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Revisão completa da dispneia do adulto: fisiopatologia do desequilíbrio centro-mecânico, classificação aguda versus crônica, anamnese com escalas mMRC e Borg, exames com sensibilidade e especificidade (BNP, NT-proBNP, D-dímero, espirometria), diagnóstico diferencial em tabelas e tratamento das principais causas com doses e vias.
[1] Parshall MB, Schwartzstein RM, Adams L, et al. An Official American Thoracic Society Statement: Update on the Mechanisms, Assessment, and Management of Dyspnea. Am J Respir Crit Care Med. 2012;185(4):435-452 · DOI 10.1164/rccm.201111-2042ST · PMID 22336677 | [2] Maisel AS, Krishnaswamy P, Nowak RM, et al. Rapid measurement of B-type natriuretic peptide in the emergency diagnosis of heart failure. N Engl J Med. 2002;347(3):161-167 · DOI 10.1056/NEJMoa020233 | [3] McDonagh TA, Metra M, Adamo M, et al. 2021 ESC Guidelines for the diagnosis and treatment of acute and chronic heart failure. Eur Heart J. 2021;42(36):3599-3726 · DOI 10.1093/eurheartj/ehab368 | [4] Menezes AMB, Perez-Padilla R, Jardim JRB, et al. Chronic obstructive pulmonary disease in five Latin American cities (the PLATINO study): a prevalence study. Lancet. 2005;366(9500):1875-1881 · PMID 16286571 | [5] Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease (GOLD). Global Strategy for the Diagnosis, Management, and Prevention of COPD, relatório 2025 · https://goldcopd.org · DOI 10.1164/rccm.201111-2042ST
A dispneia é um dos sintomas que mais levam pacientes a serviços de urgência e a consultórios de atenção primária, junto com dor e fadiga. Trata-se de um sintoma multidimensional: a American Thoracic Society a define como uma experiência subjetiva de desconforto respiratório composta por sensações qualitativamente distintas (falta de ar, aperto, fome de ar, trabalho respiratório aumentado), que decorre de interações entre fatores fisiológicos, psicológicos, sociais e ambientais. A maior parte dos casos tem origem cardiorrespiratória, e as quatro causas que matam em horas são edema agudo pulmonar, exacerbação grave de asma ou DPOC, tromboembolismo pulmonar e pneumonia grave. Para a prova, o aluno precisa dominar três competências: reconhecer dispneia de risco iminente (hipoxemia, acidose, exaustão ventilatória), construir raciocínio etiológico baseado na temporalidade e nos modificadores posicionais (ortopneia, dispneia paroxística noturna, platipneia) e solicitar exames em ordem racional, interpretando BNP/NT-proBNP, gasometria, radiografia e espirometria com seus limiares numéricos.
A definição da ATS deixa claro que dispneia não equivale a taquipneia, nem a hipoxemia, nem a aumento do trabalho respiratório mensurável: é a percepção consciente do desconforto. O modelo fisiopatológico central é o desequilíbrio entre o comando neural ventilatório, gerado no tronco encefálico (formação reticular pontina) e modulado pelo córtex, e o feedback mecânico que volta dos receptores de estirramento pulmonares, dos receptores de vias aéreas e dos proprioceptores musculares (fusos neuromusculares e órgãos tendinosos de Golgi dos músculos respiratórios), muito deles por via vagal, incluindo os receptores J justacapilares ativados por congestão e edema intersticial. Quando aumenta a demanda ventilatória (exercício, hipoxemia, acidose metabólica, sepse, dor) ou cai a capacidade do sistema (obstrução de vias aéreas, rigidez pulmonar, derrame, obesidade, fraqueza muscular), instala-se um desacordo entre o esforço comandado e a ventilação obtida, percebido conscientemente como falta de ar.
Quimiorreceptores centrais na medula respondem a pH e a pressão parcial de gás carbônico (PaCO2), e quimiorreceptores periféricos nos corpos carótidos e aórtico respondem à hipoxemia (efetiva abaixo de PaO2 de 60 mmHg), a alterações de pH e de PaCO2. Na prática, cinco mecanismos se combinam para produzir dispneia: aumento da demanda metabólica, aumento da carga resistiva (asma, DPOC) ou elástica (fibrose, edema, obesidade) do sistema respiratório, hipoxemia, acidose e fraqueza da bomba muscular (miastenia, síndrome de Guillain-Barré, caquexia). Conexões córtico-límbicas explicam por que ansiedade, pânico e condicionamento modulam a intensidade percebida e por que dispneia e dor compartilham circuitos neurais. Exemplos cobrados em prova: anemia grave causa dispneia com SpO2 e PaO2 normais (cai o conteúdo arterial de O2, não a pressão parcial); a acidose metabólica da cetoacidose diabética produz respiração de Kussmaul (profunda, não necessariamente rápida) com PaCO2 compensatoriamente baixo; e o paciente asmático no início da crise hiperventila e pode ter PaO2 normal ou alta e alcalose respiratória, evoluindo para hipoxemia e hipercapnia apenas quando a obstrução se torna muito grave.
Os descritores qualitativos do paciente orientam a hipótese: sensação de fome de ar e de respiração que exige esforço expiratório sugere doença obstrutiva (asma, DPOC); aperto precordial sugere asma ou isquemia miocárdica; respiração pesada e rápida sugere insuficiência cardíaca e doença intersticial; sensação de não conseguir respirar fundo, com suspiros frequentes e parestesias periorais em jovens sem cardiopatia, sugere hiperventilação psicogênica, que é diagnóstico de exclusão. A regra prática é documentar sempre o gatilho (repouso ou esforço, e qual esforço), a posição, a progressão temporal, os sintomas associados e o impacto funcional.
Aproximadamente dois terços dos casos de dispneia avaliados em atenção primária e emergência têm origem cardíaca ou respiratória, e a proporção varia com a idade: em idosos, insuficiência cardíaca e DPOC dominam; em jovens, asma, ansiedade e pneumonia. A insuficiência cardíaca tem prevalência de 1 a 2% dos adultos nos países desenvolvidos, ultrapassando 10% após os 70 anos, e é causa frequente de internação em adultos no Brasil. A DPOC afeta cerca de 10% dos adultos no mundo segundo estimativas de estudos populacionais; no estudo PLATINO, a prevalência em São Paulo foi de 15,8% em pessoas com 40 anos ou mais, com subdiagnóstico de aproximadamente 89% na América Latina, o que significa que o clínico deve pedir espirometria liberalmente em tabagistas dispneicos. A asma afeta mais de 260 milhões de pessoas no mundo segundo o GINA. O tromboembolismo pulmonar tem incidência de 60 a 120 casos por 100.000 habitantes-ano em séries ocidentais e deve ser ativamente buscado em dispneia aguda com exame físico pulmonar pobre. Doenças pulmonares intersticiais, anemia, hipertireoidismo, obesidade e descondicionamento completam a lista de causas crônicas frequentes, e cerca de um terço dos idosos com dispneia crônica tem duas ou mais causas concomitantes.
| Padrão temporal | Causas cardíacas | Causas respiratórias | Outras causas |
|---|---|---|---|
| Aguda (minutos a horas) | Edema agudo pulmonar, tamponamento, arritmia rápida, infarto | Crise asmática, exacerbação de DPOC, pneumotórax, tromboembolismo, pneumonia, corpo estranho | Acidose metabólica (cetoacidose, salicilatos), anafilaxia, anemia aguda, crise de pânico |
| Subaguda (dias a semanas) | Pericardite com derrame, miocardite, endocardite | Derrame pleural, pneumonia lentamente progressiva, bronquiolite | Anemia, tireotoxicose, sepse, vasculite pulmonar com alveolite hemorrágica |
| Crônica (acima de 1 a 2 meses) | Insuficiência cardíaca, valvopatias, hipertensão pulmonar | DPOC, asma persistente, doença intersticial, hipoventilação por obesidade | Descondicionamento, doença neuromuscular, anemia crônica, dispneia psicogênica |
A anamnese deve responder a cinco perguntas: quando (início e ritmo), com o quê (esforço que desencadeia), como (descritor qualitativo), com o que mais (sintomas associados) e o que modifica (posição, broncodilatador, repouso). Pesquisar obrigatoriamente: tabagismo em anos-maço, exposições ocupacionais (sílica, asbestos, poeiras orgânicas), uso de betabloqueador, inibidor da ECA (tosse), anfetaminas e fenfluramina (hipertensão pulmonar), cocaína, imobilização ou cirurgia recente, neoplasia e terapia hormonal (risco de tromboembolismo), rinite e atopia (asma), refluxo gastroesofágico, e história psiquiátrica. A gradiação da dispneia crônica usa a escala mMRC (Modified Medical Research Council), que estratifica a limitação funcional e tem valor prognóstico na DPOC (entra no índice BODE) e na insuficiência cardíaca; a escala de Borg (0 a 10) quantifica a intensidade percebida no pico do esforço ou da crise.
| Grau mMRC | Definição |
|---|---|
| mMRC 0 | Dispneia só a esforço intenso |
| mMRC 1 | Dispneia ao andar rápido no plano ou subir ladeira suave |
| mMRC 2 | Anda mais devagar que pessoas da mesma idade por dispneia, ou para para respirar ao andar no próprio passo no plano |
| mMRC 3 | Para para respirar após andar cerca de 100 metros ou poucos minutos no plano |
| mMRC 4 | Dispneia impede sair de casa ou ocorre ao vestir-se |
A investigação segue três camadas. Na dispneia aguda, todo paciente moderado a grave recebe oximetria, gasometria arterial quando SpO2 menor que 92%, dispneia grave ou suspeita de retenção de CO2, radiografia de tórax, eletrocardiograma, hemograma, ureia e creatinina, eletrólitos, glicemia, troponina se houver dor ou fatores de risco coronariano, BNP ou NT-proBNP e D-dímero apenas quando a probabilidade clínica de tromboembolismo for baixa ou intermediária. Na dispneia crônica, a primeira linha inclui hemograma (anemia), TSH, radiografia, eletrocardiograma, BNP/NT-proBNP e espirometria com prova broncodilatadora; esse conjunto simples esclarece a maioria dos casos. A segunda linha adiciona DLCO, ecocardiograma, tomografia de tórax de alta resolução (suspeita de doença intersticial ou bronquiectasias), oximetria de esforço ou teste de caminhada de seis minutos e, se a causa persistir obscura, ergoespirometria (teste cardiopulmonar de exercício), que separa simultaneamente limitação ventilatória, cardiovascular, de descondicionamento e pseudodispneia.
| Exame | Limiar ou achado | Interpretação prática |
|---|---|---|
| BNP | Menor que 100 pg/mL | Sensibilidade de cerca de 90% para excluir insuficiência cardíaca aguda; valores mais altos quanto mais grave a disfunção |
| NT-proBNP | Menor que 300 pg/mL no cenário agudo; menor que 125 pg/mL (menos de 75 anos) ou 450 pg/mL (75 anos ou mais) no ambulatório | Limiares de exclusão de insuficiência cardíaca; sensibilidade alta, especificidade moderada |
| Falsos do péptido natriurético | Obesidade reduz; idade, fibrilação atrial, insuficiência renal, sepse e embolia pulmonar elevam | BNP alto não fecha o diagnóstico: correlacionar com clínica, radiografia e ecocardiograma |
| Espirometria | VEF1/CVF menor que 0,70 pós-broncodilatador | Critério de obstrução fixa da DPOC (GOLD); reversibilidade com aumento de VEF1 de 12% ou mais e 200 mL ou mais sugere asma |
| Padrão restritivo | CVF menor que 80% do previsto com relação VEF1/CVF normal | Suspeitar de doença intersticial, neuromuscular, parede torácica ou obesidade; confirmar com pletismografia (CTL menor que 80%) |
| D-dímero | Menor que 500 ng/mL (FEU) | Alta sensibilidade e baixa especificidade: só pedir com probabilidade clínica baixa ou intermediária (escore de Wells de 4 pontos ou menos); se alta probabilidade, ir direto ao método de imagem |
| Gasometria arterial | PaO2 menor que 80 mmHg; PaCO2 maior que 45 mmHg com pH menor que 7,35 | Hipoxemia; hipercapnia com acidose define falência ventilatória aguda; gradiente alvéolo-arterial aumentado sugere shunt, V/Q desigual ou tromboembolismo |
| Radiografia de tórax | Congestão, cardiomegalia, infiltrados, derrame, pneumotórax | Primeiro exame de imagem; pode ser normal na tromboembolia, na asma e na doença intersticial inicial |
| Síndrome | Dicas clínicas | Confirmação |
|---|---|---|
| Insuficiência cardíaca | Ortopneia, dispneia paroxística noturna, creptantes, B3, edema, turgência jugular | BNP elevado, radiografia com congestão, ecocardiograma com FE reduzida ou pressões de enchimento elevadas |
| Exacerbação de DPOC | Tabagismo, tosse crônica, escarro, sibilos, lábios franzidos, tórax em tonel | História prévia de obstrução documentada; gasometria; radiografia para excluir alternativas |
| Asma | Episódios paroxísticos, sibilos, atopia, piora noturna e com exercício | Espirometria com reversibilidade (aumento de VEF1 de 12% ou mais e 200 mL ou mais) ou teste de provocação |
| Tromboembolismo pulmonar | Dor pleurítica, imobilização, neoplasia, estrogênio, taquipneia com radiografia pobre | Escore de Wells, D-dímero, angiotomografia ou cintilografia V/Q |
| Pneumonia | Febre, escarro purulento, dor torácica focal, estertores locais | Radiografia com infiltrado; graduar com CURB-65 |
| Anemia | Palidez, dispneia de esforço, SpO2 e PaO2 normais | Hemograma; investigar causa da anemia |
| Acidose metabólica | Respiração de Kussmaul, hálito cetônico, contexto de cetoacidose, sepse ou intoxicação | Gasometria com pH baixo e bicarbonato baixo, hemogasometria, cetonas, salicilato |
| Dispneia psicogênica | Jovem, sensação de não completar a inspiração, suspiros, parestesias periorais, ausência de hipoxemia | Diagnóstico de exclusão, após descartar causas orgânicas |
A abordagem inicial é posicional e de suporte: sentar o paciente, monitorar SpO2, frequência cardíaca e pressão arterial, e ofertar oxigênio para manter SpO2 de 94 a 98% na maioria das causas, exceto na DPOC com tendência à retenção, em que o alvo é 88 a 92%. A ventilação não invasiva tem indicação formal no edema agudo pulmonar com pH menor que 7,35 (CPAP de 5 a 10 cmH2O, que reduz intubação e mortalidade) e na exacerbação de DPOC com acidose respiratória (BiPAP com IPAP de 10 a 15 e EPAP de 4 a 8 cmH2O). A intubação orotraqueal é indicada na apneia, na exaustão com deterioração gasométrica, no rebaixamento de consciência com incapacidade de proteger vias aéreas e na hipoxemia refratária ao oxigênio de alto fluxo.
No paciente estável, o roteiro começa com anamnese e exame físico estruturados, seguidos de eletrocardiograma, hemograma, BNP ou NT-proBNP, radiografia de tórax e espirometria com prova broncodilatadora, conjunto que identifica a causa na maioria dos casos. Se os resultados são concordantes, trata-se a doença de base; se discordantes ou normais apesar de sintomas importantes, avança-se para DLCO, ecocardiograma, tomografia de alta resolução e teste de caminhada de seis minutos. A ergoespirometria fica para os casos enigmáticos, quando distingue limitação ventilatória, cardíaca, deficiência de condicionamento e pseudodispneia psicogênica. Sempre reavaliar medicações (betabloqueadores, amiodarona, taxanos), tabagismo e possibilidade de duas causas coexistentes, especialmente em idosos com DPOC e insuficiência cardíaca simultâneas.
O tratamento definitivo é o da causa: broncodilatadores de longa ação e corticoide inalatório conforme a doença, diuréticos e neuro-hormonal na insuficiência cardíaca, reabilitação pulmonar na DPOC e nas doenças intersticiais, cessação do tabagismo em qualquer fase, vacinação anual contra influenza, antipneumocócica e contra COVID-19 nos cardiopatas e pneumopatas. Para a dispneia crônica refratária de qualquer etiologia (DPOC grave, câncer avançado, insuficiência cardíaca terminal), medidas de alívio têm evidência: reabilitação e exercício, técnicas de controle respiratório (respiração diafragmática, lábios franzidos), posicionamento inclinado à frente, corrente de ar fria no rosto (ventilador, que ativa aferências faciais e reduz a percepção) e, para casos selecionados, opioides sistêmicos em dose baixa, como morfina de liberação prolongada 10 a 20 mg por dia, titulada com revisão em 24 a 48 horas, que reduz a percepção da dispneia sem deprimir clinicamente a ventilação nessas doses. Oxigenoterapia domiciliar prolongada só tem indicação com hipoxemia documentada: PaO2 de 55 mmHg ou menos, ou SpO2 de 88% ou menos em repouso (ou 56 a 59 mmHg com cor pulmonale ou policitemia), por pelo menos 15 horas ao dia.
| Medida | Dose e via | Comentário |
|---|---|---|
| Salbutamol na agudização | 2,5 a 5 mg nebulizado a cada 20 minutos na primeira hora; manutenção 2,5 mg a cada 4 a 6 horas | Associar ipratrópio 0,5 mg nas primeiras doses na asma grave |
| Prednisolona | 40 a 50 mg VO uma vez ao dia por 5 dias | Asma e exacerbação de DPOC |
| Furosemida no edema agudo | 40 a 80 mg IV; depois ajustar VO | Monitorar potássio e função renal |
| Enoxaparina no tromboembolismo | 1 mg/kg SC a cada 12 horas | HNF 80 UI/kg em bolus e 18 UI/kg/h se trombólise ou instabilidade |
| CPAP no edema agudo pulmonar | 5 a 10 cmH2O | Indicado com pH menor que 7,35; reduz intubação e mortalidade |
| Morfina na dispneia crônica refratária | 10 a 20 mg por dia VO de liberação prolongada | Titular; cautela na insuficiência renal e na DPOC grave com hipercapnia |
| Reabilitação pulmonar | 8 a 12 semanas, 2 a 3 sessões semanais | Melhora escala mMRC, distância no teste de 6 minutos e qualidade de vida |
A dispneia não tratada gera ciclo vicioso de sedentarismo, descondicionamento, atrofia muscular, ansiedade e depressão, que pioram a sintomatologia independente da doença de base. As complicações agudas dependem da causa: falência ventilatória tipo 1 (hipoxemia com PaCO2 normal ou baixo) e tipo 2 (hipercapnia com acidose), arritmias, parada cardiorrespiratória e morte súbita. O prognóstico guarda relação direta com a intensidade da dispneia: na DPOC, a escala mMRC compõe o índice BODE junto com índice de massa corporal, VEF1 e teste de caminhada de 6 minutos, e na insuficiência cardíaca dispneia em repouso marca classe funcional avançada com mortalidade anual elevada. Hospitalizar dispneia com SpO2 menor que 92% em ar ambiente, gasometria com acidose ou hipercapnia, sinais de exaustão, confusão, comorbidades descompensadas ou impossibilidade de tratamento oral; encaminhar à UTI falência ventilatória iminente, hipoxemia refratária ou necessidade de ventilação mecânica.
1.Segundo a American Thoracic Society, dispneia é definida como:
2.Na emergência, um BNP de 60 pg/mL em paciente com dispneia aguda indica:
3.Paciente com DPOC relata que precisa parar para respirar após andar cerca de 100 metros no plano. Qual o grau mMRC?
4.Qual o alvo de saturação periférica de oxigênio na exacerbação de DPOC com risco de retenção de CO2?
5.Dispneia que piora na posição ortostática acompanhada de queda da PaO2 (ortodesoxia) sugere:
6.O critério espirométrico atual para diagnóstico de DPOC é:
7.O achado gasométrico mais típico do tromboembolismo pulmonar de tamanho moderado a grave é:
8.Paciente com edema agudo pulmonar cardiogênico: PA 160/100 mmHg, SpO2 86%, pH 7,28, PaCO2 55 mmHg. Além de sentar, oxigênio e furosemida IV, qual medida tem maior impacto?
9.A resposta positiva ao broncodilatador na espirometria (reversibilidade) é definida por:
10.No paciente com dispneia crônica refratária (câncer avançado ou DPOC grave) sem hipoxemia mensurável, a terapia farmacológica com evidência de alívio sintomático é:
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