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Domine a lógica do sistema TNM da AJCC 8ª edição e aplique-a ao melanoma cutâneo e ao câncer de pulmão não pequenas células. O artigo cobre critérios de T, N e M com valores exatos, grupos de estágio, sobrevida por estágio, propedêutica e o impacto do estadiamento nas decisões terapêuticas.
[1] Amin MB, Edge SB, Greene FL, et al (eds). AJCC Cancer Staging Manual. 8ª edição. Nova York: Springer, 2017 | [2] Gershenwald JE, Scolyer RA, Hess KR, et al. Melanoma staging: evidence-based changes in the American Joint Committee on Cancer eighth edition cancer staging manual. CA Cancer J Clin. 2017;67(6):472-492 · DOI 10.3322/caac.21409 | [3] Goldstraw P, Chansky K, Crowley J, et al. The IASLC Lung Cancer Staging Project: proposals for revision of the TNM stage groupings in the forthcoming (eighth) edition of the TNM classification for lung cancer. J Thorac Oncol. 2016;11(1):39-51 · DOI 10.1016/j.jtho.2015.09.009 | [4] Instituto Nacional de Câncer (INCA). Estimativa de Incidência de Câncer no Brasil 2023-2025. Rio de Janeiro: INCA, 2022 · https://www.gov.br/inca | [5] National Comprehensive Cancer Network. NCCN Clinical Practice Guidelines in Oncology: Cutaneous Melanoma e Non-Small Cell Lung Cancer, v. 2026 · https://www.nccn.org · DOI 10.3322/caac.21409
O estadiamento é a ponte entre o diagnóstico anatomopatológico e a decisão terapêutica em oncologia: define prognóstico, seleciona quem se beneficia de cirurgia versus terapia sistêmica, permite comparar resultados entre serviços e habilita o paciente a ensaios clínicos. Desde 1º de janeiro de 2018, a referência mundial é a oitava edição do AJCC Cancer Staging Manual, espelhada pela Union for International Cancer Control (UICC). Nenhuma discussão de caso avança sem três letras: T para o tumor primário, N para os linfonodos regionais e M para as metástases à distância. Nesta revisão os princípios universais são aplicados aos dois modelos mais cobrados em prova: o melanoma cutâneo, no qual T depende da espessura de Breslow e da ulceração, e o câncer de pulmão não pequenas células, no qual T depende do tamanho e da invasão local.
T descreve a extensão do tumor primário (tamanho, profundidade e invasão de estruturas vizinhas); N descreve o comprometimento de linfonodos regionais; M indica ausência (M0) ou presença (M1) de metástases à distância. A combinação dos três descritores gera os grupos de estádio, numerados de 0 (carcinoma in situ) a IV (doença metastática). O estadiamento clínico (cTNM) usa exame físico, imagem, endoscopia e biópsias e é o que direciona o tratamento inicial; o estadiamento patológico (pTNM), obtido da peça cirúrgica, refina o prognóstico. O prefixo yp indica estadiamento após terapia neoadjuvante, r indica recidiva tumoral e a indica achado de autópsia. Complementarmente, a classificação R avalia a ressecção: R0 com margens livres, R1 com doença microscópica residual e R2 com doença macroscópica residual.
No melanoma cutâneo, a categoria T é definida pela espessura de Breslow, medida em milímetros com micrômetro ocular desde a camada granulosa da epiderme até o ponto mais profundo de invasão, e pela ulceração histológica (perda da epiderme sobre o tumor). A oitava edição trouxe duas mudanças capitais: o corte de 0,8 mm dentro do T1 e a retirada da taxa mitótica como critério de T1b, que na sétima edição era definida por mitoses maiores ou iguais a 1 por mm². O sufixo a indica ausência de ulceração e o sufixo b indica presença de ulceração; dentro do T1, os subgrupos são T1a (menor que 0,8 mm sem ulceração) e T1b (0,8 a 1,0 mm sem ulceração ou qualquer tumor até 1,0 mm com ulceração).
| Categoria T | Espessura de Breslow | Subgrupos |
|---|---|---|
| T1 | até 1,0 mm | T1a: menor que 0,8 mm sem úlcera; T1b: 0,8 a 1,0 mm sem úlcera ou até 1,0 mm ulcerado |
| T2 | maior que 1,0 até 2,0 mm | T2a sem úlcera; T2b com úlcera |
| T3 | maior que 2,0 até 4,0 mm | T3a sem úlcera; T3b com úlcera |
| T4 | maior que 4,0 mm | T4a sem úlcera; T4b com úlcera |
A categoria N do melanoma mudou profundamente na oitava edição: passou a ser definida pelo número de linfonodos comprometidos e pela forma de detecção, e não mais pelo tamanho da lesão nodal. O sufixo a indica doença oculta detectada apenas na biópsia de linfonodo sentinela; o sufixo b indica doença detectada clinicamente ou por imagem; o sufixo c indica metástases em trânsito, satélites ou microsatélites, com ou sem comprometimento nodal. Linfonodos agrumados (matted) elevam automaticamente para N3.
| Categoria N | Linfonodos regionais | Metástases em trânsito |
|---|---|---|
| N1 | 1 linfonodo (N1a oculto; N1b clínico) | N1c: em trânsito ou satélites sem linfonodos |
| N2 | 2 a 3 linfonodos (N2a ocultos; N2b clínicos) | N2c: 1 linfonodo com em trânsito ou satélites |
| N3 | 4 ou mais linfonodos ou agrumados (N3a ocultos; N3b clínicos) | N3c: em trânsito ou satélites com 2 ou mais linfonodos ou agrumados |
A categoria M da oitava edição combina o sítio metastático com o lactato desidrogenase (LDH) sérico. O sistema nervoso central ganhou categoria própria (M1d), reconhecendo o pior prognóstico das metástases cerebrais. O LDH é incorporado como sufixo numérico: M1a(0) significa LDH normal e M1a(1) significa LDH elevado, e o mesmo vale para M1b, M1c e M1d. LDH elevado no momento do diagnóstico metastático é marcador independente de pior sobrevida e obriga RM de encéfalo no rastreamento.
| Categoria M | Sítio metastático à distância | Sobrevida em 5 anos aproximada |
|---|---|---|
| M1a | pele, tecido subcutâneo ou linfonodos não regionais distantes | cerca de 20% com LDH normal |
| M1b | pulmão | cerca de 11% |
| M1c | outros sítios viscerais (fígado, osso, intestino e outros) | cerca de 10% |
| M1d | sistema nervoso central | inferior a 7%, pior subgroupo |
Os estádios I e II são doença localizada (N0 e M0); o estádio III é doença regional nodal ou em trânsito (qualquer T com N1 ou mais); o estádio IV é doença metastática. A tabela a seguir consolida os constituintes típicos e a sobrevida global em 5 anos do banco da AJCC. Note o famoso paradoxo da oitava edição: a sobrevida do estádio IIIA (78%) é superior à do IIC (53%), porque o IIIA reúne melanomas finos (T1a a T2a) com micrometástases ocultas em linfonodo sentinela, enquanto o IIC concentra tumores espessos e ulcerados sem doença nodal detectável.
| Grupo de estádio | Constituintes típicos | Sobrevida em 5 anos |
|---|---|---|
| IA | T1a N0 M0 | 97% |
| IB | T1b ou T2a N0 M0 | 92% |
| IIA | T2b ou T3a N0 M0 | 81% |
| IIB | T3b ou T4a N0 M0 | 70% |
| IIC | T4b N0 M0 | 53% |
| IIIA | T1a a T2a com N1a ou N2a | 78% |
| IIIB | padrões intermediários de T com N1 a N2 | 59% |
| IIIC | padrões avançados de T com N1 a N3 | 40% |
| IIID | T4b com N1b, N2b, N3b ou N3c | 24% |
| IV | qualquer T, qualquer N, M1 | 6% a 20% conforme sítio e LDH |
A biópsia de linfonodo sentinela (BLS) é o procedimento de estadiamento mais importante do melanoma localizado: o status do linfonodo sentinela é o mais forte preditor isolado de sobrevida em doença clinicamente N0. A técnica associa tecnécio-99m e corante azul (ou verde de indocianina) para identificar o primeiro linfonodo da drenagem linfática. Recomenda-se oferecer a BLS para tumores T1b ou maiores (Breslow de 0,8 mm ou mais, ou qualquer tumor ulcerado); em T1a com menos de 0,8 mm o risco nodal é inferior a 5% e a BLS não é rotina. Tumores entre 0,75 e 0,8 mm ou T1a com fatores de risco (ulceração, regressão, alto índice mitótico, jovem) permitem discussão individualizada.
No câncer de pulmão, a oitava edição redefiniu o T em incrementos de 1 cm e reclassificou critérios de invasão local. Tumores de até 3 cm são T1 (subdivididos em T1a até 1 cm, T1b de 1 a 2 cm e T1c de 2 a 3 cm); o adenocarcinoma minimamente invasivo (componente lepidético com invasão de até 5 mm) recebe o código T1mi. Tumores entre 3 e 5 cm são T2 (T2a de 3 a 4 cm e T2b de 4 a 5 cm), e também são T2, independente do tamanho, os tumores que comprometem o brônquio principal a qualquer distância da carina (desde que não a invadam), os que invadem a pleura visceral e os associados a atelectasia ou pneumonite obstrutiva, parcial ou total. Tumores entre 5 e 7 cm são T3; acima de 7 cm, T4.
Mudanças de mau gosto para quem decorou a sétima edição: o comprometimento do brônquio principal a menos de 2 cm da carina deixou de ser T3 (agora é T2 em qualquer distância); a atelectasia obstrutiva total deixou de ser T3 (agora T2); a invasão do diafragma subiu de T3 para T4; e o derrame pericárdico maligno passou a ser M1a. Nódulos satélites no mesmo lobo mantêm T3, e nódulos em lobo diferente do mesmo pulmão permanecem T4; só constitui doença metastática o nódulo no pulmão contralateral (M1a).
| Categoria T | Tamanho | Critérios adicionais que elevam a categoria |
|---|---|---|
| T1 (T1a, T1b, T1c) | até 3 cm, cortes de 1 cm | T1mi: adenocarcinoma minimamente invasivo; sem invasão além do lobo |
| T2 (T2a, T2b) | maior que 3 até 5 cm | brônquio principal a qualquer distância da carina, pleura visceral, atelectasia ou pneumonite obstrutiva total ou parcial |
| T3 | maior que 5 até 7 cm | nódulos satélites no mesmo lobo; invasão de parede torácica, sulco superior, nervo frênico ou pericárdio parietal |
| T4 | maior que 7 cm | nódulos em lobo ipsilateral diferente; invasão de carina, diafragma, mediastino, coração, grandes vasos, traqueia, esôfago, nervo laríngeo recorrente ou corpo vertebral |
No pulmão, ao contrário do melanoma, N é definido pela localização anatômica dos linfonodos e não pelo número deles. M1a reúne doença intratorácica à distância (nódulos no pulmão contralateral, nódulos pleurais ou pericárdicos, derrame pleural ou pericárdico maligno); M1b é uma única metástase extratorácica em órgão único; M1c são metástases extratorácicas múltiplas, em um ou mais órgãos.
| Categoria N | Localização dos linfonodos regionais |
|---|---|
| N1 | peribrônquicos, hilares e intrapulmonares ipsilaterais, incluindo extensão direta |
| N2 | mediastinais ipsilaterais e subcarinais |
| N3 | mediastinais ou hilares contralaterais, escalênicos ou supraclaviculares, ipsilaterais ou contralaterais |
| Categoria M | Definição |
|---|---|
| M1a | nódulos no pulmão contralateral, nódulos pleurais ou pericárdicos, derrame pleural ou pericárdico maligno |
| M1b | uma única metástase extratorácica em um único órgão |
| M1c | metástases extratorácicas múltiplas em um ou vários órgãos |
Os grupos de estádio da oitava edição rebaixaram tumores com doença nodal limitada: T1 com N1 passou de IIA para IB, e T2a com N1 passou para IIA. Do outro lado, T3N0 e T4N0 subiram para IIB e IIIA. O estádio IV foi dividido em IVA (M1a ou M1b) e IVB (M1c), separação com valor terapêutico crescente na era das terapias-alvo e imunoterapia. A sobrevida global em 5 anos por estádio, no banco IASLC que fundamentou a edição, é o seguinte.
| Estádio | Constituintes típicos | Sobrevida em 5 anos |
|---|---|---|
| IA1 | T1a(mi) ou T1a N0 M0 | 92% |
| IA2 | T1b N0 M0 | 83% |
| IA3 | T1c N0 M0 | 77% |
| IB | T2a N0 M0; T1 com N1 | 68% |
| IIA | T2b N0 M0; T2a com N1 | 60% |
| IIB | T1-T2 com N1; T3 N0 M0 | 53% |
| IIIA | T3 com N1; T4 com N0 ou N1; T1-T2 com N2 | 36% |
| IIIB | T3 com N2; T1-T2 com N3 | 26% |
| IIIC | T3-T4 com N3; T4 com N2 | 13% |
| IVA | qualquer T, qualquer N, M1a ou M1b | 10% |
| IVB | qualquer T, qualquer N, M1c | praticamente nula |
O estadiamento começa pela história e exame físico completo (pele integral e drenagens linfáticas no melanoma; desempenho, perda ponderal e sintomas constitucionais no pulmão), seguido de exames guiados pelo estádio clínico presumido. Imagear indiscriminadamente doenças precoces assintomáticas gera achados incidentais, custo e falsos positivos. No pulmão, o PET-CT tem sensibilidade de aproximadamente 62 a 80% e especificidade de 85 a 90% para linfonodos mediastinais, e por isso todo achado hipermetabólico mediastinal deve ser confirmado por punção: a ultrassonografia endobrônquica (EBUS) com punção aspirativa alcança sensibilidade de 89 a 94% e especificidade próxima de 100% no estadiamento mediastinal.
| Situação clínica | Melanoma cutâneo | Câncer de pulmão |
|---|---|---|
| Doença precoce assintomática (IA a IIA) | sem imagem de rotina; exame físico e exame dermatológico completo | TC de tórax com contraste; RM de encéfalo discutível se IIA |
| Doença de risco intermediário (IIB a III) | TC de tórax e abdome com contraste, PET-CT ou RM de encéfalo podem ser considerados | TC de tórax e abdome superior com contraste, PET-CT e RM de encéfalo a partir de IIB |
| Doença avançada ou suspeita metastática | imageamento completo, RM de encéfalo e LDH sérico | PET-CT, RM de encéfalo (positiva em até 10-20% dos estádios III), punção da lesão metastática |
| Biomarcadores | mutação BRAF V600 no estádio III e IV | EGFR, ALK, ROS1, KRAS e expressão de PD-L1 (corte de 50% para imunoterapia única) |
No melanoma, estádios 0 a II são tratados com excisão com margens baseadas na espessura de Breslow e BLS quando indicada; o estádio IIC e o III ressecável ganham imunoterapia adjuvante por 12 meses: pembrolizumabe 200 mg intravenoso a cada 3 semanas ou nivolumabe 480 mg a cada 4 semanas; portadores de mutação BRAF V600 podem receber dabrafenibe 150 mg por via oral duas vezes ao dia com trametinibe 2 mg ao dia. No câncer de pulmão, estádios I e II recebem lobectomia anatômica com linfadenectomia ou amostragem sistemática (ao menos 3 estações mediastinais); a partir do IIB há quimioterapia adjuvante com cisplatina e vinorelbina por 4 ciclos, complementada por osimertinibe 80 mg ao dia por até 3 anos quando há mutação do EGFR ou por atezolizumabe conforme PD-L1. A doença localmente avançada irresecável (IIIA a parte do IIIB) é de quimiorradioterapia concomitante seguida de durvalumabe 10 mg por kg intravenoso a cada 2 semanas por até 12 meses. O estádio IV recebe terapia sistêmica guiada por PD-L1 e drivers moleculares, com radiocirurgia para metástases cerebrais selecionadas.
| Estádio | Conduta no melanoma cutâneo | Conduta no câncer de pulmão não pequenas células |
|---|---|---|
| 0 a I | excisão com margens por Breslow; BLS apenas se T1b ou mais | cirurgia anatômica (lobectomia) com linfadenectomia |
| II | excisão ampla e BLS; adjuvância com anti-PD-1 a partir de IIC | cirurgia e quimioterapia adjuvante a partir de IIB |
| III | linfadenectaxe regional quando indicada e adjuvância (anti-PD-1 ou inibidor de BRAF e MEK) | multimodal: cirurgia selecionada ou quimiorradioterapia e durvalumabe |
| IV | imunoterapia sistêmica, inibidores de BRAF e MEK se mutado | quimioterapia com platina, imunoterapia conforme PD-L1 ou terapia-alvo conforme drivers |
O melanoma localizado tem excelente prognóstico (97% em IA), e a recorrência tardia é possível até 10 anos ou mais, o que justifica seguimento prolongado com exame dermatológico: a cada 6 a 12 meses por 5 a 10 anos nos estádios IA a IIA e a cada 3 a 6 meses nos 2 primeiros anos a partir de IIC, com imagem conforme risco; cerca de 8 a 10% dos pacientes desenvolvem um segundo melanoma. No câncer de pulmão, as metástases cerebrais ocorrem em 20 a 40% dos pacientes ao longo da doença e justificam RM de encéfalo no seguimento sintomático; a recorrência após ressecção de estádio I ocorre em 20 a 30% em 5 anos. Fatores de pior prognóstico independentes do estádio incluem desempenho (ECOG 2 ou mais), perda de mais de 10% do peso e comorbidades cardiorrespiratórias, que também limitam o tratamento oncológico.
1.Um melanoma com Breslow de 0,9 mm, sem ulceração, corresponde a qual categoria T na AJCC 8ª edição?
2.No melanoma cutâneo, o que define a categoria N na 8ª edição?
3.Paciente com melanoma metastático para encéfalo e LDH normal. Qual o código M correto?
4.A biópsia de linfonodo sentinela é formalmente oferecida a partir de qual situação no melanoma?
5.Tumor pulmonar de 4,5 cm, sem invasão local, sem linfonodos e sem metástases corresponde a:
6.Nódulo tumoral em lobo diferente, porém do mesmo pulmão, classifica-se como:
7.Qual achado subiu de T3 para T4 na 8ª edição do câncer de pulmão?
8.Linfonodo mediastinal contralateral comprometido por carcinoma pulmonar corresponde a:
9.Metástases hepáticas e ósseas múltiplas em carcinoma pulmonar correspondem a:
10.Sobre a sobrevida em 5 anos do melanoma pela AJCC 8ª edição, qual afirmação é correta?
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