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Revisão baseada nas diretrizes Surviving Sepsis Campaign 2021 e Sepsis-3: definições, qSOFA e SOFA, fisiopatologia, bundle da primeira hora, antibioticoterapia empírica com doses, vasopressores, suporte de órgãos e prognóstico, com os números e pegadinhas mais cobrados em prova.
[1] Evans L, Alhazzani W, Levy MM et al. Surviving Sepsis Campaign: International Guidelines for Management of Sepsis and Septic Shock 2021. Critical Care Medicine. 2021;49(11):e1063-e1143 · DOI 10.1097/CCM.0000000000005337 | [2] Singer M, Deutschman CS, Seymour CW et al. The Third International Consensus Definitions for Sepsis and Septic Shock (Sepsis-3). JAMA. 2016;315(8):801-810 · DOI 10.1001/jama.2016.0287 | [3] Seymour CW, Liu VX, Iwashyna TJ et al. Assessment of Clinical Criteria for Sepsis. JAMA. 2016;315(8):762-774 · DOI 10.1001/jama.2016.0288 | [4] Rudd KE, Johnson SC, Agesa KM et al. Global, regional, and national sepsis incidence and mortality, 1990-2017. Lancet. 2020;395(10219):200-211 · DOI 10.1016/S0140-6736(19)32989-7 | [5] ILAS — Instituto Latino Americano de Sepse. Campanha Sobrevivendo à Sepse: materiais e protocolos brasileiros · https://ilas.org.br · DOI 10.1097/CCM.0000000000005337
A sepse é a resposta desregulada do hospedeiro à infecção que leva a disfunção de órgãos potencialmente fatal e permanece uma emergência médica de escala global: a análise do Global Burden of Disease estimou 48,9 milhões de casos incidentes e 11,0 milhões de óbitos atribuíveis à sepse em 2017, o equivalente a 19,7% de todas as mortes no mundo. Estimativas brasileiras apontam da ordem de 400 a 600 mil casos por ano, com letalidade hospitalar entre 30% e 50% nas unidades de terapia intensiva. O que define a prova e a prática é o mesmo princípio: sepse é corrida contra o tempo. Cada hora de atraso na antibioticoterapia efetiva no choque séptico foi associada a queda de sobrevida de aproximadamente 7,6% por hora nas primeiras 6 horas, e a adesão aos bundles da Surviving Sepsis Campaign reduz mortalidade de forma dose-dependente. Este artigo organiza reconhecimento e tratamento nas primeiras horas com os valores exatos cobrados em prova.
A terceira força-tarefa internacional (Sepsis-3) aposentou as definições baseadas na síndrome da resposta inflamatória sistêmica (SIRS), que identifica inflamação inespecífica e previa mal a mortalidade. Sepse passou a ser definida como disfunção orgânica potencialmente fatal causada por resposta desregulada do hospedeiro à infecção, operacionalizada na cabeceira como infecção suspeita ou confirmada associada a aumento agudo de 2 pontos ou mais na escala SOFA (assumindo escore basal zero em pacientes sem disfunção prévia conhecida). O choque séptico é o subgrupo mais grave: hipotensão que exige vasopressores para manter pressão arterial média de 65 mmHg ou mais, associada a lactato arterial acima de 2 mmol/L persistente após reposição volêmica adequada, com mortalidade hospitalar em torno de 40%. A antiga sepse grave desapareceu do vocabulário e a sepse simples já é, por definição, doença com risco de morte.
| Conceito | Definição Sepsis-3 (2016) | Nota de prova |
|---|---|---|
| Infecção | Invasão e multiplicação de micro-organismos em tecidos normalmente estéreis, com resposta do hospedeiro | Suspeita clínica basta para iniciar o bundle; não espere cultura positiva |
| Sepse | Infecção suspeita ou confirmada com aumento agudo de 2 pontos ou mais no SOFA | SOFA 2 ou mais implica mortalidade geral superior a 10% |
| Choque séptico | Vasopressores para manter PAM de 65 mmHg ou mais E lactato maior que 2 mmol/L apesar de reposição volêmica adequada | Critério circulatório e laboratorial combinados: só vasopressor ou só lactato elevado não fecham o diagnóstico |
| qSOFA (rastreio) | 2 ou 3 de: frequência respiratória de 22 irpm ou mais, alteração do nível de consciência (Glasgow menor que 15), pressão sistólica de 100 mmHg ou menos | Serve como sinal de alerta de pior prognóstico, não como critério único de triagem nem como ferramenta diagnóstica |
| SIRS (abandonado) | 2 ou mais de: temperatura maior que 38 ou menor que 36 graus, FC maior que 90, FR maior que 20, leucócitos maior que 12.000 ou menor que 4.000 | Continua sensível para suspeita inicial, mas é inespecífico e saiu das definições formais |
O SOFA (Sequential Organ Failure Assessment) pontua seis domínios de disfunção (respiratório, coagulação, hepático, cardiovascular, neurológico e renal) de 0 a 4 e foi validado como preditor de mortalidade em pacientes com infecção suspeita: na coorte de derivação do Sepsis-3, a elevação aguda de 2 pontos do SOFA na presença de infecção associou-se à mortalidade hospitalar de aproximadamente 10%, subindo de forma progressiva a cada ponto adicional. O qSOFA é a versão de cabeceira, sem exames, desenhada para identificar fora da UTI pacientes com maior risco de morte: na avaliação inicial de pronto-socorro tem sensibilidade limitada, em torno de 50% a 70%, com boa especificidade, em torno de 70% a 90% para mortalidade — por isso a Surviving Sepsis Campaign 2021 recomenda que o qSOFA funcione como prompt de alerta e não como ferramenta única de triagem, e que pacientes com suspeita de infecção e evidência de hipoperfusão sejam avaliados independentemente do escore.
| Domínio do SOFA | Parâmetro avaliado | Exemplo de 1 ponto | Exemplo de 4 pontos |
|---|---|---|---|
| Respiratório | Relação PaO2/FiO2 em mmHg | Menor que 400 | Menor que 100 com suporte ventilatório |
| Coagulação | Plaquetas por mm cúbico | Menor que 150.000 | Menor que 20.000 |
| Hepático | Bilirrubina total em mg/dL | 1,2 a 1,9 | Maior que 12 |
| Cardiovascular | PAM ou drogas vasoativas | PAM menor que 70 mmHg sem drogas | Dopamina maior que 15 mcg/kg/min ou noradrenalina/adrenalina maior que 0,1 mcg/kg/min |
| Neurológico | Escala de Glasgow | 13 a 14 | Menor que 6 |
| Renal | Creatinina em mg/dL ou débito urinário | 1,2 a 1,9 | Maior que 5,0 ou anúria menor que 200 mL por dia |
Dica de aplicação: o lactato não faz parte do SOFA, mas é o biomarcador de hipoperfusão tecidual usado nas definições e no bundle — valor acima de 2 mmol/L indica hipoperfusão e igual ou acima de 4 mmol/L marca o paciente de máxima prioridade para reposição volêmica e antibioticoterapia imediata. A procalcitonina tem melhor desempenho que a proteína C reativa para distinguir infecção bacteriana de respostas inflamatórias estéreis, porém nenhum biomarcador isolado define ou exclui sepse; a diretriz sugere usar a procalcitonina para apoiar a descontinuação da antibioticoterapia, não para adiar o antibiótico.
O gatilho é o reconhecimento de padrões moleculares de micro-organismos (PAMPs, como o lipopolissacarídeo gram-negativo) e de padrões moleculares associados a dano (DAMPs, como HMGB1, histonas e DNA mitocondrial liberados por tecido injuriado) por receptores de reconhecimento de padrões: o complexo TLR4-MD2-CD14 na membrana e os sensores citoplasmáticos que ativam o inflamasoma e a caspase-1, com processamento de IL-1 beta e IL-18. A via comum é a ativação do NF-kB e a produção em cascata de TNF, IL-1, IL-6 e IL-8, que atuam sobre o endotélio: induzem a óxido nítrico sintase induzível com vasoplegia grave, aumentam a permeabilidade com perda de plasma para o interstício e expressam fator tecidual, iniciando a coagulação intravascular disseminada na microcirculação ao mesmo tempo em que depletam proteína C, antitrombina e inibidor do ativador do plasminogênio. O resultado é o desacoplamento entre entrega e consumo de oxigênio, com disfunção mitocondrial e hibernação celular.
Em paralelo à tempestade inflamatória inicial desenvolve-se imunossupressão tardia: apoptose de linfócitos T e B, expressão de pontos de controle imune PD-1 e PD-L1 e reativação de vírus latentes como citomegalovírus e herpes simples, o que explica parte das infecções secundárias e da deterioração após a primeira semana. Três síndromes de disfunção orgânica específicas são cobradas: a miocardiopatia séptica, depressão biventricular reversível mediada por TNF e IL-1, com troponina elevada e fração de ejeção reduzida que costuma recuperar em 7 a 10 dias; a encefalopatia séptica, delirium precoce por disfunção neurovascular e microtrombose; e a neuropatia e miopatia do paciente crítico, causa de fraqueza prolongada e desmame difícil.
O espectro clínico vai da taquicardia com febre ao choque refratário. Achados de alerta no pronto-socorro: temperatura maior que 38 graus ou menor que 36 graus, frequência cardíaca acima de 90 irpm, taquipneia de 22 irpm ou mais, confusão mental aguda, pressão sistólica de 100 mmHg ou menos, oligúria menor que 0,5 mL/kg/h e marmorização cutânea, que indica má perfusão periférica. Idosos, gestantes, neutropênicos, esplenectomizados e usuários de imunossupressores podem apresentar apenas hipotermia, confusão ou queda funcional sem febre — a ausência de febre nunca exclui sepse. O foco mais frequente é o respiratório, seguido de abdome, trato urinário, pele e partes moles, cateteres e sistema nervoso central; a investigação com imagem dirigida ao foco provável (radiografia ou ultrassom de tórax, tomografia de abdome, ecocardiograma à beira do leito) faz parte do reconhecimento.
A Surviving Sepsis Campaign 2021 consolidou em um único pacote as ações que devem ser iniciadas dentro da primeira hora do reconhecimento da sepse ou do choque séptico. A lógica é sequencial e cada elemento prepara o seguinte: medir a perfusão, documentar a infecção, tratar, repor volume e sustentar a pressão. Estudos de implementação em redes hospitalares, incluindo a experiência brasileira articulada pelo ILAS, mostram que a adesão crescente aos bundles se associa a queda progressiva e consistente da mortalidade ajustada — o efeito é de processo, não de um único item isolado.
A escolha empírica considera três variáveis: o foco anatômico provável, os micro-organismos típicos desse foco e os fatores de risco do paciente para patógenos resistentes (internação recente, uso prévio de antibióticos, colonização conhecida, imunossupressão e epidemiologia local). A terapia deve ser de amplo espectro e intravenosa na dose máxima recomendada desde a primeira hora, com ajuste renal e hepático. Em 48 a 72 horas, reavaliar com culturas e desescalar para o antibiótico mais estreito eficaz; a duração típica é de 7 a 10 dias, com cursos mais curtos possíveis quando o foco está controlado e o paciente está estável clínica e laboratorialmente. A procalcitonina pode apoiar a parada precoce, mas a decisão final é clínica.
| Cenário e foco provável | Esquema empírico com doses de adulto | Comentário de prova |
|---|---|---|
| Pneumonia comunitária grave sem fator para MRSA | Ceftriaxona 2 g IV a cada 24 h + azitromicina 500 mg IV a cada 24 h | Macrolídeo cobre atípicos; cobrir estafilococo apenas com fatores de risco ou infiltrado cavitário |
| Foco intra-abdominal | Piperacilina-tazobactama 4,5 g IV a cada 6 h OU cefepima 2 g IV a cada 8 h + metronidazol 500 mg IV a cada 8 h | Sempre associar controle de fonte cirúrgico ou radiológico |
| Infecção do trato urinário complicada | Ceftriaxona 2 g IV a cada 24 h; se risco de BLEE, meropenem 1 g IV a cada 8 h | Piperacilina-tazobactama tem concentração urinária imprevisível e não é escolha empírica de primeira linha em ITU complicada |
| Neutropênico febril | Cefepima 2 g IV a cada 8 h ou piperacilina-tazobactama 4,5 g IV a cada 6 h em monoterapia | Adicionar vancomicina se mucosite grave, cateter venoso central ou instabilidade hemodinâmica |
| Fator de risco para MRSA ou suspeita de endocardite | Vancomicina 25 a 30 mg/kg IV em ataque (dose única máxima de 3 g), depois 15 a 20 mg/kg a cada 8 a 12 h guiada por AUC 400 a 600, OU daptomicina 8 a 10 mg/kg IV a cada 24 h | Daptomicina é inativada pelo surfactante e não serve para pneumonia |
| Risco de BLEE ou carbapenemase | Meropenem 1 g IV a cada 8 h (infusão estendida de 3 h) | Em carbapenemase confirmada, manejar conforme vigilância local, com associação e dose-otimização |
| Risco de candidíase invasiva | Caspofungina 70 mg IV de ataque, depois 50 mg IV a cada 24 h; ou fluconazol 800 mg IV de ataque, depois 400 mg IV a cada 24 h se cepa sensível provável | Fatores: nutrição parenteral, neutropenia prolongada, colonização múltipla, cirurgia abdominal extensa |
Dois erros clássicos: aguardar o resultado de culturas para iniciar o antibiótico (as hemoculturas positivas, quando presentes, demoram 24 a 48 horas e apenas 30% a 40% dos pacientes com sepse têm hemocultura positiva) e manter indefinidamente o espectro inicial por inércia. A desescalação guiada por cultura reduz seleção de resistência e efeitos adversos, incluindo colite por Clostridioides difficile.
A reposição inicial é com cristaloides: 30 mL/kg na primeira fase, dentro das primeiras 3 horas, para hipotensão ou lactato de 4 mmol/L ou mais. Cristaloides balanceados são preferidos aos ricos em cloreto de forma fraca pela diretriz, com base em ensaios pragmáticos que mostraram equivalência ou leve benefício renal dos balanceados; amidos (hidroxietilamido) aumentam mortalidade e disfunção renal e são proibidos, e a albumina tem papel de resgate em quem segue necessitando de grandes volumes, na dose de 20 a 40 g, junto com o cristaloide. A resposta à reposição deve ser monitorada com medidas dinâmicas — elevação passiva das pernas, variação da pressão de pulso e volume sistólico ao ultrassom à beira do leito — em vez de apenas parâmetros estáticos. Se a hipotensão persistir, o vasopressor começa já durante a reposição: noradrenalina é a primeira linha, com meta de PAM de 65 mmHg (o trial SEPSISPAM mostrou que elevar a meta para 80 a 85 mmHg não reduz mortalidade global, apenas possível benefício em hipertensos crônicos, com mais eventos arrítmicos), preferencialmente por via central, sendo aceitável a via periférica de resgate por curto período em veia calibrosa.
| Droga | Dose em adulto | Papel no choque séptico |
|---|---|---|
| Noradrenalina | 0,01 a 1 mcg/kg/min IV, titulada até a meta de PAM | Primeira linha: alfa-agonista dominante com leve beta; superior à dopamina em desfecho |
| Vasopressina | 0,03 U/min IV em dose fixa | Segunda linha, adicionada para poupar noradrenalina quando a dose sobe; não se titula |
| Adrenalina | 0,01 a 0,5 mcg/kg/min IV | Terceira escolha ou choque refratário; mais taquicardia, arritmias e hiperlactatemia beta-2 |
| Dobutamina | 2,5 a 20 mcg/kg/min IV | Débito cardíaco baixo documentado com PAM adequada após noradrenalina; pode piorar hipotensão |
| Hidrocortisona | 200 mg IV por dia (50 mg a cada 6 h ou infusão contínua) | Choque dependente de vasopressor (noradrenalina em dose moderada-alta persistente); não usar dexametasona |
A corticoterapia tem indicação precisa: hidrocortisona intravenosa 200 mg por dia apenas quando o choque persiste dependente de vasopressores, sem benefício demonstrado na sepse sem choque e sem papel para dexametasona. Transfusão de hemácias usa gatilho restritivo de hemoglobina 7 g/dL, inclusive no choque séptico estável — o trial TRISS demonstrou mortalidade semelhante entre os gatilhos 7 e 9 g/dL, poupando exposição a hemocomponentes.
Antibiótico sem controle de fonte é tratamento incompleto: drenagem de abscessos, desbridamento de tecido necrótico, remoção de dispositivos infectados e correção de obstrução ou perfuração devem ser realizados o mais precocemente possível, idealmente nas primeiras 6 a 12 horas quando clinicamente factível. Em paralelo, o suporte de órgãos segue um pacote de medidas com graus de recomendação bem estabelecidos.
A mortalidade hospitalar da sepse fica em torno de 10% a 20% e a do choque séptico entre 30% e 50%, com valores mais altos em séries brasileiras de UTI e em pacientes idosos, imunossuprimidos e com neoplasias. As complicações que organizam o seguimento são: síndrome do desconforto respiratório agudo, lesão renal aguda que acomete cerca de 40% a 50% dos choques sépticos (com necessidade de terapia substitutiva em uma minoria), miocardiopatia séptica, coagulopatia da sepse com evolução para coagulação intravascular disseminada, encefalopatia, e neuropatia e miopatia do paciente crítico. Sobreviventes enfrentam mortalidade elevada no primeiro ano, reinternações frequentes, declínio cognitivo persistente em até um terço dos casos e fragilidade física prolongada, o que tornou sepse uma doença crônica com reabilitação e seguimento ambulatorial estruturados.
1.Paciente com pneumonia é admitido com PAM de 60 mmHg apesar de 30 mL/kg de cristaloide, iniciando noradrenalina, e lactato de 3 mmol/L. Pela Sepsis-3, o diagnóstico é:
2.Quais são os três componentes do qSOFA?
3.O primeiro vasopressor escolhido no choque séptico é:
4.Sobre a reposição volêmica inicial no bundle da primeira hora, assinale a correta:
5.Paciente com sepse e suspeita de foco urinário com risco de Escherichia coli produtora de BLEE. O esquema empírico mais adequado é:
6.A indicação de hidrocortisona na sepse é:
7.Culturas devem ser colhidas:
8.O gatilho transfusional de hemácias no paciente séptico estável é:
9.Qual achado caracteriza a imunossupressão tardia da sepse?
10.Paciente com sepse de foco abdominal, culturas sem crescimento após 72 horas, afebril, hemodinâmicamente estável e com foco cirurgicamente controlado. A conduta de antibiótico é:
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