carregando…
carregando…
Revisão completa da acidose tubular renal para provas: manejo fisiológico do bicarbonato e da excreção de ácido, mecanismos e genética dos tipos I (distal), II (proximal) e IV (hipercalêmico), apresentação clínica com nefrocalcinose e síndrome de Fanconi, roteiro diagnóstico com anion gap urinário, pH urinário e testes dinâmicos, tabela comparativa entre os tipos, doses de bicarbonato e citrato, uso de fludrocortisona e prognóstico.
[1] Rodríguez Soriano J. Renal tubular acidosis: the clinical entity. J Am Soc Nephrol. 2002;13(8):2160-2170 · DOI 10.1097/01.ASN.0000023430.92674.e5 | [2] Kraut JA, Madias NE. Metabolic acidosis: pathophysiology, diagnosis and management. Nat Rev Nephrol. 2010;6(5):274-285 · DOI 10.1038/nrneph.2010.33 · PMID 20308999 | [3] Batlle D, Haque SK. Genetic causes and mechanisms of distal renal tubular acidosis. Nephrol Dial Transplant. 2012;27(9):3691-3704 · DOI 10.1093/ndt/gfs442 | [4] Yu ASL, Chertow GM, Luyckx VA, Marsden PA, Skorecki K, Taal MW. Brenner & Rector's The Kidney. 11ª ed. Elsevier; 2020 · DOI 10.1097/01.ASN.0000023430.92674.e5
A cada dia, o metabolismo da dieta ocidental gera cerca de 1 mEq de ácido fixo por quilograma de peso (aproximadamente 50 a 100 mEq de prótons), enquanto o sangue dispõe de apenas 1 a 2 mEq de bicarbonato por litro como tampão imediato. O rim responde com duas tarefas paralelas: reabsorver praticamente todo o bicarbonato filtrado (cerca de 4.300 mEq por dia) e regenerar o bicarbonato consumido no tamponamento, excretando o ácido como amônio (2 a 3 terços da excreção líquida de ácido) e como ácido titulável (um terço, majoritariamente fosfato). O túbulo proximal reabsorve 85 a 90% do bicarbonato filtrado (cotransportador sódio-bicarbonato NBCe1, gene SLC4A4) e a alça segue com cerca de 10%; o néfron distal finaliza a acidificação urinária com a bomba de prótons H-ATPase e o trocador cloro-bicarbonato basolateral (AE1, gene SLC4A1) nas células alfa-intercaladas. A acidose tubular renal (ATR) é a falha segmentar dessas funções sem que haja queda importante da taxa de filtração glomerular, e cai em prova como a causa clássica de acidose metabólica com anion gap normal e hipocloremia.
ATR é um conjunto de distúrbios tubulares caracterizados por acidose metabólica hiperclorêmica com anion gap plasmático normal e grau desproporcional de disfunção glomerular, decorrente de defeito na reabsorção de bicarbonato (ATR proximal ou tipo II) ou na excreção de prótons (ATR distal ou tipo I, e ATR hipercalêmica ou tipo IV). O tipo III é designação histórica de formas mistas com defeito da anidrase carbônica e hoje praticamente não é usado como categoria isolada. A classificação funcional que interessa à prova é distal (incapacidade de acidificar a urina a pH menor que 5,5), proximal (perda urinária de bicarbonato com capacidade distal preservada) e hipercalêmica (hipoaldosteronismo ou resistência à aldosterona, com hiperpotassemia que por si prejudica a amoniogênese).
| Tipo | Nome clássico | Defeito funcional | Potássio sérico |
|---|---|---|---|
| Tipo I | ATR distal | Falha das células alfa-intercaladas em excretar prótons: urina nunca fica ácida (pH maior que 5,5) | Baixo (2 a 3 mEq/L nas formas clássicas) |
| Tipo II | ATR proximal | Limiar de reabsorção de bicarbonato caído (cerca de 15 mEq/L): perda urinária maciça quando o bicarbonato plasmático está normal | Baixo, por perda secundária e aldosteronismo secundário |
| Tipo III | Mista (histórica) | Deficiência de anidrase carbônica (acetazolamida como modelo farmacológico); hoje agrupada às formas I e II | Variável |
| Tipo IV | ATR hipercalêmica | Hipoaldosteronismo (hiporeninêmico, adrenal) ou resistência tubular à aldosterona; o potássio alto inibe a amoniogênese | Alto (5,5 a 7 mEq/L); é o tipo mais comum em adultos |
Na ATR distal, o túbulo proximal reabsorve bicarbonato normalmente, mas o néfron distal não consegue gerar o gradiente urina-sangue de prótons (que normalmente chega a 1.000 para 1, com pH urinário de 4,5 a 5,0). Reconhecem-se três mecanismos: defeito secretor, por falha da bomba H-ATPase ou do trocador AE1, com gradiente urina-sangue de pCO2 abolido após sobrecarga de bicarbonato; defeito de gradiente (backleak ou leak), em que a bomba funciona mas o epitélio é permeável aos prótons secretados, permitindo que voltem ao sangue, o modelo clássico da anfotericina B; e defeito de voltagem, em que a falha na reabsorção distal de sódio (como na obstrução urinária e em alguns casos de lúpus) elimina o potencial elétrico negativo do lúmen que arrastaria a secreção de prótons e potássio, causando acidose com hiperpotassemia. As formas genéticas são cobradas com a dupla gene-audição: mutações de ATP6V1B1 (bomba de prótons) cursam com surdez neurossensorial bilateral de início na infância, enquanto ATP6V0A4 e SLC4A1 costumam ter audição normal, e SLC4A1 (AE1) causa também esferocitose na forma dominante. A consequência bioquímica em cadeia é a pegadinha favorita dos examinadores: a hipopotassemia crônica e a hipercalciúria com hipocitratúria (o ácido crônico consome citrato e o potássio baixo também reduz citrato urinário) geram litíase de fosfato de cálcio, nefrocalcinose medular e, com o tempo, doença renal crônica por nefrocalcinose.
Na ATR proximal, o defeito está na reabsorção de bicarbonato pelo túbulo proximal, que pode ser isolado (forma idiopática ou genética por SLC4A4, com síndrome de misturas gasosas oculares: glaucoma, catarata e bandqueratopatia por acúmulo de bicarbonato no humor aquoso) ou, na maior parte dos casos, fazer parte de uma disfunção proximal difusa, a síndrome de Fanconi: glicosuria com glicemia normal, aminoacidúria generalizada, fosfatúria com hipofosfatemia, uricosúria com hipouricemia e perda de bicarbonato. Enquanto o bicarbonato sérico estiver acima do novo limiar tubular (em torno de 13 a 17 mEq/L), a urina chega alcalina ao lúmen distal com perda maciça de bicarbonato e hipopotassemia por fluxo distal de sódio e aldosterona secundária; quando o bicarbonato cai abaixo do limiar, o túbulo distal funciona e o pH urinário cai abaixo de 5,5, achado que diferencia o tipo II do tipo I em estado estável. As causas cobradas: cistinose (a mais comum em crianças), síndrome de Lowe (oculocerebral), doença de Wilson, tirosinemia, galactosemia e frutosemia; em adultos, mieloma múltiplo e doenças de depósito (cadeias leves), ifosfamida e outros alquilantes, tenofovir e adefovir, metais pesados (chumbo, cádmio, mercúrio) e inibidores da anidrase carbônica (acetazolamida, topiramato, sulfamidas), que produzem ATR proximal pura por bloqueio farmacológico da reabsorção.
O tipo IV é a forma mais comum de ATR em adultos e merecia outra lógica: o problema não é a bomba de prótons, é a aldosterona. O hipoaldosteronismo hiporeninêmico da nefropatia diabética (nefropatia intersticial com hipoxia juxtaglomerular e inibição do eixo renina-angiotensina) responde pela maioria absoluta dos casos; seguem-se insuficiência adrenal primária (doença de Addison), deficiência enzimática da aldosterona sintase e hipoaldosteronismo hiporeninêmico com hipoplasia justaglomerular; uso de drogas: inibidores da ECA e bloqueadores do receptor de angiotensina, anti-inflamatórios não esteroides (reduzem a renina), heparinas (inibem a síntese de aldosterona), diuréticos poupadores de potássio (espironolactona, eplerenona, amilorida, triantereno) e calcineurinos (inibem a renina); por fim, a obstrução urinária crônica e a anemia falciforme geram resistência tubular à aldosterona. O hiperpotassemia de 5,5 a 7 mEq/L é a chave: o potássio elevado inibe diretamente a amoniogênese no túbulo proximal, reduzindo o NH3 disponível para tamponar os prótons secretados. Por isso, a urina do tipo IV consegue ser ácida (pH geralmente menor que 5,5), e o tratamento do potássio melhora a acidose tanto quanto o da aldosterona.
Em crianças, as ATR genéticas se apresentam com atraso de crescimento (a acidose crônica inibe o eixo do IGF-1 e a osteogênese), anorexia, vômitos, polidipsia e poliúria (defeito de concentração por hipopotassemia e nefrocalcinose), raquitismo hipofosfatêmico no tipo II com Fanconi e episódios de desidratação. No adulto, o tipo I chama atenção por cólica renal e nefrocalcinose em imagem (litíase de fosfato de cálcio, radiopaca, com hipocitratúria), além de fraqueza proximal e até paralisia hipocalêmica e rabdomiólise nas hipopotassemias graves; o tipo II aparece como os sintomas da doença de base (mieloma e Fanconi por cistinose ou por drogas), com osteomalacia e fraqueza; e o tipo IV é frequentemente incidental: hiperpotassemia assintomática ou leve em diabético com doença renal crônica moderada, descoberta em exames de rotina, podendo cursar com bradicardia e alterações eletrocardiográficas quando o potássio ultrapassa 6,5 mEq/L.
A tabela a seguir é o coração do diagnóstico diferencial e resume o que a prova cobra em uma única linha por tipo.
| Achado | Tipo I (distal) | Tipo II (proximal) | Tipo IV (hipercalêmica) |
|---|---|---|---|
| Potássio sérico | Baixo (2 a 3,5 mEq/L) | Baixo a normal | Alto (maior que 5,5 mEq/L) |
| pH urinário em estado estável | Maior que 5,5 sempre (não acidifica) | Menor que 5,5 quando o HCO3 cai abaixo do limiar (13 a 17) | Geralmente menor que 5,5 |
| Anion gap urinário | Positivo (amônio baixo) | Negativo no estado estável (amônio normal ou alto) | Positivo ou levemente alterado (amônio baixo por hiperK) |
| Fração de excreção de HCO3 na sobrecarga | Menor que 5% | Maior que 10 a 15% | 5 a 10% (elevada só com hiperK grave) |
| Gradiente urina-sangue de pCO2 | Menor que 20 a 30 mmHg (falha secretora) | Normal | Normal ou discreto |
| Nefrocalcinose e litíase | Muito frequente (fosfato de cálcio, hipocitratúria) | Ausente (calciúria normal ou baixa) | Ausente |
| TFG | Normal na maioria | Normal ou variável | Frequentemente reduzida (30 a 60 mL/min) |
| Causa-chave de prova | Sjögren, anfotericina B, ATP6V1B1 com surdez | Fanconi: cistinose, mieloma, ifosfamida, tenofovir, acetazolamida | Nefropatia diabética hipoaldosteronismo; IECA, AINE, espironolactona |
| Tipo | Causas frequentes | Fármacos clássicos |
|---|---|---|
| Tipo I (distal) | Genética autossômica recessiva (ATP6V1B1 com surdez, ATP6V0A4) e dominante (SLC4A1); Sjögren; lúpus; amiloidose, inclusive a hereditária por transtirretina; hiperparatireoidismo; síndrome nefrítica crônica | Anfotericina B (defeito de gradiente), lítio, ifosfamida, tolueno (inalantes) por metabolismo a ácido hipúrico |
| Tipo II (proximal) | Síndrome de Fanconi hereditária: cistinose, Lowe, Wilson, tirosinemia; mieloma múltiplo, doenças de cadeias leves e amiloidose | Acetazolamida e topiramato (anidrase carbônica), ifosfamida, tenofovir e adefovir, valproato, aminoglicosídeos, cisplatina, metais pesados |
| Tipo IV (hipercalêmica) | Hipoaldosteronismo hiporeninêmico da nefropatia diabética; doença de Addison; deficiência da aldosterona sintase; hipoplasia justaglomerular; obstrução urinária; anemia falciforme com resistência à aldosterona | Inibidores da ECA e BRA, espironolactona e eplerenona, amilorida e triantereno, AINE, heparina, ciclosporina e tacrolimo |
Duas situações especiais valem nota: o abuso de inalantes com tolueno gera acidose com anion gap elevado inicial (ácido hipúrico) que evolui com gap normal e ATR distal funcional por depleção de potássio e bicarbonato; e a síndrome de Fanconi por tenofovir, hoje a causa farmacológica mais frequente em serviços que acompanham HIV, com glicosuria, hipofosfatemia e proteinúria tubular que regredem com a troca do antirretroviral.
O objetivo comum é bicarbonato sérico de pelo menos 22 mEq/L (em crianças, 20 a 22 para permitir crescimento), normopotassemia e, no tipo I, supersaturação urinária controlada com citrato. As doses diferem por tipo e são cobradas com número. Na ATR distal, a reposição é baixa, de 1 a 2 mEq por kg por dia, porque o bicarbonato administrado é reabsorvido normalmente pelo proximal; prefira sais de citrato de potássio (citrato é metabolizado a bicarbonato e corrige simultaneamente a hipocitratúria e a hipopotassemia), como o Shohl (citrato de sódio) quando o potássio está normal. Na ATR proximal, o defeito é o limiar: as doses precisam ser altas, de 5 a 20 mEq por kg por dia (até 25), divididas em 3 a 4 tomadas, com reposição agressiva de potássio (a alcalinização aumenta a chegada de bicarbonato ao distal e piora a perda de K); o hidroclorotiazida (1 a 2 mg por kg por dia em crianças; 25 a 50 mg no adulto), ao contrair a volemia, eleva a reabsorção proximal de bicarbonato e permite reduzir as doses. No tipo IV, o eixo é o potássio: dieta com restrição (2 a 3 g por dia), suspensão das drogas causadoras, resinhas de troca (poliestireno de sódio; patiromero ou ciclossilicato de zircônio sódico nas formas crônicas), e alcalinização modesta de 1 a 2 mEq por kg por dia; na deficiência primária de aldosterona (Addison), reposição com hidrocortisona ou fludrocortisona; no hipoaldosteronismo hiporeninêmico, fludrocortisona 0,05 a 0,1 mg por dia (titulando até 0,2 mg), com vigilância de edema e hipertensão, pois esses pacientes têm TFG reduzida e retêm sódio.
| Tipo | Alcalinizante e dose diária | Adjuvantes | Metas de seguimento |
|---|---|---|---|
| Tipo I (distal) | Bicarbonato ou citrato 1 a 2 mEq por kg por dia; citrato de potássio se hipopotassemia | Hidroclorotiazida se hipercalciúria persistente; reposição de potássio; triagem de litíase e audiometria nas formas genéticas | HCO3 22 ou mais; potássio normal; citrato urinário normalizado; ultrassom anual para nefrocalcinose |
| Tipo II (proximal) | Bicarbonato 5 a 20 (até 25) mEq por kg por dia, dividido; citrato de potássio associado | Hidroclorotiazida 1 a 2 mg por kg por dia (25 a 50 mg adulto); vitamina D e fósforo no Fanconi; tratar a causa (trocar tenofovir, suspender ifosfamida) | HCO3 o mais próximo de 22 aceitável; potássio e fósforo normais; crescimento infantil preservado |
| Tipo IV (hipercalêmica) | Bicarbonato 1 a 2 mEq por kg por dia apenas se HCO3 menor que 22 | Dieta pobre em potássio; resinas (poliestireno, patiromero, ciclossilicato); fludrocortisona 0,05 a 0,2 mg por dia se deficiência de aldosterona | Potássio menor que 5 mEq/L; HCO3 22 ou mais; pressão arterial e edema monitorados |
Sem tratamento, a ATR distal evolui com nefrocalcinose progressiva (presente na maioria das séries pediátricas não tratadas), litíase recorrente, doença renal crônica por obstrução tubular e intersticial, atraso de crescimento incapacitante e episódios de paralisia hipocalêmica com rabdomiólise; com tratamento precoce e contínuo, o crescimento recupera, a função glomerular costuma ser preservada por décadas e a progressão para doença renal terminal é rara, com exceção das formas com surdez e das de início muito precoce. No tipo II, o prognóstico é o da doença de base: a cistinose leva a doença renal terminal na primeira década sem cisteamina, o mieloma decide o curso, e as formas farmacológicas regridem com a retirada da droga; a osteomalacia e o raquitismo respondem à reposição de fósforo e vitamina D ativa. No tipo IV, o risco imediato é a hiperpotassemia grave (acima de 6,5 mEq/L ou com alterações eletrocardiográficas), que exige tratamento agudo com cálcio intravenoso, insulina com glicose e resinhas; a longo prazo, a acidose crônica leve da doença renal crônica acelera a perda muscular e óssea, e sua correção com bicarbonato (alvo sérico 22 ou mais) é estratégia de proteção renal e óssea. Seguimento laboratorial: bicarbonato, potássio, cálcio, fósforo, creatinina e citrato urinário a cada 3 a 6 meses, com ultrassom renal e crescimento pediátrico periódicos.
1.Qual tipo de acidose tubular renal é o mais comum em adultos e se caracteriza por hiperpotassemia?
2.Paciente com pH 7,28, HCO3 14 mEq/L, cloro elevado, gap normal, potássio 2,8 e pH urinário 6,0 persistente. Qual o tipo de ATR?
3.Homem com mieloma múltiplo apresenta glicosuria com glicemia de 92 mg/dL, hipofosfatemia e acidose com gap normal. Qual o mecanismo?
4.No tipo IV, por que o tratamento da hiperpotassemia melhora a acidose além do efeito sobre a aldosterona?
5.Qual complicação é praticamente exclusiva da ATR distal não tratada?
6.Qual fármaco causa ATR distal por defeito de gradiente (backleak de prótons)?
7.Na ATR proximal, qual a dose inicial usual de bicarbonato e por que ela é tão maior que na distal?
8.Após sobrecarga de bicarbonato, o gradiente urina-sangue de pCO2 ficou em 8 mmHg. O que isso indica e em qual tipo?
9.Criança com acidose hiperclorêmica, pH urinário 6,5, nefrocalcinose e surdez neurossensorial. Qual o gene provável?
10.Qual achado laboratorial urinário diferencia acidose por diarreia de ATR distal?
acesso de membros
Matérias, materiais na íntegra, resumos, quiz e revisões ficam liberados na sua conta — a prévia desfocada é só um gostinho.
Entrar e continuar