinal invasiva cursa com disenteria: diarreia com muco e sangue, cólicas abdominais e tenesmo, em geral com febre baixa ou ausente e pouco comprometimento do estado geral, evoluindo em dias a semanas; a forma fulminante, com febre alta, dor intensa, peritonite e megacólon tóxico, é mais frequente em gestantes, imunossuprimidos e em pacientes erroneamente tratados com corticoide sob o rótulo de doença inflamatória intestinal. O abscesso hepático amebiano (AMA) afeta preferencialmente homens (relação de até 10:1) entre 20 e 50 anos, com febre prolongada, dor no hipocôndrio direito que irradia ao ombro e à escápula, hepatomegalia dolorosa, tosse por irritação diafragmática e VHS e PCR elevadas; icterícia é tardia e incomum. A giardíase clássica do adulto combina diarreia crônica ou recorrente, fezes pastosas e fétidas, flatulência, distensão abdominal, eructações com gosto sulfuroso, esteatorreia, perda de peso e, em crianças, desnutrição e falha de crescimento; a febre é ausente e o exame físico é pobre. Na criança em creche, a giardíase é causa frequente de diarreia persistente. As coccidioses do imunocompetente simulam gastroenterite viral; no imunossuprimido, a diarreia é volumosa, crônica e incapacitante, com risco de desidratação grave.
| Achado | Disenteria amebiana | Disenteria bacilar (Shigella) |
|---|---|---|
| Febre e toxemia | Baixa ou ausente, paciente pouco toxêmico | Alta, com toxemia e prostração |
| Número de evacuações | Poucas e volumosas | Numerosas e de pequeno volume |
| Aspecto das fezes | Muco e sangue escuro misturados às fezes | Muco purulento e sangue vivo (escasso volume) |
| Tenesmo | Presente, menos intenso | Intenso, com evacuações de pouco conteúdo |
| Exame direto de fezes | Trofozoítos hematófagos de E. histolytica | Leucócitos fecais abundantes; coprocultura positiva |
| Complicação típica | Abscesso hepático amebiano, colite fulminante | Síndrome hemolítico-urêmica (Shigella dysenteriae tipo 1) |
O exame coproparasitológico (ECP) permanece o rastreamento de base, mas exige técnica: como a eliminação de cistos e oocistos é intermitente, uma única amostra detecta cerca de 50 a 60% das infecções por protozoários, e recomenda-se o exame de 3 amostras colhidas em dias alternados, com ou sem conservador (MIF, formol-éter), o que eleva a sensibilidade acima de 90%. Os métodos de Hoffman (sedimentação espontânea) favorecem cistos e ovos pesados; os de Faust (flutuação em sulfato de zinco) evidenciam cistos leves e de Giardia; o método de Kato-Katz é quantitativo para helmintos, não para protozoários. Para os coccídios, o oocisto é pouco visível ao fresco: usa-se coloração de Ziehl-Neelsen modificada (ácido-álcool resistente) para Cryptosporidium, Cyclospora e Cystoisospora, e tricromo modificado (Weber) para microsporídios; a Cyclospora é autofluorescente sob UV e se cora em grau variável. Os testes imunológicos superam a microscopia: ELISA e imunofluorescência para coproantígenios de Giardia e de E. histolytica têm sensibilidade e especificidade acima de 90% e substituem a microscopia quando disponíveis; os painéis multiplex de PCR (incluindo FilmArray GI) detectam 15 a 23 agentes com sensibilidade acima de 95%, úteis em diarreia persistente e no imunossuprimido. No abscesso hepático amebiano, o ECP é frequentemente negativo (o paciente não elimina cistos na fase do abscesso) e o diagnóstico se faz por imagem (ultrassonografia e tomografia: coleção hipodensa única, lobo direito) com sorologia: ELISA para anticorpos anti-E. histolytica com sensibilidade de 90 a 95% no AMA; a punção aspirativa, com conteúdo cor de pasta de anchova estéril, reserva-se a dúvidas ou complicações. A endoscopia com biópsia duodenal (ou teste da corda, enterotest) e o aspirado duodenal documentam trofozoítos de Giardia nos casos negativos de fezes.
| Doença | Primeira escolha | Alternativas | Observações |
|---|---|---|---|
| Amebíase intestinal invasiva (colite) | Metronidazol 750 mg VO de 8/8h por 10 dias | Tinidazol 2 g VO em tomada única diária por 3 a 5 dias | Sempre completar com amebicida luminal: paromomicina ou diloxanida |
| Amebíase intestinal (portador assintomático) | Paromomicina 25 a 35 mg/kg/dia VO dividida de 8/8h por 7 dias | Diloxanida de furoato 500 mg VO de 8/8h por 10 dias | Nitroimidazólico não é necessário sem invasão |
| Abscesso hepático amebiano | Metronidazol 750 mg VO de 8/8h por 10 dias, seguido de amebicida luminal | Tinidazol 2 g VO/dia por 3 a 5 dias; metronidazol 500 mg IV de 8/8h se impossibilitado de usar VO | Drenar se abscesso maior que 5 cm no lobo esquerdo, falta de resposta em 3 a 5 dias ou risco iminente de ruptura |
| Giardíase | Metronidazol 250 mg VO de 8/8h por 5 a 7 dias | Tinidazol 2 g VO em dose única; nitazoxanida 500 mg VO de 12/12h por 3 dias; furazolidona 100 mg VO de 6/6h por 7 a 10 dias; albendazol 400 mg VO/dia por 5 dias | No primeiro trimestre da gestação: paromomicina 25 a 35 mg/kg/dia por 5 a 7 dias |
| Criptosporidíase (imunocompetente) | Nitazoxanida 500 mg VO de 12/12h por 3 dias (crianças: 100 mg de 12/12h de 1 a 3 anos; 200 mg de 12/12h de 4 a 11 anos) | Reidratação e suporte; doença autolimitada | No HIV: terapia antirretroviral é o tratamento definitivo; nitazoxanida tem eficácia parcial |
| Ciclosporose | Sulfametoxazol-trimetoprima 800/160 mg VO de 12/12h por 7 a 10 dias | Ciprofloxacino (eficácia inferior) se alergia às sulfas | No HIV: 800/160 mg 4 vezes ao dia por 10 dias e supressão de manutenção 3 vezes por semana |
| Cistoisosporíase | Sulfametoxazol-trimetoprima 800/160 mg VO de 6/6h por 10 dias | Pirimetamina mais ácido folínico se intolerância às sulfas | No HIV: manutenção até CD4 sustentado acima de 200 células |
| Blastocistose sintomática | Metronidazol 500 mg VO de 8/8h por 7 a 10 dias | Nitazoxanida 500 mg VO de 12/12h por 3 dias; sulfametoxazol-trimetoprima | Tratar apenas se sintomas persistentes sem outra causa identificada |
Conceito central cobrado em prova: o metronidazol e o tinidazol são amebicidas tissulares (trocólíticos) — eliminam trofozoítos na parede intestinal, no fígado e em outros tecidos, mas erradicam mal os cistos da luz, por isso todo caso de amebíase invasiva deve ser completado com amebicida luminal (paromomicina ou diloxanida de furoato) para abolir a fonte de recaída e de contágio. O abscesso hepático amebiano responde ao metronidazol em 90% ou mais dos casos em 3 a 5 dias, com regressão lenta da imagem por semanas a meses — o tamanho residual do abscesso não indica falha. Na giardíase, o tinidazol em dose única tem adesão superior e taxa de cura acima de 90%; reinfeccções em creches exigem tratamento dos contatos e medidas higiênicas concomitantes, e a intolerância à lactose residual não significa falha terapêutica.
As complicações da amebíase definem sua letalidade: a colite fulminante e o megacólon tóxico, com mortalidade descrita acima de 40% em revisões sistemáticas, favorecidos por corticoterapia e diagnóstico tardio; a perfuração intestinal e a peritonite; o ameboma (massa granulomatosa que simula neoplasia de cólon); e a ruptura do abscesso hepático para pleura (empiema), pericárdio (tamponamento, a forma mais grave) e peritônio. Na giardíase, as complicações são crônicas: síndrome de má absorção, déficit de crescimento e desnutrição infantil, deficiência de ferro e vitaminas lipossolúveis e intolerância à lactose prolongada. Na criptosporidíase do imunossuprimido, a doença biliar (colangite esclerosante, colecistite) e a desidratação hiper e hiponatrêmica podem ser fatais; com a reconstituição imune pela terapia antirretroviral, a maioria dos casos resolve. O prognóstico é excelente com tratamento adequado na imunocompetência: taxas de cura acima de 90% com metronidazol mais amebicida luminal na amebíase e com tinidazol ou metronidazol na giardíase; a prevenção de recaídas depende da correção da fonte de contaminação.
1.Homem de 38 anos, febre há 2 semanas e dor em hipocôndrio direito; ultrassonografia mostra coleção única no lobo direito do fígado. O agente mais provável e a conduta são:
2.Após tratar colite amebiana com metronidazol por 10 dias, qual medida é indispensável para prevenir recaída e contágio?
3.Sobre as formas evolutivas da Giardia lamblia, qual afirmativa é correta?
4.Qual método cora os oocistos de Cryptosporidium, Cyclospora e Cystoisospora em exame de fezes?
5.Paciente com AIDS (CD4 de 60 células) e diarreia aquosa volumosa há 2 meses. Coproparasitológico com Ziehl-Neelsen modificado positivo. O componente essencial do tratamento eficaz é:
6.O tratamento de primeira linha da ciclosporose (Cyclospora cayetanensis) é:
7.Gestante no primeiro trimestre com giardíase sintomática. Qual a conduta farmacológica mais segura?
8.A principal razão para examinar 3 amostras de fezes colhidas em dias alternados no coproparasitológico é:
9.Sobre a diferenciação entre disenteria amebiana e bacilar, qual combinação é correta?
10.Qual afirmativa sobre Entamoeba dispar está correta?
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