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Revisão completa do AVC isquêmico agudo para provas: epidemiologia, core e penumbra, NIHSS, neuroimagem com ASPECTS e perfusão, as janelas de tratamento de 0 a 24 horas (ECASS III, WAKE-UP, EXTEND, DAWN e DEFUSE 3), doses de alteplase e tenecteplase, contraindicações, critérios de trombectomia, condução na unidade de AVC, complicações e prevenção secundária imediata.
[1] Powers WJ, Rabinstein AA, Ackerson T, et al. 2019 Update to the 2018 Guidelines for the Early Management of Patients With Acute Ischemic Stroke. Stroke. 2019;50(12):e344-e418 · DOI 10.1161/STR.0000000000000211 | [2] Pontes-Neto OM, et al. Brazilian guidelines for endovascular treatment of patients with acute ischemic stroke due to proximal arterial occlusions. Arq Neuropsiquiatr. 2017;75(supl 1) · PMID 28099563 | [3] Campbell BCV, Mitchell PJ, Churilov L, et al. Tenecteplase versus Alteplase before Thrombectomy for Ischemic Stroke (EXTEND-IA TNK). N Engl J Med. 2018;378(17):1573-1582 · DOI 10.1056/NEJMoa1716405 | [4] Nogueira RG, Jadhav AP, Haussen DC, et al. Thrombectomy 6 to 24 Hours after Stroke with a Mismatch between Deficit and Infarct (DAWN). N Engl J Med. 2018;378(1):11-21 · DOI 10.1056/NEJMoa1706442 | [5] Ma H, Campbell BCV, Parsons MW, et al. Thrombolysis Guided by Perfusion Imaging up to 9 Hours after Onset of Stroke (EXTEND). N Engl J Med. 2019;380(19):1795-1803 · DOI 10.1056/NEJMoa1813046 | [6] Thomalla G, Simonsen CZ, Boutitie F, et al. MRI-Guided Thrombolysis for Stroke with Unknown Time of Onset (WAKE-UP). N Engl J Med. 2018;379(7):611-622 · DOI 10.1056/NEJMoa1804355 | [7] Hacke W, Kaste M, Bluhmki E, et al. Thrombolysis with Alteplase 3 to 4.5 Hours after Acute Ischemic Stroke (ECASS III). N Engl J Med. 2008;359(13):1317-1329 · DOI 10.1056/NEJMoa0804656 · DOI 10.1161/STR.0000000000000211
O acidente vascular cerebral isquêmico (AVCi) responde por cerca de 60 a 80% de todos os AVCs e é a segunda causa de morte e a principal causa de incapacidade em adultos no mundo. No Brasil, estudos de base populacional como os de Joinville mostram incidência na casa de 100 casos por 100 mil habitantes por ano, com aproximadamente 100 mil óbitos anuais atribuíveis a doenças cerebrovasculares, além de enorme custo por invalidez precoce. A razão de todo o aparato de urgência é quantitativa: estimativas clássicas de Saver (Stroke, 2006) calculam que cada minuto de oclusão arterial não tratada destrói cerca de 1,9 milhão de neurônios e 14 bilhões de sinapses, e o benefício da trombólise cai de forma quase linear com o tempo entre o início dos sintomas e a agulha (curva time is brain). Para a prova, o candidato precisa dominar três números de janela (4,5 horas para trombólise padrão, 9 a 24 horas para cenários selecionados por imagem e até 24 horas para trombectomia), as doses exatas dos fibrinolíticos e os limiares de pressão arterial.
AVCi é a síndrome clínica de déficit neurológico focal agudo causada por interrupção do fluxo sanguíneo cerebral por trombose ou embolia, com evidência de isquemia (ou ausência de hemorragia) na neuroimagem. Duração não define mais nada: sintomas transitórios com infarto na imagem são AVC, e o termo acidente isquêmico transitório foi redefinido como episódio breve sem infarto (a definição é tissular: manda o tecido, não o relógio). A classificação etiológica clássica de TOAST distribui os mecanismos e orienta a investigação; decore as faixas de frequência, pois questões pedem o mecanismo mais provável a partir da clínica.
| Mecanismo TOAST | Frequência aproximada | Pistas clínicas e de imagem |
|---|---|---|
| Doença de grande artéria (aterosclerose) | 15 a 20% | Estenose carotídea ou intracraniana com placa; déficit cortical progressivo ou em escada; ateroma na angioTC |
| Cardioembólico | 20 a 25% | Fibrilação atrial, prótese valvar, infarto recente, forame oval patente com trombose; início máximo em segundos; oclusão de artéria cerebral média; infartos múltiplos territoriais |
| Doença de pequeno vaso (lacunar) | 20 a 25% | Diabetes e hipertensão; síndromes lacunares (hemiparesia pura, ataxia-hemiparesia); lesão menor que 1,5 cm em território perfurante; sem déficit cortical |
| Outra etiologia determinada | 5% | Dissecção arterial em jovens, vasculites, trombofilias, endocardite, hiperleucocitose, estado sickle |
| Indeterminado (criptogênico) | 25 a 40% | Investigação negativa ou incompleta, ou dois mecanismos concorrentes; substrato de boa parte dos casos em jovens |
A oclusão arterial reduz o fluxo sanguíneo cerebral (FSC) regional e cria duas zonas com limiares bem definidos em mL por 100 g por minuto. Com FSC normal de 50 a 55, a disfunção elétrica (paralisia da bomba de Na-K-ATPase e silêncio elétrico) aparece abaixo de 20 a 25, e a morte neuronal irreversível instala-se abaixo de aproximadamente 10. Entre esses limiares fica a penumbra isquêmica: tecido hipoativo, ainda viável, cuja sobrevida é limitada (minutos a poucas horas) e que é o alvo de toda terapia de reperfusão. A extensão do core (tecido já infartado) versus a penumbra (hipoperfundido com viabilidade) define o conceito de mismatch, base da seleção por imagem nas janelas estendidas.
A suspeita começa fora do hospital: escalas pré-hospitalares como FAST (Face, Arm, Speech, Time) e a Cincinnati Prehospital Stroke Screen identificam déficit facial, braquial e de fala com alta sensibilidade e acionam a cadeia de urgência. O dado mais importante da anamnese é o último horário conhecido bem (last known well): é a partir dele que a janela terapêutica é contada, e não do momento em que o paciente foi encontrado com o déficit. O SAMU deve priorizar o transporte a hospital com unidade de AVC e pré-notificar a equipe; a glicemia capilar já deve ser medida na cena, pois hipoglicemia é o grande mimetizador de AVC.
A escala NIHSS (National Institutes of Health Stroke Scale) quantifica o déficit com 15 itens e escore de 0 a 42 e é a linguagem comum das decisões: quanto maior, maior a chance de oclusão de grande vaso e pior o prognóstico. Bandas de gravidade úteis para prova: 1 a 4 leve, 5 a 15 moderado, 16 a 20 moderado a grave e 21 ou mais grave. Escores de 6 ou mais pontos elevam fortemente a probabilidade de oclusão proximal (cortes ao redor de 10 a 12 aumentam a especificidade), enquanto um NIHSS muito baixo não exclui oclusão (oclusões distais e lacunares pontuam pouco). Itens que mais pesam: nível de consciência, olhar conjugado (força do achado de oclusão proximal), campo visual, paresia facial, braço e perna, ataxia, sensibilidade, linguagem (afasia) e extinção/inatenção.
Toda suspeita de AVC agudo exige tomografia computadorizada de crânio sem contraste imediata: o objetivo primário é excluir hemorragia (contraindicação absoluta de trombólise) e avaliar sinais precoces de isquemia, como hiperdensidade da artéria cerebral média, obscurecimento dos núcleos lentiformes e perda da diferenciação córtico-subcortical. O escore ASPECTS quantifica sinais precocoses em 10 pontos (10 normal; cada território comprometido subtrai 1) e escores de 6 ou mais são o critério usual de viabilidade para trombectomia na janela de 0 a 6 horas. A angioTC (vasos de pescoço e cérebro) confirma oclusão de grande vaso (artéria carótida interna terminal, cerebral média proximal M1, e basilar) e planeja o acesso endovascular; a perfusão por TC ou RM mede o core (volume com queda de fluxo cerebral) e a penumbra (volume com aumento do tempo de trânsito com volume sanguíneo cerebral preservado), habilitando as janelas estendidas. A RM com difusão (DWI) é o exame mais sensível para isquemia hiperaguda (detecção em minutos, sensibilidade superior a 95% nas primeiras horas, contra menos de 40% da TC simples precoce) e o padrão WAKE-UP usou o desacordo difusão-FLAIR (lesão na DWI sem sinal no FLAIR) como marcador de isquemia com menos de cerca de 4,5 horas.
| Exame | Papel no AVCi agudo | Observações práticas |
|---|---|---|
| TC de crânio sem contraste | Primeiro exame obrigatório: exclui hemorragia e infarto extenso precoce | Não atrasa a agulha: interpretação em minutos; sinais precoces e hiperdensidade da ACM |
| ASPECTS (na TC simples) | Quantifica extensão de isquemia precoce na circulação anterior | 0 a 10 pontos; 6 ou mais é o limiar usual para trombectomia em 0-6 h |
| AngioTC (pescoço e cérebro) | Confirma oclusão de grande vaso e anatomia de acesso | Obrigatória antes da decisão de trombectomia; avalia também estenose carotídea |
| Perfusão (TC ou RM) | Mede core e penumbra para janelas estendidas | Alvos clássicos: core menor que 70 mL, razão de mismatch 1,8 ou mais e volume de penumbra 15 mL ou mais (DEFUSE 3) |
| RM com difusão e FLAIR | Máxima sensibilidade para isquemia hiperaguda e datação do evento | Desacordo DWI-FLAIR selecionou pacientes no WAKE-UP; contraindicações metálicas e tempo de aquisição limitam o uso |
A maior mudança de paradigma da última década foi trocar o relógio pelo tecido: dentro da janela padrão, o tempo comanda; fora dela, a imagem de perfusão (e critérios clínico-radiológicos) define quem ainda tem penumbra resgatável. O mapa a seguir consolida as evidências que as provas cobram com nome de ensaio e número de hora.
| Intervenção | Janela | Seleção exigida | Evidência de referência |
|---|---|---|---|
| Trombólise IV padrão | 0 a 4,5 h do último horário bem | TC sem hemorragia; sem contraindicações | NINDS 1995 (0-3 h) e ECASS III (3 a 4,5 h) |
| Trombólise IV com imagem avançada | 4,5 a 9 h | Perfusão com mismatch viável (core pequeno, penumbra grande) | EXTEND (NEJM 2019) |
| Trombólise IV em despertar | Hora desconhecida | Desacordo DWI-FLAIR na RM | WAKE-UP (NEJM 2018) |
| Trombectomia padrão | 0 a 6 h | Oclusão de grande vaso; NIHSS 6 ou mais; ASPECTS 6 ou mais | HERMES (metanálise de 5 ensaios, Lancet 2016) |
| Trombectomia em janela tardia | 6 a 16 h | Core menor que 70 mL, razão de mismatch 1,8 ou mais, penumbra 15 mL ou mais | DEFUSE 3 (NEJM 2018) |
| Trombectomia em janela tardia clínico-radiológica | 6 a 24 h | Critérios DAWN por idade, NIHSS e volume de core | DAWN (NEJM 2018) |
| Trombólise IV antes da trombectomia | 0 a 4,5 h quando elegível | Ponte: não atrasar a punção arterial | EXTEND-IA TNK e DIRECT-MT/DEVT (não inferioridade de pular trombólise em contexto selecionado) |
O alteplase (tPA recombinante) é o fibrinolítico histórico: 0,9 mg por kg de peso corporal (dose máxima de 90 mg), com 10% do total em bolus intravenoso em 1 minuto e os 90% restantes em infusão contínua ao longo de 60 minutos. A tenecteplase (TNK), mutante do tPA com meia-vida mais longa, resistência ao PAI-1 e maior afinidade pela fibrina, é aplicada em bolus único de 0,25 mg por kg (máximo de 25 mg), o que simplifica a logística e reduz erros; no ensaio EXTEND-IA TNK, a reperfusão completa antes da trombectomia foi mais que o dobro com TNK (22% contra 10%, diferença significativa), e ensaios subsequentes confirmaram não inferioridade funcional ao alteplase na janela padrão, tornando o TNK preferido em muitos serviços e aprovado em várias diretrizes nacionais, incluindo protocolos brasileiros de atenção ao AVC. Antes da agulha: glicemia capilar (hipoglicemia e hiperglicemia grave imitam ou agravam), pressão arterial abaixo de 185 por 110 mmHg (se acima, labetalol 10 a 20 mg IV ou nicardipina em infusão; se não controlar, suspender), sem esperar coagulograma em paciente sem anticoagulante conhecido, e sem dieta ou sonda vesical nas primeiras horas.
A trombectomia mecânica (trombectomia por stent-retriever ou aspiração direta) é o tratamento com maior magnitude de benefício na história do AVC: a metanálise HERMES dos cinco ensaios pivôs mostrou que, em oclusões de grande vaso da circulação anterior tratadas até 6 horas, a cada 100 pacientes tratados cerca de 20 ficam a menos dependentes, com número necessário para tratar em torno de 3 para qualquer redução de incapacidade e de 7 para independência funcional aos 90 dias (modificado Rankin 0 a 2). O benefício persiste na janela tardia: no DAWN (6 a 24 horas, seleção clínico-radiológica), a diferença absoluta de independência funcional foi de 15 pontos percentuais, e no DEFUSE 3 (6 a 16 horas, seleção por perfusão), de 15 pontos também. O objetivo técnico é reperfusão de grau mTICI 2b (preenchimento de 50% ou mais do território) ou 3 (completa), alcançado em mais de 80% dos casos nos registros atuais, com tempo punção-reperfusão alvo abaixo de 60 minutos.
Pacientes tratados em unidades de AVC dedicadas (monitorização contínua, equipe treinada em protocolos) têm mortalidade menor e melhor desfecho do que em enfermarias gerais, com benefício independente da reperfusão. Os alvos de suporte cobrados em prova: glicemia entre 140 e 180 mg por dL (hipoglicemia abaixo de 60 deve ser corrigida de imediato, pois imita AVC; hiperglicemia sustentada piora o infarto e aumenta transformação hemorrágica); oxigenoterapia apenas se saturação abaixo de 94%; temperatura abaixo de 37,5 graus com paracetamol e investigação da febre; sem rebaixamento profilático da pressão arterial em quem não recebeu trombólise, aceitando-se até 220 por 120 mmHg na ausência de outra indicação; cabeceira a 30 graus com pescoço neutro; deambulação precoce apenas após 24 horas e triagem formal de deglutição antes de qualquer via oral (disfagia silenciosa ocorre em até metade dos casos e causa pneumonia aspirativa); profilaxia de trombose venosa com compressão pneumática intermitente desde o dia zero (heparina profilática de baixa dose só após 24 h da trombólise, com TC de controle sem hemorragia); e controle das causas, como suspensão de tabagismo e início de estatinas.
As complicações do AVCi organizam-se no tempo. Nas primeiras 24 a 48 horas: transformação hemorrágica sintomática (2 a 7% após trombólise, com pico nas primeiras 36 horas) e reoclusão ou edema precoce. Entre 48 horas e 5 dias: edema cerebral com efeito de massa, principalmente em infartos extensos de artéria cerebral média (ACM) completa, em pacientes jovens e hiperglicêmicos, com deterioração por herniação; o edema maligno de ACM é emergência em que a craniectomia descompressiva precoce (até 48 horas da deterioração) reduz mortalidade de cerca de 70-80% para 20-30% nos critérios dos ensaios DECIMAL, DESTINY e HAMLET (maior benefício em menores de 60 anos com infarto dominante e sem hemianopsia pré-mórbida importante). Depois: pneumonia aspirativa (a complicação infecciosa mais comum), trombose venosa profunda e embolia pulmonar, úlcera de estresse, depressão pós-AVC (até um terço dos casos, com indicação de tratamento farmacológico) e espasticidade. Prognóstico: mortalidade em 30 dias varia de 10 a 20% conforme gravidade e casuística; NIHSS inicial é o preditor isolado mais forte (NIHSS maior que 20 associa-se a alta mortalidade e baixa recuperação); idade, glicemia na admissão, volume do core e sucesso da reperfusão completam o quadro.
Encerrada a fase de reperfusão, a prevenção começa ainda na hospitalização. Ácido acetilsalicílico 160 a 325 mg por via oral (ou por sonda) dentro de 24 a 48 horas do diagnóstico reduz recorrência e mortalidade leve; após trombólise, a primeira dose espera 24 horas e a TC de controle. Na sequência, definida a etiologia: anticoagulação com DOAC ou varfarina para fibrilação atrial e fontes cardioembólicas de alto risco, iniciada entre 3 e 14 dias conforme o tamanho do infarto; dupla antiagregação (AAS mais clopidogrel 75 mg por 21 a 90 dias) para acidentes isquêmicos transitórios e AVCs minor de alto risco (escore ABCD2 alto ou estenose sintomática); estatinas de alta intensidade (atorvastatina 80 mg) com alvo de LDL abaixo de 70 mg por dL em aterosclerose documentada; endarterectomia carotídea para estenose sintomática de 70 a 99% (e considerada entre 50 e 69%) idealmente dentro de 2 semanas; e controle agressivo dos fatores de risco (pressão arterial abaixo de 130/80 na fase crônica, suspensão do tabagismo, HbA1c abaixo de 7%).
1.Homem de 78 kg, 3 horas de hemiparesia, TC sem hemorragia, elegível a trombólise. Qual a prescrição correta de alteplase?
2.Paciente desperta com déficit e não se sabe a hora do início. Qual estratégia permitiu estender a trombólise IV a esse cenário?
3.Qual o limite de pressão arterial aceito antes de iniciar a trombólise intravenosa?
4.Sobre a tenecteplase no AVC isquêmico agudo, qual afirmação é correta?
5.Mulher de 84 anos, NIHSS 14, sintomas há 10 horas, core de 15 mL na perfusão. Qual tratamento tem indicação baseada em DAWN?
6.Qual achado da TC simples, quantificado em 10 pontos, serve de limiar de viabilidade para trombectomia na janela de 0 a 6 horas?
7.Paciente 20 horas após trombólise com boa reperfusão. A equipe prescreve AAS 300 mg e sonda vesical de alívio às 18 horas do tratamento. Qual o erro?
8.Jovem de 52 horas de evolução com infarto extenso de ACM dominante, diminuição progressiva do nível de consciência e desvio de linha média. Qual conduta salva vidas?
9.Na triagem do paciente com suspeita de AVC no pronto-socorro, qual exame ou medida deve preceder qualquer decisão terapêutica?
10.Segundo DEFUSE 3, quais critérios de imagem elegam pacientes a trombectomia entre 6 e 16 horas?
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