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Revisão completa sobre asma alérgica: fenótipos e endótipos T2-alto e T2-baixo, fisiopatologia Th2, biomarcadores (eosinófilos, FeNO, IgE) com valores de corte, diagnóstico funcional, tratamento escalonado GINA/SBPT e biológicos (omalizumabe, anti-IL-5, dupilumabe, tezepelumabe) com doses.
[1] Global Initiative for Asthma (GINA). Global Strategy for Asthma Management and Prevention, relatório 2025 · https://ginasthma.org/gina-reports/ | [2] Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia. Recomendações para o manejo da asma – 2020. J Bras Pneumol. 2020;46(Supl 1) · https://sbpt.org.br/portal/consensos-e-diretrizes-da-sbpt/ | [3] Papi A, Brightling C, Pedersen SE, Reddel HK. Asthma. Lancet. 2018;391(10122):783-800 · DOI 10.1016/S0140-6736(17)33311-1 | [4] Castro M, Corren J, Pavord ID, et al. Dupilumab Efficacy and Safety in Moderate-to-Severe Uncontrolled Asthma (QUEST). N Engl J Med. 2018;378(26):2485-2496 · DOI 10.1056/NEJMoa1804092 | [5] Ortega HG, Liu MC, Pavord ID, et al. Mepolizumab treatment in patients with severe eosinophilic asthma (MENSA). N Engl J Med. 2014;371(13):1198-1207 · DOI 10.1056/NEJMoa1403290 | [6] Dweik RA, Boggs PB, Erzurum SC, et al. An Official ATS Clinical Practice Guideline: Interpretation of Exhaled Nitric Oxide Levels (FENO) for Clinical Applications. Am J Respir Crit Care Med. 2011;184(5):602-615 · DOI 10.1164/rccm.9120-11st · DOI 10.1016/S0140-6736(17)33311-1
A asma afeta cerca de 300 milhões de pessoas no mundo e está entre as doenças crônicas mais prevalentes da infância e da adolescência; a maioria dos casos em pacientes jovens tem base alérgica, mediada por IgE contra aeroalérgenos como ácaros, baratas e epitélios de animais. No Brasil, estudos ISAAC mostram prevalência de sintomas de asma entre 15% e 25% conforme a região etária e o centro estudado, colocando o país entre os de maior prevalência global, com aproximadamente 2 mil óbitos e mais de 300 mil hospitalizações por ano no SUS. O grande salto conceitual da última década foi a estratificação por biomarcadores de inflamação T2: eosinófilos, óxido nítrico exalado (FeNO) e IgE passaram a definir quem responde a corticoide inalatório e a cada anticorpo monoclonal. Para a prova, você precisa dominar três eixos: o diagnóstico funcional com valores (espirometria com prova broncodilatadora), os pontos de corte dos biomarcadores e a escolha do biológico guiada por esses marcadores.
Asma é definida pela GINA como uma doença heterogênea, geralmente caracterizada por inflamação crônica das vias aéreas, com história de sintomas respiratórios (sibilos, dispneia, aperto no peito e tosse) que variam no tempo e em intensidade, junto com limitação variável do fluxo aéreo expiratório. A asma alérgica é o fenótipo em que esses sintomas se associam a sensibilização IgE documentada a aeroalérgenos, frequentemente com início na infância, história familiar de atopia e comorbidade com rinite alérgica e dermatite atópica — o chamado march atópico. Não é um diagnóstico separado, e sim a intersecção entre asma e doença alérgica: por isso o conceito de via aérea única, em que rinite mal controlada piora o controle da asma.
A classificação moderna mais cobrada em prova separa a asma por inflamação T2 (antes chamada eosinofílica, alérgica ou Th2) da asma não T2 (neutrófila, paucigranulocítica). A asma T2-alta responde bem a corticoide inalatório e aos biológicos; a T2-baixa, menos. Outras dimensões clinicamente úteis são o grau de controle (controlada, parcialmente controlada, não controlada), a gravidade (leve a grave, definida pelo degrau de tratamento necessário) e a presença de exacerbações fixas versus variáveis.
| Dimensão | Asma alérgica (T2-alta) | Asma não alérgica (T2-baixa) |
|---|---|---|
| Idade de início | habitual na infância e adolescência | mais frequente em adultos, início tardio |
| Atopia e IgE | sensibilização a aeroalérgenos, IgE elevada, rinite/dermatite atópica | testes alérgicos negativos, IgE normal |
| Biomarcadores | eosinófilos >=150/µL, FeNO >=25 ppb, eosinófilos no escarro >=2% | eosinófilos e FeNO baixos; neutrófilos às vezes aumentados |
| Resposta a corticoide inalatório | boa, com melhora do VEF1 e dos biomarcadores | pobre; risco de asma corticoide-resistente |
| Biológicos preferenciais | anti-IgE, anti-IL-5/IL-5R, anti-IL-4R, anti-TSLP | apenas anti-TSLP (tezepelumabe) tem evidência independente de T2 |
A GINA estima cerca de 300 milhões de asmáticos no mundo e aproximadamente 450 mil mortes anuais, a maioria evitável com tratamento adequado. No Brasil, o ISAAC encontrou sintomas ativos de asma em torno de 15-18% das crianças de 6-7 anos e 19-24% dos adolescentes de 13-14 anos, com variação entre centros — prevalência entre as mais altas do mundo, atribuída em parte à sensibilização intensa a ácaros em clima tropical úmido e urbana. A asma responde por expressiva fração das internações pediátricas por causas respiratórias no SUS e por absenteísmo escolar e laboral; apesar de o custo do tratamento de manutenção ser baixo, a mortalidade brasileira permanece relevante, concentrada em pacientes com acesso irregular ao corticoide inalatório e sem plano de ação escrito.
Na asma alérgica, o aeroalérgeno inalado é capturado pelas células apresentadoras de antígeno na mucosa brônquica e apresentado a linfócitos T naïve, que se diferenciam em Th2 na presença de IL-4 e sinalizadores epiteliais (TSLP, IL-25, IL-33) liberados por epitélio lesado. Os Th2 produzem a tríade IL-4, IL-5 e IL-13: a IL-4 promove a troca de classe para IgE nos linfócitos B; a IL-5 recruta e prolonga a sobrevivência dos eosinófilos na medula óssea e na mucosa; a IL-13 induz hiperresponsividade brônquica, hipersecreção de muco (goblet cell metaplasia) e produção de periostina. A IgE fixa-se a receptores de alta afinidade (FcεRI) em mastócitos e basófilos; o reencontro com o antígeno causa degranulação com histamina, triptase, leucotrienos (LTC4/D4/E4) e prostaglandinas.
O epitélio brônquico deixou de ser barreira passiva: lesões por poluentes, vírus (rinovírus, VSR) e alérgenos liberam alarminas — TSLP, IL-25 e IL-33 — que iniciam a cascata T2 mesmo antes da apresentação antigênica. O tezepelumabe, anticorpo anti-TSLP, atua exatamente nesse topo da cascata, o que explica seu efeito em asmáticos T2-baixos. Já o óxido nítrico exalado (FeNO) é produzido pela óxido nítrico sintase induzível (iNOS) nas vias aéreas sob estímulo direto da IL-13 — por isso o FeNO é um biomarcador quantitativo da atividade da via T2/IL-13.
Biomarcador é a medição objetiva que estratifica risco, predige resposta a tratamento e monitora a doença. Na asma, os três pilares são o eosinófilo no sangue periférico, o FeNO e a IgE (total e específica). A GINA recomenda dosá-los antes de iniciar qualquer biológico e repeti-los quando houver dúvida: corticoide oral recente ou uso de anti-IL-5 reduz artificialmente o eosinófilo, e infecção viral eleva o FeNO — por isso a coleta deve ser feita na vigência de sintomas, quando possível, e sempre com o mesmo método (amostras em janela de até 2 semanas antes da decisão terapêutica).
| Biomarcador | Método e valores de corte | Interpretação clínica |
|---|---|---|
| Eosinófilos sanguíneos | hemograma; >=150/µL na avaliação inicial do biológico ou >=300/µL em qualquer momento do último ano | define asma T2-alta; prediz resposta a anti-IL-5, benralizumabe e dupilumabe; valores >300-400/µL aumentam risco de exacerbação |
| FeNO (óxido nítrico exalado) | analisa de quimioluminescência; adulto: <25 baixo, 25-50 intermediário, >50 ppb alto; criança: cortes 20 e 35 ppb | atividade da via IL-13; FeNO >=25-50 ppb prediz boa resposta a corticoide inalatório e a dupilumabe; queda >=10 ppb após 2-4 semanas confirma adesão e resposta |
| IgE total e específica | imunoensaio (ImmunoCAP); IgE total elevada sustenta atopia; IgE específica >=0,35 kUA/L confirma sensibilização | define asma alérgica; IgE total (30-1500 UI/mL no adulto) é usada no cálculo da dose de omalizumabe |
| Eosinófilos no escarro | contagem em esfregaço; >=2-3% é anormal | padrão-ouro de inflamação eosinofílica de via aérea; pouco disponível na prática, mas muito cobrado em teoria |
| Periostina | soro; expressa em valores absolutos conforme ensaio | biomarcador indireto de IL-13; uso ainda restrito a pesquisa em muitos serviços |
O quadro típico da asma alérgica é de sibilos expiratórios difusos, tosse seca noturna, dispneia e aperto no peito episódicos, desencadeados por alérgenos, exercício, ar frio, riso, infecções virais ou irritantes, com piora noturna (madrugada) e melhora espontânea ou com broncodilatador. O exame físico entre crises pode ser normal; na crise há tórax hiperinsuflado, expiração prolongada e sibilos difusos. Formas de apresentar peculiaridades: asma de esforço (principal queixa em adolescentes, com queda >10% do VEF1 após teste de broncoprovocação com exercício), tosse-equivalente de asma (tosse crônica isolada) e asma ocupacional (piora no trabalho, melhora em férias). Achados de atopia associados — rinite, shiners, vinco nasal, dermatite — aumentam a probabilidade pré-teste.
A investigação alergológica fecha o diagnóstico de asma alérgica: prick test (pápula com diâmetro médio >=3 mm acima do controle negativo, leitura em 15-20 minutos, suspendendo anti-histamínicos por 5-7 dias) e/ou IgE específica sorológica, que têm boa concordância (ambas detectam sensibilização, que precisa ser correlacionada com a clínica). O teste de provocação bronquial com alérgeno é restrito a pesquisa. Radiografia de tórax não diagnostica asma; serve para excluir diferenciais na primeira avaliação ou em crises atípicas.
| Diagnóstico diferencial | Achado que diferencia da asma alérgica |
|---|---|
| Disfunção de cordas vocais | estridor inspiratório, flattening da curva fluxo-volume inspiratória, sibilos localizados em laringe; FeNO e espirometria normais entre episódios |
| Bronquite eosinofílica crônica | tosse com eosinófilos no escarro, mas espirometria e variabilidade do PEF normais |
| Displasia broncopulmonar / bronquiolite obliterante | obstrução fixa, sem reversibilidade significativa; história neonatal ou pós-infecciosa (adenovírus) |
| Refluxo gastroesofágico | tosse crônica sem variabilidade diurna característica; prova diagnóstica com IPP |
| Insuficiência cardíaca / asma cardíaca | estase pulmonar, BNP elevado, sibilos difusos com creptantes; ecocardiograma |
| Tumor/corpo estrutural de via aérea | sibilo monofônico e localizado, obstrução fixa à curva fluxo-volume |
Desde 2019 a GINA aboliu o broncodilatador de alívio isolado (salbutamol como único tratamento) por aumentar o risco de exacerbação e morte. O caminho preferencial (trilha 1) usa a associação corticoide inalatório + formoterol em dose baixa tanto como manutenção quanto como alívio — a chamada terapia MART ou alívio anti-inflamatório: cada crise é tratada com anti-inflamatório, e o número de inalações de resgate no mês mede o controle. A trilha 2 reserva-se a quem não dispõe de ICS-formoterol: corticoide inalatório tomado sempre que se usa o broncodilatador de curta ação. Antes de subir de degrau, confirme adesão, técnica inalatória, controle de comorbidades (rinite, RGE, obesidade) e exposição a alérgenos/irritantes — a maior causa de asma aparentemente difícil é asma mal tratada.
| Degrau GINA | Tratamento de controle (adulto) | Observações práticas |
|---|---|---|
| 1-2 | ICS-formoterol baixa dose (ex.: budesonida/formoterol 200/6 µg) como manutenção + alívio | degrau 1 = apenas alívio anti-inflamatório sem manutenção diária; degrau 2 = manutenção diária + resgate |
| 3 | ICS-formoterol dose baixa contínua como manutenção e alívio, ou dose média | reavaliar em 2-4 semanas; contar inalações de resgate |
| 4 | ICS-formoterol dose média/alta manutenção + alívio | se não controlado: revisar adesão e diagnóstico antes de subir |
| 5 | Adicionar LTRA (montelucaste 10 mg/dia VO), tiotrópio 5 µg/dia inalatório ou corticoide oral em dose mínima; encaminhar à asma grave e considerar biológico | montelucaste tem alerta FDA de eventos neuropsiquiátricos; corticoide oral crônico é último recurso |
Doses de referência no adulto: budesonida 200-400 µg/dia é dose baixa, 400-800 µg dose média e >800-1600 µg alta; beclometasona extrafina 100-200 µg baixa até >400 µg alta. No esquema MART com budesonida/formoterol 200/6 µg, admite-se até 8-12 inalações de resgate por dia em 24 horas, orientando o paciente a procurar atendimento se ultrapassar esse limiar ou se o resgate durar mais de 1-2 dias. Em crianças, prefira câmaras de espaçamento para aerossol pressurizado; os dispositivos de pó seco exigem fluxo inspiratório adequado.
Asma grave é a que exige tratamento de degrau 4-5 da GINA (ou corticoide oral) para manter-se controlada, ou que permanece não controlada apesar desse tratamento. Antes de indicar biológico, é mandatório excluir: má adesão (causa de até 50% dos encaminhamentos), técnica inalatória inadequada, comorbidades não tratadas (rinite, RGE, obesidade, apneia do sono), diagnóstico alternativo e fatores ambientais/ocupacionais. O biológico é escolhido pelo fenótipo e biomarcador disponível, preferencialmente após dosagem de eosinófilos, FeNO e IgE total. Todos reduzem exacerbações em 40-70% nos estudos pivotais; nenhum tem head-to-head conclusivo, e a escolha considera também via (subcutânea), intervalo, necessidade de IgE na janela e perfil de efeitos adversos.
| Fármaco | Alvo e requisito de biomarcador | Esquema no adulto |
|---|---|---|
| Omalizumabe | anti-IgE livre; requer IgE total 30-1500 UI/mL e peso para o cálculo | 75-375 mg SC a cada 2-4 semanas (0,016 mg/kg por UI/mL); indicado em asma alérgica grave com sensibilização perennial |
| Mepolizumabe | anti-IL-5; eosinófilos >=150/µL na avaliação ou >=300/µL no último ano | 100 mg SC a cada 4 semanas |
| Reslizumabe | anti-IL-5; eosinófilos >=400/µL | 3 mg/kg IV a cada 4 semanas |
| Benralizumabe | anti-CD125 (receptor de IL-5), com depleção direta dos eosinófilos por ADCC | 30 mg SC a cada 4 semanas nas 3 primeiras doses, depois a cada 8 semanas |
| Dupilumabe | anti-receptor de IL-4Rα (bloqueia IL-4 e IL-13); eos >=150/µL ou FeNO >=25 ppb ou dependência de corticoide oral | dose de carga 400-600 mg SC, depois 200-300 mg SC a cada 2 semanas; reduz exacerbações ~48% e eleva VEF1 ~0,3 L |
| Tezepelumabe | anti-TSLP (alarmina epitelial); não exige biomarcador T2 | 210 mg SC a cada 4 semanas; reduz exacerbações mesmo em T2-baixo |
Monitorização e segurança: dupilumabe pode causar eosinofilia transitória (resolução da IL-5 signaling sem saída tecidual) e conjuntivite; omalizumabe exige anafilaxia como alerta raro (observação de 30 minutos e prescrição de adrenalina autoinjetável nas primeiras 3 doses); anti-IL-5 são geralmente bem tolerados, com cefaleia e reações locais. Herpes zoster é evento a monitorar com imunobiológicos em geral. Em pacientes dependentes de corticoide oral, o objetivo do biológico é a economia de esteroides: redução gradual da prednisona com vigilância de insuficiência adrenal.
A exacerbação é o agravamento agudo dos sintomas com queda do fluxo aéreo, classificada em leve, moderada, grave e com risco de vida iminente. Na asma alérgica, os gatilhos mais comuns são infecções virais respiratórias, exposição maciça a alérgenos (limpeza de casa, mofo) e suspensão do corticoide inalatório. Sinais de gravidade que exigem ação imediata: incapacidade de falar frases completas, cianose, sibilos silenciosos (tórax hipersilente), exaustão, taquicardia >120 bpm, PEF <33% do previsto, PaCO2 normal ou elevada com acidose e rebaixamento do nível de consciência.
A imunoterapia específica com alérgenos (SCIT subcutânea ou SLIT sublingual) é a única intervenção capaz de modificar a história natural da doença alérgica, induzindo tolerância imunológica com desvio Th1/Treg e produção de IgG bloqueadora. Indicação em asma: asma alérgica leve a moderada controlada com farmacoterapia, com sensibilização documentada (prick/IgE específica) a alérgeno clinicamente relevante e não evitável — destaque para ácaros no Brasil. A SCIT é aplicada em esquema de indução semanal e manutenção mensal por 3-5 anos, com permanência de 30 minutos no serviço e adrenalina disponível (risco de anafilaxia); a SLIT (gotas ou comprimidos sublinguais) tem perfil de segurança melhor para uso domiciliar após a primeira dose supervisionada. A imunoterapia não é indicada em asma grave não controlada nem como substituto do corticoide em doença instável, e deve ser evitada durante exacerbações.
As complicações da asma alérgica incluem exacerbações recorrentes com risco de intubação e morte, progressão para obstrução fixa por remodelamento (perda acelerada de VEF1, especialmente em asmáticos graves, fumantes e não aderentes), efeitos adversos do tratamento (disfonia e candidíase oral por ICS sem higiene bucal; insuficiência adrenal e osteoporose com corticoide oral crônico) e impacto psicossocial (ansiedade, absenteísmo). Fatores de risco de morte por asma que todo aluno deve memorizar: exacerbação prévia com internação ou intubação, uso de 3 ou mais classes de medicamento, uso de corticoide oral no último ano, não adesão ao ICS, uso excessivo de agonista beta-2 de curta duração (mais de 1 frasco por mês) e doença psiquiátrica/baixa renda. Com tratamento escalonado correto e biológicos quando indicados, o prognóstico é excelente: a maioria dos pacientes alcança controle pleno, atividade física irrestrita e função pulmonar estável.
1.Adulto com sibilos recorrentes realiza espirometria com prova broncodilatadora. Qual resultado confirma limitação variável do fluxo aéreo compatível com asma?
2.Qual valor de FeNO indica inflamação T2 significativa em um adulto com suspeita de asma alérgica?
3.Paciente com asma grave tem eosinófilos de 220/µL na avaliação inicial e FeNO de 40 ppb. Qual biológico NÃO exige esse perfil T2 para ser indicado?
4.Segundo a GINA, qual é a terapia de alívio preferencial (trilha 1) para paciente com asma em uso de manutenção?
5.Qual é o esquema posológico padrão do mepolizumabe no adulto com asma eosinofílica grave?
6.Por que o benralizumabe causa depleção quase completa dos eosinófilos circulantes?
7.Paciente com asma alérgica grave por ácaros, IgE total de 900 UI/mL e peso de 70 kg. Qual biológico está indicado com esse perfil?
8.Qual é o esquema de corticoide oral recomendado para exacerbação de asma em adulto na emergência?
9.O FeNO é considerado biomarcador da atividade de qual via citocínica na asma alérgica?
10.Sobre a imunoterapia com alérgenos (SCIT/SLIT) na asma alérgica, qual assertiva é correta?
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