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Revisão completa dos princípios ortopédicos: classificação (AO, Gustilo-Anderson, Salter-Harris), avaliação inicial com os 6 Ps, tratamento conservador versus cirúrgico (3 R e princípios AO), protocolo da fratura aberta com antibióticos e doses, fases da consolidação, complicações cronológicas e particularidades em crianças e idosos.
[1] Buckley RE, Moran CG, Apivatgaroon A. AO Principles of Fracture Management. 3rd ed. Stuttgart: Thieme/AO Foundation; 2018 | [2] Court-Brown CM, Heckman JD, McQueen MM, Ricci WM, Tornetta P. Rockwood and Green's Fractures in Adults. 9th ed. Philadelphia: Wolters Kluwer; 2019 | [3] NICE. Fractures (complex): assessment and management. NICE guideline NG37. Londres; 2016. nice.org.uk/guidance/ng37 | [4] Canadian Orthopaedic Trauma Society. Nonoperative treatment compared with plate fixation of displaced midshaft clavicular fractures: a multicenter randomized clinical trial. J Bone Joint Surg Am. 2007;89(1):1-10. DOI 10.2106/JBJS.F.01439 | [5] Hoff WS, Bonadies JA, Cachecho R, Dorlac WC. Update to practice management guidelines for prophylactic antibiotic use in open fractures. J Trauma. 2011;70(3):751-754. DOI 10.1097/TA.0b013e31820930e5 | [6] NICE. Hip fracture in adults: management. NICE guideline CG124. Londres; 2011 (atualizada 2017). nice.org.uk/guidance/cg124 · DOI 10.2106/JBJS.F.01439
Fraturas estão entre as razões mais frequentes de atendimento em serviços de urgência e respondem por parcela substancial de anos de vida perdidos por incapacidade, especialmente em jovens (trauma de alta energia) e idosos (fraturas por fragilidade). A literatura da Fundação AO resume o objetivo do tratamento em uma frase: restaurar a função do membro o mais brevemente possível, com o menor dano biológico adicional. Isso exige uma sequência lógica que o aluno precisa dominar: avaliar o paciente antes do osso (ABCDE do trauma), classificar a fratura (pele, traço, desvio, estabilidade, articulação), escolher entre redução fechada com imobilização e estabilização cirúrgica, prevenir complicações imediatas (neurovascular, síndrome compartimental, infecção) e conduzir a reabilitação até a consolidação. Este artigo percorre cada um desses degraus com os números e critérios que aparecem em prova.
O trauma é a principal causa de morte entre jovens e adultos jovens no Brasil, e as fraturas são a lesão traumática não fatal mais comum desse grupo. No outro extremo da vida, as fraturas por fragilidade sinalizam osteoporose: estima-se que cerca de 1 em cada 3 mulheres e 1 em cada 5 homens acima dos 50 anos sofrerão uma fratura osteoporótica (International Osteoporosis Foundation), com punho, colo femoral e corpos vertebrais como sítios clássicos. A fratura de quadril do idoso é o marcador de gravidade: associa-se a mortalidade de 10 a 20% em 1 ano e perda funcional permanente em grande parte dos sobreviventes, e por isso as diretrizes (NICE CG124) recomendam cirurgia no dia da admissão ou no dia seguinte. Toda fratura por mecanismo de baixa energia em paciente acima de 50 anos deve disparar investigação e tratamento da osteoporose, independentemente do tratamento ortopédico da fratura em si.
Fratura é a solução de continuidade completa ou incompleta do osso, produzida por trauma, esforço repetido (fratura por estresse) ou processo patológico (metástase, cisto, osteoporose fratura por insuficiência). A descrição padronizada responde a sete eixos: osso e topografia (diafisária, metafisária, epifisária, intra-articular ou não), relação com a pele (fechada ou aberta), traço (transversa, oblíqua, espiral, cominutiva, impactada), desvio (angulação, translação, rotação, encurtamento), estabilidade (estável — redutível e mantível com imobilização — ou instável), número (única ou múltipla) e energia do mecanismo (baixa ou alta, que sugere lesões associadas). Dizer apenas que o paciente tem fratura de tíbia é insuficiente para decidir conduta: tíbia diafisária fechada transversa estável sem desvio é uma tala e seguimento; tíbia aberta cominutiva com perda de pele é um paciente de sala de cirurgia.
| Gustilo-Anderson | Achado na ferida | Antibioticoprofilaxia | Risco de infecção |
|---|---|---|---|
| Tipo I | Ferida < 1 cm, limpa | Cefazolina | Aproximadamente 0-2% |
| Tipo II | Ferida > 1 cm sem extenso dano de partes moles | Cefazolina | Aproximadamente 1-5% |
| Tipo IIIA | Dano extenso de partes moles com cobertura do osso adequada | Cefazolina + cobertura para gram-negativos | Aproximadamente 5-15% |
| Tipo IIIB | Exposição óssea que requer cobertura (retalho) | Cefazolina + aminoglicosídeo | Aproximadamente 10-30% |
| Tipo IIIC | Lesão vascular que exige reparo | Cefazolina + aminoglicosídeo | Aproximadamente 10-50%, somando risco de amputação |
No politraumatizado, a fratura é tratada dentro do ATLS: via aérea, respiração, circulação antes de qualquer imobilização definitiva. Avaliada a ameaça à vida, examina-se a extremidade com os clássicos 6 Ps: dor (pain), palidez (pallor), parestesias, paralisia, ausência de pulso (pulselessness) e poiquilotermia (extremidade fria). O exame neurovascular distal à fratura é obrigatório e deve ser documentado antes e depois de qualquer redução — pulso radial ou pedioso, sensibilidade e motricidade de nervos específicos (radial, mediano, ulnar, tibial e fibular profundo). Radiografias devem incluir duas incidências ortogonais (frente e perfil) e sempre as articulações proximal e distal à fratura (regra do osso e da articulação acima e abaixo), com tomografia computadorizada reservada para fraturas intra-articulares e de difícil caracterização. Desconforto desproporcional, membro tenso e doloroso à passiva alongamento dos compartimentos sugerem síndrome compartimental: diagnóstico clínico, confirmado por mensuração de pressão (pressão absoluta maior que 30 mmHg ou pressão intra-compartimental menos pressão diastólica menor que 30 mmHg) e tratado com fasciotomia urgente de todos os compartimentos acometidos.
O tratamento conservador se apoia nos 3 R — redução (fechada, por tração e manipulação sob sedação ou anestesia regional), retenção (imobilização até a consolidação) e reabilitação precoce do que não está imobilizado. Continua sendo a escolha para a maioria das fraturas estáveis e sem desvio importante: costelas, clavícula não desviada, maior parte das fraturas de úmero proximal impactadas em idosos, metacarpos e metatarsos estáveis, fraturas incompletas da criança e fraturas tratáveis com brace funcional (diafisária do úmero). Modalidades de retenção: tala (fase aguda, permite edema), aparelho gessado circular (após 48-72 h em fraturas de alto risco de edema), brace funcional (permite micro-movimento que estímula calo, como no úmero), tração cutânea ou esquelética (temporária, em crianças e transporte) e órteses. Regras de segurança do gesso: acolchoar proeminências ósseas, não imergir, orientar o paciente a retornar imediato se surgir dor crescente, dormência ou palidez (sinais de síndrome compartimental sob gesso), e reavaliar radiograficamente em 7 a 10 dias para detectar desvio secundário — a janela em que o edema cede e a fratura pode redislocar dentro da imobilização.
| Critério | Tratamento conservador | Tratamento cirúrgico |
|---|---|---|
| Estabilidade da fratura | Estável ou redutível e mantível no gesso | Instável, cominutiva, intra-articular desviada |
| Desvio aceitável | Dentro dos limites de remodelação (idade, osso, plano do desvio) | Acima dos limites ou irredutível por manipulação |
| Pele e partes moles | Fechada, íntegra | Aberta, síndrome compartimental, lesão vascular |
| Contexto do paciente | Boa função esperada com imobilização, criança com remodelação | Paciente instável que precisa mobilizar, politrauma, fratura patológica, membro isquêmico |
| Riscos principais | Desvio secundário, rigidez articular, pseudartrose por tração contínua | Infecção, falha do implante, necessidade de retirada de material, risco anestésico |
A fixação cirúrgica (ORIF — fixação interna aberta com redução; ou fixação interna fechada com haste) obedece aos quatro princípios clássicos da AO: redução anatômica (obrigatória em fraturas intra-articulares, em que degraus acima de 2 mm predispõem a artrose pós-traumática), fixação estável compatível com a biomecânica da lesão, preservação da biologia óssea e de partes moles (osteossíntese biológica, com pontes e placas de menor contato) e reabilitação precoce de articulações e músculo. Escolha do implante: placas (contato limitado ou bloqueadas — LCP) dão estabilidade absoluta e anatômica, ideais em fraturas metafisárias, intra-articulares e em ossos como o rádio distal e o úmero proximal; hastes intramedulares (fêmur, tíbia, úmero) funcionam como splints centrados no canal, compartilham carga e são padrão nas diafisárias de ossos longos do adulto; parafusos canulados (colo femoral do jovem, escafoide) fixam traços impactáveis com compressão; fixador externo é a escolha no controle de dano (paciente instável), em fraturas abertas graves com dano de partes moles (estabilização provisória e acesso às feridas) e em algumas fraturas pediátricas; e artroplastia substitui a superfície articular irrecuperável — caso clássico da fratura de colo femoral desviada no idoso (artroplastia parcial ou total), em que a taxa de necrose avascular e não consolidação com osteossíntese é proibitiva.
A fratura aberta é emergência infectológica e ortopédica. Sequência recomendada (EAST 2011 e literatura AO): cobertura da ferida com compressa estéril umedecida em soro, imobilização, fotografia se necessário para documentação e antibioticoprofilaxia intravenosa o mais precocemente possível — cada hora de atraso aumenta o risco de infecção, com alvo de administração dentro de 1 a 3 horas da chegada. Esquemas clássicos: cefazolina 1 a 2 g IV de 8/8 h por 24 h nos tipos I e II; tipos III adicionam aminoglicosídeo (gentamicina 5 mg/kg IV em dose única diária) por até 72 h da lesão ou 24 h após cobertura de partes moles; em contaminação rural, aquática ou com risco de clostrídios (ferimento em fazenda) acrescenta-se penicilina G cristalina 2 a 4 milhões UI IV de 4/4 h ou metronidazol; alérgicos à penicilina recebem clindamicina 900 mg IV de 8/8 h associada ou não a aminoglicosídeo. Desbridamento e lavagem copiosa (9 a 12 litros de soro, conforme o tipo) devem ocorrer dentro de 24 horas da lesão — o dogma das 6 horas caiu: séries contemporâneas não mostram claramente piora com desbridamento até 24 h em estádio estável, e a prioridade é ressuscitar o paciente e otimizar as partes moles. Feridas tipo III em geral não recebem fechamento primário: cobertura tardia (retalhos) após estabilidade. Revise profilaxia antitetânica e considere profilaxia de TEV (enoxaparina 40 mg SC ao dia) quando não houver contraindicação por sangramento.
A consolidação passa por três fases sobrepostas. Fase inflamatória (dias 1 a 7): hematoma da fratura, infiltração de células inflamatórias e formação de granulação — é o andaime da reparação. Fase de reparo (2 a 6 semanas): formação de calo mole (fibrocartilaginoso) seguida de calo duro (ossificação endocondral e intramembranosa), quando a rigidez mecânica aumenta progressivamente. Fase de remodelação (meses a anos): osteoclastos e osteoblastos reorganizam o osso conforme o estímulo mecânico (lei de Wolff), corrigindo gradualmente pequenos desvios — processo muito mais eficiente na criança, especialmente para desvios no plano do movimento da articulação mais próxima e próximos à placa de crescimento. Prazos práticos: crianças consolidam em 3 a 5 semanas, adultos em 6 a 12 semanas (membros inferiores e ossos com péssima vascularização, como o escafoide e a diafise tibial, demoram mais). Falhas: consolidação retardada é a ausência de progresso radiográfico e clínico no prazo esperado (por volta de 3 a 6 meses, ainda com potencial de colher); pseudartrose é a paralização definitiva da consolidação, convencionalmente após 6 a 9 meses sem progresso, com esclerose e fechamento de medulares — hipertrófica quando há calo abundante em pé de elefante (instabilidade mecânica com biologia preservada, responde a estabilização) e atrófica quando as extremidades estão afiladas e sem reação (falha biológica, por exemplo em abertas com perda de periósteo ou uso crônico de anti-inflamatórios e tabagismo, exige enxerto e estabilização).
| Fase da consolidação | Duração típica | Evento dominante |
|---|---|---|
| Inflamatória | Dias 1 a 7 | Hematoma, inflamação e tecido de granulação |
| Reparo (calo mole e duro) | 2 a 6 semanas | Calo fibrocartilaginoso e ossificação endocondral e intramembranosa |
| Remodelação | Meses a anos | Reabsorção osteoclástica e reorganização óssea por estímulo mecânico |
As complicações se agrupam pelo momento de aparecimento — memorizar essa linha do tempo resolve boa parte das questões. Imediatas (no trauma): lesão nervosa e vascular (fratura de colo do úmero com nervo axilar, úmero distal com nervo radial, fêmur distal e joelho com artéria poplítea), síndrome compartimental (primeiras 24-48 h) e lesão de órgãos no politrauma. Precozes (24-72 h a semanas): síndrome da embolia gordurosa (24-72 h, triade de confusão, desconforto respiratório e petéquias em tórax, axilas e conjuntivas, com trombocitopenia — tratamento de suporte com oxigenoterapia), trombose venosa profunda e tromboembolismo pulmonar (pico na primeira semana), infecção da ferida e osteomielite, lesões por pressão do gesso, ulcerações e síndrome de Volkmann (contratura isquêmica por compartimento não tratado ou gesso apertado). Tardias (meses): consolidação retardada e pseudartrose, consolidação viciosa (malunião em rotação, angulação ou encurtamento), necrose avascular (escafoide, colo femoral, astrágalo, cabeça umeral e corpo do semilunar), mioosite ossificante (trauma de cotovelo e coxa), distrofia simpático-reflexa (dor regional intensa, edema, alterações tróficas e de temperatura, hoje chamada dor regional complexa), rigidez articular e, na criança, arresto do crescimento após lesões da placa fisária. Fratura aberta tipo III e fraturas com dano grave de partes moles concentram a maior parte das complicações infecciosas e de não consolidação.
| Complicação | Momento típico | Achado-chave e conduta |
|---|---|---|
| Lesão neurovascular | Imediata | Deficit distal ao trauma; documentar e reparar vascular com ortopedia concomitante |
| Síndrome compartimental | 24-48 h | Dor desproporcional e à mobilização passiva; pressão > 30 mmHg; fasciotomia urgente |
| Embolia gordurosa | 24-72 h | Confusão, desconforto respiratório e petéquias em tórax/axilas/conjuntivas; suporte e oxigenoterapia |
| Trombose venosa e TEP | Primeiras semanas | Profilaxia com enoxaparina 40 mg SC/dia quando permitido; suspeita clínica com D-dímero e imagem |
| Infecção da ferida e osteomielite | Semanas a meses | Eritema, secreção, dor; desbridamento, cultura e antibioticoterapia dirigida |
| Pseudartrose | Após 6-9 meses | Ausência de consolidação com esclerose; hipertrófica responde a estabilização, atrófica exige enxerto |
| Necrose avascular | Meses | Escafoide, colo femoral, astrágalo; dor persistente e colapso radiográfico; pode exigir artroplastia |
Na criança, o osso mais plástico e a placa de crescimento mudam tudo. Padrões pediátricos exclusivos: fratura em galho verde (greenstick — córtex interrompido de um lado e dobrado do outro), fratura em torus ou baguete (impactação metafisária em bocal de cana) e deformidade plástica em arco (sem linha de fratura, típica de ulna e fíbula). O potencial de remodelação permite aceitar desvios impensáveis no adulto (sobretudo angulação no plano do movimento e próximo ao fêmur distal e ao úmero proximal), e o periósteo espesso e ativo explica consolidação rápida e tendência a hiperconsolidação. Fraturas que envolvem a fise se classificam por Salter-Harris: I pela placa, II pela placa e metafise (a mais comum, cerca de 3/4 dos casos), III pela placa e epifise (intra-articular), IV transfixando metafise, placa e epifise (intra-articular, alto risco de arresto) e V por compressão da placa (diagnóstico retrospectivo, pior prognóstico). Toda Salter-Harris III e IV exige redução anatômica articular; I e II redutíveis se tratam por redução fechada e imobilização; V tem alto risco de arresto e merece seguimento prolongado. No idoso, toda fratura de baixa energia é osteoporose até prova contrária: trate a fratura (muitas vezes cirurgicamente, de preferência precoce — quadril dentro de 24-48 h), trate a osteoporose (cálcio 1 a 1,2 g/dia, vitamina D 800 a 1.000 UI/dia e antirreabsortivo como alendronato 70 mg/semana, salvo contraindicação), previna quedas e fique atento ao delirium pós-operatório.
| Salter-Harris | Traço da fratura | Conduta e prognóstico |
|---|---|---|
| I | Através da placa fisária | Redução fechada e imobilização; bom prognóstico |
| II | Placa + fragmento metafisário | Mais comum (cerca de 3 em cada 4); redução fechada e imobilização |
| III | Placa + fragmento epifisário intra-articular | Redução anatômica articular; risco de arresto |
| IV | Metafise + placa + epifise, intra-articular | Redução anatômica e frequente fixação; alto risco de arresto |
| V | Compressão/achamento da placa | Diagnóstico tardio; pior prognóstico, alto risco de arresto |
A reabilitação começa no dia da imobilização, não depois dela: elevação do membro, exercícios isométricos e de articulações livres dentro e fora do gesso, e marcha com suporte de carga definido pelo cirurgião conforme a estabilidade (proibida no colo femoral e escafoide tratados conservadoramente até sinais de consolidação; precoce e progressiva nas hastes intramedulares). Calendário típico de seguimento radiográfico: controle em 7 a 10 dias (desvio secundário), em 4 a 6 semanas (calo inicial e troca de tala por gesso ou brace) e ao final do prazo esperado de consolidação (liberação progressiva). Critérios de liberação: ausência de dor no ponto da fratura à palpação e à carga, calo radiográfico incorporando as corticais e recuperação funcional. Fisioterapia após retirada do gesso recupera amplitude, força e propriocepção; retorno ao esporte de contato só após consolidação completa e teste funcional. Registre sempre: pergunta de prova adora o detalhe de que a imobilização prolongada sem exercícios gera rigidez, atrofia e perda óssea — osteopenia de desuso — e que o objetivo dos 3 R é devolver função, não apenas obter radiografia bonita.
1.Paciente vítima de atropelamento apresenta fratura exposta de tíbia com lesão da artéria tibial posterior que exige reparo vascular. Qual o tipo de Gustilo-Anderson?
2.Qual o esquema padrão de antibioticoprofilaxia para uma fratura aberta tipo II (ferida de 3 cm, sem grande dano de partes moles)?
3.Homem de 30 anos, 20 h após osteossíntese de fêmur, confuso, com desconforto respiratório e petéquias em tórax, axilas e conjuntivas. O diagnóstico mais provável é:
4.Qual critério pressórico indica fasciotomia na síndrome compartimental?
5.Em uma fratura intra-articular desviada do platô tibial, qual princípio AO é o mais importante a ser respeitado?
6.Qual é a classificação de Salter-Harris mais frequente nas fraturas fisárias da criança?
7.Criança com trauma de joelho e dor persistente com radiografias iniciais normais evolui, meses depois, com encurtamento do membro por fechamento precoce da fise. Qual Salter-Harris provável?
8.Define-se pseudartrose (não consolidação) convencionalmente como ausência de consolidação após:
9.Idosa de 82 anos, cadeirante, com fratura de colo femoral desviada por queda da própria altura. Qual a melhor conduta cirúrgica?
10.Segundo o ensaio randomizado da Canadian Orthopaedic Trauma Society (2007), a fixação com placa da fratura diafisária de clavícula completamente desviada, em comparação ao tratamento conservador, resultou em:
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