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Revisão completa do glaucoma com foco nos temas mais cobrados: fisiopatologia e manejo do glaucoma pseudoexfoliativo, exame diagnóstico (PIO, gonioscopia, campimetria, OCT, paquimetria) e indicações, técnica e resultados da cirurgia com válvula de Ahmed, com doses de colírios e dados do estudo ABC.
[1] European Glaucoma Society. Terminology and Guidelines for Glaucoma. 5ª ed. Savona: Publicomm; 2020 · https://www.eugs.org/eng/guidelines.asp | [2] Weinreb RN, Aung T, Medeiros FA. The pathophysiology and treatment of glaucoma: a review. JAMA. 2014;311(18):1901-1911 · DOI 10.1001/jama.2014.3192 | [3] Schlötzer-Schrehardt U, Naumann GOH. Ocular and systemic pseudoexfoliation syndrome. Am J Ophthalmol. 2006;141(3):921-937 · DOI 10.1016/j.ajo.2006.01.059 · PMID 16678509 | [4] Budenz DL, Barton K, Gedde SJ, et al. Five-year treatment outcomes in the Ahmed Baerveldt comparison study. Ophthalmology. 2015;122(2):308-316 · DOI 10.1016/j.ophtha.2014.08.043 | [5] Brasil. Ministério da Saúde. CONITEC. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Glaucoma. Brasília; 2018 · https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/relatorios/2018/relatorio_pcdt_glaucoma.pdf · DOI 10.1001/jama.2014.3192
O glaucoma é a causa mais frequente de cegueira irreversível no mundo: estimativas globais apontavam cerca de 76 milhões de pessoas com glaucoma em 2020, com projeção de aproximadamente 111,8 milhões em 2040, em decorrência do envelhecimento populacional. Trata-se de uma neuropatia óptica progressiva, na qual a pressão intraocular (PIO) é o único fator de risco modificável, ainda que pacientes possam apresentar dano com pressões dentro da faixa normal. Duas vertentes deste tema dominam provas e discussões clínicas: o glaucoma pseudoexfoliativo, a forma mais comum de glaucoma secundário identificável, e o tratamento cirúrgico dos glaucomas refratários com dispositivos de drenagem, tendo a válvula de Ahmed como paradigma. Este artigo percorre do conceito à cirurgia, com valores, doses e critérios que a banca cobra.
Glaucoma é uma neuropatia óptica crônica e progressiva, caracterizada por perda de fibras nervosas retinianas e escavação do disco óptico, com correspondentes defeitos campimétricos, na qual a pressão intraocular elevada é o principal fator de risco modificável. A definição moderna é pressão-centrada apenas em parte: o diagnóstico é morfológico (nervo óptico) e funcional (campo visual), e a PIO entra como fator de risco e alvo terapêutico. A classificação didática separa os glaucomas pela arquitetura do ângulo iridocorneano (avaliada sempre por gonioscopia) e pela presença de causa identificável.
| Grupo | Entidades | Marca característica |
|---|---|---|
| Primário de ângulo aberto | Glaucoma primário de ângulo aberto (GPAA); glaucoma de pressão normal | Ângulo aberto, dano típico sem causa secundária evidente; forma mais comum |
| Primário de ângulo fechado | Suspeita de ângulo estreito, ângulo fechado agudo/subagudo/crônico | Oclusão pupilar ou bloqueio pupilar com fechamento do ângulo; emergência quando agudo |
| Secundário de ângulo aberto | Pseudoexfoliativo, pigmentar, induzido por corticoide, uveítico, pós-trauma (recessão de ângulo) | Causa identificável de dano trabecular com ângulo aberto |
| Secundário de ângulo fechado | Neovascular (rubeosis), uveítico com sinequias, induzido por lente (lente intumescida, subluxação) | Fechamento do ângulo por sinequias, tecido ou mecanismo lens-induced |
| Do desenvolvimento | Glaucoma congênito primário (buphthalmo), juvenil, síndromes associadas (Axenfeld-Rieger, aniridia, Sturge-Weber) | Erro de desenvolvimento do trabeculado; lacrimejamento, fotofobia e córnea aumentada/opaca no lactente |
O glaucoma primário de ângulo aberto responde pela maioria dos casos em populações de origem europeia e africana, com prevalência que sobe marcadamente com a idade (de cerca de 0,5-1% na quinta década a 5-10% acima dos 75 anos em diferentes levantamentos); o ângulo fechado predomina em populações asiáticas. No Brasil, o glaucoma é a principal causa de cegueira irreversível, e o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Ministério da Saúde (2018) organiza o fornecimento de medicamentos e o rastreamento no Sistema Único de Saúde, com ênfase no diagnóstico precoce em pessoas acima de 40 anos, com história familiar, alta miopia, diabetes ou uso prolongado de corticoides.
A síndrome de pseudoexfoliação (PEX) tem prevalência fortemente dependente da população e da idade, variando de menos de 5% até mais de 20% em idosos, com as maiores taxas nos países nórdicos. O glaucoma pseudoexfoliativo é considerada a forma mais comum de glaucoma secundário de ângulo aberto identificável no mundo, respondendo por algo entre 10% e 25% dos glaucomas de ângulo aberto em populações de ascendência europeia. É mais frequente após os 60 anos, frequentemente bilateral porém assimétrico, com picos pressóricos mais altos, maior flutuação diurna da PIO e progressão mais rápida que o GPAA, o que muda a agressividade do tratamento e do seguimento.
A pressão intraocular resulta do equilíbrio entre produção de humor aquoso pelo corpo ciliar (fluxo dependente de bicarbonato, inibível por acetazolamida) e sua drenagem por duas vias: a convencional, através do trabeculado e do canal de Schlemm para as veias episclerais (pressão-dependente, alvo de prostaglandinas, colinérgicos e inibidores de ROCK), e a uveoescleral (pressão-independente, amplificada pelos análogos de prostaglandinas). No glaucoma primário de ângulo aberto, a resistência aumentada no trabeculado associa-se a remodelamento da matriz extracelular, acúmulo de material plaquetar e disfunção das células trabeculares, com contribuição de estresse oxidativo e do TGF-beta2. A morte das células ganglionares retinianas ocorre por apoptose, desencadeada por dois mecanismos complementares: mecânico (deformação da lâmina cribrosa e interrupção do transporte axoplasmático) e vascular (hipoperfusão da cabeça do nervo óptico), o que explica por que parte dos pacientes progride com pressões ditas normais.
Na pseudoexfoliação, produz-se e deposita-se material fibrilar anormal da matriz extracelular, rico em componentes de microfibrilas elásticas (como fibrilina-1), gerado pelo epitélio do cristalino, da íris e do corpo ciliar, com forte associação genética a polimorfismos do gene LOXL1 (lysyl oxidase-like 1). Flocos branco-acinzentados depositam-se na cápsula anterior do cristalino (padrão em alvo, visível à midríase), na borda pupilar e sobre as estruturas do ângulo. O acúmulo no trabeculado, somado à liberação de pigmento da íris, obstrui a drenagem e eleva a PIO; a mesma doença enfraquece as zônulas (risco de subluxação do cristalino e de complicações na facectomia) e promove atrofia do esfíncter pupilar, explicando a midríase pobre típica. Associações sistêmicas descritas incluem doença cardiovascular e cerebrovascular e hipoacusia, refletindo o caráter generalizado da elastopatia.
O glaucoma pseudoexfoliativo (também chamado exfoliativo ou glaucoma capsular) é o arquétipo do glaucoma secundário de ângulo aberto. Deve-se pensar nele em todo paciente idoso com glaucoma unilateral ou assimétrico, PIO elevada de início ou flutuação pressórica grande. O diagnóstico é clínico, feito na lâmpada de fenda com pupila dilatada e gonioscopia, e não exige exames complementares. Os achados de imagem e a diferenciação com o glaucoma pigmentar, outro secundário de ângulo aberto muito cobrado, estão resumidos na tabela a seguir.
| Achado | Glaucoma pseudoexfoliativo | Glaucoma pigmentar | GPAA |
|---|---|---|---|
| Depósito típico | Flocos brancos na cápsula anterior (padrão em alvo) e borda pupilar | Fuso de Krukenberg (pigmento no endotélio corneano) e linha de Sampaolesi possível | Sem depósitos; possível anel peripapilar beta |
| Transiluminação da íris | Defeitos peripupilares e atrofia do esfíncter da íris | Defeitos radiais em meia-periferia (formato de raios) | Ausentes |
| Gonioscopia | Pigmentação trabecular densa e heterogênea, flocos no ângulo | Pigmentação trabecular em faixa densa e regular, íris côncava (midríase reversível) | Ângulo aberto, pigmentação habitual |
| Perfil do paciente | Acima de 60 anos, qualquer refração, frequentemente assimétrico | Homem jovem míope, bilateral | A partir da meia-idade, história familiar frequente |
| Peculiaridades clínicas | Midríase pobre, fragilidade zonalar, PIO alta e progressão rápida | Picos de PIO após exercício ou midríase | Curso crônico e mais lento |
O glaucoma crônico é assintomático até fases avançadas: não dói, não avermelha o olho e a perda campimétrica é insidiosa e muitas vezes impercebida, começando nos arcos paracentrais superiores e progredindo para escotomas arqueados (de Bjerrum) e constrição concêntrica. O paciente só nota quando o dano é extenso, o que torna o exame do nervo óptico parte obrigatória de toda oftalmoscopia, principalmente após os 40 anos. Formas de apresentação que mudam a conduta: crise de ângulo fechado agudo (olho vermelho, dolorido, duro, com baixa visual, halos, pupilas semidilatadas átonas e córnea edematosa, emergência oftalmológica), glaucoma congênito no lactente (lacrimejamento, fotofobia e blefaroespasmo, córnea aumentada com diâmetro maior que 12 mm, opacidades e rupturas de Descemet, buphthalmo) e hipertensão ocular isolada sem dano.
O diagnóstico do glaucoma é confirmado pela combinação de dano estrutural (escavação progressiva, afinamento da RNFL na OCT) e funcional (defeitos reproduzíveis na campimetria), na presença ou não de PIO elevada, com ângulo caracterizado por gonioscopia. O estadiamento clássico de Hodapp, Anderson e Parr (HAP) usa a perda média (MD, mean deviation) em decibéis do campo visual, e orienta a agressividade da meta pressórica: quanto mais avançado o dano, menor a PIO necessária para estabilizar a doença.
| Estágio (HAP) | Perda média (MD) | Meta pressórica típica (orientativa) |
|---|---|---|
| Precoce | Melhor que -6 dB | Reduzir 20 a 30% da PIO basal; alvo usualmente abaixo de 18-20 mmHg |
| Moderado | Entre -6 e -12 dB | Redução de 30 a 40%; alvo em geral abaixo de 15-17 mmHg |
| Avançado | Pior que -12 dB | Redução de 40% ou mais; alvo frequentemente abaixo de 12-15 mmHg |
| Muito avançado/terminal | Escotomas centrais com MD pior que -20 dB | Individualizar; considerar cirurgia e medidas paliativas |
No glaucoma pseudoexfoliativo, aplicam-se os mesmos instrumentos, com duas adaptações práticas: a flutuação pressórica é maior (curva diária é particularmente útil para definir a PIO basal real) e as metas devem ser mais baixas que no GPAA de mesmo estágio, dada a progressão mais rápida. A cura não existe: o seguimento é vitalício, com exames estruturais e funcionais em série para documentar estabilidade versus progressão.
O tratamento tem um objetivo único e mensurável: reduzir a PIO até uma meta individualizada que estabilize o nervo óptico (meta pressórica), começando por redução de 20 a 30% da PIO basal e ajustando conforme resposta e progressão. A adesão é o principal determinante do sucesso clínico: colírios mal instilados ou usados de forma irregular equivalem a não tratar. A monoterapia com análogo de prostaglandina é a primeira escolha usual (maior eficácia pressórica, uma instilação diária), seguida de betabloqueador, agonista alfa-2, inibidor tópico da anidrase carbônica e inibidor de ROCK, em associação quando necessário.
| Classe | Exemplo e posologia | Mecanismo | Efeitos adversos e contraindicações principais |
|---|---|---|---|
| Análogo de prostaglandina | Latanoprost 0,005% 1 vez ao dia à noite; bimatoprost 0,01%; travoprost 0,004% | Aumenta drenagem uveoescleral | Hiperemia conjuntival, crescimento de cílios, lipodistrofia periorbitária, escurecimento da íris; cautela em uveíte |
| Betabloqueador tópico | Timolol 0,25% ou 0,5%, 2 vezes ao dia | Reduz produção de aquoso | Broncoespasmo, bradicardia, bloqueio cardíaco (contraindicado em asma/DPOC e bradiarritmias); mascara hipoglicemia |
| Agonista alfa-2 | Brimonidina 0,1-0,2%, 2 a 3 vezes ao dia | Reduz produção e aumenta uveoescleral | Conjuntivite alérgica folicular, sonolência e hipotensão; contraindicado em menores de 2 anos (apneia) |
| Inibidor tópico de anidrase carbônica | Dorzolamida 2% ou brinzolamida 1%, 3 vezes ao dia | Reduz produção de aquoso | Ardência, gosto amargo, alergia; cautela em hipersensibilidade a sulfonamidas |
| Inibidor de quinase de rho (ROCK) | Netarsudil 0,02% 1 vez ao dia | Aumenta efluxo trabecular e reduz produção | Hiperemia, verticilata corneana |
| Miótico colinérgico | Pilocarpina 1 a 4%, 4 vezes ao dia | Aumenta efluxo trabecular por estiramento | Miose, dor superciliar, miopia induzida; útil no fechamento de ângulo antes da iridotomia |
| Inibidor sistêmico de anidrase carbônica | Acetazolamida 250 mg de 6/6 h ou 500 mg de 12/12 h (máximo usual 1 g/dia; até 2 g/dia por curtos períodos, se tolerado) | Reduz produção de aquoso | Parestesias, disgeusia, acidose metabólica, nefrolitíase; uso pontual em crises e pré-operatório |
| Associações fixas | Latanoprost + timolol; dorzolamida + timolol; brimonidina + timolol | Somatório de mecanismos | Melhoram adesão; herdam os efeitos adversos dos componentes |
A laser trabeculoplastia seletiva (SLT) aplica energia ao trabeculado pigmentado, renovando a drenagem convencional sem cicatriz térmica; ensaio clínico britânico de grande porte (LiGHT) demonstrou que SLT como tratamento inicial é tão eficaz quanto prostaglandina em manter PIO e campo visual, com menos necessidade de colírios, sendo hoje opção legítima de primeira linha, inclusive no pseudoexfoliativo, que responde bem por haver pigmento trabecular abundante. A iridotomia laser a YAG é o tratamento definitivo do bloqueio pupilar em ângulos oclusivos, e deve ser considerada no olho contralateral de toda crise de fechamento agudo. Em doença avançada ou olho único com baixa de visão irreversível, a ciclofotocoagulação transescleral do corpo ciliar reduz a produção de aquoso como opção paliativa.
A cirurgia está indicada quando a meta pressórica não é alcançada com clínica e laser toleráveis, quando há progressão documentada apesar do tratamento máximo, ou de início em doença avançada com PIO muito elevada. A trabeculectomia cria uma fístula guardada sob flap escleral, amplificada pelo uso intraoperatório de mitomicina C (habitualmente 0,2 a 0,4 mg/mL por 2 a 3 minutos), e continua sendo o padrão para glaucomas não complicados; seus riscos são hipotonia, descolamento coroidiano, vazamento de bolha, infecção da bolha e endoftalmite. Os dispositivos de drenagem (implantes ou válvulas) desviam o aquoso para um reservatório subconjuntival posterior e são a escolha nos glaucomas refratários: falha prévia de trabeculectomia, glaucoma neovascular, uveítico, síndrome de Chandler (distrofia endotelial iridocorneana), afácico ou pseudofácico complicado, pós-queratoplastia e glaucoma pediátrico refratário.
A válvula de Ahmed (modelo FP7, de placa única flexível com 184 mm quadrados; versão pediátrica FP8, menor, para olhos de crianças) é um tubo de silicone conectado a uma placa com mecanismo valvulado de membrana bidirecional em câmara: o valvulado é sua marca registrada, limitando o fluxo quando a pressão no reservatório cai abaixo de aproximadamente 8 a 12 mmHg e prevenindo hipotonia precoce, o que dispensa a ligadura do tubo exigida nos implantes não valvulados (Baerveldt). Na técnica habitual, disseca-se flap conjuntival baseado no fórnix no quadrante superotemporal, a placa é fixada à esclera 8 a 10 mm posterior ao limbo com fio de nylon, o tubo é tunelizado e inserido na câmara anterior por 2 a 3 mm (trilha de agulha calibrosa ou túnel escleral), coberto por enxerto de esclera ou pericárdio para evitar erosão, e a câmara é mantida com viscoelástico. O pós-operatório inclui colírio antibiótico e corticoide tópico, com revisões frequentes nas primeiras semanas.
| Aspecto | Válvula de Ahmed (valvulada) | Implante de Baerveldt (não valvulado) |
|---|---|---|
| Mecanismo de controle de fluxo | Membrana valvulada que abre sob pressão (piso pressórico imediato em torno de 8-12 mmHg) | Tubo ligado ou ocluído nos primeiros dias; fluxo liberado progressivamente |
| Hipotonia precoce | Rara (vantagem do desenho valvulado) | Mais frequente; exige ligadura ou oclusão programada |
| Controle pressórico de longo prazo | PIO ligeiramente maior; falência em 5 anos de 44,7% no estudo ABC | PIO média menor; falência de 39,4% em 5 anos no estudo ABC |
| Complicações típicas | Fase hipertensiva por encapsulamento (cisto de Tenon) nas primeiras semanas, erosão do tubo, descompensação corneana, diplopia, catarata | Hipotonia e descolamento coroidiano precoce, necessidade de revisão, edema macular hipotônico |
| Melhor cenário de indicação | Olhos com risco de hipotonia precoce (córnea fragilizada, câmara rasa), uso em conjunto com transplante | Glaucomas refratários com meta pressórica baixa e olhos com bom suporte estrutural |
O glaucoma controlado tem excelente prognóstico funcional: a maioria dos pacientes tratados mantém visão útil a vida toda. Fatores de risco de progressão e de cegueira incluem idade avançada, PIO máxima elevada e grande flutuação diária, córnea central fina (abaixo de aproximadamente 555 mícrons), pseudoexfoliação, hemorragia em estilhaço do disco, gravidade do dano no diagnóstico e baixa adesão ao tratamento. No glaucoma pseudoexfoliativo, a vigilância precisa ser mais apertada: revisões a cada 1 a 3 meses quando a PIO não está controlada e a cada 3 a 6 meses quando estável, com campo visual e OCT anuais ou semestrais conforme o risco. Pacientes com PEX submetidos à facectomia devem ser avisados do risco aumentado de complicações (fragilidade zonalar, ruptura capsular, perda vítrea, descentração da lente), e a cirurgia pode reduzir discretamente a PIO, sem substituir o tratamento antiglaucomatoso.
1.Idoso de 72 anos com glaucoma de ângulo aberto assimétrico, midríase pobre e PIO de 28 mmHg no olho direito. Na gonioscopia, linha pigmentada irregular anterior à linha de Schwalbe. O diagnóstico mais provável é:
2.Qual achado é típico do glaucoma pigmentar e não do pseudoexfoliativo?
3.Paciente asmático com glaucoma primário de ângulo aberto recém-diagnosticado. Qual conduta farmacológica inicial é a mais adequada?
4.Sobre a brimonidina tópica, a contraindicação absoluta clássica é:
5.Ao iniciar o tratamento clínico de um glaucoma precoce com PIO basal de 26 mmHg, a meta pressórica inicial preconizada é:
6.Paciente com PIO medida em 24 mmHg e paquimetria revelando 490 mícrons. A interpretação correta é:
7.Gonioscopia é considerada sugestiva de ângulo oclusivo (fechável) quando:
8.Comparando válvula de Ahmed e implante de Baerveldt nos resultados de 5 anos do estudo ABC, é correto afirmar que:
9.A principal complicação da facectomia em olho com pseudoexfoliação decorre de:
10.Segundo o estadiamento de Hodapp-Anderson-Parr, um campo visual com perda média (MD) de -9 dB corresponde a glaucoma:
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