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Revisão completa dos bloqueios neurais: anatomia do neuroeixo, fisiologia do bloqueio diferencial, fármacos e adjuvantes com doses intratecais e peridurais, técnica passo a passo, níveis por procedimento, complicações com condutas (hipotensão, raqui total, LAST, cefaleia pós-punção, hematoma) e regras da ASRA 2018 sobre anticoagulação, incluindo o uso da peridural torácica em cirurgia torácica e cardíaca.
[1] Horlocker TT, Vandermeulen E, Kopp SL, et al. Regional Anesthesia in the Patient Receiving Antithrombotic or Thrombolytic Therapy: ASRA Evidence-Based Guidelines (Fourth Edition). Reg Anesth Pain Med. 2018;43(3):263-309 · DOI 10.1097/AAP.0000000000000703 | [2] Cook TM, Counsell D, Wildsmith JAW. Major complications of central neuraxial block: report on the Third National Audit Project of the Royal College of Anaesthetists. Br J Anaesth. 2009;102(2):179-190 · DOI 10.1093/bja/aen360 | [3] Kinsella SM, Carvalho B, Dyer RA, et al. International consensus statement on the management of hypotension with vasopressors during caesarean section under spinal anaesthesia. Int J Obstet Anesth. 2018;35:17-25 · DOI 10.1016/j.ijoa.2018.05.002 | [4] Chestnut DH, ed. Chestnut's Obstetric Anesthesia: Principles and Practice. 6a ed. Elsevier; 2020 | [5] Gropper MA, ed. Miller's Anesthesia. 9a ed. Elsevier; 2020 — capítulos de anestesia regional e neuraxial · DOI 10.1097/AAP.0000000000000703
A raquianestesia e a analgesia peridural são as técnicas regionais de maior impacto na prática anestésica: cobrem desde a cesárea e a ortopedia até a analgesia pós-toracotomia, e seu uso seguro exige dominar três eixos que as provas exploram sem piedade: a fisiologia do bloqueio diferencial (de onde vem a hipotensão), as doses dos anestésicos locais e adjuvantes no espaço certo e as janelas de segurança com anticoagulantes. O terceiro projeto nacional de auditoria britânico (NAP3) estimou dano neurológico incapacitante permanente entre 1 em 24 mil e 1 em 54 mil bloqueios neurais centrais, com morte ou paraplegia entre 1 em 50 mil e 1 em 140 mil — números que justificam a técnica, mas exigem vigilância de hematoma, abscesso e lesão neurológica em todo paciente com cateter ou punção recente.
O bloqueio neural central (neuraxial) compreende três modalidades. A raquianestesia ou bloqueio subaracnóideo injeta anestésico local no LCR, produzindo bloqueio denso, de instalação rápida (2 a 5 minutos) e inicio previsível, com doses em miligramas (10 a 20 mg de bupivacaína); pode ser de dose única ou contínua (cateter intratecal, reservado a indicações especiais). A anestesia peridural (epidural) deposita o anestésico no espaço peridural, fora da dura-máter, com instalação mais lenta (15 a 30 minutos), bloqueio menos denso, doses até dez vezes maiores e possibilidade de cateter para infusão contínua e analgesia pós-operatória; classifica-se em lombar, torácica e caudal conforme o espaço de punção. A técnica combinada raqui-peridural (CSE) associa dose única intratecal rápida com cateter peridural para prolongamento, muito usada em obstetrícia e ortopedia. O bloqueio em sela é uma raquianestesia de baixa dose e nível sacral (S2 a S5) para cirurgia perineal.
A punção pela linha média atravessa, em sequência, pele, tecido subcutâneo, ligamento supraespinhoso, ligamento interespinhoso e ligamento amarelo (flavum), que delimita o limite posterior do espaço peridural; profundidade cutânea típica de 4 a 6 cm no adulto. O espaço peridural contém gordura, plexo venoso de Batson e raízes nervosas, com largura de cerca de 3 a 6 mm na região lombar. Imediatamente à frente está a dura-máter e, em seguida, a aracnoide e o LCR. A medula espinal termina no nível L1 no adulto (conus medullaris) e em L3 no recém-nascido até cerca de 1 ano, e o saco dural termina em S2; por isso a raquianestesia é feita em L3-L4 ou L4-L5, abaixo do cone medular. A linha de Tuffier, que une as cristas ilíacas, cruza aproximadamente o processo espinhoso de L4 ou o espaço L4-L5 e é o marco de superfície mais usado, ainda que impreciso em boa parte dos pacientes — ultrassonografia pré-punção melhora a identificação do espaço e reduz punções repetidas.
As fibras nervosas são bloqueadas conforme o diâmetro e a mielinação: fibras B pré-ganglionares simpáticas (1 a 3 mícrons) são as mais sensíveis, seguidas das fibras C e A-delta (dor e temperatura), depois A-beta (tato e propriocepção) e por último as A-alfa motoras grandes. Na prática clínica isso gera três níveis simultâneos e diferentes no mesmo paciente: o bloqueio simpático se estende 2 a 6 segmentos acima do nível sensitivo, e o bloqueio motor fica 2 a 3 segmentos abaixo do sensitivo. É por isso que uma raquianestesia com plano sensitivo em T6 já pode dessimpatisar até T2 e produzir hipotensão e bradicardia importantes. O grau de bloqueio motor acompanha-se pela escala de Bromage: grau 0, movimento livre; grau 1, movimenta os pés mas não flexiona os joelhos; grau 2, movimenta apenas os pés; grau 3, bloqueio motor completo de membros inferiores.
As consequências hemodinâmicas derivam do nível atingido: até T6 predomina vasodilatação de membros inferiores e território esplâncnico, com queda da pré-carga por pooling venoso (o leito venoso acomoda até 25 a 30% do volume sanguíneo) e hipotensão; acima de T5 o bloqueio das fibras cardíoaceleradoras (T1 a T4) e a possível ativação do reflexo de Bezold-Jarisch em ventrículo despoupado produzem bradicardia, que pode evoluir para parada sinusal se não tratada. Bloqueio acima de T6 também remove a resposta adrenal medular à hipoglicemia e ao estresse. Na ventilação, a paralisia intercostal reduz a capacidade vital, o volume de reserva expiratório e a tosse eficaz; a ventilação espontânea com o diafragma preservado costuma manter trocas gasosas adequadas mesmo em bloqueios altos, mas a capacidade de expectorar e cooperar com a fisioterapia fica comprometida, e o paciente com plano acima de T4 deve ser monitorizado de perto quanto a desconforto respiratório e força das mãos.
A baricidade determina o comportamento da solução no LCR: soluções hiperbáricas (bupivacaína 0,5% com glicose 80 mg/mL) são levadas pela gravidade para as porções mais declivosas do saco dural, e o nível final depende da posição do paciente nos primeiros minutos; isobáricas se dispersam pouco e de forma previsível; hipobáricas ascendem em posição declive e ficam restritas a indicações específicas, como cirurgia perianal em posição de navalha. O quadro seguinte consolida as doses que aparecem em prova.
| Fármaco | Dose intratecal típica | Dose peridural típica | Duração da dose única |
|---|---|---|---|
| Bupivacaína 0,5% hiperbárica | 10 a 15 mg (12 a 15 mg na cesárea; 7,5 a 10 mg em bloqueio em sela) | 0,5%: 75 a 100 mg (15 a 20 mL); infusão de analgesia com 0,0625 a 0,125% | 2 a 3 horas |
| Lidocaína 5% hiperbárica | 50 a 100 mg | 1,5 a 2%: 300 a 400 mg (15 a 20 mL) | 1 a 1,5 horas (síndrome neurológica transitória em até 10 a 40% na posição de litotomia) |
| Ropivacaína | 0,5%: 15 a 22,5 mg | 0,5 a 0,75%: 75 a 150 mg (15 a 20 mL) | 2 a 3 horas, com menos bloqueio motor que a bupivacaína em concentrações equivalentes |
| Adjuvante | Dose intratecal | Efeito e vigilância |
|---|---|---|
| Fentanil | 10 a 25 mcg | Prolonga a analgesia em 1 a 2 horas sem bloqueio motor; prurito é o efeito adverso mais comum |
| Sufentanil | 2,5 a 7,5 mcg | Mesmo perfil do fentanil com potência cerca de 10 vezes maior |
| Morfina | 0,1 a 0,2 mg | Analgesia de 18 a 24 horas; risco de depressão respiratória tardia exige vigilância monitorizada por 24 horas |
| Clonidina | 15 a 30 mcg | Prolonga o bloqueio sensitivo e a analgesia; pode somar hipotensão e sedação |
| Adrenalina | 0,1 a 0,2 mg | Prolonga lidocaína e bupivacaína intratecais; útil quando tempo cirúrgico adicional é esperado |
No espaço peridural a morfina é usada em 2 a 4 mg (analgesia de 12 a 24 horas, com a mesma vigilância respiratória) e o fentanil em 50 a 100 mcg. A dose-teste clássica do cateter peridural é 3 mL de lidocaína a 2% com adrenalina 1:200.000: taquicardia acima de 20 a 30 bpm em 45 a 60 segundos sugere injeção intravascular, e o aparecimento de bloqueio motor rápido em 2 a 5 minutos denuncia injeção subaracnóidea. Nenhum teste é infalível: a regra de ouro é fracionar as doses (3 a 5 mL a cada 5 minutos), aspirar o cateter antes de cada bolus e manter diálogo com o paciente durante a instalação.
| Procedimento | Nível sensitivo alvo | Comentário prático |
|---|---|---|
| Cirurgia perineal e hemorroidectomia | S2 a S5 (bloqueio em sela) ou T10 | Dose baixa de hiperbárica com paciente sentado por 5 a 10 minutos |
| Membros inferiores, hérnias inguinais, cirurgia vaginal e TURP | T10 | 12 a 15 mg de bupivacaína 0,5% hiperbárica cobrem a maioria dos casos |
| Cesárea | T4 a T6 | 12 a 15 mg de bupivacaína hiperbárica com fentanil; nível abaixo de T6 predispõe a dor peritoneal e náusea intraoperatória |
| Cirurgia abdominal alta e laparotomias | T6 a T4 | Prefira peridural contínua ou raqui com adjuvante opioide; hipotensão é frequente e exige vasopressor pronto |
| Toracotomia e vídeo-toracoscopia (analgesia) | T4 a T8, cateter com ponta em T5 a T7 | Peridural torácica com bupivacaína 0,125% e fentanil 2 a 5 mcg/mL a 4 a 10 mL/h |
Hipotensão é a complicação mais comum da raquianestesia (até 70 a 80% sem profilaxia em cesárea). O consenso internacional de 2018 define hipotensão como pressão arterial sistólica abaixo de 90% do valor basal (ou abaixo de 90 a 100 mmHg) e recomenda prevenção com infusão profilática de vasopressor e co-hidratação, e não com bolus tardio. A fenilefrina é o vasopressor de escolha (bolus de 50 a 100 mcg ou infusão de 0,25 a 0,5 mcg/kg/min), com a norepinefrina (bolus de 5 a 10 mcg) como alternativa com menos bradicardia; a efedrina (5 a 10 mg IV) ficou relegada a segunda linha porque seu uso repetido se associa a acidose fetal por metabolismo anaeróbio placentário. Bradicardia abaixo de 50 bpm ou sintomática trata-se com atropina 0,5 a 1 mg IV. Náusea e vômito durante a instalação costumam ser hipotensão não tratada e cedem com a correção da pressão.
O bloqueio total (raqui total) ocorre quando uma dose peridural é injetada no espaço subaracnóideo: em minutos instala-se bloqueio alto com hipotensão profunda, bradicardia, perda de consciência e apneia por bloqueio de nervos cranianos e bulbo. Conduta: via aérea com intubação e ventilação com oxigênio a 100%, volume e vasopressores em bolus generosos (adrenalina 10 a 50 mcg conforme a gravidade) e suporte até a regressão, que leva 2 a 4 horas. A toxicidade sistêmica de anestésico local (LAST) aparece com injeção intravascular: perioral, tinnitus, agitação, convulsões e, com bupivacaína, colapso cardiovascular refratário; tratamento imediato com emulsão lipídica a 20% em bolus de 1,5 mL/kg (repetível; limite de 10 mL/kg) seguida de infusão de 0,25 mL/kg/min, além de RCP modificada com adrenalina em bolus pequenos e evitar vasopressina e bloqueadores de canal de cálcio.
A cefaleia pós-punção dural (CPPD) é posicional: piora sentado ou em pé e melhora deitado, frontal ou occipital, com início nas primeiras 48 a 72 horas, podendo acompanhar náusea, fotofobia e até paresia de nervos oculomotores. O risco depende da agulha: após punção acidental da dura com Tuohy 16 a 17G a incidência chega a 70 a 80%, enquanto agulhas de 25 a 27G ponta lápis a mantêm abaixo de 2%. Tratamento inicial é conservador (analgésicos, hidratação, cafeína 300 mg VO); o blood patch peridural com 15 a 20 mL de sangue autólogo tem sucesso de 70 a 90% na primeira tentativa e está indicado na CPPD incapacitante ou que não cede em 24 a 72 horas.
As complicações neurológicas centrais são raras mas devastadoras e dependem de reconhecimento em horas. Hematoma neuraxial (estimativas clássicas de 1:150.000 a 1:190.000 na peridural e cerca de 1:220.000 na raquianestesia) apresenta a tríade dor lombar intensa em faixa, déficit motor que progride além do esperado e disfunção esfincteriana; o diagnóstico é ressonância urgente e o tratamento é descompressão cirúrgica emergente, com melhores resultados quando realizada nas primeiras 8 horas. Abscesso epidural (séries de 1:1.000 a 1:100.000 conforme a população) tem a tríade febre, dor de coluna intensa e déficit neurológico progressivo, exige ressonância e hemoculturas e trata-se com drenagem e antibióticos antiestafilocócicos. O NAP3 estimou dano neurológico permanente entre 1:24.000 e 1:54.000 bloqueios e morte ou paraplegia entre 1:50.000 e 1:140.000. Ainda há a lesão nervosa direta pela agulha (dor em choque na irradiação radicular deve fazer parar imediatamente a punção) e a síndrome da artéria espinhal anterior, com déficit motor e sensitivo que poupam a propriocepção.
As diretrizes da ASRA (4a edição, 2018) definem intervalos mínimos entre a última dose do antitrombótico e a punção ou manipulação de cateter neuraxial, e entre o procedimento e a reintrodução da droga. A regra transversal: em caso de punção traumática ou sanguinolenta, considerar adiar a cirurgia e a anticoagulação em 24 horas; e só remover cateter quando a coagulação estiver dentro dos parâmetros da droga em uso.
| Fármaco | Intervalo antes da punção ou remoção de cateter | Observações |
|---|---|---|
| Varfarina | 4 a 5 dias, com INR menor ou igual a 1,4-1,5 | Remover cateter apenas com INR dentro da faixa; documentar INR no dia da remoção |
| Heparina não fracionada IV terapêutica | Suspender 4 a 6 horas, com TTPa normal | Reiniciar 1 hora ou mais após a punção; punção traumática adia heparinização plena em 24 horas |
| Heparina não fracionada SC profilática (5.000 UI 2 a 3x/dia) | 4 a 6 horas | Risco baixo; esquemas de maior dose seguem a regra da via IV |
| Enoxaparina profilática (40 mg/dia ou 30 mg 2x/dia) | 12 horas | Reiniciar 4 a 6 horas após punção ou remoção; cateteres toleráveis com esquema 1x/dia e vigilância neurológica |
| Enoxaparina terapêutica (1 mg/kg 2x/dia ou 1,5 mg/kg/dia) | 24 horas | A maior parte dos hematomas descritos na literatura envolveu LMWH terapêutica |
| Clopidogrel | 5 a 7 dias | Em combinação com AAS ou anticoagulante, o risco é maior que a soma individual |
| Prasugrel e ticagrelor | 7 a 10 dias e 5 a 7 dias, respectivamente | Ambos mais potentes que o clopidogrel na inibição plaquetária |
| Dabigatrana | 72 horas (120 horas se depuração abaixo de 30 mL/min) | Intervalo guiado pela função renal; o antídoto idarucizumabe reduz o efeito, sem abolir a cautela |
| Rivaroxabana, apixabana e edoxabana | 72 horas | Se depuração abaixo de 30 mL/min, evitar bloqueio neuraxial em geral |
| AAS e AINEs isolados | Não é necessário suspender | A associação de dois ou mais antiplaquetários exige análise individual do risco |
A analgesia peridural torácica (TEA) com cateter entre T5 e T7 é o padrão de referência para dor pós-toracotomia: infusão de bupivacaína 0,125 a 0,25% com fentanil 2 a 5 mcg/mL a 4 a 10 mL/h controla a dor estática e dinâmica, melhora a função diafragmática (revertendo a inibição reflexa do diafragma induzida pela dor), reduz atelectasias e complicações pulmonares e permite tosse e fisioterapia precoces, benefícios documentados inclusive em ressecções pulmonares amplas. A hipotensão por simpatectomia é o efeito adverso dominante e exige titulação da infusão, reposição volêmica criteriosa e, quando necessário, vasopressor. O bloqueio paravertebral torácico alcança analgesia unilateral comparável com menos hipotensão e sem restrição anticoagulante tão rígida, sendo alternativa quando a TEA é contraindicada.
Na cirurgia cardíaca com circulação extracorpórea, a heparinização total e a reversão tardiva limitam o uso de cateteres neuraxiais pelo risco de hematoma: a conduta clássica é realizar a punção pelo menos 1 hora antes da heparinização, adiar a operação em 24 horas após punção traumática e remover cateteres apenas com coagulação reestabelecida. Nesse cenário ganhou espaço a morfina intratecal em dose única dentro de protocolos de extubação precoce (fast-track), que reduz o consumo de opioides sistêmicos com vigilância de 24 horas, e, mais recentemente, os bloqueios de plano fascial guiados por ultrassom — serrátil anterior, peitoral e eretor da espinha — que poupam opioides sem tocar o neuroeixo. Para provas: a combinação heparina plena mais punção recente é o cenário típico de hematoma neuraxial, e a decisão pela via neuraxial em cardíaca é exceção justificada caso a caso, nunca rotina.
Todo cateter peridural exige visita diária com: inspeção do sítio (eritema, secreção), verificação do nível sensitivo e do bloqueio motor, checagem da infusão e vigilância de sinais de hematoma ou abscesso. A retirada obedece às mesmas janelas de anticoagulação da inserção: suspender a infusão, checar coagulação quando indicado, remover o cateter e reiniciar o antitrombótico no intervalo recomendado (por exemplo, enoxaparina profilática 4 a 6 horas após a remoção). Depois da remoção, manter vigilância neurológica por pelo menos 24 horas, porque o hematoma também ocorre após a retirada. Retenção urinária por bloqueio de S2 a S4 é comum nas primeiras 6 a 8 horas e pode exigir sondagem vesical; prurido por opioide neuraxial responde a naloxona 40 a 100 mcg IV ou nalbufina 2,5 a 5 mg IV.
1.Em relação ao bloqueio diferencial da raquianestesia, o bloqueio simpático se estende tipicamente:
2.Qual dose de bupivacaína 0,5% hiperbárica é habitual para raquianestesia de cesárea com plano T4 a T6?
3.O maior risco de cefaleia pós-punção dural ocorre após:
4.O blood patch peridural para CPPD incapacitante utiliza sangue autólogo em qual volume?
5.Segundo a ASRA 2018, o intervalo mínimo entre a última dose de clopidogrel e uma punção neuraxial é:
6.Na hipotensão após raquianestesia para cesárea, o consenso internacional de 2018 recomenda como vasopressor de primeira linha:
7.Paciente evolui, minutos após dose peridural, com bloqueio acima de T4, inconsciência e apneia. A conduta imediata é:
8.Na toxicidade sistêmica de anestésico local (LAST) com bupivacaína, a emulsão lipídica 20% deve ser iniciada com:
9.A dose-teste de 3 mL de lidocaína 2% com adrenalina 1:200.000 sugere injeção intravascular quando produz:
10.A escolha do espaço L3-L4 ou L4-L5 para raquianestesia no adulto justifica-se porque:
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