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Síndrome de Stevens-Johnson e necrólise epidérmica tóxica são reações adversas cutâneas graves, de alta morbimortalidade, com manejo baseado em retirada do agente causal e suporte intensivo.
[1] Síndrome de Stevens-Johnson e necrólise epidérmica tóxica: SCORTEN e manejo. . · DOI 10.1007/s40257-024-00889-6 | [2] Zavala S, O'Mahony M, Joyce C. How Does SCORTEN Score?. Journal of burn care & research : official publication of the American Burn Association. 2018 Jun 13 · DOI 10.1093/jbcr/irx016 · PMID 29789855 | [3] Lerch M, Mainetti C, Terziroli Beretta-Piccoli B. Current Perspectives on Stevens-Johnson Syndrome and Toxic Epidermal Necrolysis. Clinical reviews in allergy & immunology. 2018 Feb · DOI 10.1007/s12016-017-8654-z · PMID 29188475 | [4] Marks ME, Botta RK, Abe R. Updates in SJS/TEN: collaboration, innovation, and community. Frontiers in medicine. 2023 · DOI 10.3389/fmed.2023.1213889 · PMID 37901413 | [5] Watanabe Y, Hama N. Recent advances in the diagnosis and treatment of Stevens-Johnson syndrome/toxic epidermal necrolysis. Allergology international : official journal of the Japanese Society of Allergology. 2025 Jul · DOI 10.1016/j.alit.2025.05.008 · PMID 40500648 | [6] Sandeyl AA, Hersi AG, Hussein ZA. Carbamazepine-Induced Stevens-Johnson Syndrome/Toxic Epidermal Necrolysis Overlap With Severe Ocular and Oral Involvement: A Pediatric Case Report From Uganda. . 2026 · DOI 10.1002/ccr3.73474 · PMID 42698768 · DOI 10.1007/s40257-024-00889-6
A síndrome de Stevens-Johnson (SJS) e a necrólise epidérmica tóxica (TEN) representam as reações adversas cutâneas mais graves, sendo tipicamente induzidas por medicamentos em adultos. Ambas as condições impõem desafios clínicos significativos aos médicos, tanto pela sua raridade quanto por serem doenças sistêmicas de rápida progressão com manifestações cutâneas, mucosas e sistêmicas severas. Apesar do grande número de casos relatados na literatura, ainda não há consenso absoluto sobre critérios diagnósticos ou tratamento padronizado, tornando a sua abordagem um campo de intensa investigação e atualização.
O reconhecimento precoce e a intervenção apropriada são decisivos para a sobrevivência do paciente. SJS/TEN é considerada uma emergência médica verdadeira, exigindo uma abordagem multidisciplinar imediata que envolve dermatologia, alergologia, queimaduras, oftalmologia, uroginecologia e psiquiatria. A mortalidade, embora tenha diminuído nas últimas décadas, ainda é substancial, variando de 15-20% em média, e as complicações de longo prazo podem ser debilitantes, afetando a qualidade de vida de forma permanente. Este material didático tem como objetivo fornecer um roteiro prático e completo para o diagnóstico, classificação, prognóstico e manejo dessas síndromes, com foco na aplicação do escore SCORTEN e nas estratégias terapêuticas atuais, baseadas em evidências consolidadas.
SJS e TEN são classificadas como reações adversas cutâneas graves do tipo IV (hipersensibilidade tardia), mediadas por linfócitos T citotóxicos. A principal distinção entre essas entidades é a porcentagem de superfície corporal afetada pela necrólise epidérmica e descamação. A classificação atual, baseada em critérios clínicos e histopatológicos, é a seguinte: SJS é definido como envolvimento cutâneo inferior a 10%, TEN como envolvimento superior a 30%, e SJS/TEN overlap (ou SJS/TEN major) como envolvimento entre 10% e 30%. O diagnóstico diferencial entre esses graus é fundamental para a estratificação de risco e o planejamento terapêutico, influenciando diretamente a localização de internação (UTI geral vs. unidade de queimaduras).
A avaliação da porcentagem de superfície corporal afetada (TBSA - Total Body Surface Area) deve ser realizada com cuidado, similarmente ao feito em queimaduras, utilizando métodos como a regra dos nove ou a palma da mão do paciente como referência (aproximadamente 1% da superfície corporal). A presença do sinal de Nikolsky, que consiste na descamação da epidermis com leve atrito, é um achado clínico característico e auxilia na confirmação do diagnóstico. A histopatologia da lesão mostra necrose epidérmica com apoptose de queratinócitos, infiltrado linfocítico na derme e interface dermo-epidérmica, confirmando o diagnóstico e diferenciando de outras condições como o púrpura trombocitopênica trombótica ou a síndrome de Lyell não relacionada a drogas.
A incidência de SJS/TEN é de 1 a 5 casos por milhão de pessoas por ano nos Estados Unidos, com taxas mais elevadas em certas regiões, chegando a 10 casos por milhão na Europa e Ásia. Essas reações podem ocorrer em qualquer idade, mas a mortalidade tende a ser maior em idosos, com uma média de 25% em pacientes acima de 65 anos. Aproximadamente 80% dos casos de SJS/TEN são desencadeados por medicamentos. Drogas com alto risco incluem sulfonamidas anti-infecciosas, anti-epilépticos (carbamazepina, lamotrigina, fenitoína), anti-inflamatórios não esteroides do tipo oxicam (piroxicam, meloxicam), alpurinol, nevirapina e clormezanona.
Recentemente, novos agentes como inibidores de checkpoints imunológicos (anti-PD-1, anti-PD-L1, anti-CTLA-4) e terapias-alvo moleculares têm sido associados a reações SJS/TEN-like, exigindo maior vigilância clínica. Além de fatores genéticos, como a associação com alelos específicos do HLA (por exemplo, HLA-B*15:02 com carbamazepina em populações asiáticas, HLA-A*31:01 com carbamazepina e alpurinol globalmente), outros fatores de risco incluem infecções virais (como o vírus da herpes simples e o Mycoplasma pneumoniae) e, menos comumente, condições autoimunes. A reação pode se iniciar com um período prodrômico semelhante ao da gripe, com mal-estar, febre e sintomas constitucionais, precedendo em 1 a 14 dias o aparecimento das lesões cutâneas e mucosas. Este intervalo é crucial para a identificação do agente causal e sua retirada imediata.
A fisiopatologia de SJS/TEN envolve uma resposta de hipersensibilidade mediada por linfócitos T CD8+, que reconhecem o fármaco ou seu metabólito como um antígeno. Esses linfócitos ativados liberam citocinas como o fator de necrose tumoral alfa (TNF-α), interferon-gama (IFN-γ) e perforina/granzima, levando à apoptose seletiva de queratinócitos. Esse processo resulta na necrose epidérmica característica e na separação da derma. A citotoxicidade é direcionada contra os queratinócitos, que expressam o antígeno droga-HLA na superfície celular, formando um complexo que é reconhecido pelos linfócitos T citotóxicos.
Avanços recentes elucidaram o papel de vias de morte celular além da apoptose, como a necroptose, e a participação de armadilhas extracelulares de neutrófilos (NETs) na amplificação da inflamação e dano tecidual. Acredita-se que a liberação de fatores de necrose tumoral (TNF) e interleucina-15 (IL-15) seja central para a ativação e expansão dos linfócitos citotóxicos. Essa compreensão molecular tem aberto caminhos para terapias mais direcionadas, como o uso de antagonistas do TNF (infliximabe), embora sua eficácia ainda esteja em investigação em ensaios clínicos controlados. O papel dos linfócitos T CD4+ e das células Natural Killer (NK) também está sendo estudado como potenciais mediadores da resposta inflamatória.
A apresentação clínica de SJS/TEN é dramática e evolui rapidamente. A fase prodrômica, que dura de 1 a 3 dias, é caracterizada por febre alta (geralmente > 39°C), mal-estar, dor de garganta intensa e artralgias. Em seguida, surgem lesões cutâneas que começam como eritema macular ou mácula-pápula, que rapidamente evoluem para vesículas, bolhas flácidas e áreas de necrose epidérmica. As lesões tendem a coalescer, formando grandes áreas de descamação que lembram uma queimadura térmica. O sinal de Nikolsky é positivo, indicando a fragilidade da epiderme.
A mucosa é afetada em mais de 90% dos casos, sendo a oral, ocular e genital as mais comuns. As lesões mucosas incluem erosões, bolhas hemorrágicas e crostas dolorosas, que podem levar a sequelas graves como estenose esofágica, conjuntivite cicatricial e sequelas oculares permanentes. A oftalmite é uma complicação grave, presente em mais de 50% dos casos, e pode evoluir para ceratite, sinéquias palpebrais, triquíase e cegueira. O envolvimento sistêmico é frequente, com manifestações como pneumonia, disfunção renal e hepática e septicemia, que são as principais causas de morte na fase aguda. A dor é um sintoma predominante e deve ser controlada agressivamente com opioides.
O diagnóstico de SJS/TEN é essencialmente clínico, baseado na tríade de febre, lesões mucosas e descamação epidérmica em padrão de alvo. A biópsia de pele é um exame complementar importante para confirmação histológica, especialmente quando o diagnóstico diferencial é amplo. O achado histopatológico típico é a necrose epidérmica com apoptose de queratinócitos, com ou sem infiltrado inflamatório linfocítico na derme. A imunofluorescência direta geralmente é negativa, o que ajuda a diferenciar de outras bolhosas autoimunes. A análise do sangue pode revelar leucocitose, leucopenia, eosinofilia ou anemia, mas não são específicas.
Para quantificar a gravidade e prever o risco de mortalidade, utiliza-se o escore SCORTEN (Severity-of-Illness Score for Toxic Epidermal Necrolysis). Este escore é calculado no primeiro e terceiro dias de internação e soma pontos para a presença de sete critérios de gravidade: idade > 40 anos, câncer ou hematopoiese anormal, TBSA > 10%, taquicardia > 120 bpm, glicose > 14 mmol/L, ureia > 10 mmol/L e bicarbonato < 20 mmol/L. Cada critério vale um ponto. A mortalidade predita pelo SCORTEN é de 3,2% para 1 ponto, 12,1% para 2 pontos, 35,3% para 3 pontos, 58,3% para 4 pontos e > 90% para 5 ou mais pontos. O SCORTEN é a ferramenta prognóstica mais validada e amplamente utilizada na prática clínica.
| Doença | Características Distintivas | Exames Auxiliares |
|---|---|---|
| Síndrome de Stevens-Johnson (SJS) | Envolvimento cutâneo < 10%, mucosas severas, lesões atípicas | — |
| Necrólise Epidérmica Tóxica (TEN) | Envolvimento cutâneo > 30%, descamação generalizada, poucas lesões atípicas | — |
| Púrpura Trombocitopênica Trombótica (PTT) | Púrpura, trombocitopenia, febre, anemia hemolítica, disfunção renal | — |
| Eritema Multiforme Maior (EMM) | Lesões em alvo clássico, mucosas menos afetadas, recorrente | — |
| Reação Adversa Cutânea com Eosinofilia e Sintomas Sistêmicos (DRESS) | Febre, linfadenopatia, eosinofilia, hepatoesplenomegalia, atraso no início | — |
| Síndrome de Lyell não relacionada a drogas | Sem histórico de medicação, outras causas infecciosas ou tóxicas | — |
O manejo de SJS/TEN é uma emergência e requer uma abordagem multidisciplinar imediata. A primeira e mais importante medida é a retirada imediata e definitiva do agente causal suspeito. O paciente deve ser internado em unidade de terapia intensiva (UTI) ou centro especializado em queimaduras, dependendo da gravidade. O suporte de cuidados intensivos é fundamental e inclui controle da dor com opioides (fentanil, morfina), hidratação vigorosa para compensar as perdas cutâneas (até 6-10 L/dia), nutrição enteral ou parenteral (30-35 kcal/kg/dia), e profilaxia de infecções com antibióticos de amplo espectro e antifúngicos.
O tratamento da pele é similar ao de queimaduras: curativos com pomadas antibióticas (como mupirocina), cuidados para evitar aderências e infecção secundária. O cuidado ocular é crucial e deve ser iniciado precocemente, com colírios lubrificantes, antibióticos e corticoides tópicos para prevenir sequelas. A terapia imunomodulatória é controversa, mas as opções mais comuns incluem corticosteroides de alta dose, imunoglobulina intravenosa (IVIG) e ciclosporina A. A prednisona é usada em doses de 1 a 2 mg/kg/dia por 7 a 10 dias, enquanto a IVIG é administrada em dose de 2 g/kg, dividida em 3 a 5 dias. A ciclosporina A (3-5 mg/kg/dia) tem sido proposta como alternativa com melhor perfil de segurança.
O prognóstico de SJS/TEN é diretamente proporcional à gravidade da doença, sendo o escore SCORTEN a melhor ferramenta para predição de mortalidade. Estudos mostram que a mortalidade real pode variar, com um estudo relatando uma taxa de mortalidade de 17,2% em um centro de queimaduras. As principais causas de morte na fase aguda são a sepse (40-50%) e a disfunção de múltiplos órgãos (30-40%). Pacientes com SCORTEN ≥ 3 têm um risco de morte superior a 35%, enquanto aqueles com SCORTEN de 1 ou 2 têm mortalidade significativamente menor (menos de 15%).
As complicações de longo prazo são frequentes e podem ser debilitantes. Complicações oculares, como ceratite, conjuntivite seca e sinéquias palpebrais, ocorrem em mais de 50% dos sobreviventes e podem levar à cegueira. Complicações cutâneas incluem hipopigmentação, hiperpigmentação, cicatrizes atróficas e alodinia. Outras sequelas incluem estenose esofágica, estenose uretral, infertilidade e sequelas psicológicas como depressão e ansiedade. O acompanhamento multidisciplinar a longo prazo é essencial para a detecção e manejo precoce dessas complicações, envolvendo oftalmologistas, dermatologistas, gastroenterologistas e psicólogos.
A pesquisa em SJS/TEN tem avançado com o estabelecimento de redes colaborativas internacionais, como o SJS/TEN 2021, que reúne cientistas, médicos e pacientes para definir prioridades de pesquisa. Temas emergentes incluem o manejo de sequelas em pele de cor, os efeitos a longo prazo das vacinas COVID-19 e o desenvolvimento de novas terapias imunomoduladoras mais seguras. A busca por biomarcadores moleculares para diagnóstico precoce continua sendo um dos maiores desafios, com foco em citocinas (como granzima B, perforina, sFas), quimiocinas e marcadores de morte celular.
A padronização dos critérios diagnósticos e terapêuticos é outra frente de atuação. Novos escores de gravidade estão sendo propostos para complementar ou substituir o SCORTEN, com o objetivo de oferecer uma melhor predição de mortalidade e utilidade prática em diferentes contextos clínicos. A colaboração global e a geração de evidências de alta qualidade são essenciais para transformar o cuidado clínico e melhorar os desfechos dos pacientes com essa devastadora condição. O uso de inteligência artificial para análise de imagens cutâneas e predição de SCORTEN também é uma área promissora.
A identificação de medicamentos de alto risco é um pilar da prevenção de SJS/TEN. Drogas como a carbamazepina, lamotrigina e fenitoína anti-epilépticas, o alpurinol para gota e os anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) do grupo oxicam são os principais culpáveis. Em populações específicas, testes genéticos pré-tratamento são recomendados. Por exemplo, o teste HLA-B*15:02 é obrigatório antes de prescrever carbamazepina em pacientes de ascendência asiática, e o HLA-A*31:01 antes de alpurinol em diversas etnias, reduzindo drasticamente o risco de reação.
A vigilância farmacovigilância é crucial. Pacientes que já tiveram um episódio de SJS/TEN têm um risco significativamente aumentado de reação recorrente a outros medicamentos, especialmente da mesma classe química. Aconselhar sobre o uso de um cartão de alerta médico ou pulseira é fundamental. Novas classes de medicamentos, como os inibidores de checkpoints imunológicos para câncer, estão associados a um risco de 0,5-1% de desenvolver reações cutâneas graves, incluindo SJS/TEN, exigindo monitoramento rigoroso durante o tratamento.
O cuidado de enfermagem é fundamental no manejo de SJS/TEN e deve focar em prevenção de infecções, controle da dor e manutenção da integridade da pele. As curativos devem ser realizados com técnica asséptica, usando materiais não aderentes como gaze impregnada com vaselina ou filmes de polietileno. A hidratação da pele com emolientes é essencial para aliviar a sensação de queimadura. A enfermagem também é responsável pelo monitoramento rigoroso dos sinais vitais, da diurese e da entrada e saída de fluidos, devido às grandes perdas cutâneas.
O suporte psicológico e de qualidade de vida é tão importante quanto o tratamento médico. A dor aguda e as alterações na aparência podem causar trauma psicológico severo. A equipe de enfermagem, juntamente com psicólogos e assistentes sociais, deve oferecer suporte emocional ao paciente e à família. Após a alta, o paciente pode enfrentar ansiedade social, depressão e dificuldades de adaptação. Grupos de apoio e acompanhamento psicológico são recursos valiosos para ajudar os pacientes a lidar com as sequelas físicas e emocionais da doença.
A prevenção primária de SJS/TEN baseia-se na prescrição consciente de medicamentos de alto risco e na identificação de pacientes com fatores de risco genéticos. Em casos de reação confirmada, a prevenção secundária é crítica. O paciente deve receber uma lista detalhada de todos os medicamentos a serem evitados para o resto da vida, não apenas o agente causal inicial, mas também farmacologicamente relacionados. Essa lista deve ser incluída no prontuário do paciente e compartilhada com todos os futuros profissionais de saúde.
A vigilância pós-reação envolve o monitoramento de complicações tardias. O acompanhamento oftalmológico deve ser contínuo por pelo menos um ano após o episódio, para detectar e tratar precocemente sequelas como ceratite e triquíase. O acompanhamento dermatológico é importante para avaliar cicatrizes e alterações pigmentares. Pacientes com envolvimento mucoso significativo, como esofagite, devem ser submetidos a endoscopia de seguimento para prevenir e tratar estenoses. A vacinação contra o vírus da herpes simples pode ser indicada em pacientes com histórico de reação desencadeada por HSV.
| Terapia | Mecanismo de Ação | Dosagem e Vias | Duração | Vantagens | Desvantagens |
|---|---|---|---|---|---|
| Corticosteroides | Supressão global da imunidade | 1-2 mg/kg/dia IV por 7-10 dias | Curto prazo | Rápido acesso, custo baixo | Risco de infecção, hiperglicemia, efeito rebound |
| Imunoglobulina IV (IVIG) | Neutralização de FasL, inibição de citotoxicidade | 2 g/kg em 3-5 dias | Curto prazo | Mecanismo específico, perfil de segurança melhor | Custo elevado, risco de reação à infusão |
| Ciclosporina A | Inibição de linfócitos T citotóxicos | 3-5 mg/kg/dia oral/IV | Médio prazo (2-4 semanas) | Mecanismo específico, baixa imunossupressão | Nefrotoxicidade, hipertensão, interações medicamentosas |
| Infliximabe | Antagonista do TNF-α | 5 mg/kg IV em dose única | Única dose | Alvo molecular específico, ação rápida | Risco de infecção, dados limitados em SJS/TEN |
As complicações de SJS/TEN podem afetar múltiplos sistemas. No sistema ocular, a conjuntivite severa pode evoluir para sinéquias palpebrais, triquíase e ceratite ulcerativa, levando à cegueira. O manejo inclui colírios de corticoides (prednisolona 1%), antibióticos (ciprofloxacina) e lubrificantes artificiais, com acompanhamento por oftalmologista. No sistema gastrointestinal, a esofagite pode causar dor intensa e risco de perfuração; a dieta deve ser líquida ou pastosa, e a endoscopia deve ser considerada para diagnóstico e tratamento de estenoses.
No sistema respiratório, a pneumonia é uma causa comum de morte, exigindo profilaxia com antibióticos de amplo espectro e vigilância ativa. A disfunção renal aguda pode ocorrer devido à desidratação e toxicidade medicamentosa, exigindo reposição hídrica rigorosa e monitoramento de função renal. No sistema urogenital, a uretrite e a balanite podem causar estenose, exigindo dilação com cateteres. A dor neuropática é uma complicação tardia comum e deve ser tratada com gabapentina ou pregabalina.
1.Qual é a principal característica que diferencia a SJS da TEN?
2.Qual é o escore SCORTEN e para que ele serve?
3.Qual dos seguintes fármacos NÃO é um gatilho comum para SJS/TEN?
4.Qual é o achado histopatológico característico de SJS/TEN?
5.Qual é a primeira e mais importante medida no manejo de um paciente com SJS/TEN suspeitado?
6.De acordo com o SCORTEN, qual a mortalidade predita para um paciente com 3 pontos?
7.Qual das seguintes é uma complicação de longo prazo comum em SJS/TEN?
8.Qual a dose padrão recomendada para imunoglobulina intravenosa (IVIG) no tratamento de SJS/TEN?
9.Qual o papel do sinal de Nikolsky no diagnóstico de SJS/TEN?
10.Qual a principal causa de morte na fase aguda de SJS/TEN?
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