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Revisão completa dos enterovírus (poliovírus, coxsackie, echovírus, EV-A71, EV-D68 e parechovírus) e das hepatites virais A a E: estrutura, epidemiologia, síndromes clínicas, sorologias interpretadas caso a caso, esquemas de antivirais com doses e as metas de eliminação da OMS. Inclui vigilância da paralisia flácida aguda, vacinação do PNI e protocolos brasileiros.
[1] World Health Organization. Global Hepatitis Report 2024: Action for Access in Low- and Middle-Income Countries. Genebra: WHO; 2024 · https://www.who.int/publications/i/item/9789240091672 | [2] Ministério da Saúde. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Hepatites Virais e Coinfecções. Brasília: MS/Conitec · https://www.gov.br/aids/pt-br/assuntos/pcdt | [3] European Association for the Study of the Liver. EASL 2017 Clinical Practice Guidelines on the management of hepatitis B virus infection. J Hepatol. 2017;67(2):370-398 · DOI 10.1016/j.jhep.2017.05.007 | [4] AASLD-IDSA. HCV Guidance: Recommendations for Testing, Managing, and Treating Hepatitis C · https://www.hcvguidelines.org | [5] Ho M, Chen ER, Hsu KH, et al. An Epidemic of Enterovirus 71 Infection in Taiwan. N Engl J Med. 1999;341(13):929-935 · DOI 10.1056/NEJM199909233411301 | [6] Knipe DM, Howley PM. Fields Virology. 6ª ed. Philadelphia: Lippincott Williams & Wilkins; 2013 · DOI 10.1016/j.jhep.2017.05.007
Enterovírus e vírus das hepatites A e E compartilham a via fecal-oral e a infecção intestinal inicial, mas divergem em tudo o mais: os enterovírus são picornavírus de cápside nua que causam de resfriados a paralisia flácida, enquanto os hepatotrópicos destroem o fígado de forma aguda ou crônica. Juntas, as hepatites B e C matam cerca de 1,3 milhão de pessoas por ano, a segunda principal causa infecciosa de morte no mundo, atrás apenas da tuberculose, e a hepatite B responde por cerca de 83% dessas mortes. Este artigo cobre a microbiologia, a clínica com números, a interpretação de sorologias e o tratamento com doses das duas famílias, além da gestão em saúde: vacinação do PNI, vigilância e metas de eliminação até 2030.
Os enterovírus são picornavírus, a sigla ajuda a memorizar: pico de pequenos, RNA de fita simples com polaridade positiva e vírus de cápside nua, sem envelope. Medem 20-30 nm, têm capsídeo icosaédrico com as proteínas VP1 a VP4 e genoma de cerca de 7,4 mil bases com um único frame de leitura aberto. Duas consequências práticas decorrem da ausência de envelope: resistência a éter, álcoois e detergentes, o que torna os sabões e o hipoclorito mais úteis que os álcoois gel na desinfecção, e estabilidade em pH ácido, que permite atravessar o estômago e infectar o intestino, diferentemente dos rinovírus, também picornavírus, mas lábeis ao ácido e restritos ao nariz.
A patogenia é comum: entrada por via fecal-oral ou respiratória, replicação inicial na orofaringe e no tecido linfoide intestinal, com viremia primária e, se não contida, viremia secundária com tropismo por sistema nervoso central, coração, pele, pâncreas e fígado. A eliminação fecal persiste semanas a meses, muito além da resolução dos sintomas, o que sustenta a transmissão silenciosa em creches e a vigilância ambiental por amostragem de esgoto.
Após incubação de 3 a 35 dias, a infecção pelo poliovírus é assintomática em 90-95% dos casos; 4-8% evoluem com doença menor abortiva, febre, dor de garganta e mal-estar; 1-2% com meningite asséptiva; e apenas 0,1-0,5% desenvolvem doença paralítica, decorrente da destruição de neurônios do corno anterior da medula. A paralisia é flácida, assimétrica, de predomínio em membros inferiores, com início febril e, ponto-chave para diferenciar da síndrome de Guillain-Barré, sensitividade preservada e líquor com pleocitose neutrofílica inicial que se linfocitiza, com proteinorraquia moderada. A síndrome pós-poliomielite, décadas depois, traz nova fraqueza e fadiga em músculos previamente acometidos. O Brasil registra o último caso selvagem em 1989 e recebeu a certificação de área livre de poliomielite em 1994.
| Síndrome | Sorotipos típicos | Achados-chave |
|---|---|---|
| Herpangina | coxsackie A1 a A10 e A16 | febre alta com vesículas e úlceras no palato mole posterior e pilares amigdalianos, em pré-escolares |
| Mão-pé-boca | coxsackie A16, A6 e EV-A71 | vesículas elípticas acinzentadas em mãos, pés, boca e orofaringe, com onicomadese tardia nas recuperações |
| Meningite asséptica | echovírus e coxsackie B | febre, cefaleia e rigidez de nuca com pleocitose linfocítica, glicorraquia normal, benigna em imunocompetentes |
| Pleurodynia, doença de Bornholm | coxsackie B | dor torácica ou abdominal paroxística espasmódica com febre, que simula abdome agudo |
| Miocardite e pericardite | coxsackie B1 a B5 | dispnia, arritmias e elevação de marcadores; forma neonatal com mortalidade elevada |
| Paralisia flácida aguda | poliovírus, EV-D68, EV-A71 | fraqueza assimétrica de membros inferiores com sensibilidade preservada |
| Mielite e encefalite do tronco | EV-A71 | mão-pé-boca com mioclonias, ataxia, paralisia bulbar e edema pulmonar neurogênico |
| Sepse neonatal | coxsackie B e echovírus 11 | miocardite, hepatite e meningoencefalite nas duas primeiras semanas de vida |
| Exantema de Boston | echovírus 16 | febre com exantema maculopapular que surge com a defervescência, em crianças e jovens adultos |
Dois enterovírus merecem destaque epidêmico. O EV-A71 causa mão-pé-boca complicada por encefalite de tronco cerebral e edema pulmonar neurogênico: a epidemia de Taiwan de 1998 notificou mais de 129 mil casos, com 405 formas graves e 78 óbitos, a maioria em crianças menores de 5 anos. Vacinas inativadas contra EV-A71 licenciadas na China têm eficácia superior a 90% contra a doença grave, sem proteção cruzada com outros sorotipos. O EV-D68, historicamente causa de doença respiratória leve em crianças com asma, protagonizou surtos norte-americanos a partir de 2014 associados a mielite flácida aguda, com fraqueza de membros rapidamente progressiva e ressonância mostrando alterações da substância cinzenta anterior medular.
Na meningite asséptica, o líquor mostra pleocitose de 100 a 1.000 células, com predomínio linfoide após as primeiras 24 horas, glicorraquia normal e proteinorraquia levemente elevada. A PCR em tempo real para enterovírus no líquor é o exame padrão, com resultado em horas e sensibilidade claramente superior à cultura, que é positiva em apenas cerca de dois terços dos casos e demora dias. No parechovírus tipo 3, a meningoencefalite neonatal cursa com líquor frequentemente acelular, em que apenas a PCR fecha o diagnóstico. A sorologia pareada tem papel epidemiológico e no estudo de surtos. O tratamento é de suporte; imunoglobulina endovenosa é usada em formas neonatais graves e em agamaglobulinêmicos, sem evidência robusta em imunocompetentes.
Cinco vírus causam a maior parte das hepatites virais, com genomas, vias de transmissão e comportamentos tão distintos que a prova cobra a tabela de cor: A e E são entericamente transmitidos e nunca, ou quase nunca, cronificam; B, com genoma de DNA, e C, com RNA, fazem hepatite crônica; D é defeituoso e só existe junto com o B. As hepatites B e C respondem por 96% das mortes por hepatite viral no mundo.
| Vírus | Genoma e família | Transmissão | Incubação | Vacina | Cronificação |
|---|---|---|---|---|---|
| HAV | RNA, Picornaviridae | fecal-oral, água e alimentos | 15 a 50 dias, média 28 | sim, inativada | nunca |
| HBV | DNA, Hepadnaviridae | parenteral, sexual e vertical | 60 a 150 dias, média 90 | sim, recombinante | 5% dos adultos, 25-50% entre 1 e 5 anos, 90-95% dos recém-nascidos |
| HCV | RNA, Flaviviridae | sanguínea, sobretudo uso injetável de drogas | 14 a 160 dias, média 45 | não existe | 55-85% dos infectados |
| HDV | RNA circular, vírus delta defeituoso | parenteral e sexual, exige HBsAg presente | 30 a 180 dias | a vacina anti-HBV protege | superinfecção cronifica em 70-90% |
| HEV | RNA, Hepeviridae | fecal-oral, água e carnes de porco e cervídeos | 15 a 60 dias, média 40 | vacina apenas na China | não em imunocompetentes; sim em imunossuprimidos, genótipo 3 |
A infecção pelo HAV é assintomática em mais de 90% das crianças menores de 5 anos e produz icterícia em 70-80% dos adultos, com mortalidade global baixa, em torno de 0,1-0,5%, mas que sobe com a idade e em doença hepática crônica prévia, alcançando porcentagens relevantes de falência hepática acima dos 40 anos. O diagnóstico é sorológico: IgM anti-HAV indica infecção aguda e IgG anti-HAV indica imunidade, por infecção prévia ou vacina. O tratamento é de suporte. A vacina inativada entrou no calendário do PNI em 2014 em dose única aos 15 meses, e a soroprevalência caiu de forma marcante nas coortes jovens brasileiras. Contatos domiciliares e surtos recebem vacinação até 14 dias após a exposição; imunoglobulina fica reservada para menores de 1 ano, imunocomprometidos e doença hepática crônica.
O HBV tem DNA circular parcialmente duplo, transcriptase reversa própria e quatro genes: S, que codifica HBsAg; C, que codifica HBcAg e HBeAg; P, a polimerase; e X, a proteína HBx, com papel oncogênico que explica o carcinoma hepatocelular mesmo na ausência de cirrose. A tabela de marcadores é a parte mais cobrada da hepatologia básica.
| Marcador | Significado clínico |
|---|---|
| HBsAg | infecção atual, aguda ou crônica; presente a partir de 1 a 2 meses da exposição |
| anti-HBs | anticorpo protetor; acima de 10 UI/L indica imunidade por vacina ou por resolução da infecção |
| IgM anti-HBc | marcador de infecção aguda; é o único positivo na janela imunológica, quando HBsAg e anti-HBs são negativos |
| IgG anti-HBc | exposição prévia ao vírus, atual ou passada; nunca aparece com a vacina isolada |
| HBeAg | replicação ativa e alta infectividade; presente nas fases iniciais da cronificação |
| anti-HBe | soroconversão e, em geral, replicação menor; exceção dos mutantes da região pré-core |
| HBV DNA | carga viral, medida direta da replicação e principal critério de tratamento |
| HBV genotipagem | tipos A a H com distribuição geográfica e leve influência em prognóstico e resposta |
| Padrão sorológico | HBsAg | anti-HBs | anti-HBc | Interpretação |
|---|---|---|---|---|
| Infecção aguda | positivo | negativo | IgM positivo | hepatite B em fase inicial, isolar e notificar |
| Janela imunológica | negativo | negativo | IgM positivo | fase de soroconversão do HBsAg; a IgM evita o falso negativo |
| Infecção crônica | positivo | negativo | IgG positivo | HBsAg persistente por mais de 6 meses |
| Infecção resolvida | negativo | positivo | IgG positivo | clearance viral com imunidade duradoura |
| Vacinado | negativo | positivo | negativo | imunidade vacinal, sem contato com o vírus |
A infecção crônica pelo HBV atravessa cinco fases, na nomenclatura da EASL: infecção crônica HBeAg-positiva, o antigo tolerante imune, com DNA elevado e transaminases normais; hepatite crônica HBeAg-positiva, com flare imune e ALT elevada; infecção crônica HBeAg-negativa, o portador inativo, com DNA abaixo de 2.000 UI/mL e ALT normal; hepatite crônica HBeAg-negativa, por mutantes pré-core, com DNA elevado; e a fase HBsAg-negativa, oculta. O tratamento de primeira linha é tenofovir disoproxila 300 mg/dia, tenofovir alafamida 25 mg/dia ou entecavir 0,5 mg/dia, potentes e de alta barreira genética; o interferon peguilado alfa-2a, 180 microgramas subcutâneas semanais por 48 semanas, é alternativa em selecionados jovens. As indicações centrais: DNA acima de 2.000 UI/mL com ALT elevada e/ou fibrose significativa, grau 2 ou mais, sempre individualizadas conforme idade e história familiar de carcinoma hepatocelular. O objetivo é supressão viral sustentada, porque a cura funcional com perda do HBsAg é rara.
O HCV é flavivírus de RNA com 8 genótipos, dos quais o 1 é o mais frequente no Brasil. A infecção cronifica em 55-85% dos casos e, em 20 a 30 anos, 20-30% dos crônicos desenvolvem cirrose, com risco anual de carcinoma hepatocelular de 1-4% entre cirróticos. Manifestações extra-hepáticas cobradas em prova: crioglobulinemia com vasculite, glomerulonefrite membranoproliferativa, porfiria cutânea tarda, linfoma não Hodgkin de células B e diabetes. O rastreio é sorológico, anti-HCV, confirmado por carga viral de RNA; a OMS e o CDC recomendam testar todos os adultos ao menos uma vez, e no Brasil priorizam-se gestantes, pessoas com HIV, usuários de drogas injetáveis e outras situações de risco, além da triagem de doadores de sangue.
A era dos antivirais de ação direta mudou tudo: são esquemas orais, pangenotípicos, sem interferon, com taxa de resposta virológica sustentada acima de 95%, definida como RNA indetectável 12 semanas após o fim do tratamento, que equivale à cura. O PCDT brasileiro distribui os esquemas pelo SUS desde 2017, e a resposta foi tão ampla que o país projeta cumprir as metas de eliminação da OMS antes de 2030. Depois da cura, o anti-HCV permanece positivo para sempre: apenas a carga viral distingue cura de reinfecção, e o cirrótico curado mantém vigilância de carcinoma hepatocelular com ultrassom e alfafetoproteína a cada 6 meses.
| Esquema pangenotípico | Posologia adulta | Duração e observações |
|---|---|---|
| Glecaprevir + pibrentasvir | 3 comprimidos de 100/40 mg uma vez ao dia com alimento | 8 semanas em não cirróticos e cirróticos compensados; contraindicado com atazanavir potencializado e rifampicina |
| Sofosbuvir + velpatasvir | 1 comprimido de 400/100 mg uma vez ao dia | 12 semanas; associado a ribavirina em alguns cenários de cirrose descompensada |
| Sofosbuvir + velpatasvir + voxilaprevir | 1 comprimido uma vez ao dia | 12 semanas, resgate de falhas terapêuticas prévias com inibidores de NS5A |
O vírus da hepatite D é um vírus circular de RNA defeituoso que usa o HBsAg como envelope: só infecta quem tem HBV, em coinfeção, aquisição simultânea das duas hepatites, com risco de hepatite fulminante em 2-5% dos casos, ou superinfecção de um portador crônico do HBV, que cronifica em 70-90% e acelera a evolução para cirrose. Todo paciente HBsAg-positivo deve ser testado para anti-HDV ao menos uma vez. O tratamento histórico é o interferon peguilado, de eficácia limitada; o bulevirtida, inibidor do receptor de entrada NTCP, em 2 mg subcutâneos ao dia, foi aprovado na Europa e ainda não está disponível no Brasil. A vacina anti-hepatite B previne a hepatite D, porque impede a formação do envelope HBsAg.
A hepatite E é entericamente transmitida por água contaminada e, nos genótipos 3 e 4, por carnes mal cozidas de porco e cervídeos, sendo o genótipo 3 o encontrado no Brasil, geralmente como hepatite aguda leve. A exceção clássica de prova é a gestante: nos genótipos 1 e 2, epidêmicos, a infecção no terceiro trimestre evolui para falência hepática fulminante em 10-25% dos casos, com mortalidade fetal e materna elevada. Em imunossuprimidos, transplantados e pessoas com HIV com CD4 baixo, o genótipo 3 cronifica e causa cirrose rápida. Diagnóstico com IgM anti-HEV e PCR; tratamento de suporte na forma aguda e ribavirina nas formas crônicas.
No Brasil, a prevalência de HBsAg gira em torno de 0,4% na população geral, com bolsões de alta endemicidade histórica na Amazônia ocidental e no sul do país, e a prevalência de anti-HCV aproxima-se de 1% em inquéritos com doadores de sangue, com concentração em nascidos entre 1950 e 1970, a coorte que circulou antes do rastreio obrigatório de sangue, implantado a partir de 1993. As hepatites virais são de notificação compulsória no SINAN. A gestão em saúde se organiza em quatro frentes.
As metas de eliminação da OMS para 2030, em relação a 2015, são reduzir em 90% as novas infecções por HBV e HCV e em 65% a mortalidade, com cobertura de diagnóstico de 90% e de tratamento de 80% dos elegíveis. O relatório global de 2024 mostra o tamanho do desafio: apenas 13% das pessoas com hepatite B e cerca de um terço das com hepatite C conhecem o diagnóstico, e menos de 3% dos portadores de HBV recebem tratamento. A vacina ao nascer e a prevenção da transmissão vertical são as intervenções de maior impacto populacional, e o tratamento da hepatite C é o de melhor relação custo-efetividade, pela cura em 8 a 12 semanas.
As hepatites B e C crônicas explicam a maioria das cirroses e dos carcinomas hepatocelulares no mundo. Na hepatite B, o risco de carcinoma hepatocelular existe mesmo sem cirrose, por ação direta da proteína HBx, e a vigilância com ultrassom e alfafetoproteína a cada 6 meses alcança os portadores com cirrose ou fibrose avançada e histórico familiar. A hepatite fulminante é rara na A e na B isoladas, ganha frequência na coinfeção B com D, até 2-5%, e é dramática na hepatite E da gestante, com mortalidade de 10-25% no terceiro trimestre. Após a cura da hepatite C, o prognóstico volta a depender do estadio hepático: não cirróticos recuperam expectativa plena; cirróticos descompensados podem ainda precisar de transplante, apesar de curados do vírus.
1.Criança de 4 anos apresenta febre há 5 dias e, há 12 horas, fraqueza assimétrica do membro inferior direito, com sensibilidade preservada. Qual o achado esperado no mecanismo fisiopatológico?
2.Qual vantagem da vacina oral Sabin justifica sua manutenção no esquema sequencial brasileiro, apesar do risco de vírus derivado da vacina?
3.Recém-nascido de 6 dias, nascido de parto normal, apresenta sepse com miocardite e hepatite grave. A mãe teve doença febril inespecífica no final da gestação. Qual o agente mais provável?
4.Surto de mão-pé-boca em creche: qual enterovírus se associa a encefalite de tronco cerebral e edema pulmonar neurogênico?
5.Adulto de 35 anos com icterícia há 5 dias, ALT de 2.000 U/L, HBsAg negativo, anti-HBs negativo e IgM anti-HBc positivo. Qual a interpretação?
6.Gestante HBsAg-positiva no terceiro trimestre. Qual conduta preventiva no recém-nascido?
7.Gestante no terceiro trimestre, vivendo em área epidêmica, apresenta hepatite aguda com início de insuficiência hepática. Qual agente tem mortalidade de 10-25% nesse cenário?
8.Paciente não cirrótico, genótipo 3, HCV RNA de 2 milhões UI/mL. Qual esquema pangenotípico tem duração de 8 semanas?
9.Portador crônico do HBV apresenta abruptamente hepatite grave com marcadores de replicação do HDV. O que caracteriza essa apresentação?
10.Paciente tratado para hepatite C há um ano tem anti-HCV positivo e HCV RNA indetectável. Qual a interpretação e a conduta?
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