Protocolos & POPsRevisão didática · Triagem e fluxo de emergência08/10/2026
Pronto-socorro: fluxo, acolhimento e classificação de risco — o guia do interno
Como se organiza o fluxo do pronto-socorro, do acolhimento ao destino final, e como funciona a classificação de risco: protocolo de Manchester com cores e tempos, escalas alternativas e marcadores de gravidade com NEWS2 e qSOFA. Foco na conduta prática do interno: priorizar corretamente, reavaliar sempre e não perder o paciente que deteriora.
[1] Manchester Triage Group (Mackway-Jones K, Marsden J, Windle J, eds). Emergency Triage. Wiley. 2006 · DOI 10.1002/9780470757321 | [2] Farrohknia N, Castrén M, Ehrenberg A, et al. Emergency Department Triage Scales and Their Components: A Systematic Review of the Scientific Evidence. Scand J Trauma Resusc Emerg Med. 2011;19:42 · DOI 10.1186/1757-7241-19-42 | [3] Smith GB, Prytherch DR, Meredith P, et al. The ability of the National Early Warning Score (NEWS) to discriminate patients at risk of early cardiac arrest, unanticipated intensive care unit admission, and death. Resuscitation. 2013;84(4):465-470 · DOI 10.1016/j.resuscitation.2012.12.016 | [4] Singer M, Deutschman CS, Seymour CW, et al. The Third International Consensus Definitions for Sepsis and Septic Shock (Sepsis-3). JAMA. 2016;315(8):801-810 · DOI 10.1001/jama.2016.0287 | [5] Brasil, Ministério da Saúde. Política Nacional de Atenção às Urgências. 3ª ed. Brasília: MS, 2006 · bvsms.saude.gov.br | [6] Conselho Federal de Medicina. Resolução CFM nº 2.158/2004: normatização do transporte de pacientes psiquiátricos para fins de estabelecimento especializado · portal.cfm.org.br · DOI 10.1002/9780470757321
O pronto-socorro é o único lugar da medicina em que vários pacientes não atendidos competem ao mesmo tempo pela mesma equipe, e a ferramenta que transforma essa competição em ordem é a classificação de risco: uma avaliação clínica rápida, universal e protocolizada que decide quem é atendido primeiro e em quanto tempo. O erro de prioridade é um dos erros mais letais possíveis de plantão — o paciente amarelo que sangra sem ser visto e o azul que na verdade era um infarto são as armadilhas clássicas do interno. Este artigo organiza o fluxo completo da porta ao destino, o protocolo de Manchester com os cinco níveis e seus tempos máximos (vermelho 0, laranja 10, amarelo 60, verde 120 e azul 240 minutos), os marcadores objetivos de gravidade com o escore NEWS2 [3] e o qSOFA [4], e as regras de reavaliação que impedem o paciente de se deteriorar na fila sem que ninguém perceba.
Vermelho
0 min
atendimento imediato: risco de morte em minutos
Laranja
10 min
muito urgente: primeira avaliação em até 10 minutos
Amarelo
60 min
urgente: primeira avaliação em até 1 hora
Verde / Azul
120 / 240 min
pouco urgente e não urgente
NEWS2 alto
≥7 pontos
avaliação clínica emergente e monitorização contínua [3]
qSOFA
2 de 3
FR ≥22, PAS ≤100, GCS <15: alerta de sepse [4]
01Fluxo do pronto-socorro: da porta ao destino
Chegada e acolhimento: identificação, queixa principal e reconhecimento imediato do paciente obviamente grave (o que chega em parada ou obstruído vai direto para a sala de reanimação, sem fila e sem protocolo: avaliação e tratamento simultâneos).
Classificação de risco por profissional treinado (enfermeiro no modelo brasileiro), com protocolo estruturado, medidas de sinais vitais e atribuição de prioridade clínica com tempo máximo de espera.
Avaliação médica dentro do tempo da prioridade: anamnese dirigida, exame físico completo e formulação diagnóstica inicial.
Propedêutica complementar racional: exames que mudam conduta, colhidos e demandados com a prioridade correspondente.
Condutas iniciais: analgesia, antimicrobianos, correção de distúrbios — tempo-porta-conduta é indicador de qualidade (sepse: antimicrobiano idealmente em até 1 hora do reconhecimento; IAM com suprimento percutâneo idealmente em até 90 minutos).
Reavaliação estruturada: novo exame e novos sinais vitais após condutas e sempre que houver piora; nenhuma prioridade é imutável.
Decisão de destino: alta com orientações escritas e sinais de alarme de retorno, internação, observação ou transferência regulada.
Documentação completa: classificação registrada, tempos cumpridos, condutas e orientações — o que não está documentado não aconteceu.
02Acolhimento com classificação de risco: o conceito brasileiro
No Brasil, a Política Nacional de Atenção às Urgências consolidou o acolhimento com classificação de risco: escuta qualificada e universal na porta de entrada, realizada por profissional de nível superior treinado (na prática, o enfermeiro), com protocolo estruturado e avaliação de parâmetros clínicos objetivos (sinais vitais, nível de consciência, dor), sem exame físico invasivo e sem intenção diagnóstica [5]. Três princípios precisam estar claros para o interno: a classificação atribui prioridade clínica, não diagnóstico; não substitui a consulta médica, que acontece depois para todos; e é dinâmica, podendo ser refeita a qualquer momento diante de piora. O classificador também é responsável pela primeira medida de segurança (ex.: paciente com dor torácica em cadeira de rodas na fila verde precisa ser recolocado na fila certa imediatamente). Revisões sistemáticas sobre escalas de triagem mostram que a qualidade do sistema depende menos da sigla do protocolo e mais da adesão, do treinamento e dos critérios estruturados — escalas mal aplicadas têm mais subtriagem e supertriagem [2].
03Protocolo de Manchester: cinco cores, cinco tempos
Cor
Prioridade
Tempo máximo para a primeira avaliação médica
Exemplos típicos
Vermelho
Emergência
Imediato (0 min): paciente acompanhado pelo classificador
PCR, obstrução de via aérea, choque, convulsão em curso, trauma grave instável
Laranja
Muito urgente
10 minutos
Dor torácica de provável origem isquêmica, TCE com alteração de consciência, hemorragia digestiva ativa, dispneia grave
Amarelo
Urgente
60 minutos
Dor abdominal intensa, fratura fechada desviada, intoxicação estável, desidratação moderada
Verde
Pouco urgente
120 minutos
Entorse, ferimento leve, lombalgia aguda sem sinais de alarme, febre em paciente estável e sem foco grave
Azul
Não urgente
240 minutos
Reconsulta programada, troca de curativo, prescrição, quadro crônico estável
04Como o classificador decide: fluxogramas e discriminadores
O protocolo de Manchester funciona com cerca de 50 fluxogramas de apresentação (dor torácica, dor abdominal, cefaleia, dispneia, ferimentos, comportamento bizarro, criança irrequieta e assim por diante). Dentro de cada fluxograma, o classificador procura discriminadores: palavras-chave objetivas que determinam a cor. A revisão sistemática de Farrohknia e colaboradores mapeou os componentes usados pelas escalas de triagem do mundo e encontrou exatamente esses pilares, com dor, hemorragia, mecanismo de lesão, função cardiorrespiratória e nível de consciência entre os discriminadores mais frequentes [2].
Dor: intensidade (escala numérica de 0 a 10), local e duração — em várias apresentações, dor máxima e súbita muda a cor.
Hemorragia: quantidade, incapacidade de controle e sinais de choque associados.
Mecanismo de lesão: trauma de alta energia, queda de altura, penetrante, politrauma.
Função cardiorrespiratória: dispneia em repouso, cianose, saturação, aspecto de choque.
Nível de consciência: confusão, sonolência, resposta apenas a estímulos.
Temperatura e sinais infecciosos: hipotermia e febre alta com instabilidade elevam prioridade.
Sinais focais neurológicos: déficit motor, fala arrastada, pupilas.
Risco de vida e risco para terceiros: ameaça à própria vida e agressividade grave mudam cor e trajeto (sala de emergência psiquiátrica com escolta quando necessário).
05Outros sistemas: ESI e escalas por sinais de alarme
O Emergency Severity Index (ESI), usado na América do Norte, classifica em cinco níveis pela combinação de gravidade e recursos previstos: nível 1 exige ressuscitação imediata (via aérea, choque, convulsão); nível 2 é o paciente de alto risco que não deve esperar (dor torácica isquêmica provável, confusão aguda); níveis 3, 4 e 5 são classificados pelo número de recursos previstos (múltiplos, um, nenhum). Escalas puramente fisiológicas (como o START pré-hospitalar para vítimas múltiplas) usam deambulação, ventilação, perfusão e nível de consciência. A mensagem prática: qualquer que seja a escala, o que valida a triagem é a combinação de protocolo estruturado, profissional treinado, reavaliação sistemática e integração com escores de deterioração [2]. Em prova, saiba que Manchester e ESI são escalas de ENTRADA (decidem ordem de atendimento) e que NEWS2 e qSOFA são escores de GRAVIDADE (objetivam deterioração e desfecho, aplicáveis em qualquer ponto do fluxo).
06Marcadores de gravidade: sinais vitais, NEWS2 e qSOFA
Parâmetro
0 pontos
1 ponto
2 pontos
3 pontos
Frequência respiratória (rpm)
12-20
9-11
21-24
≤8 ou ≥25
SpO2 (escala 1, em ar ambiente)
≥96%
94-95%
92-93%
≤91%
Oxigenoterapia
Ar ambiente
—
—
O2 suplementar soma +2 ao total
Temperatura
36,1-38,0 °C
35,1-36,0 ou 38,1-39,0 °C
≥39,1 °C
≤35,0 °C
Pressão arterial sistólica (mmHg)
111-249
101-110
—
≤90 ou ≥250
Frequência cardíaca (bpm)
51-90
41-50 ou 91-110
111-130
≤40 ou ≥131
Consciência
Alerta
—
—
Novo comprometimento (CVPU: confusão, resposta a voz, dor ou não responsivo)
NEWS2 total 0: baixíssimo risco, reavaliação no mínimo a cada 12 horas.
NEWS2 total 1-4: baixo risco, reavaliação a cada 4-6 horas.
3 pontos em qualquer parâmetro isolado: disparador de revisão urgente da conduta clínica, independentemente do total.
NEWS2 total 5-6 (médio): revisão clínica urgente e reavaliação no mínimo a cada 1 hora.
NEWS2 total ≥7 (alto): avaliação clínica emergente, monitorização contínua e consideração de transferência para cuidado crítico [3].
Escala 2 do NEWS2 (hipercapnia): pacientes com risco de retenção de CO2 (DPOC avançada) usam alvo de SpO2 de 88-92%, com pontuação própria da saturação.
qSOFA na suspeita de infecção: frequência respiratória ≥22 ipm, pressão arterial sistólica ≤100 mmHg e alteração do nível de consciência (GCS <15); 2 de 3 critérios identificam risco elevado de mortalidade e internação prolongada e devem disparar o protocolo de sepse [4].
07Reavaliação: a classificação não termina na porta
A prioridade atribuída na porta é uma hipótese de trabalho sujeita a revisão permanente. O sistema deve prever tempos de reclassificação (por exemplo, reavaliar pacientes verdes e azuis a cada 1-2 horas de espera e sempre que houver queixa nova), e cada membro da equipe tem autoridade — e dever — de promover um paciente que piora. Para o interno, as regras práticas são: reavalie sinais vitais antes de qualquer alta; investigue sempre o paciente que piora enquanto aguarda exame (a fila não é terapia); nunca rebaixe uma prioridade atribuída por outro profissional sem reavaliação presencial documentada; e trate qualquer mudança de estado mental novo como mudança de cor. Na dúvida entre duas cores, escolha a mais grave — o custo da supertriagem é logístico, o da subtriagem é um paciente que morre na sala de espera.
08Complicações do fluxo ruim: subtriagem, supertriagem e lotação
Os desfechos adversos de um sistema de classificação mal executado são conhecidos: a subtriagem produz eventos adversos e mortalidade evitável na fila (o infarto classificado verde, o paciente com TEP confundido com ansiedade); a supertriagem sistêmica infla a demanda da sala de emergência, dilui recursos e atrasa os pacientes realmente graves; e a lotação do pronto-socorro (crowding) agrava tudo — com bandejas cheias, atrasam-se antimicrobianos, analgesia, exames e internações, aumentam erros e abandono, e a mortalidade associada à lotação está demonstrada na literatura. O antídoto é sistêmico: protocolo aderente, reavaliação programada, indicadores de tempo monitorados (porta-médico, porta-conduta, porta-leito) e trabalho ativo de fluxo (alta segura precoce, internação ágil, transferência regulada).
09Remoção, regulação e aspectos legais
No fluxo brasileiro, o Samu 192 organiza a resposta pré-hospitalar e as centrais de regulação distribuem os pacientes entre unidades conforme a gravidade e a capacidade real. A transferência inter-hospitalar segue regra clínica simples e cobrada em prova: o paciente deve ser estabilizado antes da transferência, salvo quando a unidade de origem não dispõe da capacidade técnica necessária — e transferência não é descarte, exige médico responsável, registro documentado, equipamento e equipe compatíveis com o risco. O transporte de pacientes psiquiátricos para fins de estabelecimento especializado é normatizado pela Resolução CFM 2.158/2004, que exige laudo médico descrevendo o quadro, o risco e as condições de escolta e contenção [6]. Toda a documentação do fluxo — classificação, tempos, condutas, orientações de alta e critérios de retorno — integra o prontuário e é a base legal e assistencial do atendimento.
P
Homem de 58 anos chega com dor torácica em aperto iniciada há 40 minutos, sudoreica, PA 150/90, FC 92, SpO2 96%. Qual a classificação e a conduta imediata?
V
Laranja (muito urgente, primeira avaliação médica em até 10 minutos): ECG em até 10 minutos da chegada, acesso venoso, AAS, monitorização; dor torácica de provável origem isquêmica é discriminador clássico de laranja no protocolo de Manchester.
P
Paciente classificado amarelo por dor abdominal começa a vomitar sangue na sala de espera após 20 minutos. Conduta?
V
Reclassificação imediata para laranja ou vermelho conforme sinais vitais (hemorragia digestiva ativa com instabilidade é vermelho): acesso calibroso, volume, sorologia cruzada e avaliação médica imediata; a prioridade da porta é hipótese de trabalho e qualquer piora muda a cor.
P
Paciente com FR 28, PAS 95 mmHg e confusão em contexto de febre há 2 dias. O que os escores dizem?
V
qSOFA 3 de 3 (FR ≥22, PAS ≤100, GCS <15) e NEWS2 alto (≥7): alerta máximo de sepse [4], com protocolo ativado — culturas, lactato, volume e antimicrobiano idealmente em até 1 hora do reconhecimento.
P
Paciente azul aguarda há 3 horas e pede para ir embora sem ser visto. Conduta?
V
Avaliação antes da evasão: reavaliar sinais vitais e queixa (a cor da porta não autoriza dispensar o paciente sem exame); se evadir, registrar orientação e critérios de retorno; e nunca rebaixar prioridade sem reavaliação presencial documentada.
10Pontos de prova
11Referências
[1] Manchester Triage Group (Mackway-Jones K, Marsden J, Windle J, eds). Emergency Triage. Wiley, 2006. DOI 10.1002/9780470757321.
[2] Farrohknia N, Castrén M, Ehrenberg A, et al. Emergency Department Triage Scales and Their Components: A Systematic Review of the Scientific Evidence. Scand J Trauma Resusc Emerg Med. 2011;19:42. DOI 10.1186/1757-7241-19-42.
[3] Smith GB, Prytherch DR, Meredith P, et al. The ability of the National Early Warning Score (NEWS) to discriminate patients at risk of early cardiac arrest, unanticipated intensive care unit admission, and death. Resuscitation. 2013;84(4):465-470. DOI 10.1016/j.resuscitation.2012.12.016.
[4] Singer M, Deutschman CS, Seymour CW, et al. The Third International Consensus Definitions for Sepsis and Septic Shock (Sepsis-3). JAMA. 2016;315(8):801-810. DOI 10.1001/jama.2016.0287.
[5] Brasil, Ministério da Saúde. Política Nacional de Atenção às Urgências. 3ª ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2006. Disponível em: bvsms.saude.gov.br.
[6] Conselho Federal de Medicina. Resolução CFM nº 2.158/2004. Normatização do transporte de pacientes psiquiátricos para fins de estabelecimento especializado. Brasília: CFM, 2004. Disponível em: portal.cfm.org.br.
Teste-se
10 questões comentadas
1.No protocolo de Manchester, quais são os tempos MÁXIMOS para a primeira avaliação médica das cores laranja, amarelo, verde e azul, respectivamente?
2.Paciente chega com PCR em sala de espera. Qual o fluxo correto?
3.Paciente com FR 26 ipm, SpO2 93% em ar ambiente, PAS 95 mmHg, FC 105 bpm, temperatura 38,5 °C e alerta. Qual o NEWS2 e a conduta?
4.Quais são os três critérios do qSOFA?
5.Sobre o acolhimento com classificação de risco no modelo brasileiro, é correto afirmar:
6.Paciente classificado amarelo piora na sala de espera. Conduta correta?
7.No Emergency Severity Index (ESI), o nível 1 corresponde a:
8.Na suspeita de sepse reconhecida no pronto-socorro, qual o alvo de tempo-porta do antimicrobiano?
9.Qual marcador de sinais vitais é reconhecidamente o mais precoce e o mais negligenciado na deterioração do paciente?
10.Sobre transferência inter-hospitalar e regulação no Brasil, é correto:
Pergunta 1Cores do protocolo de Manchester e tempos máximos
RespostaVermelho 0 min (imediato, acompanhado pelo classificador), laranja 10 min, amarelo 60 min, verde 120 min e azul 240 min. Tempos máximos para a PRIMEIRA avaliação médica, não alvos nem prazo de resolução.
Pergunta 2Discriminadores clássicos do Manchester
RespostaDor (intensidade/local), hemorragia, mecanismo de lesão, função cardiorrespiratória, nível de consciência, temperatura, sinais focais neurológicos e risco de vida/para terceiros, aplicados dentro de ~50 fluxogramas de apresentação.
RespostaFR: ≤8 ou ≥25 = 3; SpO2 escala 1: ≤91% = 3; O2 suplementar soma +2; temperatura ≤35 °C = 3; PAS ≤90 ou ≥250 = 3; FC ≤40 ou ≥131 = 3; consciência: novo CVPU = 3.
Pergunta 5Critérios do qSOFA (Sepsis-3)
RespostaFR ≥22 ipm, PAS ≤100 mmHg e GCS <15; 2 de 3 na suspeita de infecção indicam risco elevado de mortalidade e internação prolongada — escore de alarme rápido, não de triagem de entrada.
Pergunta 6Acolhimento com classificação de risco (Brasil)
RespostaEscuta qualificada universal por profissional treinado (enfermeiro) com protocolo estruturado e sinais vitais, sem exame físico invasivo; atribui prioridade clínica, não diagnóstico, e não substitui a consulta médica.
Pergunta 7Manchester vs ESI vs NEWS2 vs qSOFA
RespostaManchester e ESI são escalas de ENTRADA (ordem de atendimento); NEWS2 e qSOFA são escores de GRAVIDADE/deterioração aplicáveis em qualquer ponto do fluxo.
Pergunta 8Paciente instável chega ao PS
RespostaVai direto à sala de reanimação com avaliação e tratamento simultâneos (sem fila, sem protocolo formal prévio); a classificação é retrospectiva. É o princípio: quem está morrendo não espera.
Pergunta 9Alvos de tempo-porta clássicos
RespostaSepse: antimicrobiano idealmente em até 1 h do reconhecimento (culturas antes se não atrasarem); IAM com ICP primária: idealmente até 90 min da chegada; dor torácica: ECG em até 10 min.
Pergunta 10Regras de reavaliação no PS
RespostaA prioridade é hipótese de trabalho: piora muda a cor a qualquer momento; reavalie sinais vitais antes de qualquer alta; nunca rebaixe prioridade sem reavaliação presencial documentada; na dúvida entre duas cores, escolha a mais grave.
Referencial teórico
fontes oficiais desta página
Referência base[1] Manchester Triage Group (Mackway-Jones K, Marsden J, Windle J, eds). Emergency Triage. Wiley. 2006 · DOI 10.1002/9780470757321 | [2] Farrohknia N, Castrén M, Ehrenberg A, et al. Emergency Department Triage Scales and Their Components: A Systematic Review of the Scientific Evidence. Scand J Trauma Resusc Emerg Med. 2011;19:42 · DOI 10.1186/1757-7241-19-42 | [3] Smith GB, Prytherch DR, Meredith P, et al. The ability of the National Early Warning Score (NEWS) to discriminate patients at risk of early cardiac arrest, unanticipated intensive care unit admission, and death. Resuscitation. 2013;84(4):465-470 · DOI 10.1016/j.resuscitation.2012.12.016 | [4] Singer M, Deutschman CS, Seymour CW, et al. The Third International Consensus Definitions for Sepsis and Septic Shock (Sepsis-3). JAMA. 2016;315(8):801-810 · DOI 10.1001/jama.2016.0287 | [5] Brasil, Ministério da Saúde. Política Nacional de Atenção às Urgências. 3ª ed. Brasília: MS, 2006 · bvsms.saude.gov.br | [6] Conselho Federal de Medicina. Resolução CFM nº 2.158/2004: normatização do transporte de pacientes psiquiátricos para fins de estabelecimento especializado · portal.cfm.org.brdoi.org/10.1002/9780470757321
notaMaterial didático gerado por IA a partir EXCLUSIVAMENTE do resumo oficial da referência acima (repositório em destaque). Nenhuma informação além da fonte.
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