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Revisão completa de hipersensibilidade a fármacos: classificação imediata e tardia, mecanismos de Gell e Coombs, DRESS, SJS/TEN e AGEP, diagnóstico com testes cutâneos e provocação, reatividade cruzada dos betalactâmicos, classificação dos AINEs, doses de tratamento e dessensibilização.
[1] Khan DA, Banerji A, Blumenthal KG, et al. Drug allergy: a 2022 practice parameter update. J Allergy Clin Immunol. 2022;150(6):1333-1393. DOI 10.1016/j.jaci.2022.08.028 | [2] Shenoy ES, Macy E, Rowe T, Blumenthal KG. Evaluation and management of penicillin allergy: a review. JAMA. 2019;321(2):188-199. DOI 10.1001/jama.2018.19228 | [3] Demoly P, Adkinson NF, Brockow K, et al. International Consensus (ICON) on drug allergy. Allergy. 2014;69(4):420-437. DOI 10.1111/all.12350 | [4] Sánchez-Borges M, et al. NSAID-induced reactions: classification, prevalence, impact and management strategies. World Allergy Organ J. 2019;12(1):100347. DOI 10.1016/j.waojou.2019.100347 | [5] Sociedade Brasileira de Anestesiologia e Associação Brasileira de Alergia e Imunologia. Update on perioperative hypersensitivity reactions: joint document. Braz J Anesthesiol. 2021. PMID 33308829 | [6] Bastuji-Garin S, Fouchard N, Bertocchi M, et al. SCORTEN: a severity-of-illness score for toxic epidermal necrolysis. J Invest Dermatol. 2000;115(2):149-153. DOI 10.1046/j.1523-1747.2000.00078.x · DOI 10.1016/j.jaci.2022.08.028
As reações adversas a medicamentos acometem cerca de 10 a 20% dos pacientes hospitalizados, e as reações de hipersensibilidade são a forma mais temida: a anafilaxia por fármacos é a principal causa de anafilaxia fatal em pacientes hospitalizados e os anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) e os antibióticos lideram as notificações em todo o mundo. O problema clínico cotidiano, porém, é o excesso de diagnósticos falsos: cerca de 10% da população refere ser alérgica à penicilina, mas mais de 90% desses pacientes toleram o fármaco quando formalmente avaliados. O rótulo falso de alergia troca antibióticos de primeira linha por clindamicina, vancomicina e fluoroquinolonas, aumentando falhas terapêuticas, custo, infecções por Clostridioides difficile e resistência. Este artigo cobre os mecanismos, a clínica, o racional diagnóstico e o tratamento das reações alérgicas a medicamentos com os números que caem em prova.
Reação adversa a medicamento (RAM) é qualquer efeito nocivo e não intencional da droga em doses usuais. As RAM do tipo A (80 a 90% dos casos) são dose-dependentes e previsíveis pela farmacologia (toxicidade, efeitos colaterais, interações); as do tipo B (10 a 20%) são independentes de dose e imprevisíveis, e incluem a intolerância, a idiossincrasia, a pseudoalergia e a alergia medicamentosa propriamente dita. Hipersensibilidade a fármaco é o termo operacional atual para as reações que se assemelham clinicamente à alergia, com mecanismo imunológico (alergia) ou não imunológico (pseudoalergia) confirmado ou não. A alergia medicamentosa exige mecanismo imunológico demonstrado ou altamente provável. Para a conduta, a divisão mais útil é temporal: reações imediatas, que surgem na primeira hora após a exposição (eventualmente até 6 horas), mediadas por IgE e mastócitos, com urticária, angioedema, broncoespasmo e anafilaxia; e reações tardias, que aparecem após 6 horas e tipicamente entre 24 horas e vários dias, mediadas por linfócitos T, com exantemas, DRESS, SJS/TEN e pustulose.
| Classe de reação | Mecanismo | Exemplos típicos | Momento da reação |
|---|---|---|---|
| RAM tipo A | Efeito farmacológico dose-dependente | Náuseas por opioide, sangramento por varfarina | Qualquer, relacionado à dose |
| Pseudoalergia (não imunológica) | Ativação direta de mastócitos ou via do complemento, sem IgE | Reação a AINE por inibição da COX-1, reação de infusão à vancomicina, rash por opioide | Primeira exposição já basta |
| Hipersensibilidade imediata | IgE e mastócitos (Gell e Coombs tipo I) | Anafilaxia a betalactâmico, urticária por bloqueador neuromuscular | Menos de 1 hora (até 6 horas) |
| Hipersensibilidade tardia | Linfócitos T (tipo IV e subtipos) | Exantema maculopapular, DRESS, SJS/TEN, pustulose aguda | Mais de 6 horas, tipicamente 1 a 8 semanas |
Os fármacos são moléculas pequenas que se tornam imunogênicas ao ligar-se a proteínas carreadoras (haptenes, como os metabólitos da penicilina) ou ao estimular diretamente receptores imunológicos (conceito farmacológico-interativo, como os AINEs no receptor e na via da ciclooxigenase). Na reação tipo I, IgE específica fixa-se a mastócitos; a reexposição promove degranulação com histamina, triptase, leucotrienos e prostaglandinas, gerando urticária, angioedema, broncoespasmo e choque. A reação tipo II é citotóxica por IgG, como a hemólise imune por ceftriaxona e a trombocitopenia induzida por heparina. A tipo III é por complexos imunes, como as reações do tipo doença do soro a cefaclor e a soros heterólogos. As reações tipo IV, tardias, são mediadas por linfócitos T e subdividem-se: IVa com macrófagos e citocinas Th1 (dermatite de contato, exantema maculopapular), IVb com perfil Th2 e eosinófilos (DRESS, exantemas eosinofílicos), IVa citotóxica direta por linfócitos T CD8 com perforina e granzima B (SJS/TEN) e IVd com recrutamento de neutrófilos (pustulose exantematosa aguda generalizada, AGEP).
As reações não imunológicas completam o quadro e caem em prova. A inibição da COX-1 pelos AINEs desvia o ácido araquidônico para a via da 5-lipoxigenase, com excesso de leucotrienos cisteínicos: por isso pacientes com asma, polipose nasal ou urticária crônica reagem a AINEs quimicamente distintos entre si. Drogas como morfina, vancomicina e fluoroquinolonas ativam diretamente o receptor MRGPRX2 do mastócito, explicando rash e reações pseudotalérgicas sem IgE. A reação de infusão à vancomicina (síndrome do homem vermelho) é mediada por degranulação direta, diminui com infusão mais lenta e com pré-tratamento com anti-histamínico, e não contraindica o uso futuro do fármaco.
A semiologia da reação orienta o mecanismo e a conduta. Reações imediatas apresentam urticária generalizada (pápulas edematosas e fugazes com halo eritematoso), angioedema (edema não depressível de pálpebras, lábios, língua e laringe), rinite e broncoespasmo, e a forma grave é a anafilaxia: envolvimento agudo de pele ou mucosas mais disfunção respiratória ou cardiovascular, ou dois ou mais sistemas após exposição a provável alérgeno, ou hipotensão após alérgeno conhecido. Reações tardias incluem o exantema maculopapular morbiliforme (o mais comum, lesões confluentes poupando palmas e plantas, com prurido e às vezes febre), a erupção fixa por fármaco (placas eritematoedematosas recorrentes no mesmo sítio, clássica por AINEs e tetraciclinas), a vasculite por hipersensibilidade (púrpura palpável) e as reações cutâneas graves discutidas a seguir. A distribuição temporal é a pista diagnóstica mais valiosa: anafilaxia em minutos, exantema em 4 a 14 dias na primeira exposição (e em 1 a 3 dias na reexposição), DRESS em 2 a 8 semanas e SJS/TEN em 4 a 28 dias.
| Entidade clínica | Latência típica | Morfologia e achados-chave | Fármacos clássicos |
|---|---|---|---|
| Urticária, angioedema, anafilaxia | Minutos a 1 hora | Pápulas urticariformes, edema de vias aéreas, hipotensão | Betalactâmicos, dipirona e AINEs, bloqueadores neuromusculares, látex |
| Exantema maculopapular morbiliforme | 4 a 14 dias | Exantema confluentes simétrico, pruriginoso, com ou sem febre; o mais comum | Betablactâmicos, AINEs, anticonvulsivantes |
| Erupção fixa por fármaco | Horas a 2 dias na reexposição | Placa eritematosa recorrente no mesmo local, com hiperpigmentação residual | AINEs, tetraciclinas, sulfonamidas |
| DRESS (reação com eosinofilia e sintomas sistêmicos) | 2 a 8 semanas | Febre, exantema edematoso evolutivo, linfadenopatia, eosinofilia, lesão hepática | Carbamazepina, alopurinol, sulfametoxazol-trimetoprima, nevirapina, minociclina |
| SJS e TEN (necrólise epidérmica) | 4 a 28 dias | Alvos atípicos dolorosos, necrose epidérmica com sinal de Nikolsky, mucosite em pelo menos 2 sítios | Alopurinol, anticonvulsivantes, sulfas, AINEs oxicãs, nevirapina |
| AGEP (pustulose exantematosa aguda generalizada) | Horas a poucos dias | Febre, neutrofilia, pústulas estéreis não foliculares em bases eritematosas | Amoxicilina, macrolídeos, cloroquina, terbinafina, diltiazem |
O DRESS é uma reação tardia multisistêmica com mortalidade em torno de 10%. Critérios diagnósticos práticos: exantema cutâneo de início após 2 a 8 semanas de droga, febre maior que 38 graus, linfadenopatia em pelo menos dois sítios, envolvimento de órgão interno (o fígado é o mais comum, com elevação de transaminases; também rins, pulmões, coração, tiroide), anormalidades hematológicas (eosinofilia maior ou igual a 700 por mm cúbico ou linfócitos atípicos) e course prolongado com flutuações. O escore RegiSCAR confirma os casos definitivos (4 pontos ou mais). A fisiopatologia envolve deficiência de detoxificação de metabólitos, ativação linfocitária T e reativação de herpesvírus, sobretudo HHV-6, HHV-7, EBV e CMV, que explica as recaídas durante a retirada lenta da corticoterapia. As principais drogas causadoras são os anticonvulsivantes aromáticos, o alopurinol (com forte associação ao alelo HLA-B 58:01), a sulfametoxazol-trimetoprima, a nevirapina, a minociclina e a vancomicina.
A síndrome de Stevens-Johnson (SJS) e a necrólise epidérmica tóxica (TEN) formam um espectro de necrose queratinocitária mediada por linfócitos T citotóxicos (CD8 com perforina, granzima B e ativação de Fas-ligando), com mortalidade que cresce com a área descolada. A classificação usa a porcentagem de superfície corpórea com descolamento epidérmico: SJS até 10%, forma de sobreposição SJS/TEN entre 10 e 30% e TEN acima de 30%. Clinicamente há lesões em alvo atípicas dolorosas, predomínio em tronco, envolvimento de pelo menos duas mucosas (oral, ocular, genital) e sinal de Nikolsky positivo (descolamento da epiderme à pressão lateral). O escore SCORTEN, aplicado no primeiro dia, soma sete variáveis com um ponto cada: idade maior que 40 anos, frequência cardíaca maior que 120 bpm, neoplasia ativa, descolamento maior que 10% no dia 1, ureia maior que 10 mmol por L (cerca de 28 mg por dL), glicemia maior que 14 mmol por L (cerca de 252 mg por dL) e bicarbonato menor que 20 mEq por L. A mortalidade estimada é de 3% com escore 0 a 1, 12% com 2, 35% com 3, 58% com 4 e 90% com 5 ou mais. O tratamento é suporte intensivo em unidade de queimados ou CTI: suspensão imediata do fármaco culpado (incluindo todos os desnecessários), cuidados com feridas, hidratação criteriosa (a reposição é menor que a de queimados com mesma área, cerca de 1,5 L por metro quadrado por dia), vigilância oftalmológica diária, não uso de antibiótico profilático e discussão caso a caso de imunoglobulina e corticoide; talidomida aumentou a mortalidade em ensaio randomizado e não deve ser usada.
A AGEP (pustulose exantematosa aguda generalizada) é a menos grave das reações graves: febre alta, neutrofilia e dezenas a centenas de pústulas estéreis não foliculares sobre bases eritematosas, com início rápido (frequentemente em menos de 24 a 48 horas após a droga), edema facial sugestivo e resolução em 1 a 2 semanas após a suspensão, com descamação em colarão. O envolvimento sistêmico é incomum e a mortalidade é baixa (menor que 5%). O escore EuroSCAR (score AGEP) auxilia a confirmar o diagnóstico, e a biópsia mostra pústulas subcórneas espongiformes com neutrófilos, diferindo das necroses epidérmicas do espectro SJS/TEN.
A história é o instrumento diagnóstico mais importante e deve precisar a droga (todos os administrados na janela temporal), a dose e a via, o intervalo entre a exposição e os sintomas, a descrição das lesões, o tratamento utilizado, a gravidade (envolvimento de mucosas, hipotensão, dispneia, hospitalização) e as reexposições anteriores. O exame de triptase sérica colhido durante a reação ajuda a confirmar ativação de mastócitos: pico em 30 a 120 minutos, meia-vida de aproximadamente 2 horas; recomenda-se colher no momento da reação e comparar com basal de 24 horas ou mais depois (elevação superior a 20% do basal somado de 2 microgramas por L sugere anafilaxia). Na fase tardia, biópsia de pele esclarece DRESS, TEN e AGEP, com dosagem concomitante de transaminases, creatinina, hemograma (eosinofilia, linfócitos atípicos) e pesquisa de reativação de HHV-6 quando disponível.
A penicilina e as cefalosporinas compartilham o anel betalactâmico, mas a reatividade cruzada clínica é muito menor que os 10% repetidos em apostilas: a estimativa atual é de cerca de 1 a 2%, e o risco concentra-se quando a cadeia lateral R1 do anel é semelhante entre as drogas e quando a reação prévia foi grave e recente. Pares com cadeia R1 semelhante incluem a amoxicilina com a cefadroxila e o cefprozil, e a ampicilina com a cefalexina e o cefaclor; a cefazolina tem cadeia lateral distinta e é habitualmente tolerada, sendo a escolha padrão de profilaxia cirúrgica mesmo em alérgicos a penicilina sem anafilaxia prévia. Os carbapenêmicos têm reatividade cruzada menor que 1% com penicilinas e podem ser usados com cautela ou teste prévio. O aztreonam é bem tolerado, exceto em relação à ceftazidima, com quem compartilha a cadeia lateral. O manejo moderno em três níveis: pacientes com reações remotas e leves podem receber aminocefalosporina diretamente ou após dose-teste supervisionada; reações recentes ou moderadas pedem avaliação alergológica com testes cutâneos antes; reações graves ou anafiláticas exigem evitar betelactâmicos com cadeia similar, documentar e considerar dessensibilização quando não houver alternativa.
| Classe ou droga | Risco de cruzamento em alérgico à penicilina | Conduta prática |
|---|---|---|
| Cefalosporinas com cadeia R1 distinta (cefazolina) | Baixo (inferior a 1 a 2%) | Usar normalmente, inclusive profilaxia cirúrgica, se a reação prévia não foi anafilaxia |
| Aminocefalosporinas (cefalexina, cefadroxila, cefaclor) | Maior, sobretudo se a reação foi à amoxicilina ou ampicilina | Evitar na anafilaxia prévia; avaliar com testes ou dose supervisionada |
| Carbapenêmicos (meropenem, imipenem) | Menor que 1% | Podem ser usados, com observação ou teste prévio em reações graves |
| Aztreonam | Baixo, exceto com ceftazidima (mesma cadeia R1) | Evitar apenas se alergia à ceftazidima |
| Inibidores de betalactamase (ácido clavulânico, tazobactam) | Podem ser os próprios responsáveis pela reação | Considerar teste com o inibidor isolado quando o padrão for sugestivo |
A classificação funcional da EAACI divide as reações a AINEs em cinco fenótipos que guiam o manejo. Os três primeiros são cruzados, não alérgicos, desencadeados por qualquer inibidor da COX-1 em doses plenas: NERD (doença respiratória exacerbada por AINE, a tríade de Samter: asma, polipose nasal com rinossinusite crônica e reação a AINE, tipicamente em adultos não atópicos, com broncoespasmo em 30 a 120 minutos após a dose), NECD (doença cutânea exacerbada: urticária crônica que piora com AINEs, acometendo 20 a 30% dos urticarianos crônicos) e NIUA (urticária e angioedema induzidos por AINEs em pessoas saudáveis). Os dois últimos são seletivos, alérgicos, desencadeados por um único AINE com tolerância a outros: SNIUAA (reação imediata IgE-mediada a um AINE específico, o exemplo brasileiro clássico é a anafilaxia à dipirona com tolerância a ibuprofeno) e SNIDR (reação tardia seletiva, como erupção fixa ou DRESS por um único AINE). Nos fenótipos cruzados, o manejo é suspender todos os inibidores de COX-1, liberar paracetamol em dose inicial de até 500 mg sob supervisão (a maioria tolera até 1.000 mg) e os inibidores seletivos de COX-2, que quase nunca reagem, com primeira dose observada; nos fenótipos seletivos, basta evitar o fármaco responsável e seus análogos, mantendo AINEs estruturalmente distintos.
A dessensibilização é a administração graduada de doses crescentes do fármaco culpado (por exemplo, protocolos de 12 a 16 passos em 4 a 6 horas para betelactâmicos, realizados em ambiente hospitalar) que induz tolerância temporária mediada por dessensibilização de mastócitos e internalização de IgE: mantém-se a tolerância apenas enquanto a droga é usada continuamente e perde-se após intervalo de dias. As indicações clássicas são gestante com sífilis e alergia à penicilina, paciente que precisa de trimetoprima-sulfametoxazol, platina em oncologia, aspirina na doença respiratória exacerbada por AINE e insulina em alergia sem alternativa. A dessensibilização é contraindicada em quem já teve DRESS, SJS/TEN ou AGEP, porque a reação não é mediada por IgE e a reexposição pode ser fatal. A prevenção depende de documentação precisa: registrar o fármaco, a reação e a data no prontuário e em pulseira de alerta, informar o paciente, evitar reexposição desnecessária e usar premedicação apenas em situações definidas, como reação prévia a meio de contraste quando o exame for essencial (prednisona 50 mg oral 13 horas, 7 horas e 1 hora antes, mais difenidramina 50 mg 1 hora antes). Programas de remoção do rótulo (delabeling) com história estratificada e desafio direto à amoxicilina em pacientes de baixo risco já demonstraram segurança e devem ser incorporados à prática: cada rótulo retirado devolve o arsenal de primeira linha ao paciente.
1.Paciente relata que há 20 anos teve urticária após amoxicilina, sem outras reações desde então. Hoje precisa de amoxicilina. Qual a melhor conduta?
2.Qual a reatividade cruzada real entre penicilinas e cefalosporinas estimada pela literatura atual?
3.Na anafilaxia por medicamento, qual a via, a diluição e a dose de adrenalina no adulto?
4.Paciente usando carbamazepina há 5 semanas apresenta febre, exantema edematoso, linfadenopatia cervical, eosinofilia de 1.500 por mm cúbico e TGP 5 vezes o limite. Qual o diagnóstico?
5.Qual variável NÃO compõe o escore SCORTEN de gravidade da necrólise epidérmica tóxica?
6.Paciente com asma, polipose nasal e broncoespasmo após ibuprofeno reage também a dipirona e ao ácido acetilsalicílico, mas tolera paracetamol 500 mg. Qual o fenótipo EAACI?
7.Paciente com pústulas estéreis difusas, febre e neutrofilia iniciadas 24 horas após amoxicilina. Qual o diagnóstico e a evolução esperada?
8.Sobre o teste de provocação oral controlado em alergia a medicamentos, qual afirmação é correta?
9.Gestante com sífilis e alergia confirmada à penicilina, sem alternativa terapêutica equivalente. Qual a conduta?
10.Paciente em uso de vancomicina apresenta eritema difuso, prurido e hipotensão leve durante infusão rápida, sem urticária. Qual a interpretação e conduta?
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