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Revisão completa da primeira diretriz clínica AHA/ACC dedicada à embolia pulmonar aguda: novas categorias clínicas A a E, diagnóstico com Wells, PERC e D-dímero ajustado à idade, anticoagulação com DOAC, terapias avançadas de reperfusão e seguimento.
[1] Creager MA, Barnes GD, Giri J, et al. 2026 AHA/ACC/ACCP/ACEP/CHEST/SCAI/SHM/SIR/SVM/SVN Guideline for the Evaluation and Management of Acute Pulmonary Embolism in Adults. Circulation. 2026;153(12):e977-e1051 · DOI 10.1161/CIR.0000000000001415 · PMID 41712677 | [2] Konstantinides SV, Meyer G, Becattini C, et al. 2019 ESC Guidelines for the diagnosis and management of acute pulmonary embolism. Eur Heart J. 2020;41(4):543-603 · DOI 10.1093/eurheartj/ehz405 | [3] Meyer G, Vicaut E, Danays T, et al. Fibrinolysis for patients with intermediate-risk pulmonary embolism (PEITHO). N Engl J Med. 2014;370(15):1402-1411 · DOI 10.1056/NEJMoa1302097 · PMID 24716681 | [4] Righini M, Van Es J, Den Exter PL, et al. Age-adjusted D-dimer cutoff levels to rule out pulmonary embolism: the ADJUST-PE study. JAMA. 2014;311(11):1117-1124 · DOI 10.1001/jama.2014.2135 · PMID 24643601 | [5] Kline JA, Courtney DM, Kabrhel C, et al. Prospective multicenter evaluation of the pulmonary embolism rule-out criteria. J Thromb Haemost. 2008;6(5):772-780 · DOI 10.1111/j.1538-7836.2008.02944.x · PMID 18318689 | [6] Aujesky D, Obrosky DS, Stone RA, et al. Derivation and validation of a prognostic model for pulmonary embolism. Am J Respir Crit Care Med. 2005;172(8):1041-1046 · DOI 10.1164/rccm.200506-862OC · PMID 16020800 · DOI 10.1161/CIR.0000000000001415
A embolia pulmonar (EP) aguda é a terceira causa cardiovascular de morte após infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral, com incidência anual estimada entre 39 e 115 casos por 100 mil habitantes na Europa e mortalidade que varia de 1 a 2% nos casos de baixo risco tratados até mais de 50% no choque refratário. Em fevereiro de 2026, dez sociedades lideradas por AHA e ACC publicaram a primeira diretriz clínica dedicada à EP em adultos, documento de novo fôlego que substitui o antigo statement de 2011 e estabelece um sistema inédito de categorias clínicas de A a E. Para a prova, o aluno precisa dominar três eixos: probabilidade clínica pré-teste com D-dímero ajustado à idade, estratificação prognóstica com PESI, sPESI e Hestia, e a conduta por categoria, incluindo a preferência formal por anticoagulantes orais diretos (DOAC) sobre varfarina e por heparina de baixo peso molecular (HBPM) sobre heparina não fracionada (HNF).
O documento de 2026, publicado simultaneamente na Circulation e no Journal of the American College of Cardiology, é resultado da colaboração entre AHA, ACC, ACCP, ACEP, CHEST, SCAI, SHM, SIR, SVM e SVN. A busca da literatura cobriu estudos publicados até outubro de 2024, com adições seletivas até abril de 2025. Três novidades estruturais merecem destaque: primeira, a criação das categorias clínicas AHA/ACC de EP aguda, que aposentam os termos massive e submassive; segunda, a elevação dos times de resposta a EP (PERT, pulmonary embolism response team) a recomendação Classe 1 para os casos de maior risco; terceira, a definição explícita do local de cuidado, permitindo alta precoce e tratamento domiciliar para categorias A e B baseado em escores validados. A diretriz cobre o espectro completo: da suspeita inicial ao seguimento de um ano, incluindo rastreio de doença tromboembólica pulmonar crônica.
EP aguda é a obstrução súbita do leito arterial pulmonar por material trombótico, em mais de 90% dos casos originado das veias profundas dos membros inferiores ou da pelve. O embolo oclui total ou parcialmente as artérias pulmonares e desencadeia cadeia fisiopatológica em dois eixos: respiratório e hemodinâmico. No eixo respiratório, a obstrução cria áreas com relação ventilação-perfusão elevada (espaço morto), desvio de sangue para territórios não obstruídos, atelectasias por surfactante reduzido e queda do oxigênio venoso misto pelo baixo débito, resultando em hipoxemia e taquipneia. No eixo hemodinâmico, o aumento agudo da resistência vascular pulmonar eleva a pós-carga do ventrículo direito (VD), que se dilata e falha; a dilatação do VD desloca o septo interventricular para a esquerda, reduzindo o pré-carga do ventrículo esquerdo e o débito cardíaco, com hipotensão e hipoperfusão. O paciente com VD comprometido depende do tônus simpático compensatório: é por isso que sedação profunda e ventilação mecânica com pressão positiva podem precipitar colapso circulatório. Troponina e peptídeos natriuréticos elevados refletem sobrecarga e sofrimento do VD, e o lactato elevado marca hipoperfusão tecidual, mesmo na ausência de hipotensão franca.
A classificação de 2026 abandona os rótulos massive, submassive e low-risk, considerados imprecisos, e os substitui por cinco categorias com subcategorias, atribuídas sempre pelo indicador mais grave entre clínica, laboratório e imagem. Pacientes podem migrar de categoria ao longo da hospitalização, e um modificador respiratório (R) pode ser acrescentado a qualquer subcategoria quando há hipoxemia, taquipneia ou necessidade crescente de oxigênio.
| Categoria | Definição | Marcadores | Conduta típica |
|---|---|---|---|
| A — subclínica | EP incidental achada em exame de imagem indicado por outro motivo, sem sintomas | Achado tomográfico casual | Alta da emergência e tratamento ambulatorial são seguros |
| B — sintomática de baixa gravidade | Sintomática com escore de gravidade baixo: PESI I–II, sPESI 0 ou Hestia negativo | Biomarcadores e função do VD tipicamente normais | Alta precoce recomendada; DOAC em casa na maioria dos casos |
| C — sintomática com gravidade elevada | PESI III–V, sPESI maior ou igual a 1 ou Hestia positivo | Subcategorias C1 a C3 conforme disfunção do VD e biomarcadores | Internação, lactato e ao menos um biomarcador cardíaco; imagem do VD; ativar PERT |
| D — falência cardiopulmonar incipiente | Choque normotenso ou estado pré-falência | Lactato e creatinina em ascensão, hipoperfusão sem hipotensão persistente | Internação em unidade de terapia intensiva; terapias avançadas podem ser consideradas |
| E — falência cardiopulmonar | E1: hipotensão persistente com choque cardiogênico; E2: choque refratário ou parada cardiorrespiratória | Hipoperfusão instalada, necessidade de aminas | Terapias avançadas de reperfusão e suporte circulatório |
| Modificador R — respiratório | Hipoxemia, taquipneia ou escalada de oxigênio em qualquer subcategoria | Sufixo somado à categoria, por exemplo C2R | Priorizar suporte respiratório, incluindo cateter nasal de alto fluxo |
A doença tromboembólica venosa (TEV) acomete 1 a 2 adultos por 1.000 por ano, sendo a EP responsável por cerca de um terco das manifestações. A incidência dobra a cada década após os 40 anos e é ligeiramente maior em mulheres jovens (uso de estrogênio, gestação) e em homens após os 60. Sem tratamento, a mortalidade histórica da EP chega a 25 a 30%; com anticoagulação adequada, cai para 2 a 8%. Menos de 5% dos pacientes chegam em instabilidade hemodinâmica, mas esse subgrupo concentra a maior mortalidade. Cerca de 3% dos sobreviventes desenvolvem doença tromboembólica pulmonar crônica (CTEPD), justificando o rastreio de sintomas por pelo menos um ano.
A tríade clássica de dispneia, dor torácica pleurítica e hemoptise é completa em menos de 20% dos casos. Na coorte PIOPED, dispneia ocorreu em 73% dos pacientes, dor torácica pleurítica em 66%, tosse em 37%, taquipneia em 70% e hemoptise em apenas 13%. Taquicardia está presente em cerca de 30%. Formas atípicas incluem sincope (que sugere EP de alto risco com compromisso do VD), hipoxemia isolada, quadro abdominal e EP incidental em tomografia pedida por outra razão. Sinais de alarme de falência iminente são hipotensão (pressão arterial sistólica abaixo de 90 mmHg ou queda de pelo menos 40 mmHg da basal), lactato elevado, encefalopatia, oligúria e marmorização.
Nenhum exame isolado confirma ou exclui EP sem antes estimar a probabilidade clínica. O escore de Wells permanece a porta de entrada: soma de pontos que classifica a probabilidade como improvável (4 pontos ou menos) ou provável (acima de 4 pontos). Pacientes com probabilidade improvável seguem para D-dímero ou para os critérios PERC; probabilidade provável vai direto à angiotomografia de artérias pulmonares (CTPA), que é o exame de imagem de escolha, inclusive na gestação quando a probabilidade é alta.
| Critério do escore de Wells | Pontos |
|---|---|
| Sinais clínicos de trombose venosa profunda | 3 |
| EP como diagnóstico mais provável ou igualmente provável | 3 |
| Frequência cardíaca acima de 100 bpm | 1,5 |
| Imobilização por 3 dias ou mais ou cirurgia nas últimas 4 semanas | 1,5 |
| TVP ou EP previamente diagnosticada | 1,5 |
| Hemoptise | 1 |
| Neoplasia em atividade (tratamento nos últimos 6 meses ou paliativo) | 1 |
Os critérios PERC (pulmonary embolism rule-out criteria) aplicam-se apenas a pacientes com probabilidade clínica baixa e permitem dispensar o D-dímero quando todos os oito itens são negativos: idade menor que 50 anos, frequência cardíaca abaixo de 100 bpm, saturação acima de 94%, ausência de hemoptise, ausência de uso de estrogênio, sem cirurgia ou trauma com hospitalização nas últimas 4 semanas, sem TEV prévia e sem edema unilateral de membro inferior. O D-dímero tem alta sensibilidade e baixa especificidade: acima de 500 microgramas/L (unidades equivalentes de fibrinogênio) é positivo, mas o valor cresce com a idade. O corte ajustado à idade, validado no estudo ADJUST-PE, usa 500 microgramas/L abaixo dos 50 anos e 10 vezes a idade (em microgramas/L) a partir dos 50.
A CTPA tem sensibilidade aproximada de 83% e especificidade de 96% (PIOPED II) e define o diagnóstico na maioria dos serviços. A cintilografia de ventilação-perfusão é alternativa quando o contraste é contraindicado, sobretudo na insuficiência renal e na gestação com probabilidade não alta. A ecocardiografia à beira do leito não confirma nem exclui EP: seu papel é estratificar risco, documentar dilatação e disfunção do VD, e é o método preferido de imagem do VD na diretriz de 2026, à frente da própria tomografia. Na gestação, a estratégia YEARS (D-dímero com cortes adaptados, combinado a 3 itens clínicos) reduz exames de imagem sem perder segurança.
| Diagnóstico diferencial | Achados que ajudam | Exame-chave |
|---|---|---|
| Síndrome coronariana aguda | Dor precordial constrictiva com alterações eletrocardiográficas dinâmicas | ECG serial e troponina |
| Pneumonia | Febre, consolidação ao exame físico, leucocitose com desvio | Radiografia ou tomografia de tórax |
| Pneumotórax | Ausência de murmúrio e hiper-ressonância unilateral, dor súbita | Radiografia de tórax ou ecografia |
| Pericardite aguda | Dor que melhora inclinando o tronco à frente, atrito pericárdico | ECG difuso e ecocardiograma |
| Dissecção de aorta | Dor em rasgo irradiada para o dorso, assimetria de pulsos | Angiotomografia de tórax |
Confirmada a EP, a pergunta seguinte é onde tratar o paciente. A diretriz de 2026 recomenda usar ferramenta de decisão validada nas categorias A e B: PESI, sPESI ou Hestia, apoiadas pelo estudo HOME-PE, que mostrou desempenho semelhante entre Hestia e sPESI na seleção para alta precoce. Nas categorias C a E, o lactato (venoso ou arterial) passou a ser recomendação Classe 1, ao lado de ao menos um biomarcador cardíaco (troponina ou peptídeo natriurético) e de imagem do VD, preferencialmente ecocardiografia.
| Ferramenta | Composição | Corte de baixo risco | Desempenho |
|---|---|---|---|
| PESI | 11 variáveis: idade, sexo masculino, neoplasia, insuficiência cardíaca, doença pulmonar crônica, FC de 110 ou mais, PAS abaixo de 100, FR de 30 ou mais, temperatura abaixo de 36 graus, alteração do estado mental, saturação abaixo de 90% | Classes I e II | Mortalidade em 30 dias aproximada de 1 a 2,4% nas classes I e II, subindo até cerca de 24% na classe V |
| sPESI | Idade acima de 80 anos, neoplasia, doença cardiopulmonar crônica, FC de 110 ou mais, PAS abaixo de 100, saturação abaixo de 90% | Escore 0 | Escore 0: mortalidade próxima de 1%; escore 1 ou mais: cerca de 10,9% |
| Hestia | Questionário de 11 itens aplicado pelo médico: estabilidade, necessidade de oxigênio, indicação de trombólise, sangramento ativo, comorbidades, dor intratável, suporte social, entre outros | Todos os itens negativos | Identifica candidatos a tratamento domiciliar sem necessidade de exames adicionais |
A anticoagulação plena é o tratamento de base de toda EP confirmada, iniciada já na suspeita com probabilidade intermediária ou alta, antes da confirmação imagem. Duas hierarquias novas são cobradas: em quem pode usar via oral, DOAC é preferido aos antagonistas da vitamina K (Classe 1, nível B-R), por menor sangramento total e intracraniano; quando a via parenteral é necessária, HBPM é preferida à HNF (Classe 1, nível B-R), por menor recorrência, dose previsível sem monitoramento e menor risco de trombocitopenia induzida por heparina.
| Anticoagulante | Fase inicial | Manutenção | Observações |
|---|---|---|---|
| Apixabana | 10 mg por via oral 2 vezes ao dia por 7 dias | 5 mg 2 vezes ao dia | Monoterapia oral desde o primeiro dia; na fase estendida usa-se 2,5 mg 2 vezes ao dia |
| Rivaroxabana | 15 mg por via oral 2 vezes ao dia por 21 dias | 20 mg 1 vez ao dia | Monoterapia oral; na fase estendida usa-se 10 mg ao dia |
| Dabigatrana | 5 a 10 dias de parenteral antes de iniciar | 150 mg 2 vezes ao dia | Anticomplementar ao parenteral; não iniciar como monoterapia |
| Edoxabana | 5 a 10 dias de parenteral antes de iniciar | 60 mg 1 vez ao dia | Reduzir para 30 mg ao dia se clearance de creatinina entre 15 e 50 mL/min ou peso de 60 kg ou menos |
| Enoxaparina | 1 mg/kg por via subcutânea 2 vezes ao dia ou 1,5 mg/kg 1 vez ao dia | Manter até transição oral | Preferida quando parenteral é necessária; dose profilática é diferente e não trata EP |
| Heparina não fracionada | Bólus de 80 UI/kg seguido de 18 UI/kg/h | Ajustar por TTPa conforme protocolo | Reservar para clearance baixo, reperfusão iminente ou alto risco hemorrágico |
| Varfarina | 5 mg ao dia com sobreposição ao parenteral por 5 dias ou mais | Manter RIN entre 2 e 3 | Suspender o parenteral quando RIN de 2 ou mais por 24 horas; preferida na síndrome antifosfolípide |
Local de cuidado: pacientes de categoria A podem receber alta direto da emergência; na categoria B, a alta precoce é geralmente recomendada com DOAC e seguimento em até uma semana. Populações especiais mudam a escolha do anticoagulante: na gestação e lactação usam-se exclusivamente HBPM ou HNF, com DOAC e varfarina classificados como potencialmente nocivos (Classe 3: dano); na síndrome antifosfolípide com trombose, varfarina supera os DOAC por excesso de eventos arteriais; na doença renal crônica estágios 2 e 3 o DOAC é recomendado (Classe 1, nível A), nos estágios 4 e 5 a apixabana pode ser considerada com dados limitados; na doença hepática Child-Pugh A e B o DOAC é razoável, e no Child-Pugh C deve ser evitado (Classe 3: dano); na obesidade com índice de massa corporal acima de 30, apixabana e rivaroxabana mantêm eficácia e segurança.
As terapias de reperfusão seguem agora a categoria clínica, não mais os rótulos antigos. O esquema trombolítico sistêmico clássico na EP é alteplase 100 mg endovenosa infundida em 2 horas (o estudo PEITHO usou tenecteplase em bólus único ajustado ao peso). A trombólise dirigida por cateter administra fármaco em baixa dose diretamente no trombo; a trombectomia mecânica remove o coágulo por aspiração ou fragmentação; a embolectomia cirúrgica reserva-se a centros com cirurgia cardíaca disponível. O ensaio PEERLESS (550 pacientes) não encontrou diferença entre trombólise dirigida por cateter e trombectomia mecânica em mortalidade e sangramento major em 30 dias, deixando a escolha a cargo do operador e da equipe.
| Categoria | Trombólise sistêmica | Terapia endovascular ou cirúrgica |
|---|---|---|
| A a C2 | Prejudicial (Classe 3: dano) | Não recomendada |
| C3 | Papel incerto; considerar apenas em deterioração clínica com risco hemorrágico aceitável | Papel incerto, decisão individualizada com PERT |
| D1 e D2 | Pode ser considerada (Classe 2b) | Trombólise dirigida por cateter ou trombectomia mecânica podem ser consideradas |
| E1 | Razoável (Classe 2a) | Trombólise dirigida, trombectomia mecânica ou embolectomia cirúrgica são razoáveis |
| E2 | Razoável (Classe 2a) | Priorizar suporte com VA-ECMO; embolectomia cirúrgica não é preferida sobre as demais opções |
Suporte hemodinâmico e respiratório: no choque cardiogênico, noradrenalina é o vasopressor de primeira escolha, podendo-se somar inotrópico; na hipoxemia moderada a grave, o cateter nasal de alto fluxo é preferido à cânula nasal comum. Dois pontos de segurança são novos e muito cobrados: evitar sedação profunda e ventilação mecânica sempre que possível nas categorias C a E (Classe 3: dano), porque séries de casos documentam parada cardíaca em 19 a 28% dos pacientes com disfunção de VD submetidos a indução anestésica, mesmo estáveis; quando a intubação for inevitável, aminas, inotrópicos e VA-ECMO devem estar prontos à beira do leito. O filtro de veia cava não deve ser usado de rotina em quem pode ser anticoagulado (Classe 3: dano, nível A); reserva-se à contraindicação absoluta a anticoagulação, preferindo-se modelos recuperáveis, com retirada em 29 a 54 dias. O PERT é recomendação Classe 1 (nível B-NR) para atuar nas categorias C a E.
O seguimento estruturado virou recomendação formal: contato clínico na primeira semana após a alta, consulta dedicada em até 3 meses para discutir a duração do tratamento e investigação de dispneia persistente ou limitação funcional em toda visita por pelo menos 1 ano, para detectar CTEPD e encaminhar casos suspeitos. A anticoagulação tem fase inicial de 3 a 6 meses em todos; na EP não provocada (sem fator reversível maior) e na presença de fator persistente, a diretriz recomenda estender além da fase inicial, agora com preferência por dose reduzida de apixabana 2,5 mg 2 vezes ao dia ou rivaroxabana 10 mg ao dia, que equilibra proteção contra recorrência e sangramento, com apoio em ensaios recentes. EP provocada por fator reversível maior (cirurgia grande, trauma, imobilização) suspende a anticoagulação ao fim da fase inicial. Recorrência com aderência comprovada ao anticoagulante em intensidade terapêutica pede troca para outra classe de fármaco.
1.Homem de 62 anos com EP confirmada à tomografia apresenta pressão arterial sistólica de 82 mmHg, lactato de 4,2 mmol/L, FC de 122 bpm e pele marmorizada, sem resposta adequada à reposição com cristaloides. Segundo a diretriz AHA/ACC 2026, qual a categoria clínica?
2.Mulher de 45 anos com dispneia e EP incidental achada em tomografia abdominal solicitada por cólica renal, assintomática do ponto de vista cardiopulmonar, estável. Qual a conduta sustentada pela diretriz de 2026?
3.Sobre a escolha do anticoagulante na EP aguda de paciente não gestante, sem trombofilia conhecida e com função renal e hepática normais, o que recomenda a diretriz de 2026?
4.Qual o esquema correto da fase inicial da apixabana na EP aguda?
5.Mulher de 78 anos, probabilidade clínica baixa (Wells de 1 ponto), sem fatores de risco. Qual o corte de D-dímero ajustado à idade e a conduta se o resultado for 650 microgramas/L (FEU)?
6.Em qual situação os critérios PERC podem ser aplicados com segurança para excluir EP sem dosar D-dímero?
7.O estudo PEITHO (tenecteplase versus placebo no risco intermediário) ensina que:
8.Gestante de 28 anos, 26 semanas, com probabilidade clínica alta de EP. Qual a conduta diagnóstica e terapêutica correta?
9.Paciente com EP e dilatação do VD, pressão arterial de 95/60 mmHg mantida, está mantendo saturação de 89% em ar ambiente e torpor leve. A equipe considerou sedação profunda para conforto. O que a diretriz orienta?
10.Homem de 50 anos teve primeira EP não provocada, tratado com apixabana por 6 meses, sem fatores reversíveis e sem contraindicação a anticoagulação. Qual a conduta para a fase estendida segundo a diretriz de 2026?
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