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Revisão completa sobre endometriose: fenótipos, fisiopatologia, diagnóstico clínico e por imagem conforme a diretriz ESHRE 2022, tratamento clínico com doses (dienogeste, agonistas e antagonistas de GnRH) e indicações cirúrgicas, incluindo infertilidade e recorrência.
[1] Becker CM, Bokor A, Heikinheimo O, et al. ESHRE guideline: endometriosis. Human Reproduction. 2022;37(7):1149-1240 · DOI 10.1093/humrep/deac109 | [2] Brasil. Ministério da Saúde. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Endometriose. Portaria nº 879, de 12 de julho de 2016. Conitec/MS · https://www.gov.br/conitec | [3] Zondervan KT, Becker CM, Missmer SA. Endometriosis. New England Journal of Medicine. 2020;382(13):1244-1256 · DOI 10.1056/NEJMra1810764 | [4] Taylor HS, Giudice LC, Lessey BA, et al. Treatment of endometriosis-associated pain with elagolix, an oral GnRH antagonist. New England Journal of Medicine. 2017;377(1):28-40 · DOI 10.1056/NEJMoa1700089 · DOI 10.1093/humrep/deac109
A endometriose é definida pela presença de tecido semelhante ao endométrio (glândulas e estroma) fora da cavidade uterina, determinando uma doença inflamatória crônica, estrogênio-dependente e progressivamente fibrosante. É uma das causas mais frequentes de dor pélvica crônica e de infertilidade em mulheres em idade reprodutiva, com atraso diagnóstico médio de 7 a 10 anos entre o início dos sintomas e o diagnóstico definitivo. Para a prova, o aluno precisa dominar três eixos: o raciocínio clínico que permite tratar empiricamente sem laparoscopia (diretriz ESHRE 2022), o arsenal hormonal com doses e mecanismos, e as indicações precisas de cirurgia, especialmente no contexto de infertilidade e endometriose profunda.
Formalmente, a endometriose é a presença de glândulas e estroma endometriais fora do útero, com capacidade de infiltrar, inflamar e fibrosar os tecidos adjacentes (peritônio, ovários, ligamentos uterossacros, septo retovaginal, intestino, ureteres e, mais raramente, diafragma e pleura). Não é simples implante mecânico: as lesões produzem estrógeno localmente, recrutam macrófagos e linfócitos, promovem angiogênese e induzem crescimento de fibras nervosas (neuroangiogênese), o que explica por que lesões aparentemente pequenas podem gerar dor intensa.
A classificação cirúrgica mais usada é a rAFS/ASRM (American Society for Reproductive Medicine), que pontua implantes, aderências e endometriomas em quatro estágios. O ponto de prova clássico é que a pontuação rAFS não se correlaciona com a intensidade da dor: uma paciente com estágio I (mínimo) pode ter dor incapacitante e outra com estágio IV (grave) pode ser assintomática. Para a DIE, o sistema ENZIAN descreve comprometimento por compartimentos (A: vaginal/retovaginal; B: ligamento sacrouterino; C: intestino; FA/B/C: ligamento parametrial e ureteral) e é mais informativo do que o rAFS para doença profunda.
| Estágio rAFS/ASRM | Pontuação | Descrição |
|---|---|---|
| Estágio I | 1-5 pontos | Doença mínima: implantes superficiais isolados |
| Estágio II | 6-15 pontos | Doença leve: implantes superficiais com algumas aderências |
| Estágio III | 16-40 pontos | Doença moderada: endometriomas e/ou aderências densas |
| Estágio IV | >40 pontos | Doença grave: endometriomas grandes, aderências extensas, doença profunda |
A endometriose acomete cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva, com pico entre 25 e 35 anos, mas já está presente em adolescentes: cerca de metade das adolescentes submetidas a videolaparoscopia por dor pélvica crônica refratária a anti-inflamatórios e contraceptivo hormonal apresenta doença confirmada. Entre mulheres inférteis, a prevalência sobe para 30-50%, e entre mulheres com dor pélvica crônica, chega a até 70% em séries de serviços de referência. Há agregação familiar: parentes de primeiro grau de pacientes com endometriose têm risco cerca de 5 a 6 vezes maior, compatível com poligenia. Após a menopausa, a doença costuma regredir pela retirada do estímulo estrogênico, mas pode persistir ou reativar com terapia de reposição hormonal. Dados brasileiros do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Ministério da Saúde (Portaria 879/2016) reforçam o mesmo padrão: diagnóstico tardio médio em torno de 7 anos, com peregrinação por pronto-socorros e múltiplos profissionais antes da identificação da doença.
A teoria clássica da menstruação retrógrada (Sampson, 1927) explica a implantação: células endometriais viáveis chegam à cavidade pélvica pelo fluxo tubário retrógrado, fenômeno que ocorre na maioria das mulheres menstruadas. A doença surge quando há falha da imunidade peritoneal em eliminar esses fragmentos: redução da citotoxicidade de células NK, ativação de macrófagos e desequilíbrio de citocinas (IL-1β, IL-6, IL-8, TNF-α, RANTES) permitem implantação, angiogênese (VEGF) e sobrevivência do tecido ectópico. Teorias complementares incluem a metaplasia celômica (Meyer), a disseminação linfática e hematogênica (Halban, explicando implantes à distância como pleura e cicatrizas) e a participação de células-tronco da medula óssea.
Dois eixos moleculares são cobrados em prova. Primeiro, a independência estrogênica relativa: as lesões expressam aromatase (ausente no endométrio eutópico normal) e convertem androgênios em estradiol localmente, além de terem deficiência da 17β-HSD tipo 2, que normalmente inativa o estradiol. A prostaglandina E2 (PGE2) produzida pela COX-2 nas lesões estimula a aromatase, criando um circuito autócrino de retroalimentação positiva entre inflamação e estrogênio tecidual. Segundo, a resistência à progesterona: as lesões têm sinalização progesterônica deficiente, o que impede a decidualização adequada e perpetua o crescimento. A dor crônica se instala por três mecanismos: irritação peritoneal inflamatória direta, infiltração nervosa (fibras nervosas PGP9.5 ao redor das lesões, com NGF local) e sensibilização central, com amplificação medular e cortical da percepção dolorosa, o que justifica dor persistente mesmo após remoção completa das lesões.
A tríade sintomática clássica é dismenorreia incapacitante, dor pélvica crônica e dispareunia profunda. A dismenorreia é o sintoma mais frequente (60-80% das pacientes), começa antes da menstruação, piora durante os primeiros dias e não responde adequadamente a anti-inflamatórios comuns. A dor pélvica não cíclica acomete 40-60% e a dispareunia profunda (dor durante a relação, pior em posições com penetração profunda) sugere fortemente doença infiltrativa do septo retovaginal e dos ligamentos uterossacros. Sintomas catameniais de órgãos específicos são altamente sugestivos: disquesia (dor para evacuar) e rectorragia cíclica (DIE retal), disúria e hematúria cíclicas (bexiga), obstrução ureteral silenciosa com perda renal, dor no ombro e pneumotórax catamenial (doença torácica), e ciática catamenial (comprometimento do nervo ciático ou plexo sacral).
| Sintoma | Fenótipo mais associado | Frequência aproximada |
|---|---|---|
| Dismenorreia incapacitante | Qualquer fenótipo, sobretudo adenomiose associada | 60-80% |
| Dor pélvica crônica não cíclica | Doença peritoneal e DIE | 40-60% |
| Dispareunia profunda | DIE de septo retovaginal e uterossacros | 30-50% |
| Disquesia / rectorragia cíclica | DIE retossigmóide | 5-30% conforme a série |
| Disúria / hematúria cíclica | DIE vesical | 1-5% |
| Infertilidade | Todas as formas, sobretudo estágios III-IV | 30-50% das pacientes com endometriose |
Ao exame físico, os achados sugestivos são: útero em retroversão fixa e doloroso à mobilização, nódulos endurecidos e dolorosos nos fundos de saco vaginais e ligamentos uterossacros (melhor palpados durante o toque combinado, preferencialmente no período menstrual), massa anexial cística e pouco móvel (endometrioma) e dor à compressão uterina. Cerca de 20-25% das pacientes são assintomáticas, e a doença só é descoberta na investigação de infertilidade ou durante cirurgia por outra causa. Em adolescentes, vale ressaltar dois pontos: a dor frequentemente é acíclica desde o início (diferente do padrão clássico adulto) e endometriose em adolescente com dor grave deve levantar a suspeita de malformação uterina obstrutiva, que aumenta muito o risco de refluxo retrógrado maciço.
A mudança conceitual central da ESHRE 2022 é que o diagnóstico da endometriose é CLÍNICO: história típica (dismenorreia, dor pélvica, dispareunia profunda, disquesia ou infertilidade) combinada com achados de exame e/ou imagem típicos é suficiente para iniciar o tratamento, sem necessidade de videolaparoscopia ou confirmação histológica prévia. A laparoscopia permanece o padrão de referência quando a imagem é inconclusiva, quando o tratamento empírico falha, quando há dúvida diagnóstica importante ou quando há indicação cirúrgica (endometrioma grande, DIE com sintomas de órgão, infertilidade). O achado histológico negativo NÃO exclui a doença: a biópsia pode falhar por amostragem, especialmente em lesões superficiais ou tratadas previamente com hormônio; por isso a diretriz recomenda biópsia obrigatória em lesões suspeitas de DIE e nas atípicas, mas aceita o diagnóstico visual na cirurgia.
| Método | Achados típicos | Desempenho |
|---|---|---|
| Ultrassom transvaginal (UTV) | Endometrioma: cisto unilocular com ecos internos homogêneos de baixa amplitude (vidro moído), sem fluxo Doppler; nódulos hipoecogênicos de uterossacro | Endometrioma: sensibilidade 84-99% e especificidade 90-99% em mãos experientes |
| UTV com preparo intestinal | Mapeamento de DIE retossigmóide: nódulo hipoecogênico na parede intestinal com retração da mucosa | Sensibilidade em torno de 90% para DIE retossigmóide em centros de referência |
| Ressonância magnética | Endometrioma (hiperintenso em T1, sombreado em T2), DIE de septo retovaginal, diafragma e ureteres | Sensibilidade 76-90% para DIE; superior à UTV para lesões fora do alcance da sonda |
| Videolaparoscopia + histologia | Implantes azul-escuros, em pó de queima, vermelhos ou brancos fibróticos; aderências; biópsia confirma | Padrão de referência; visualização direta permite diagnóstico e tratamento no mesmo ato |
Marcadores séricos não têm papel diagnóstico: o CA-125 pode estar elevado em doença moderada a grave, mas tem baixa sensibilidade na doença mínima e leve e baixa especificidade (eleva-se em adenomiose, miomatose, doença inflamatória pélvica e neoplasias), sendo inadequado para rastreamento ou diagnóstico; a ESHRE recomenda expressamente contra o uso de biomarcadores para diagnosticar endometriose. O rastreamento populacional não é recomendado, mesmo em parentes de primeiro grau, que apenas merem anamnese ativa.
| Diagnóstico | Elementos diferenciais |
|---|---|
| Dismenorreia primária | Dor cíclica sem achados físicos, melhora com AINH e contraceptivo, melhora com a idade/paridade |
| Doença inflamatória pélvica | Dor com febre, dor à mobilização cervical, história de DST; tratar parceiros |
| Adenomiose | Útero globoso aumentado, dismenorreia e hipermenorreia; imagem com zonas de junção espessadas |
| Mioma uterino | Massa uterina firme, hipermenorreia; imagem característica |
| Síndrome do intestino irritável | Dor relacionada a evacuação, alteração do hábito intestinal, sem ciclo menstrual |
| Bexiga dolorosa / cistite intersticial | Dor com enchimento vesical, noctúria, urina normal |
| Dor musculoesquelética do assoalho pélvico | Dor ao sentar, à relação superficial e ao exame da musculatura pélvica, sem ciclo |
O tratamento clínico tem dois pilares: analgesia e supressão do estímulo hormonal do ciclo menstrual. Em primeira linha estão os anti-inflamatórios não hormonais (AINH) associados à terapia hormonal contínua. Analgesia de resgate: naproxeno 250-550 mg por via oral a cada 12 horas, ou ibuprofeno 400-600 mg por via oral a cada 8 horas, preferencialmente iniciados antes da piora cíclica; opioides não têm papel de rotina. Toda paciente com dor crônica grave deve ser avaliada para abordagem multidisciplinar, com fisioterapia do assoalho pélvico (evidência crescente na DIE com hipertonia pélvica), exercício regular, terapia cognitivo-comportamental e, nos quadros com sensibilização central, neuromoduladores como amitriptilina 10-25 mg à noite ou duloxetina 20-60 mg/dia.
| Opção hormonal | Esquema típico | Pontos-chave |
|---|---|---|
| Contraceptivo hormonal combinado (CHC) | Via oral, adesivo ou anel vaginal; uso cíclico ou estendido/contínuo (induzindo amenorreia) | Primeira linha; uso contínuo associa-se a melhor controle da dismenorreia; contraindicado se risco trombótico, tabagismo acima de 35 anos, enxaqueca com aura |
| Dienogeste | 2 mg por via oral, 1 vez ao dia, contínuo, sem pausa | Progestina específica para endometriose; eficácia comparável a agonista de GnRH com melhor tolerabilidade; efeitos: sangramento irregular, ganho ponderal, acne |
| SIU-LNG (levonorgestrel 52 mg) | Dispositivo intrauterino; troca a cada 5 anos | Excelente para dismenorreia e dor de DIE; ação local com poucos efeitos sistêmicos; reduz recorrência de dismenorreia após cirurgia |
| Acetato de medroxiprogesterona | 150 mg intramuscular a cada 90 dias, ou 10-20 mg/dia por via oral | Opção de baixo custo; risco de ganho de peso, irregularidade menstrual e perda de densidade óssea com uso prolongado |
| Agonista de GnRH | Leuprolida 3,75 mg intramuscular a cada 28 dias (ou 11,25 mg a cada 3 meses) | Induz hipogonadismo químico; limitado a 6 meses SEM terapia de reposição (add-back) por perda óssea; com add-back (estradiol 1-2 mg/dia ou estrogênio conjugado 0,625 mg + progestagênio) pode estender-se |
| Antagonista de GnRH oral | Elagolix 150 mg 1x/dia ou 200 mg 2x/dia; relugolix em combinação fixa (40 mg + estradiol 1 mg + noretindrona 0,5 mg) | Diminui o estradiol de forma dose-dependente sem surto inicial; eficácia comprovada nos ensaios Elaris; risco de perda de densidade mineral, sobretudo com 200 mg 2x/dia |
| Inibidor de aromatase | Anastrozol 1 mg/dia ou letrozol 2,5 mg/dia, sempre associado a progestina ou SIU-LNG | Uso off-label em dor refratária; potente supressão estrogênica; atenção à perda óssea e à necessidade de associação progestagênica |
A escolha depende do desejo reprodutivo, da gravidade, das contraindicações e do custo. Para a prova, fixe as diretrizes gerais: toda terapia hormonal suprime os sintomas, mas não erradica a doença, e a suspensão determina recorrência dos sintomas na maioria; o tratamento hormonal contínuo (sem pausa para menstruar) é mais eficaz que o cíclico para dor; e nenhuma terapia hormonal supressiva melhora a fertilidade espontânea, apenas os AINH tópico-inflamatórios não funcionam como tratamento isolado de doença estabelecida.
A cirurgia tem quatro indicações principais: dor refratária ao tratamento clínico, endometrioma ovariano significativo (em geral maior que 3-4 cm, ou sintomático), DIE com comprometimento de órgão (obstrução intestinal ou ureteral) e infertilidade com doença cirurgicamente tratável. A via de escolha é a laparoscopia, e a técnica preferida é a excisão completa das lesões (cistectomia para o endometrioma; ressecção dos nódulos profundos), superior à ablação/drenagem porque remove o tecido ativo e reduz recorrência de dor e de cisto. Na DIE intestinal, as opções são a shaving (raspagem), a ressecção em disco e a ressecção segmentar, escolhidas conforme profundidade e extensão; essas cirurgias devem ser feitas em centros de referência com equipe multidisciplinar (ginecologia, coloproctologia, urologia), porque as complicações são relevantes: fístula retovaginal ou anastomótica em torno de 1-3%, lesão ureteral e vesical, e piora da função intestinal, urinária e sexual.
Na infertilidade, o benefício da cirurgia depende do estágio: em doença mínima a leve (rAFS I-II), a laparoscopia com ablação/excisão das lesões aumenta as taxas de gestação contínua e nascidos vivos em comparação à apenas diagnóstico; em endometrioma maior que 3-4 cm, a cistectomia antes da fertilização in vitro (FIV) melhora o acesso ovariano e o ambiente, equilibrando-se o risco de perda de reserva; na doença moderada a grave (rAFS III-IV), com aderências e comprometimento tubário, a FIV costuma ser mais eficiente que repetidas cirurgias. Um achado de prova: o uso prolongado de agonista de GnRH por 3 a 6 meses antes da FIV em doença grave pode aumentar a taxa de nascidos vivos. Para preservação de fertilidade em doença bilateral grave ou recorrente, discutir criopreservação de oócitos.
A endometriose é doença crônica sem cura medicamentosa: o objetivo é controlar dor e preservar fertilidade. Recorrência é a regra em parte das pacientes: após cirurgia, de 10% a 50% desenvolvem recorrência sintomática em 5 anos, dependendo da técnica, da extensão inicial e do uso de supressão hormonal pós-operatória (CHC contínuo, dienogeste ou SIU-LNG reduzem o risco e são recomendados quando a mulher não deseja engravidar). Complicações específicas: ruptura de endometrioma (abdome agudo), torção anexial, obstrução intestinal por DIE ou aderências, obstrução ureteral silenciosa com hidronefrose e perda da função renal (justifica imagem do trato urinário no seguimento da DIE), e transformação maligna em menos de 1% dos casos, sobretudo para carcinoma ovariano de células claras e endometrioide; fatores de vigilância são idade acima de 45 anos, massa maior que 8-10 cm e crescimento rápido ou morfologia atípica ao exame de imagem.
O prognóstico de dor melhora com diagnóstico precoce, excisão completa e abordagem multidisciplinar, mas de 15% a 30% das mulheres mantêm dor significativa por sensibilização central, exigindo manejo em clínica da dor. O impacto psíquico é consistente: taxas elevadas de ansiedade, depressão e queda da qualidade de vida e da produtividade. Na menopausa, os sintomas geralmente regridem; na necessidade de terapia hormonal, preferir regimes com progestina contínua e monitorar sintomas, pois a reposição pode reativar a doença. Seguimento proposto: reavaliação clínica semestral em doença ativa, exame de imagem anual ou conforme sintomas, rastrear depressão e disfunção sexual, e planejar a fertilidade conforme o desejo reprodutivo e a reserva ovariana.
1.Mulher de 28 anos com dismenorreia incapacitante desde a adolescência, dispareunia profunda e disquesia cíclica. Ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal mostra nódulo hipoecogênico infiltrando a parede do retossigmóide. Qual a conduta diagnóstica correta segundo a ESHRE 2022?
2.Qual achado de imagem é clássico do endometrioma ovariano à ultrassonografia?
3.O mecanismo central da dependência estrogênica das lesões de endometriose é:
4.Sobre o tratamento hormonal da dor por endometriose, qual afirmação é correta?
5.Paciente com endometriose submetida a cistectomia unilateral de endometrioma de 6 cm deseja engravidar em 2 anos. Qual conduta reduz o risco de recorrência da dor enquanto não deseja concepção?
6.Qual complicação é específica e temida na ressecção segmentar do retossigmóide por endometriose profunda?
7.Sobre CA-125 na endometriose:
8.Adolescente de 15 anos com dor pélvica crônica há 3 anos, sem melhora com AINH e contraceptivo combinado contínuo. A probabilidade de encontrar endometriose na videolaparoscopia é de aproximadamente:
9.Qual associação entre neoplasia e endometriose é correta?
10.Em qual situação a cirurgia laparoscópica melhora comprovadamente a taxa de nascidos vivos espontâneos?
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