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Revisão completa das fraturas de coluna e da lesão medular traumática: proteção cervical na sala de emergência, critérios de liberação de imagem (NEXUS e Canadian C-spine rule), classificação AO Spine com escores TLICS e SLICS, exame ASIA, escolha entre tratamento conservador com órteses e cirurgia, incluindo timing de descompressão e evidências.
[1] Vaccaro AR, Oner FC, Kepler CK, et al. The AOSpine thoracolumbar spine injury classification system: a new approach to recognize the importance of morphology of the injury pattern. Eur Spine J. 2013;22(10):2201-21 · DOI 10.1007/s00586-013-2738-3 | [2] Vaccaro AR, Hulbert RJ, Patel AA, et al. The subaxial cervical spine injury classification system (SLICS). Spine. 2007;32(21):2365-74 · DOI 10.1097/BRS.0b013e3181557c92 | [3] Hoffman JR, Mower WR, Wolfson AB, Todd KH, Zucker MI. Validity of a set of clinical criteria to rule out injury to the cervical spine in patients with blunt trauma (NEXUS). N Engl J Med. 2000;343(2):94-9 · DOI 10.1056/NEJM200007133430203 | [4] Stiell IG, Clement CM, McKnight RD, et al. The Canadian C-spine rule versus the NEXUS low-risk criteria in patients with trauma. N Engl J Med. 2003;349(26):2510-8 · DOI 10.1056/NEJMoa031345 | [5] Wood KB, Buttermann GR, Mehbod AA, et al. Operative compared with nonoperative treatment of a thoracolumbar burst fracture without neurological deficit. J Bone Joint Surg Am. 2003;85-A(5):773-81 · PMID 12728034 | [6] Fehlings MG, Vaccaro AR, Wilson JR, et al. Results of the Surgical Timing in Acute Spinal Cord Injury Study (STASCIS). PLoS One. 2012;7(2):e32084 · DOI 10.1371/journal.pone.0032084 | [7] American College of Surgeons. Advanced Trauma Life Support (ATLS). 10ª ed. Chicago: ACS; 2018 · https://www.facs.org/quality-programs/trauma/atl/ · DOI 10.1007/s00586-013-2738-3
Fraturas de coluna acometem cerca de 3 a 6% dos politraumatizados atendidos em serviços de emergência, e a lesão medular traumática (LMT) tem incidência estimada entre 10 e 83 casos por milhão de habitantes por ano nas séries mundiais, com valores próximos de 54 por milhão nos Estados Unidos. O trauma raquimedular concentra mortalidade precoce (insuficiência respiratória nas lesões cervicais altas), incapacidade permanente e altos custos sociais: a maioria das vítimas tem entre 20 e 40 anos e sobrevive décadas com sequelas. Para a prova, o aluno precisa dominar quatro eixos: a proteção da coluna durante o ATLS, os critérios de liberação segura da coluna cervical sem imagem (NEXUS e Canadian C-spine rule), os sistemas de classificação com escore (AO Spine, TLICS e SLICS) e a decisão entre tratamento conservador com órteses e tratamento cirúrgico, incluindo a janela de 24 horas para descompressão na lesão incompleta.
Define-se instabilidade clínica, segundo White e Panjabi, como a perda da capacidade da coluna de manter seus padrões de deslocamento sob cargas fisiológicas, gerando deformidade progressiva, dor incapacitante ou déficit neurológico. O modelo das três colunas de Denis ainda orienta a leitura das imagens: coluna anterior (terço anterior do corpo vertebral, disco e ligamento longitudinal anterior), coluna média (terço posterior do corpo, disco e ligamento longitudinal posterior) e coluna posterior (arco neural, facetas e complexo ligamentar posterior). Lesões que envolvem a coluna média, como as fraturas em explosão, são potencialmente instáveis. O marcador estrutural decisivo na tomada de decisão atual é o complexo ligamentar posterior (PLC), formado pelo ligamento supraespinhoso, ligamento amarelo, ligamento interespinal e cápsula das articulações facetárias: sua ruptura indica falha da faixa de tensão posterior e pesa fortemente a favor da cirurgia.
A classificação AO Spine do segmento toracolombar organiza as lesões em três tipos morfológicos e acrescenta modificadores. O tipo A reúne lesões por compressão do corpo vertebral (A0 a A4), o tipo B representa ruptura da faixa de tensão anterior ou posterior (B1 a B3) e o tipo C traduz deslocamento translacional ou rotação axial, com instabilidade total do segmento. Os modificadores neurológicos variam de N0 (neurologicamente intacto) a N4 (lesão completa), com NX para exame não exequível, e o modificador M1 sinaliza lesão indeterminada do PLC na ressonância, sugerindo tratamento mais agressivo. A mesma lógica se aplica à coluna cervical subaxial pela AO Spine cervical, com tipos A, B e C análogos.
| Tipo AO Spine | Padrão da lesão | Estabilidade e conduta típica |
|---|---|---|
| A0 | Fraturas de apêndices (processo transverso, espinhoso) | Estável; tratamento sintomático |
| A1 | Compressão por cunha (uma placa terminal) | Estável; conservador na maioria |
| A2 | Fratura em cunha com envolvimento de ambas as placas ou clivagem | Geralmente estável; cirurgia se desvio ou M1 |
| A3 | Explosão incompleta (uma placa terminal) | Potencialmente instável; escore e PLC decidem |
| A4 | Explosão completa (ambas as placas terminais) | Instabilidade maior; frequentemente cirúrgica |
| B1 / B2 | Ruptura da faixa de tensão posterior (ligamentar B1, óssea B2, tipo Chance) | Instável; usualmente cirúrgica |
| B3 | Ruptura da faixa de tensão anterior (hiperextensão) | Instável; cirúrgica |
| C | Translação ou rotação com deslocamento | Grossamente instável; cirurgia quase sempre |
| N0 a N4 | Modificador neurológico (intacto até completo) | N3 e N4 reforçam indicação e urgência cirúrgica |
A LMT atinge predominantemente homens (cerca de 75 a 80% dos casos), com pico entre 20 e 40 anos, e um segundo pico após os 60 anos, impulsionado por quedas de baixa energia sobre coluna degenerada e estenosante. As causas mais frequentes são acidentes de transporte, quedas de altura e mergulhos em águas rasas; no perfil brasileiro de trauma, a violência interpessoal com armas de fogo e os acidentes de motocicleta ganham destaque. Aproximadamente metade das lesões medulares traumáticas ocorre na coluna cervical, local de maior risco de insuficiência respiratória e mortalidade precoce. Entre as fraturas toracolombares, a junção toracolombar (T11 a L2) responde por 50 a 65% dos casos, por estar na transição entre o tórax rígido e o lombar móvel. Cerca de 10 a 25% das fraturas de coluna ocorrem em pacientes com lesões associadas em outros sistemas, o que impõe avaliação ATLS completa antes de focar a coluna.
O mecanismo mecânico define o padrão da fratura: compressão axial com flexão produz lesão em cunha; carga axial pura sobre o corpo vertebral gera fratura em explosão, com retropulsão de fragmento póstero-superior para o canal; flexo-distração (típico de cinto de segurança em colisão automobilística, fratura de Chance) rompe a faixa de tensão posterior; mecanismos de translação, rotação ou distração grave desestabilizam todos os elementos do segmento. A lesão medular se organiza em duas fases. A lesão primária é a destruição mecânica direta: transecção, laceração, hemorragia intra e perimedular e disrupção axonal. A lesão secundária se desenvolve nas horas e dias seguintes por cascatas de hipoperfusão, edema, excitotoxicidade por glutamato, influxo de cálcio, radicais livres e peroxidação lipídica de membranas, inflamação e apoptose, que expandem a área de necrose central para além do impacto inicial.
Duas síndromes fisiopatológicas confundem o estudante e caem em prova. O choque medular (spinal shock) é fenômeno neurológico: arreflexia flácida transitória abaixo da lesão, com perda de reflexos profundos, tônus e do reflexo anal; seu fim é marcado pelo retorno do reflexo bulbocavernoso ou anal, momento em que o exame ASIA definitivo pode ser realizado. O choque neurogênico é fenômeno hemodinâmico: lesão acima de T6 interrompe o tônus simpático vasomotor, produzindo hipotensão com bradicardia paradoxal (em vez de taquicardia compensatória) e vasodilatação. Trata-se de diagnóstico de exclusão: antes de atribuir a instabilidade ao choque neurogênico, é obrigatório investigar e tratar sangramento, tamponamento, pneumotórax e outras causas de choque hipovolêmico no politrauma.
Segundo o ATLS, todo paciente de trauma grave deve receber imobilização da coluna cervical com colarito rígido antes da chegada ao hospital, mantida durante a avaliação primária, com blocos laterais e tape quando necessário e movimentação em tronco único (log-roll) por equipe de pelo menos três pessoas. O colarito é retirado apenas quando a coluna cervical é clinicamente liberada por critérios de decisão validados ou por exame de imagem adequado. A avaliação secundária inclui inspeção da linha média em busca de deformidade, crepitação, feridas, equimoses e degraus, palpação cuidadosa de occipital a sacro e exame neurológico completo documentado com escala ASIA.
| Regra de decisão | Sensibilidade | Especificidade | Comentário para a prova |
|---|---|---|---|
| NEXUS (2000) | 99,6% na coorte original; 90,7% no estudo de Stiell | 12,9 a 36,1% conforme a coorte | Cinco critérios simples; libera mais fácil, mas gera mais exames |
| Canadian C-spine rule (2001/2003) | 99,4% no estudo de Stiell | 45,1% no estudo de Stiell | Mais específica, reduz radiografias; exige paciente consciente e estável |
As escalas de gravidade traduzem morfologia, integridade ligamentar e estado neurológico em um escore que orienta a conduta. A TLICS (Thoracolumbar Injury Classification and Severity Score) vale para o segmento toracolombar e a SLICS (Subaxial Injury Classification System) para a cervical subaxial C3 a T1. Em ambas, escore de 3 pontos ou menos indica tratamento conservador, 4 pontos é zona cinzenta de decisão individualizada e 5 pontos ou mais indica cirurgia. O componente neurológico é o que mais pesa na decisão, porque déficit incompleto com compressão contínua é a principal emergência cirúrgica da coluna.
| Componente TLICS | Situação clínica ou de imagem | Pontos |
|---|---|---|
| Morfologia | Compressão | 1 |
| Morfologia | Explosão (burst) | 2 |
| Morfologia | Translação ou rotação | 3 |
| Morfologia | Distração | 4 |
| PLC | Íntegro | 0 |
| PLC | Suspeito ou indeterminado | 2 |
| PLC | Rompido | 3 |
| Neurológico | Íntegro | 0 |
| Neurológico | Lesão de raiz ou lesão medular completa | 2 |
| Neurológico | Lesão medular incompleta ou síndrome da cauda equina | 3 |
| Componente SLICS | Situação clínica ou de imagem | Pontos |
|---|---|---|
| Morfologia | Sem anormalidade | 0 |
| Morfologia | Compressão | 1 |
| Morfologia | Explosão (burst) | 2 |
| Morfologia | Distração (faceta aberta, por exemplo) | 3 |
| Morfologia | Translação ou rotação | 4 |
| Complexo discoligamentar | Íntegro | 0 |
| Complexo discoligamentar | Indeterminado | 1 |
| Complexo discoligamentar | Rompido | 2 |
| Neurológico | Íntegro | 0 |
| Neurológico | Lesão de raiz | 1 |
| Neurológico | Lesão medular completa | 2 |
| Neurológico | Lesão medular incompleta | 3 |
| Neurológico | Compressão medular contínua em paciente com déficit | soma 1 ponto adicional |
O exame neurológico segue o padrão internacional ISNCSCI/ASIA, com teste de força (0 a 5) em 10 músculos-chave e de sensibilidade (0 a 2) em 28 dermatômetros de cada lado, além do exame voluntário anal. A escala AIS classifica: A, lesão completa, sem preservação motora nem sensitiva sacral (S4-S5); B, incompleta sensitiva, com sensação sacral preservada sem função motora útil abaixo da lesão; C, incompleta motora, com menos da metade dos músculos-chave abaixo do nível com força 3 ou mais; D, incompleta motora com pelo menos metade dos músculos-chave com força 3 ou mais; E, função normal. O nível neurológico é o último segmento com função normal bilateral. A preservação sacral (sensação anal profunda ou contração voluntária) é o melhor preditor de recuperação motora em lesões aparentemente completas.
| Síndrome | Mecanismo típico | Achados dominantes | Prognóstico motor |
|---|---|---|---|
| Síndrome central | Hiperextensão em coluna estenosante (idoso) | Déficit motor maior nos membros superiores que nos inferiores, disfunção vesical variável | Melhor prognóstico; recuperação em até 75% ou mais |
| Síndrome anterior | Compressão ou lesão direta da artéria espinhal anterior | Paraparesia ou tetraparesia com perda de dor e temperatura e preservação de propriocepção e vibração | Pior prognóstico das síndromes incompletas |
| Síndrome de Brown-Séquard | Hemisseção (trauma penetrante) | Ipsilateral: perda motora e de propriocepção; contralateral: perda de dor e temperatura | Excelente; maioria deambula |
| Síndrome posterior | Lesão dos cordões posteriores | Perda de propriocepção e vibração com força e dor preservadas | Raro; variável |
| Síndrome da cauda equina | Lesão abaixo de L1-L2 nas raízes lombossacrais | Anestesia em sela, retenção urinária, incontinência fecal, hipotonia de esfincteres | Emergência cirúrgica; recuperação incompleta frequente |
O tratamento conservador é a escolha para lesões estáveis: fraturas tipo A0, A1 e a maioria das A2 e A3 sem déficit neurológico, sem rompimento do PLC e com TLICS de 3 pontos ou menos; na cervical, lesões com SLICS de 3 pontos ou menos, incluindo muitas fraturas por cunha e distrativos ósseos estáveis. O ensaio randomizado clássico de Wood e colaboradores (2003) randomizou 47 pacientes com fratura toracolombar em explosão sem déficit para cirurgia ou conservador: não houve diferença consistente em dor, função e retorno ao trabalho em até 2 anos, com mais complicações no grupo operado, fundamentando que estabilidade, e não o aspecto da imagem, define a conduta.
| Órtese | Indicação típica | Duração habitual |
|---|---|---|
| Colarito cervical rígido (Aspen ou Philadelphia) | Fraturas cervicais estáveis tipo A1/A2 | 6 a 12 semanas com controle radiográfico |
| Órtese tipo Minerva ou CTO | Fraturas cervicais médias e altas estáveis e fraturas de C2 | 10 a 12 semanas |
| Colete halo (halo vest) | Fraturas distrativas cervicais e odontoide tipo II selecionadas, em pacientes que toleram o aparelho | 10 a 12 semanas; taxas de não união de 10 a 30% na odontoide do idoso |
| TLSO ou colete de Jewett em hiperextensão | Fraturas toracolombares A1 a A3 estáveis sem déficit | 8 a 12 semanas, com radiografias seriadas em pé |
As indicações formais de cirurgia são TLICS ou SLICS de 5 pontos ou mais (4 pontos individualizado), déficit neurológico com compressão documentada, ruptura do PLC, instabilidade biomecânica (perda de altura do corpo vertebral acima de 50%, cifose local acima de 25 a 30 graus, subluxação ou luxação facetária), fraturas em coluna anquilosada e síndrome da cauda equina traumática. O estudo STASCIS (Fehlings, PLoS One 2012), coorte prospectiva de 313 pacientes com lesão cervical traumática, mostrou que a descompressão em até 24 horas dobrou a chance de melhora de pelo menos 2 níveis AIS aos 6 meses, com razão de chances de cerca de 2,8, sem excesso de complicações: nas lesões incompletas, a cirurgia deve ocorrer o quanto antes, idealmente dentro das primeiras 24 horas, e não após estabilização demorada de outros sistemas quando a coluna é a prioridade.
| Aspecto | Tratamento conservador | Tratamento cirúrgico |
|---|---|---|
| Seleção | TLICS/SLICS 3 ou menos, PLC íntegro, sem déficit | TLICS/SLICS 5 ou mais, déficit com compressão, ruptura do PLC |
| Estadia hospitalar | Curta, com deambulação precoce na órtese | Maior, com reabilitação estruturada |
| Desfecho funcional | Equivalente em fraturas estáveis sem déficit (Wood, 2003) | Melhor recuperação neurológica quando descompressão até 24 h (STASCIS) |
| Principais riscos | Perda de redução tardia, cifose progressiva, dor crônica | Infecção, lesão radicular ou medular iatrogênica, falha de implante |
Sobre a metilprednisolona: os protocolos NASCIS II e III estabeleceram o esquema de 30 mg/kg em bolus intravenoso seguido de infusão de 5,4 mg/kg/hora por 24 horas (se iniciado até 3 horas do trauma) ou 48 horas (se entre 3 e 8 horas). As diretrizes contemporâneas da AO Spine (2017) não recomendam mais a corticoterapia como tratamento de rotina da LMT, pelos ganhos modestos e inconsistentes e pelos riscos de pneumonia, sepse e hiperglicemia; quando usada, deve ser decisão institucional protocolar em pacientes com lesão incompleta dentro de 8 horas do trauma.
A mortalidade precoce da LMT cervical alta é dominada por insuficiência respiratória e pneumonia aspirativa; a médio prazo, pneumonias, infecções urinárias, úlceras por pressão, tromboembolismo (sem profilaxia, a incidência de trombose venosa profunda pode superar 50% nas primeiras semanas) e sepse dominam o cenário. Tardiamente, destacam-se dor neuropática crônica (30 a 50% dos pacientes), espasticidade, siringomielia pós-traumática, fraturas por queda e declínio funcional. A recuperação neurológica segue regras úteis: melhora concentra-se nos primeiros 3 a 6 meses; lesões incompletas (AIS B, C e D) têm recuperação substancial, com a maioria dos AIS D e boa parte dos AIS C deambulando em 1 ano; conversão de AIS A para B ou C ocorre em cerca de 10 a 20% (mais frequente quando há preservação sacral); lesões completas raramente recuperam marcha comunitária. O nível lesional importa: tetraplegia alta exige suporte ventilatório e assistência total, enquanto paraplegia abaixo de T1 preserva membros superiores e independência de cadeira de rodas.
1.Qual dos itens NÃO integra os cinco critérios da regra NEXUS para liberar a coluna cervical sem exame de imagem?
2.No estudo prospectivo de Stiell e colaboradores (NEJM, 2003), a comparação entre Canadian C-spine rule e NEXUS em mais de 8 mil pacientes mostrou que:
3.Homem de 30 anos sofre queda de altura de 6 metros. A tomografia mostra fratura em explosão de L1, a ressonância demonstra rompimento do complexo ligamentar posterior e o exame revela déficit motor incompleto nos membros inferiores. Pela TLICS (2 + 3 + 3 = 8 pontos), a conduta correta é:
4.Na escala SLICS para a coluna cervical subaxial, uma fratura em explosão com exame neurológico normal e complexo discoligamentar íntegro recebe:
5.O estudo STASCIS (Fehlings e colaboradores, PLoS One, 2012) demonstrou que a descompressão cirúrgica realizada em até 24 horas da lesão medular cervical traumática:
6.Paciente com trauma cervical alto chega com PA 76/42 mmHg, FC 42 bpm, sem sangramento externo identificado. O mecanismo fisiopatológico e a meta hemodinâmica são:
7.O segmento da coluna que concentra a maioria das fraturas toracolombares, por ser a zona de transição entre o tórax rígido e o lombar móvel, é:
8.Segundo as diretrizes contemporâneas da AO Spine (2017), a metilprednisolona em alto esquema na lesão medular aguda:
9.Paciente vítima de trauma cervical está areflexico nas primeiras horas. Dias depois, retorna o reflexo bulbocavernoso, mantendo-se com déficit completo. O retorno do reflexo indica:
10.No ensaio randomizado de Wood e colaboradores (JBJS, 2003), a comparação entre cirurgia e tratamento conservador em fraturas toracolombares em explosão estáveis sem déficit neurológico mostrou que a cirurgia:
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