carregando…
carregando…
Revisão completa do sangramento uterino anormal na mulher em idade reprodutiva: parâmetros menstruais normais do FIGO, classificação PALM-COEIN, propedêutica com indicações de biópsia e tratamento clínico e cirúrgico com doses e esquemas.
[1] Munro MG, Critchley HOD, Fraser IS; FIGO Menstrual Disorders Working Group. The two FIGO systems for normal and abnormal uterine bleeding symptoms and classification of causes of abnormal uterine bleeding in the reproductive years: 2018 revisions. Int J Gynaecol Obstet. 2018;143(3):393-408 · DOI 10.1002/ijgo.12666 | [2] American College of Obstetricians and Gynecologists. Practice Bulletin No. 128: Diagnosis of abnormal uterine bleeding in reproductive-aged women. Obstet Gynecol. 2012;120(1):197-206 · DOI 10.1097/AOG.0b013e318262e416 · PMID 22914421 | [3] American College of Obstetricians and Gynecologists. Committee Opinion No. 557: Management of acute abnormal uterine bleeding in nonpregnant reproductive-aged women. Obstet Gynecol. 2013;121(4):891-896 · DOI 10.1097/01.AOG.0000428646.67925.9a · PMID 23635705 | [4] Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO). Protocolo FEBRASGO-Ginecologia nº 80: Diagnóstico e tratamento de sangramento uterino anormal agudo. Comissão Nacional Especializada em Ginecologia. 2021 · https://sogirgs.org.br/area-do-associado/Diagnstico-e-tratamento-de-sangramento-uterino-anormal-agudo-2021.pdf | [5] Lethaby A, Hussain M, Rishworth JR, Rees MC. Progesterone or progestogen-releasing intrauterine systems for heavy menstrual bleeding. Cochrane Database Syst Rev. 2015;(4):CD000126 · DOI 10.1002/14651858.CD000126.pub3 · DOI 10.1002/ijgo.12666
O sangramento uterino anormal (SUA) é o distúrbio menstrual mais frequente da mulher em idade reprodutiva e uma das principais causas de anemia ferropriva, absenteísmo e histerectomia no mundo. Estimativas populacionais britânicas usadas pelo NICE indicam que cerca de 5% das mulheres entre 30 e 49 anos procuram o serviço de saúde a cada ano por sangramento menstrual intenso, e uma proporção muito maior relatará algum desvio do padrão normal ao longo da vida reprodutiva. O tema é cobrado em três eixos que o aluno precisa dominar de memória: os parâmetros do ciclo menstrual normal definidos pelo FIGO (Sistema 1), a classificação PALM-COEIN das causas (Sistema 2) e a sequência racional de investigação, que sempre começa excludendo gestação e termina orientando o tratamento pela causa, pelo desejo reprodutivo e pela gravidade do sangramento.
Pelo FIGO Sistema 1 (revisão de 2018), SUA é qualquer sangramento de origem uterina que se desvie, em volume, frequência, regularidade ou duração, dos parâmetros do ciclo menstrual normal, em mulher não gestante e não puerperal. A nomenclatura antiga (menorragia, metrorragia, menorragia metrorrágica) foi deliberadamente abandonada por gerar confusão, sendo substituída por termos descritivos ancorados nos quatro parâmetros abaixo. O volume deixou de ser definido laboratorialmente: a referência histórica de perda maior que 80 mL por ciclo foi substituída pela percepção da paciente, porque a queixa de sangramento intenso que interfere nas atividades diárias já define o sangramento menstrual intenso (heavy menstrual bleeding, HMB), o subtipo mais prevalente de SUA.
| Parâmetro menstrual | Normal (FIGO, 2018) | Termo quando alterado |
|---|---|---|
| Frequência (intervalo entre ciclos) | 24 a 38 dias | Polimenorreia se menor que 24 dias; oligomenorreia ou amenorreia se maior que 38 dias |
| Regularidade (variação ciclo a ciclo) | Variação de até 7 a 9 dias entre o ciclo mais curto e o mais longo em 12 meses | Sangramento irregular se variação maior que 8 a 10 dias |
| Duração do fluxo | Até 8 dias | Sangramento prolongado se maior que 8 dias |
| Volume | Autorrelatado como leve ou normal (referência histórica de 80 mL por ciclo) | Sangramento intenso (HMB) quando afeta a qualidade de vida |
| Sangramento entre ciclos ou após coito | Ausente | Sangramento intermenstrual ou pós-coital, este último sugerindo lesão cervical |
O FIGO Sistema 2 organiza as causas de SUA em nove categorias organizadas em dois grupos. O grupo PALM reúne causas estruturais, identificáveis por imagem ou histologia (pólipo, adenomiose, leiomioma, malignidade e hiperplasia endometrial). O grupo COEIN reúne causas não estruturais, relacionadas a distúrbios sistêmicos ou funcionais (coagulopatia, disfunção ovulatória, distúrbio primário do endométrio, iatrogenia e causas ainda não classificadas). As causas podem coexistir na mesma paciente, e a classificação orienta a propedêutica: PALM pede imagem e histologia; COEIN pede laboratório e revisão de medicamentos.
| Letra | Causa | Grupo | Cenário típico de prova |
|---|---|---|---|
| P | Pólipo endometrial | Estrutural | Sangramento intermenstrual em mulher de 30 a 40 anos; tratamento histeroscópico |
| A | Adenomiose | Estrutural | Útero globoso e sensível, dismenorreia progressiva e HMB; achado de USG de espessamento miometrial assimétrico |
| L | Leiomioma | Estrutural | Mioma submucoso FIGO tipos 0, 1 e 2 distorce a cavidade e sangra; intramurais grandes causam compressão |
| M | Malignidade e hiperplasia endometrial | Estrutural | Obesidade, anovulação crônica, sangramento irregular em mulher acima de 45 anos |
| C | Coagulopatia | Não estrutural | Doença de von Willebrand tipo 1 em adolescente com HMB desde a menarca e equimoses |
| O | Disfunção ovulatória | Não estrutural | SOP, hipotireoidismo, hiperprolactinemia, perimenopausa e adolescência |
| E | Distúrbio endometrial primário | Não estrutural | Excesso de atividade fibrinolítica local e desequilíbrio de prostaglandinas sem lesão estrutural |
| I | Iatrogênica | Não estrutural | DIU de cobre, anticoagulantes, tamoxifeno e uso irregular de hormonais |
| N | Não classificada | Não estrutural | Malformação arteriovenosa uterina, istmocele pós-cesárea e endometrite crônica |
Os miomas uterinos são o tumor pélvico sólido mais comum em mulheres: estudos de rastreio com ultrassonografia encontram leiomiomas em 70 a 80% das mulheres até os 50 anos, com prevalência e gravidade maiores em mulheres negras, embora apenas parte seja sintomática. A adenomiose está presente em cerca de 20 a 35% das peças de histerectomia e classicamente acomete multiparas entre 35 e 50 anos. Pólipos endometriais aparecem em aproximadamente 10 a 25% das mulheres investigadas por SUA. Entre as causas não estruturais, a doença de von Willebrand afeta de 5 a 20% das mulheres com HMB desde a menarca, sendo a coagulopatia hereditária mais frequente; a síndrome dos ovários policísticos atinge 8 a 13% das mulheres em idade reprodutiva segundo a OMS e é a causa endócrina mais cobrada de SUA ovatório. Na adolescência, até 80% dos ciclos são anovulatórios no primeiro ano pós-menarca, normalizando-se em grande parte até o terceiro ano, o que explica o SUA ovatório ser fisiológico nessa faixa. O câncer de endométrio tem risco vitalício de 2 a 3%, e cerca de três quartos das pacientes se apresentam com algum tipo de sangramento anormal, razão pela qual idade igual ou maior que 45 anos muda a conduta investigativa.
No SUA ovatório (AUB-O), a falha da ovulação impede a formação de corpo lúteo e, portanto, a produção de progesterona luteal. O endométrio permanece sob estímulo estrogênico contínuo e sem oposição: prolifera, torna-se espesso, frágil e vascularizado e descama de forma irregular e prolongada, porque faltam as alterações controladas da espiralização arterial e da decidualização que a progesterona promove. O mesmo mecanismo, quando crônico, predispõe à hiperplasia endometrial, que pode progredir para neoplasia: a hiperplasia sem atipia progride para carcinoma em cerca de 1 a 3% dos casos em até 20 anos, enquanto a hiperplasia atípica (neoplasia intraepitelial endometrial) progride em 20 a 40% e associa-se a carcinoma oculto em até 40% das peças de histerectomia.
No HMB de causa endometrial primária (AUB-E), o defeito é local: aumento da atividade fibrinolítica do endométrio (excesso de ativador do plasminogênio tecidual) e desequilíbrio entre prostaglandinas vasodilatadoras (PGE2 e PGI2) e vasoconstritoras, resultando em hemostasia local ineficaz. Nas coagulopatias (AUB-C), a falha é sistêmica: na doença de von Willebrand tipo 1, o déficit quantitativo do fator de von Willebrand prejudica adesão plaquetária ao subendotélio, e a trombocitopenia ou o uso de anticoagulantes produz efeito análogo. Nas causas estruturais, miomas submucosos distorcem a cavidade e comprimem o endométrio adjacente impedindo sua regeneração; a adenomiose aumenta a superfície e a vascularização do miométrio; pólipos ulceram-se com facilidade. O desfecho comum e cumulativo é a perda crônica de ferro, com anemia ferropriva que piora a fadiga, a capacidade de trabalho e a qualidade de vida.
A anamnese deve caracterizar os quatro parâmetros menstruais, a data da menarca, o padrão desde então e os sintomas de alerta. Ferramentas como o PBAC (cartão pictórico de avaliação da perda menstrual) ajudam a quantificar o volume: escore acima de 100 pontos correlaciona-se com perda maior que 80 mL. Coágulos maiores que 2,5 cm (tamanho de uma moeda), troca noturna de absorvente, sangue que escorre em jato e limitação de atividades indicam HMB. O exame físico avalia palidez de mucosas, índice de massa corporal, sinais de hiperandrogenismo (hirsutismo, acne) que sugerem SOP, galactorreia, tireoide e, com espéculo, a origem cervical do sangramento; o toque bimanual pesquisa aumento uterino difuso (adenomiose) ou irregular (miomas).
Toda mulher em idade reprodutiva com SUA começa a investigação com teste de gravidez (beta-hCG), porque gestação inicial, abortamento e ectópica são os primeiros diagnósticos diferenciais. O painel básico inclui hemograma (anemia definida por hemoglobina menor que 12 g/dL na mulher não gestante), ferritina (deficiência de ferro abaixo de 15 a 30 ng/mL), TSH e, quando indicado, prolactina. O rastreamento de coagulopatia com antigênio e atividade do fator de von Willebrand, fator VIII e função plaquetária é obrigatório em adolescentes ou mulheres com HMB desde a menarca, sangramento que piorou com anticoncepcional, história de sangramento em cirurgias ou hematomas, e deve ser coletado fora do fluxo menstrual e antes de hormônios quando possível. A ultrassonografia transvaginal é a imagem de primeira linha em todas as mulheres com SUA persistente ou suspeita de causa estrutural.
| Método | Papel no SUA | Observação de acurácia e limites |
|---|---|---|
| Beta-hCG | Primeiro exame em toda mulher em idade reprodutiva | Exclui gestação e suas complicações antes de qualquer hormonioterapia |
| Hemograma e ferritina | Avalia anemia e estoque de ferro | Ferritina se eleva na inflamação, reduzindo sua sensibilidade |
| TSH | Rastreia disfunção tireoidiana | Hipotireoidismo causa anovulação e agravamento do fluxo |
| Fator de von Willebrand (antígeno, atividade) e FVIII | Obrigatório se HMB desde a menarca ou menor de 18 anos | Doença de von Willebrand em 5 a 20% dessas pacientes |
| Ultrassonografia transvaginal | Imagem de primeira linha | Sensibilidade de 76 a 88% para lesões focais; pode falhar em pólipos pequenos |
| Sonohisterografia | Refina lesões focais quando a USG é inconclusiva | Sensibilidade ao redor de 90 a 95% para pólipos e miomas submucosos |
| Histeroscopia diagnóstica com biópsia dirigida | Padrão de referência para lesões intracavitárias | Visualização direta e tratamento no mesmo tempo cirúrgico |
| Biópsia de endométrio por pipelle | Avaliação histológica ambulatorial do endométrio | Sensibilidade para carcinoma de cerca de 91% na pré-menopausa e acima de 99% na pós-menopausa; material insuficiente em 5 a 25% |
O tratamento clínico é a primeira linha para a maioria das mulheres, e a escolha depende do desejo de gestação, da necessidade de contracepção, das contraindicações e da causa. O DIU com levonorgestrel 52 mg é o tratamento médico mais eficaz para o HMB, com ou sem causa estrutural associada, reduzindo o fluxo em 70 a 95% e levando a amenorreia em 20 a 50% das usuárias em 12 meses. O ácido tranexâmico, antifibrinolítico que bloqueia a ligação do plasminogênio à fibrina, é a melhor opção não hormonal quando não se deseja contracepção. Os anti-inflamatórios não esteroidais reduzem o fluxo em 20 a 40% e a dismenorreia associada. O anticoncepcional hormonal combinado (comprimido, adesivo ou anel) é útil quando coexiste desejo de contracepção, e os progestogênios cíclicos protegem o endométrio no SUA ovatório crônico.
| Opção terapêutica | Esquema típico | Redução do sangramento | Observações de prova |
|---|---|---|---|
| DIU-LNG 52 mg | Inserção única; libera cerca de 20 mcg por dia; troca a cada 5 anos | 70 a 95% | Primeira linha para HMB; reduz volume e dismenorreia mesmo em adenomiose e miomas pequenos sem distorção importante da cavidade |
| Ácido tranexâmico | 1 g VO 3 a 4 vezes ao dia durante o fluxo (máximo de 4 g por dia); na via EV, 10 mg/kg a cada 8 horas | 40 a 50% | Não hormonal e não contraceptivo; contraindicado em trombose ativa e histórico de convulsões; não associar a anticoncepcional combinado |
| AINEs | Ácido mefenâmico 500 mg 3 vezes ao dia ou naproxeno 500 mg 2 vezes ao dia, apenas durante o fluxo | 20 a 40% | Primeira linha sintomática associada; evitar na doença renal crônica, úlcera péptica e asma sensível a AINE |
| Anticoncepcional combinado | Comprimido monofásico com 30 a 35 mcg de etinilestradiol, adesivo ou anel, em regime cíclico ou estendido | 40 a 70% | Contraindicado em tabagistas com mais de 35 anos, hipertensão não controlada, história de tromboembolismo e migraine com aura |
| Progestogênio cíclico | Acetato de medroxiprogesterona 10 mg por dia do 16º ao 25º dia do ciclo (ou por 10 a 14 dias por ciclo) | Depende da adesão; protege o endométrio | Escolha para converter e proteger o endométrio proliferativo do SUA ovatório, como na SOP |
| Análogo de GnRH | Leuprolida 3,75 mg IM mensal ou 11,25 mg IM a cada 3 meses, por 3 a 6 meses | Induz amenorreia e reduz miomas em 30 a 50% | Induz menopausa farmacológica com perda óssea; usar terapia de reposição add-back; ponte para cirurgia em anemia grave |
O SUA agudo com instabilidade hemodinâmica é emergência ginecológica. O Protocolo FEBRASGO-Ginecologia nº 80 e o Committee Opinion 557 da ACOG concordam que o tratamento médico hormonal é a primeira linha na maioria dos casos, reservando-se a cirurgia para a falha terapêutica. A conduta segue passos fixos, e a meta dupla é estancar o sangramento e corrigir a anemia.
A cirurgia está indicada quando falha o tratamento clínico, quando há lesão estrutural tratável ou quando se confirma neoplasia. A via escolhida depende da lesão: causas intracavitárias (pólipos e miomas submucosos FIGO 0, 1 e 2) beneficiam-se de ressecção histeroscópica, que é diagnóstica e terapêutica; miomas maiores ou intramurais pedem miomectomia laparoscópica ou abdominal, especialmente com desejo de gestação futura; a embolização das artérias uterinas é opção para miomas sintomáticos sem desejo gestacional imediato. A ablação endometrial destrói o endométrio por energia térmica ou elétrica e serve para SUA benigno sem causa intracavitária em mulheres que não desejam mais engravidar: reduz o fluxo drasticamente, mas não é método contraceptivo e está contraindicada na suspeita de hiperplasia ou carcinoma, na distorção da cavidade e no desejo futuro de gestação. A histerectomia é o tratamento definitivo para o SUA refratário ou neoplásico em mulheres que completaram o projeto reprodutivo.
| Procedimento | Indicação principal | Cuidado que cai em prova |
|---|---|---|
| Ressecção histeroscópica | Pólipos e miomas submucosos FIGO tipos 0, 1 e 2 | Trata a causa preservando o útero; risco de síndrome de ressecção com glicina |
| Miomectomia | Miomas intramurais ou subserosos sintomáticos, sobretudo com desejo de gestação | Discutir intervalo de 3 a 6 meses para concepção e risco de rotura conforme técnica |
| Embolização das artérias uterinas | Miomas sintomáticos sem desejo gestacional imediato | Síndrome pós-embolização com dor e febre; não preferencial para quem deseja engravidar |
| Ablação endometrial | SUA sem lesão estrutural intracavitária e sem desejo de gestação | Não é contracepção; contraindicada em hiperplasia, carcinoma e cavidade distorcida |
| Histerectomia | Tratamento definitivo após falha clínica ou em neoplasia | Via vaginal, laparoscópica ou abdominal conforme tamanho e contexto |
A complicação mais frequente é a anemia ferropriva: o tratamento oral usa sais ferrosos fornecendo 120 a 200 mg de ferro elementar por dia, divididos em 2 a 3 tomadas, longe de chá e café, com resposta esperada de 1 a 2 g/dL de hemoglobina em 2 a 4 semanas; a reposição parenteral com carboximaltose férrica 1.000 mg EV está indicada quando a hemoglobina é menor que 10 g/dL, há intolerância oral ou se busca resposta rápida. Outras complicações são a piora da qualidade de vida com absenteísmo, a progressão de hiperplasia atípica a carcinoma, as cirurgias desnecessárias quando a causa reversível não é tratada e a transfusão evitável no quadro agudo. O seguimento clínico deve ser em 3 a 6 meses após iniciar tratamento para documentar resposta objetiva: persistência do sangramento exige reavaliar adesão, revisar o diagnóstico (inclusive coagulopatia e lesões estruturais) e considerar biópsia endometrial se ainda não realizada. O prognóstico é excelente para as causas benignas com tratamento adequado, e a maioria das mulheres evita cirurgia com manejo médico bem conduzido.
1.Segundo o FIGO Sistema 1 (2018), qual parâmetro define a frequência menstrual normal?
2.Adolescente de 16 anos com sangramento menstrual intenso desde a menarca, equimoses fáceis e histórico de epistaxe. Qual investigação é prioritária?
3.Qual é o primeiro exame a ser solicitado em toda mulher em idade reprodutiva que chega ao ambulatório com sangramento uterino anormal?
4.Na classificação PALM-COEIN do FIGO, a adenomiose pertence a qual categoria?
5.Mulher de 47 anos, IMC 36, ciclos menstruais irregulares há um ano e sangramento volumoso. Ultrassonografia com endométrio de 14 mm. Qual a conduta?
6.Qual tratamento médico tem a maior eficácia comprovada para reduzir o sangramento menstrual intenso, com ou sem causa estrutural associada?
7.Paciente hemodinamicamente instável com sangramento uterino agudo grave, beta-hCG negativo, sem coagulopatia. Qual a primeira linha farmacológica?
8.Qual é o mecanismo de ação do ácido tranexâmico no sangramento uterino anormal?
9.Mioma submucoso pediculado totalmente dentro da cavidade uterina corresponde a qual tipo da subclassificação FIGO, e qual o tratamento de escolha?
10.Qual das seguintes é contraindicação ao uso de ablação endometrial?
acesso de membros
Matérias, materiais na íntegra, resumos, quiz e revisões ficam liberados na sua conta — a prévia desfocada é só um gostinho.
Entrar e continuar