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Revisão completa do câncer colorretal: epidemiologia INCA e global, sequência adenoma-carcinoma, grupos de risco, estratégias de rastreamento com sensibilidade e especificidade, apresentação clínica por segmento, estadiamento TNM, tratamento cirúrgico do cólon e do reto com neoadjuvância e adjuvância, complicações e seguimento.
[1] US Preventive Services Task Force; Davidson KW, Barry MJ, Mangione CM, et al. Screening for Colorectal Cancer: US Preventive Services Task Force Recommendation Statement. JAMA. 2021;325(19):1965-1977 · DOI 10.1001/jama.2021.6238 | [2] Wolf AMD, Fontham ETH, Church TR, et al. Colorectal cancer screening for average-risk adults: 2017 guideline update from the American Cancer Society. CA Cancer J Clin. 2018;68(4):250-281 · DOI 10.3322/caac.21457 | [3] Zauber AG, Winawer SJ, O'Brien MJ, et al. Colonoscopic polypectomy and long-term prevention of Colorectal-Cancer Deaths. N Engl J Med. 2012;366(8):687-696 · DOI 10.1056/NEJMoa1100370 | [4] Bretthauer M, Løberg M, Wieszczy P, et al. Effect of Colonoscopy Screening on Risks of Colorectal Cancer and Related Death (NordICC). N Engl J Med. 2022;387(17):1547-1556 · DOI 10.1056/NEJMoa2208375 | [5] Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA). Estimativa 2023: incidência de câncer no Brasil. Rio de Janeiro: INCA; 2022 · www.inca.gov.br | [6] Amin MB, Greene FL, Edge SB, et al. The Eighth Edition AJCC Cancer Staging Manual: Continuing to build a bridge from a population-based to a more personalized approach to cancer staging. CA Cancer J Clin. 2017;67(2):93-99 · DOI 10.3322/caac.21387 | [7] National Comprehensive Cancer Network. NCCN Clinical Practice Guidelines in Oncology: Colon Cancer · www.nccn.org · DOI 10.1001/jama.2021.6238
O câncer colorretal (CCR) é o terceiro tumor mais incidente no mundo, com cerca de 1,9 milhão de casos novos e aproximadamente 935 mil óbitos por ano, sendo a segunda principal causa de morte por câncer. No Brasil, a Estimativa 2023 do INCA projeta 45.630 casos novos anuais (20.520 em homens e 25.110 em mulheres), figurando entre os três tumores mais incidentes em ambos os sexos, com tendência de aumento em adultos com menos de 50 anos. A importância única do CCR para o estudante está em ser um dos poucos câncer evitáveis por rastreamento: a maioria decorre da progressão de adenomas ao longo de 10 a 15 anos, janela em que a colonoscopia com polipectomia previne a doença e reduz a mortalidade em cerca de metade. Esta revisão cobre a cadeia completa exigida em provas de clínica cirúrgica: biologia molecular, grupos de risco e regras de rastreamento (USPSTF 2021, ACS 2018), apresentação clínica por segmento anatômico, estadiamento TNM (AJCC 8ª edição), tratamento cirúrgico do cólon e do reto (excisão total do mesorreto), esquemas de neoadjuvância e adjuvância com doses, complicações e seguimento.
O CCR compreende os adenocarcinomas do cólon (ceco a retossigmóide, cerca de dois terços) e do reto (cerca de um terço). Quanto à origem, classifica-se em esporádico (70% a 80%, decorrente de mutações somáticas acumuladas), familiar (10% a 20%, agregação sem síndrome definida, provavelmente por variantes de baixa penetrância) e hereditário (5% a 10%), dominado por duas síndromes: a polipose adenomatosa familiar (FAP), autossômica dominante por mutação germinativa do gene APC, com mais de 100 adenomas desde a adolescência e câncer inevitável até os 40-50 anos sem colectomia profilática; e a síndrome de Lynch, autossômica dominante por mutação germinativa nos genes de reparo do DNA (MLH1, MSH2, MSH6, PMS2 e EPCAM), a forma hereditária mais comum, com risco vitalício de CCR de 40% a 80% e excesso de tumores de endométrio, ovário, estômago e trato urinário. A classificação por grupo de risco define a estratégia de rastreamento e é a tabela mais cobrada da disciplina.
| Grupo de risco | Início do rastreamento | Método preferencial | Intervalo |
|---|---|---|---|
| Risco médio (assintomático, sem história familiar) | 45 anos (USPSTF 2021 e ACS 2018), até 75 anos | Escolha compartilhada: FIT ou colonoscopia | FIT anual ou bienal; colonoscopia a cada 10 anos se normal, com preparo adequado |
| Um parente de 1º grau com CCR ou adenoma avançado diagnosticado com 60 anos ou mais | 45 anos ou 10 anos antes da idade do caso índice | Colonoscopia | Conforme achados; em geral intervalos de risco médio |
| Um parente de 1º grau diagnosticado antes dos 60 anos ou dois parentes de 1º grau | 40 anos ou 10 anos antes do caso mais jovem (o que ocorrer primeiro) | Colonoscopia | A cada 5 anos |
| Síndrome de Lynch (ou família atendendo critérios de Amsterdam/Bethesda revisados) | 20 a 25 anos, ou 5 anos antes do caso mais jovem da família | Colonoscopia total com cromoscopia e biópsias aleatórias | A cada 1 a 2 anos |
| Polipose adenomatosa familiar (FAP) e variantes atenuadas | 10 a 12 anos | Sigmoidoscopia flexível/colonoscopia anual, com genética | Anual; planejar colectomia profilática ao final da adolescência ou no início da vida adulta |
A incidência global concentra-se em países de alta renda, mas cresce rapidamente em países em transição, e o Brasil segue o padrão ocidental: o CCR figura entre os três tumores mais incidentes em homens e mulheres, com mortalidade elevada proporcional ao diagnóstico tardio, já que grande parte dos casos no país ainda é detectada em estádios III e IV. Fatores de risco modificáveis: dieta rica em carnes processadas e vermelhas, obesidade central, sedentarismo, tabagismo, álcool e diabetes tipo 2 (risco relativo em torno de 1,3). Fatores não modificáveis: idade (90% dos casos após os 50 anos), história familiar, doença inflamatória intestinal de longa data (colite ulcerativa extensiva por mais de 8 anos), acromegalia e radioterapia pélvica prévia. O marcador epidemiológico que mudou as diretrizes foi a incidência crescente em adultos jovens (abaixo de 50 anos), que levou a American Cancer Society (2018) e a USPSTF (2021) a antecipar o início do rastreamento de 50 para 45 anos.
A via clássica (instabilidade cromossômica), descrita por Fearon e Vogelstein, progride em etapas genéticas ordenadas: perda heterozigótica do gene supressor APC (5q) inicia o adenoma; ativação oncogênica do KRAS (12p) impulsiona o adenoma intermediário; perda em 18q (SMAD2/4, DCC) leva ao adenoma avançado; e perda do TP53 (17p) consuma a transformação maligna. A segunda via, serrada, responde por 15% a 30% dos CCRs, sobretudo de cólon direito: surge de pólipos serrados sésseis com mutação BRAF, segue com metilação disseminada de ilhas CpG (fenótipo CIMP) e termina inativando MLH1 por hipermetilação, gerando instabilidade de microssatélites (MSI-alto). A terceira via é a da síndrome de Lynch: mutação germinativa nos genes de reparo de pareamento de bases (MMR), que também resulta em MSI-alto, mas com risco acumulado desde a juventude. O tempo de progressão do adenoma avançado ao carcinoma, em média 10 a 15 anos, é o fundamento biológico de todo o rastreamento, e a polipectomia interrompe a sequência: o seguimento de até 23 anos do National Polyp Study (Zauber, NEJM 2012) demonstrou redução de 53% na mortalidade por CCR após a remoção endoscópica de adenomas.
A localização do tumor define a síndrome clínica, e esse raciocínio é clássico de prova. Cólon direito (ceco e ascenso): luz larga e conteúdo líquido, sangramento oculto crônico, anemia ferropriva microcítica, astenia e massa palpável em fossa ilíaca direita; diagnóstico tardio. Cólon esquerdo (descendente e sigma): luz estreita e fezes formadas, hematoquezia, alternância do hábito intestinal (constipação e diarreia), fezes em fita, dor cólica e distensão. Reto: hematoquezia vivamente vermelha associada a evacuação, tenesmo (sensação de evacuação incompleta), urgência e falsas diarreias, sendo sistematicamente confundida com doença hemorroidária, o erro mais lesivo da semiologia. Sinais sistêmicos: perda ponderal maior que 5% em 6 meses e anorexia. Emergências (10% a 30% dos casos): obstrução intestinal com distensão, vômitos e parada de eliminação de gases (quadro de abdome agudo, mais frequente em tumores esquerdos), perfuração com peritonite e sepse, e hemorragia digestiva baixa maciça, que é rara. O exame físico completo inclui toque retal obrigatório em todo sangramento intestinal.
As diretrizes atuais compartilham um menu de estratégias equivalentes para risco médio, dos 45 aos 75 anos (USPSTF: grau A entre 50 e 75 e grau B entre 45 e 49; seletivo entre 76 e 85 conforme saúde e histórico de rastreamento). A escolha deve ser compartilhada, pois o melhor teste é o que o paciente efetivamente realiza: programas organizados baseados em teste imunoquímico fecal (FIT) bienal alcançam adesão populacional muito maior que a colonoscopia, ao custo de detecção menor de adenomas. A evidência de efetividade é robusta para o sangue oculto (ensaios randomizados com redução de mortalidade por CCR de 15% a 33%, conforme intervalo anual ou bienal e o método) e mais recente para a colonoscopia population: o ensaio NordICC (2022) randomizou cerca de 84 mil adultos de 55 a 64 anos na Polônia, Noruega e Suécia para convite à colonoscopia versus controle e, em 10 anos, mostrou redução de 18% na incidência (31% na análise por protocolo, com adesão de 42%) e mortalidade 10% menor, sem significância estatística na análise por intenção de rastrear.
| Método | Sensibilidade para CCR | Especificidade | Intervalo | Observações |
|---|---|---|---|---|
| gFOBT (sangue oculto pelo método do guaiaco de alta sensibilidade) | aproximadamente 50-68% | 96-98% | Anual | Exige restrição alimentar; 3 amostras; redução de mortalidade de 15-33% nos ensaios randomizados |
| FIT (teste imunoquímico fecal) | aproximadamente 74% | 90-95% | Anual ou bienal | Detecta globina humana; uma única amostra; melhor adesão; positivo indica colonoscopia |
| FIT-DNA (sFIT-DNA, teste molecular multialvo) | aproximadamente 92% | 86-90% | A cada 1-3 anos | Também detecta adenomas avançados (cerca de 40%); alto custo e mais falsos positivos |
| Colonoscopia | 95% ou mais | padrão de referência | A cada 10 anos | Único com polipectomia; exige qualidade: taxa de detecção de adenomas de 25% ou mais em homens e 15% ou mais em mulheres e intubação cecal documentada |
| Retossigmoidoscopia | alta para doença distal | alta | A cada 5 anos (com FIT intercalado) | Reduz mortalidade por CCR distal em 26-31%; não avalia cólon direito |
| Colonografia por tomografia | cerca de 90% para adenomas de 10 mm ou mais | 86-90% | A cada 5 anos | Menos sensível para lesões planas e serratas; positivo exige colonoscopia |
O diagnóstico exige confirmação histológica por colonoscopia total com biópsia das lesões, que ainda permite tatuagem do tumor para localização intraoperatória e ressecção endoscópica de pólipos pediculados e de lesões planas selecionadas (mucosectomia e disseção submucosa). Indicadores de qualidade cobrados em prova: intubação cecal documentada acima de 95%, taxa de detecção de adenomas de pelo menos 25% em homens e 15% em mulheres e preparo adequado (escala de Boston de 6 ou mais). O antígeno carcinoembrionário (CEA) pré-operatório deve ser dosado em todos: não serve para rastreamento ou diagnóstico (sensibilidade baixa para doença precoce e inespecífico), mas tem valor prognóstico e é o principal marcador do seguimento. Estadiamento: tomografia de tórax, abdome e pelve com contraste para pesquisa de metástases (fígado e pulmão); no câncer do reto, ressonância magnética pélvica é obrigatória para definir invasão da parede (T), linfonodos mesorretais, envolvimento da margem circunferencial (CRM, limite de 1 mm) e invasão vascular extramural, complementada pelo ultrassom endorretal nos tumores precoces; PET-CT fica reservado para esclarecer nódulos indeterminados. A imuno-histoquímica para proteínas MMR (MLH1, MSH2, MSH6, PMS2) ou pesquisa de MSI é recomendada em todos os espécimes, rastreando síndrome de Lynch. O estadiamento segue a AJCC 8ª edição.
| Estádio (AJCC 8ª ed.) | Definição TNM | Tratamento base | Sobrevida em 5 anos |
|---|---|---|---|
| 0 e I | Tis ou T1-T2, N0, M0 | Cirurgia (retos precoces selecionados: ressecção local transanal) | aproximadamente 90% |
| IIA | T3, N0, M0 | Cirurgia; adjuvância individualizada por fatores de risco | aproximadamente 87% |
| IIB-IIC | T4a-T4b, N0, M0 | Cirurgia; discutir adjuvância | aproximadamente 63-72% |
| III | Qualquer T, N1-N2, M0 | Cirurgia mais quimioterapia adjuvante com oxaliplatina | aproximadamente 53-89% conforme subgrupo |
| IV | Qualquer T, qualquer N, M1 | Terapia sistêmica e ressecção de metástases quando possível | aproximadamente 14% |
O câncer doreto exige raciocínio próprio. Tumores T3, T4 ou com linfonodos positivos (ou com margem circunferencial ameaçada na RM) recebem quimioradioterapia neoadjuvante: radioterapia externa com 50 a 50,4 Gy em 25 a 28 frações associada à capecitabina 825 mg/m² por via oral de 12/12 horas nos dias de irradiação (ou fluorouracil em infusão contínua), com cirurgia 6 a 10 semanas após o término, intervalo que aumenta a resposta completa patológica. A estratégia atual favorece a terapia neoadjuvante total, somando FOLFOX ou XELOX antes ou depois da quimiorradioterapia, e pacientes com resposta clínica completa selecionados podem ser manejados por observação vigilante (watch and wait) com retossigmoidoscopia e RM seriadas, reservando a cirurgia para a regrowth. A cirurgia padrão dos tumores do terço médio e inferior é a ressecção anterior retossigmoideana com excisão total do mesorreto (TME, técnica de Heald): dissecção no plano avascular entre a fáscia do mesorreto e a fáscia parietal pélvica, que reduz a recidiva local para menos de 10% e exige margem circunferencial de 1 mm ou mais. Tumores que invadem o esfíncter anal ou o complexo elevador indicam amputação abdominoperineal do reto com colostomia definitiva. Anastomoses retais baixas são protegidas por ileostomia derivativa em alça, que reduz a deiscência sintomática, e tumores precoces (T1 favoráveis) podem ser ressecados por via transanal (TEM ou TAMIS).
No cólon estádio III, a quimioterapia adjuvante com oxaliplatina é padrão: FOLFOX (oxaliplatina 85 mg/m², leucovorina e fluorouracil em bolus e infusão, a cada 14 dias) ou XELOX (oxaliplatina 130 mg/m² no dia 1 e capecitabina 1.000 mg/m² de 12/12 horas do dia 1 ao 14, a cada 21 dias). O ensaio IDEA demonstrou que 3 meses bastam no estádio III de baixo risco (T1-T3 N1), com menor neurotoxicidade, enquanto o alto risco (T4 ou N2) mantém 6 meses. No estádio II, a adjuvância é individualizada com fatores de risco (T4, perfuração ou obstrução, menos de 12 linfonodos examinados, diferenciação pobre, invasão linfovascular ou perineural); tumores com instabilidade de microssatélites (MSI-alto ou dMMR) têm excelente prognóstico e não se beneficiam de fluoropirimidinas isoladas, dado clássico de prova. Na doença metastática, a base é dupla de quimioterapia (FOLFOX ou FOLFIRI) associada a um biológico: bevacizumabe (anti-VEGF) independentemente do status RAS, ou anti-EGFR (cetuximabe ou panitumumabe) apenas em tumores RAS selvagem, com maior benefício no tumor esquerdo; tumores MSI-alto/dMMR recebem imunoterapia de primeira linha com pembrolizumabe, com sobrevida livre de progressão superior à quimioterapia no ensaio KEYNOTE-177. Metástases hepáticas e pulmonares ressecáveis devem ser abordadas com intenção curativa (ressecção ou técnicas de ablação), com sobrevida em 5 anos de 30% a 50% em centros de referência, e a conversão de doença inicialmente irressecável é objetivo explícito do tratamento sistêmico.
As complicações específicas da cirurgia colorretal que as provas cobram: deiscência de anastomose (1% a 3% nas colorretais e até 10% nas anastomoses retais baixas, manifestando-se como peritonite, fístula ou abscesso pélvico, com risco aumentado por hipoperfusão, tensão da anastomose e uso de corticoide), abscesso intra-abdominal, íleo paralítico prolongado, hemorragia, lesão iatrogênica de ureteres e bexiga, disfunção urinária e sexual por lesão dos nervos hipogástricos e esplâncnicos durante a dissecção pélvica (retenção urinária, disfunção erétil), hérnia incisional (10% a 20% das laparotomias, cerca de metade disso na videolaparoscopia) e complicações do estoma (dermatite, prolapso, retração, hérnia paraestomal e desidratação por ileostomia com saída alta). O prognóstico depende do estádio (sobrevida global em 5 anos de cerca de 90% na doença localizada, 71% na regional e 14% na metastática), do CEA pré-operatório, do número de linfonodos acometidos, da margem circunferencial no reto, da invasão vascular e perineural e do status MSI (MSI-alto confere melhor sobrevida). Emergência, idade avançada e comorbidades pioram todos os desfechos.
O seguimento visa detectar recidivas e metacronias curáveis e segue intervalos padronizados (NCCN): consulta com dosagem de CEA a cada 3 a 6 meses nos 2 primeiros anos e depois a cada 6 meses até completar 5 anos; tomografia de tórax, abdome e pelve a cada 6 a 12 meses por até 5 anos no estádio II e III; colonoscopia em 1 ano após a ressecção (ou em 3 a 6 meses se não foi realizada no pré-operatório), repetida em 3 anos e, se normal, a cada 5 anos, com intervalos menores após polipectomia de adenoma avançado. Elevação do CEA deve ser confirmada e investigada com imagem, nunca assumida como recidiva com base em um único valor. Pacientes operados de FAP e Lynch seguem vigilância específica vitalícia (colonoscopia anual ou bienal, rastreio de endométrio nas mulheres com Lynch e dos demais tumores do espectro), e sobreviventes recebem orientação de estilo de vida: atividade física, controle do peso, cessação do tabagismo e restrição de carnes processadas, medidas associadas a menor incidência de recidiva.
1.Segundo a USPSTF (2021), em que idade deve iniciar o rastreamento do câncer colorretal em adultos de risco médio?
2.Qual a ordem correta das alterações genéticas na via clássica (instabilidade cromossômica) da sequência adenoma-carcinoma?
3.Paciente com adenocarcinoma do terço médio do reto, RM com invasão da gordura perirretal (T3) e linfonodo mesorretai suspeito. Conduta neoadjuvante padrão:
4.Sobre o CEA (antígeno carcinoembrionário), assinale a correta:
5.Qual exame é obrigatório no estadiamento do câncer do reto para avaliar a profundidade da invasão e a margem circunferencial?
6.A vigilância endoscópica recomendada para portador de síndrome de Lynch é:
7.O ensaio NordICC (2022), que randomizou adultos para convite à colonoscopia de rastreamento, demonstrou em 10 anos:
8.Paciente com adenoma avançado removido por polipectomia pergunta sobre o benefício do procedimento. A resposta embasada pelo National Polyp Study (Zauber, 2012) é:
9.Qual a conduta adjuvante padrão para adenocarcinoma de cólon estádio III (pT3 N1 M0), R0, após colectomia?
10.O seguimento pós-operatório curativo do câncer colorretal estádio III inclui:
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