Baseado nos artigos publicados da matéria Anatomia Humana da Central de Estudos (fonte principal) e em estudos de correlação clínica e revisões com DOI verificado (NEXUS e Canadian C-spine, modelo das três colunas de Denis, Cochrane em fratura de quadril, ESC 2024 vascular, Nature Reviews 2020 em câncer de cabeça e pescoço). Resumo de estudo — na prática, confirme sempre a anatomia no atlas e o protocolo vigente do serviço.
01
Tórax, coluna, dorso e medula espinhal
esterno e costelas · ângulo esternal · feixe intercostal e toracocentese · coluna e curvaturas · três colunas de Denis · NEXUS × Canadian · cone medular e punção lombar · síndromes medulares
12 pares de costelas: verdadeiras (1–7, cartilagem própria ao esterno), falsas (8–10, confluem no arco costal) e flutuantes (11–12, não alcançam o esterno). O esterno tem manúbrio, corpo e processo xifoide. O ângulo esternal (de Louis) é a articulação manúbrio-corpo, ponto-chave: articula-se com a 2ª cartilagem costal, projeta-se no disco T4–T5, marca a bifurcação traqueal e o início e o fim do arco aórtico, e divide mediastino superior de inferior.
Linhas de referência: esternal, paraesternal, hemiclavicular (médio-clavicular), axilares (anterior, média e posterior) e escapular — toda descrição semiológica e de imagem usa elas.
Dorso: músculos extrínsecos (trapézio, latíssimo do dorso, romboides, elevador da escápula) e intrínsecos (eretor da espinha — iliocostal, longuíssimo e espinhal; e transversoespinhais), inervados por ramos posteriores.
2. Parede torácica viva: feixe intercostal e toracocentese
Cada espaço intercostal recebe feixe neurovascular que corre no sulco costal da face inferior da costela superior. De cima para baixo: Veia, Artéria, Nervo (VAN). Por isso toda punção de tórax respeita a borda.
3. Coluna: segmentos, curvaturas e ligamentos
Curvaturas primárias (fetais, posteriormente côncavas): cifose torácica e sacrococcígea. Secundárias (adquiridas): lordose cervical (sustentação da cabeça) e lordose lombar (bipedalismo).
Atlas (C1) não tem corpo; áxis (C2) tem processo odontoide (dens) — a articulação atlantoaxial faz a rotação da cabeça.
Ligamentos: longitudinais anterior e posterior (no corpo vertebral), amarelo (liga lâminas adjacentes, o mais elástico — atravessado na punção lombar), interespinhoso e suprasespinhoso.
Disco intervertebral: anel fibroso periférico + núcleo pulposo central; hérnias lombares predominam em L4–L5 e L5–S1.
4. Trauma vertebral: as três colunas de Denis
Coluna
Componentes
Anterior
ligamento longitudinal anterior + terço anterior do corpo vertebral e do disco
Média
terço posterior do corpo e do disco + ligamento longitudinal posterior (parede posterior)
No modelo clássico de Denis (Spine, 1983), a lesão de duas ou mais colunas define instabilidade mecânica — premissa que ainda organiza a leitura das fraturas toracolombares em TC, mesmo com classificações mais novas em uso nos serviços.
5. Coluna cervical no trauma: NEXUS × Canadian
Coluna cervical após trauma contuso
Paciente com trauma contuso: preciso de imagem cervical?
▼
NEXUS — os 5 critérios presentes
Sem déficit neurológico focal · sem intoxicação · nível de consciência normal · sem dor cervical na linha média · sem outra lesão dolorosa que distraia.
Critérios completos liberam a coluna sem radiografia (sensibilidade de 90,7% no estudo original, N Engl J Med 2000).
Qualquer critério ausente → IMAGEM
TC cervical é o exame de escolha no adulto; radiografia simples fica para contextos selecionados.
Canadian C-spine — fatores de alto risco
Idade ≥ 65 anos, mecanismo perigoso (queda > 1 m ou 5 degraus, ejeção, acidente com morte de ocupante, capotamento) ou parestesias em membro superior: imagem direto.
Sem alto risco: se o paciente consegue rotacionar o pescoço 45° para os dois lados, dispensa imagem. No estudo de comparação (N Engl J Med 2003), a regra canadense foi mais sensível (99,4% × 90,7%) e mais específica que o NEXUS.
6. Medula espinhal: cone, punção e síndromes
A medula vai do forame magno ao cone medular, que no adulto termina em L1–L2 (no recém-nascido, por volta de L3). Abaixo do cone seguem as raízes da cauda equina dentro da cisterna lumbar. A punção lombar é feita em L3–L4 ou L4–L5 — a linha que une as cristas ilíacas (linha intercristal) cruza o processo espinhoso de L4 ou o disco L4–L5.
Síndrome
Estrutura lesionada
Assinatura clínica
Brown-Séquard (hemicissecção)
metade da medula
ipsilateral: paresia + perda de propriocepção/vibração; contralateral: perda de dor e temperatura
Central (siringomielia; hiperextensão cervical)
comissura anterior e substância cinzenta central
dissociação sensitiva em capa/suspensório (perde dor e temperatura, poupa tato fino), predomínio em membros superiores
Anterior (artéria espinhal anterior)
2/3 anteriores da medula
paresia + perda de dor/temperatura com propriocepção preservada
Posterior (colunas dorsais)
fibras proprioceptivas
perda de vibração, propriocepção e ataxia sensitiva (rara)
Vascularização: a artéria espinhal anterior (ramos das vertebrais) irriga os 2/3 anteriores da medula; duas artérias espinhais posteriores cobrem as colunas dorsais. A grande artéria radicular anterior (de Adamkiewicz) entra habitualmente entre T9 e L2, mais comumente à esquerda, e reforça o suprimento toracolombar — sua lesão na cirurgia da aorta explica déficits medulares anteriores.
Questões do módulo · 01
2 questões · níveis misturados · 5 alternativas
1.IntermediárioMotociclista sofre queda com trauma contuso. Chega consciente e orientado, sem intoxicação, sem dor cervical à palpação da linha média, sem déficit neurológico e sem outras lesões dolorosas. Sobre a coluna cervical:
2.Prova difícilHomem, 46 anos, dor lombar em coronha há 2 dias evoluindo com anestesia em sela, retenção urinária e abolição bilateral dos reflexos aquileus. A estrutura comprometida e a conduta:
raízes a ramos terminais · ramos precoces · Erb × Klumpke · nervos por sítio de lesão (axilar, radial, mediano, ulnar) · túnel do carpo × canal de Guyon · manguito rotador
Raízes
C5–T1
variações pré-fixada C4 e pós-fixada T2
Organização
R-T-D-F-R
raízes → troncos → divisões → fascículos → ramos
Fascículos
3
lateral, posterior e medial, ao redor da artéria axilar
Ramos terminais
5
musculocutâneo, axilar, radial, mediano e ulnar
1. Arquitetura do plexo braquial
Raízes C5–T1 formam troncos superior (C5–C6), médio (C7) e inferior (C8–T1); cada tronco divide-se em anterior e posterior; as divisões reúnem-se em fascículos nomeados pela posição em relação à artéria axilar — lateral, posterior e medial. Do fascículo lateral saem o musculocutâneo e a raiz lateral do mediano; do posterior, o axilar e o radial; do medial, o ulnar e a raiz medial do mediano (além dos cutâneos mediais do braço e antebraço).
2. Ramos precoces — os que a banca cobra fora do eixo principal
Ramo (raízes)
Músculo inervado
Assinatura da lesão
Longo torácico (C5–C7)
serrátil anterior
escápula alada (perda de protrusão e estabilização escapular)
Toracodorsal (C6–C8)
latíssimo do dorso
fraqueza de adução e extensão do braço (cirurgia axilar)
Dorsal da escápula (C5)
romboides
escápula levemente lateralizada e rodada
Supraescapular (C5–C6)
supraespinhal e infraespinhal
déficit de abdução inicial e rotação externa do ombro
3. Lesões por segmento: Erb, Klumpke e trauma em adultos
Lesão
Raízes
Mecanismo clássico
Quadro
Erb-Duchenne
C5–C6
tração cabeça–ombro (parto, queda de moto)
membro em adução e rotação interna, cotovelo estendido, antebraço pronado — postura do garçom esperando gorjeta (waiter's tip)
Klumpke
C8–T1
tração do membro para cima (agarra-se algo ao cair)
garra ulnar por paralisia dos intrínsecos; se acomete T1 e o gânglio estrelado, soma síndrome de Horner ipsilateral
Tronco total
C5–T1
trauma fechado ou aberto grave
membro superior flácido e anestesiado, reflexos abolidos
Em adultos, estudos brasileiros de séries cirúrgicas apontam acidentes motociclísticos como principal mecanismo de lesão traumática do plexo braquial (Flores, Arq Neuropsiquiatr 2006) — o contexto típico das questões.
4. Nervos por sítio de lesão: o mapa que decide a questão
Nervo · sítio
Déficit motor
Território sensitivo e marca clínica
Axilar · colo cirúrgico do úmero e luxação anterior do ombro
deltoide e redondo menor
anestesia em faixa lateral do ombro (regimento de bandeira); perda de abdução além de 15–30°
Radial · sulco do nervo radial (diáfise umeral)
extensores do carpo e dos dedos
mão caída; hipoestesia dorso radial da mão
Interósseo posterior · canal do supinador
extensores dos dedos
não estende os dedos no punho, MAS preserva extensão do carpo (extensores radiais inervados acima)
Musculocutâneo · perfuração do coracobraquial
bíceps, braquial, coracobraquial
perda de flexão do cotovelo e supinação; hipoestesia lateral do antebraço
Mediano · fratura supracondiliana (criança)
flexores do antebraço e mão lateral
mão em bênção ao fechar o punho (2º e 3º dedos não flexionam)
Mediano · túnel do carpo
tenares (abdutor curto do polegar, oponente)
parestesias noturnas palmares 1º–3º dedos; Tinel e Phalen positivos; poupa o ramo cutâneo palmar
Ulnar · sulco do ulnar no cotovelo
intrínsecos mediais e lumbricais mediais
garra de 4º e 5º dedos; sinal de Froment; hipoestesia 5º dedo e metade do 4º
Ulnar · canal de Guyon (punho)
idem, variável
garra com hipoestesia palmar apenas — dorso poupado (ramo dorsal nasce proximal ao punho)
5. Ombro: manguito e luxação
Manguito rotador (SITS): supraespinhal (abdução inicial — o mais lesado), infraespinhal e redondo menor (rotação externa), subescapular (rotação interna).
A luxação anterior do ombro é a mais frequente e combina lesão do nervo axilar (deltoide) com risco de lesão labral e da artéria circunflexa umeral posterior, que acompanha o nervo no espaço quadrilátero.
Arco palmar e teste de Allen: avaliação vascular antes de cateterismo radial — a mesma lógica de mapa vascular do membro superior.
Questões do módulo · 02
2 questões · níveis misturados · 5 alternativas
1.FundamentalJovem sofre luxação anterior do ombro no jogo. Após redução, apresenta dificuldade para abduzir o braço entre 15° e 90° e anestesia na face lateral do ombro. O nervo lesado é o:
2.Prova difícilDois pacientes com lesão do ulnar: o primeiro após fratura na região do epicôndilo medial; o segundo após compressão crônica no punho (canal de Guyon). Sobre a garra ulnar:
plexo lombar e femoral/obturatório · plexo sacro e ciático · fibular comum e pé caído · triângulo femoral e NAVEL · glúteo superior e Trendelenburg · colo do fêmur e necrose avascular · meralgia parestésica
Plexo lombar
L1–L4
no seio do psoas maior
Plexo sacro
L4–S3
o ciático é o maior nervo do corpo
Ponto crítico
colo da fíbula
fibular comum — nervo mais exposto do corpo
Triângulo femoral
NAVEL
nervo, artéria, veia, espaço e linfáticos (lateral → medial)
1. Plexo lombar (L1–L4)
Femoral (L2–L4): iliopsoas e quadríceps (flexão do quadril, extensão do joelho, reflexo patelar); sensibilidade anterior da coxa e medial da perna pelo nervo safeno.
Obturatório (L2–L4): adutores do quadril e sensibilidade medial da coxa.
Cutâneo femoral lateral: sob o ligamento inguinal perto da espinha ilíaca ântero-superior — meralgia parestésica.
Genitofemoral e ilioinguinal: canal inguinal e escroto/grandes lábios — vizinhos em risco na herniorrafia.
2. Plexo sacro (L4–S3) e os nervos que a prova cobra
Nervo
Trajeto-chave
Lesão típica
Ciático
sai pelo forame isquiático maior abaixo do piriforme; divide-se ao nível do joelho
trauma de quadril ou injeção incorreta — déficit de isquiotibiais e de todo o território abaixo do joelho
Tibial
desce posteriormente e passa atrás do maléolo medial (túnel tarsiano)
paralisia da flexão plantar e dos intrínsecos do pé; túnel tarsiano = queimação plantar
Fibular comum
contorna o colo da fíbula (subcutâneo)
pé caído: perde dorsiflexão (fibular profundo) e eversão + dorso do pé (fibular superficial)
Glúteo superior
sai acima do piriforme; inerva glúteo médio e mínimo
sinal de Trendelenburg: pelve cai do lado são ao apoiar no lado lesado
Glúteo inferior
sai abaixo do piriforme; inerva glúteo máximo
dificuldade para levantar da cadeira, subir escadas e ladeiras
Pudendo (S2–S4)
canal pudendo (de Alcock)
bloqueio pudendo no parto; inerva períneo e esfíncteres externos
3. Triângulo femoral: o cofre do NAVEL
Limites: ligamento inguinal (superior), sartório (lateral) e adutor longo (medial). Conteúdo, de lateral para medial: Nervo femoral, Arteria femoral, Veia femoral e Espaço/canal femoral com linfáticos — NAVEL. A artéria femoral é palpada no ponto médio entre a espinha ilíaca ântero-superior e o tubérculo pubiano — sítio de acesso arterial e de compressão. No hiato dos adutores (canal dos adutores) a artéria femoral passa para a fossa poplítea e torna-se poplítea.
Hérnia inguinal
Hérnia femoral
Relação com o ligamento inguinal
acima
abaixo (atravessa o anel femoral, medial à veia femoral)
Sexo e risco
mais comum em homens
predomina em mulheres; menos frequente, porém com alta taxa de estrangulamento
Referência de superfície
acima e medial ao tubérculo pubiano
abaixo e lateral ao tubérculo pubiano
4. Quadril: vascularização da cabeça femoral
A cabeça femoral recebe ramos retinaculares (principalmente da artéria circunflexa femoral MEDIAL, ao redor do colo) e o ramo da artéria do ligamento da cabeça (obturatório), modesto no adulto. Fratura INTRAcapsular do colo rompe os retinaculares e expõe à necrose avascular e à não consolidação; fraturas EXTRAcapsulares (transtrocanterianas) preservam essa circulação e consolidam melhor — a urgência cirúrgica das fraturas de colo deriva dessa relação. A escolha anestésica nesses pacientes é tema de revisão Cochrane (Guay, 2016), sem evidência consistente de diferença de mortalidade entre técnica regional e geral.
5. Perna e pé: marcos de exame
Fossa poplítea: de superficial/lateral para profundo/medial — nervo tibial, veia e artéria poplítea (a artéria é a estrutura mais profunda, sobre o plano ósseo).
Pulsos: tibial posterior atrás do maléolo medial; pedioso no 1º espaço interósseo dorsal, lateral ao tendão do extensor longo do hálux.
Grande safena: trajeto medial (donadora de enxerto venoso; o nervo safeno corre junto — risco de disestesia medial da perna na retirada).
Questões do módulo · 03
2 questões · níveis misturados · 5 alternativas
1.IntermediárioHomem, 24 anos, sofre trauma direto na face lateral da perna após queda de bicicleta. Evolui com incapacidade de dorsiflexão do pé e do hálux, perda da eversão e hipoestesia no dorso do pé. A estrutura lesada e sua localização:
2.AvançadoMulher, 68 anos, apresenta massa dolorosa abaixo do ligamento inguinal, abaixo e lateral ao tubérculo pubiano, com sinais de estrangulação. Na exploração cirúrgica, o conteúdo herniário passou por um anel localizado:
quadrantes e regiões · peritonização · hiatos diafragmáticos · troncos arteriais e águas de divisa · apêndice e McBurney · rins, hilos e ureteres · diafragma pélvico · próstata e uretra · pudendo
Hiato cavado
T8
veia cava inferior — no centro tendíneo
Hiato esofágico
T10
esôfago + troncos vagais
Hiato aórtico
T12
aorta + ducto torácico · tronco celiaco ao nível de T12
Bifurcação aórtica
L4
umbigo corresponde a T10 na pele
1. Mapa de superfície
O abdome divide-se em 4 quadrantes (linhas mediana e transumbilical) ou 9 regiões (2 verticais hemiclaviculares e 2 horizontais — transpilórica e transtuberculária). É a gramática da dor: epigástrio (estômago, pâncreas, dor cardíaca referida), hipocôndrio direito (fígado/vesícula), fossa ilíaca direita (apêndice/ceco), flancos (rins/ureteres), hipogástrio (bexiga/útero).
2. Peritonização — quem está dentro e quem está atrás
Situação
Órgãos
Intraperitoneais
estômago, baço, fígado, vesícula, 1ª porção do duodeno, jejuno e íleo, ceco e apêndice, colo transverso e sigmoide
Retroperitoneais secundários (perderam o meso)
duodeno (2ª–4ª porções), pâncreas (exceto a cauda), colos ascendente e descendente
Cava T8, esôfago T10, aorta T12 — o hiato esofágico também deixa passar os troncos vagais; o aórtico, o ducto torácico.
Irritação da porção central do diafragma (nervo frênico, C3–C5) refere dor para o ombro — clássico de abdome agudo com sangue ou infecção sob o diafragma.
Hérnia hiatal por deslizamento e doença do refluxo: correlato clínico direto do hiato esofágico e das relações com o ázigos e a veia gástrica esquerda.
4. Troncos arteriais e águas de divisa
Tronco celiaco (T12): estômago, fígado, baço, pâncreas. Mesentérica superior (L1): intestino delgado, colo direito e 2/3 proximais do transverso. Mesentérica inferior (L3): terço distal do transverso, colo esquerdo, reto superior.
Ângulo esplênico (ponto de Griffith): zona limítrofe entre mesentérica superior e inferior — território vulnerável à isquemia em hipoperfusão.
Reto: anastomoses entre reto superior (mesentérica inferior) e retos médio e inferior (ilíacas internas) — explicam o poupamento do reto nas oclusões proximais e as rotas de disseminação neoplásica.
5. Apêndice: posições e o ponto que dói
O apêndice tem base fixa na convergência das tênias no ceco, mas a ponta varia: retrocecal (a mais comum, cerca de dois terços), pélvica, pré-iléal e subcecal. O ponto de McBurney fica na junção do terço lateral com os dois terços mediais da linha entre a espinha ilíaca ântero-superior direita e o umbigo. Epidemiologia clássica: pico de incidência na 2ª década de vida, com risco ao longo da vida de aproximadamente 8,6% em homens e 6,7% em mulheres (Addiss, Am J Epidemiol 1990).
Dor em fossa ilíaca direita: onde está a ponta do apêndice?
O apêndice inflamado simula outra doença pela posição da ponta:
▼
Retrocecal (a mais comum)
Dor menos localizada, posterior; irritação do psoas — sinal do psoas positivo (dor à extensão do quadril).
Pélvica
Dor suprapúbica ou difusa; toque retal e exame ginecológico localizam a irritação; diarreia e tenesmo por contato com reto e bexiga.
Pré-iléal/subcecal
Apresentação clássica: dor periumbilical migrando para McBurney, defesa localizada e sinal de Rovsing (dor à direita ao palpar o lado esquerdo).
6. Retroperitônio: rins e ureteres
Rins de T12 a L3; o direito fica cerca de 1–2 cm mais baixo pelo fígado. Hilo renal, da frente para trás: Veia–Artéria–Pelve (VAP) — e a veia renal esquerda cruza a aorta logo abaixo da mesentérica superior (contexto da síndrome do quebra-nozes).
Ureter com 3 estreitamentos: junção ureteropélvica, cruzamento dos vasos ilíacos (na bifurcação da ilíaca comum) e junção ureterovesical — os três pontos de impactação de cálculos.
Suprarrenais: direita piramidal (sobre o polo superior do rim direito), esquerda semilunar (medial ao polo superior esquerdo).
7. Pelve: assoalho, próstata e pudendo
Diafragma pélvico: elevador do ânus (pubococcígeo, puborretal e iliococcígeo) + coccígeo — sustenta as vísceras; lesão obstétrica leva a prolapso e incontinência.
Diferenças sexuais: entrada pélvica mais larga e oval e ângulo subpúbico mais amplo na mulher (habitualmente acima de 80–90°); estreito e triangular no homem.
Próstata: zona PERIFÉRICA é a maior, posterior e lateral, palpável ao toque e origem da maioria dos adenocarcinomas; zona de TRANSIÇÃO (periuretral) origina a hiperplasia benigna; zona central envolve os ductos ejaculadores.
Uretra masculina: prostática, membranária (curta, no diafragma urogenital — a lesionada nas fraturas de pélve) e esponjosa. Próstata alta e móvel (flutuante) após trauma pélvico sugere ruptura uretral.
Nervo pudendo (S2–S4): sai pelo forame isquiático maior abaixo do piriforme, contorna a espinha isquiática e entra no canal de Alcock; inerva o períneo e os esfíncteres externos — alvo do bloqueio pudendo obstétrico.
Questões do módulo · 04
2 questões · níveis misturados · 5 alternativas
1.FundamentalNa dissecção do hilo renal, as estruturas são identificadas da frente para trás na ordem:
2.IntermediárioJovem com dor periumbilical que migra para a fossa ilíaca direita há 36 h evolui agora com desconforto suprapúbico, tenesmo e diarreia de pequeno volume, com defesa discreta; toque retal doloroso à direita. A posição do apêndice que explica o quadro:
triângulos cervicais e fáscias · vainha carotídea · parótida e o VII · central × periférico · triângulo perigoso e seio cavernoso · seios paranasais · recorrente laríngeo · níveis linfáticos e câncer
Triângulos
2 grandes
anterior e posterior, subdivididos em 6
Vainha carotídea
VJA
veia jugular interna lateral · artéria medial · vago entre eles
Ducto parotídeo
2º molar
Stensen abre-se na mucosa jugal oposta ao 2º molar superior
Níveis linfáticos
I–VII
padrão internacional para estadiamento cervical
1. Triângulos do pescoço e a vainha carotídea
O esternocleidomastóideo divide o pescoço em triângulo anterior (linha média, borda anterior do músculo e margem mandibular: submentoniano, submandibular, carotídeo e muscular) e triângulo posterior (borda posterior do músculo, trapézio e clavícula: occipital e supraclavicular). No triângulo carotídeo encontram-se a bifurcação carotídea (nível de C4), o seio carotídeo (barorreceptor, glossofaríngeo), o corpo carotídeo (quimiorreceptor) e o XII cruzando a artéria. A vainha carotídea contém, de lateral para medial: veia jugular interna, artéria carótida comum e nervo vago posterior entre as duas — o mapa do acesso jugular central.
2. Parótida: o VII atravessa, o Stensen marca
O nervo facial entra pelo polo superior da parótida e divide-se dentro dela em ramos temporal, zigomático, bucal, marginal mandibular e cervical — atravessa a glândula, mas não a inerva (a inervação secretora é parassimpática do IX, via gânglio ótico e nervo auriculotemporal). O ducto parotídeo (Stensen) cruza a masseter e abre-se na mucosa jugal oposta ao 2º molar superior.
Síndrome de Frey (sudorese gustatória): após parotidectomia, fibras parassimpáticas destinadas à parótida crescem para glândulas sudoríparas — correlação autonômica que cai em prova.
Cirurgia de parótida: identificar e dissecar o VII é o passo que protege a face.
3. Triângulo perigoso da face e seio cavernoso
A veia facial comunica-se com as veias oftálmicas superiores, que drenam para o seio cavernoso — sem válvulas, o fluxo pode ir nos dois sentidos. Manipular furúnculo na região nasogeniana pode causar trombose do seio cavernoso: edema periorbital, químose, oftalmoplegia (III, IV, VI) e hipoestesia nos ramos V1/V2 — emergência.
4. Seios paranasais: onde drenam
Seio
Drenagem
Maxilar
meato médio (ostium alto na parede medial — drena mal contra a gravidade)
Frontal
recesso frontonasal → meato médio
Etmoidal anterior e médio
meato médio
Etmoidal posterior
meato superior
Esfenoidal
recesso esfenoetmoidal, acima da concha nasal superior
Tudo drena no meato médio, menos o etmoidal posterior e o esfenoidal — por isso a endoscopia funcional privilegia o complexo ostiomeatal.
Lâmina papirácea (papyracea) do etmoide separa os seios da órbita: sinusite etmoidal em criança pode complicar com celulite ou abscesso orbital.
Raízes dos dentes superiores relacionam-se com o assoalho do seio maxilar — dor sinusal referida como dor dentária.
5. Laringe e tireoide: os nervos da voz
Nervo laríngeo recorrente: à direita contorna a artéria subclávia; à esquerda contorna o arco aórtico (junto ao ligamento arterial) e sobe no sulco traqueoesofágico — lesão causa disfonia (paralisia de prega vocal) e, se bilateral, estridor com risco de via aérea.
Nervo laríngeo superior, ramo externo: acompanha a artéria tireoidea superior e inerva o cricotireoide (perda da voz aguda e fadiga vocal).
Variação: nervo laríngeo direito não recorrente (associado a subclávia direita aberrante) — armadilha cirúrgica clássica à direita.
No carcinoma espinocelular de cabeça e pescoço, a presença de metástases linfonodais cervicais é o mais forte fator prognóstico negativo — reduz a sobrevida em aproximadamente metade (Johnson et al., Nat Rev Dis Primers 2020). Por isso o estadiamento por níveis orienta o tipo de esvaziamento cervical e a discussão de linfonodo sentinela em casos selecionados.
Questões do módulo · 05
2 questões · níveis misturados · 5 alternativas
1.FundamentalPaciente com rinossinusite aguda tem dor e plenitude em região maxilar, pior ao inclinar a cabeça, com dor referida aos dentes superiores. O seio acometido drena em qual meato nasal?
2.AvançadoApós tireoidectomia total, paciente apresenta disfonia grave. Na revisão do vídeo cirúrgico, o nervo lesado descia no sulco traqueoesofágico e contornava, ao nível do tórax, o ligamento arterial. O nervo e a estrutura contornada:
mapa dos nervos cranianos por nível · colunas funcionais de núcleos · núcleo espinhal do V e casca de cebola · vias longas e cruzamentos · síndromes alternantes (Weber, Millard-Gubler, Wallenberg, Dejerine) · locked-in · retículo e morte encefálica
Mesencéfalo
III · IV
IV é o único que sai dorsalmente (e é cruzado)
Ponte
V–VIII
VII e VIII no ângulo cerebelopontino
Bulbo
IX–XII
IX, X e XI no sulco retro-olivar; XII no pré-olivar
Assinatura
Alternância
par craniano ipsilateral + tratos longos contralaterais
1. O mapa geral: nível pelo nervo
Identificar o nervo craniano comprometido localiza o nível do tronco: III e IV pertencem ao mesencéfalo; V, VI, VII e VIII à ponte; IX, X, XI e XII ao bulbo. O IV é o único nervo que emerge da face DORSAL (abaixo dos colículos inferiores) e o único totalmente cruzado a partir do núcleo. O VI sai medialmente na junção pontobulbar; VII e VIII saem lateralmente no ângulo cerebelopontino; XII sai na fissura pré-olivar do bulbo.
2. Colunas funcionais de núcleos
Coluna somática motora (medial): III, IV, VI e XII — músculos derivados de miótomos (extraoculares e língua).
Coluna branquial motora (lateral): motor do V (mastigação), facial (expressão), ambíguo (IX/X — faringe e laringe) e acessório (trapézio/esternocleidomastóideo).
Coluna visceral motora (parassimpática): Edinger-Westphal (III), lacrimal e salivatórios (VII), ótico (IX), dorsal do vago (X).
Colunas sensitivas: solitário (gosto do VII/IX e aferentes viscerais do IX/X), trigêmeo principal e espinhal (sensibilidade somática da face), vestibulares e cocleares (VIII).
3. Vias longas que atravessam o tronco
Córtico-espinhal: a maioria das fibras (cerca de 80%) cruza na decussação das pirâmides (bulbo caudal) — lesão acima disso dá hemiparesia CONTRALATERAL.
Lemnisco medial: já cruzou no bulbo (decussação sensorial) — carrega tato fino, vibração e propriocepção contralaterais.
Espinotalâmico: cruzou na medula — dor e temperatura contralaterais no corpo.
Trigeminal sensitivo: cruza no próprio tronco após os núcleos — face ipsilateral ao núcleo lesionado.
Fascículo longitudinal medial: coordena o olhar conjugado — lesão de ponte causa paralisia do olhar conjugado horizontal.
4. Síndromes alternantes — a assinatura do tronco
Síndrome · nível · vaso
Par craniano ipsilateral
Trato longo contralateral
Weber · mesencéfalo · cerebral posterior
III (ptose, midríase, olho para baixo e para fora)
ambíguo (disfagia, rouquidão), espinhal do V (face), simpático (Horner), pedúnculo cerebelar inferior (ataxia ipsilateral), vestibular (vertigem)
espinotalâmico: dor/temperatura do corpo
Dejerine · bulbo MEDIAL · espinhal anterior
XII (língua desvia para o lado da lesão)
hemiparesia + perda de propriocepção (pirâmide + lemnisco)
Locked-in · ponte basal bilateral · basilar
nenhum — preservados apenas movimentos verticais dos olhos e piscar
tetraparesia e anartria com consciência ÍNTEGRA
5. Formação reticular e centros vitais
Centros respiratórios: bulbar (ritmo inspiratório básico) e grupos pontinos moduladores (pneumotáxico e apneustico).
Centros cardiovasculares bulbares: depressor (via núcleo ambíguo e vago) e pressor simpático — o tônus vascular mora no bulbo.
Sistema reticular ascendente ativa o córtex (despertar) — lesão do mesencéfalo rostral e ponte superior causa coma; a base anatômica do rebaixamento profundo do nível de consciência está no tronco superior.
Questões do módulo · 06
2 questões · níveis misturados · 5 alternativas
1.FundamentalPaciente com AVC apresenta paralisia da metade direita da face (incluindo a testa) e hemiparesia esquerda. O nível da lesão e o nome da síndrome:
2.Prova difícilHomem, 61 anos, apresenta vertigem aguda, disfagia, rouquidão, hipoestesia termoalgésica na face direita e no corpo à esquerda, Horner direito e ataxia de membros à direita. O vaso ocluído e o território:
áreas de Brodmann e clínica · homúnculo · vias motoras e sensitivas com seus cruzamentos · neurônio motor superior × inferior · AVC sindrômico (ACA/ACM/ACP) · hipocampo e amígdala · circuito de Papez · hérnia uncal
Motor primária
Área 4
giro pré-central — homúnculo invertido
Somestésica
3·1·2
giro pós-central
Broca × Wernicke
44 × 22
hemisfério dominante (habitualmente esquerdo)
Visual primária
17
sulco calcarino — hemianopsia contralateral
1. Lóbulos e áreas funcionais — a clínica de cada endereço
Lobo · área
Função
Lesão
Frontal · 4 (pré-central)
motricidade voluntária contralateral
hemiparesia contralateral
Frontal · 8 (campo ocular frontal)
inicia o olhar conjugado para o lado oposto
desvio do olhar PARA o lado da lesão (o olhar “olha a lesão”)
Frontal · 44/45 (Broca, dominante)
formulação da fala
afasia não fluente, esforçosa, com compreensão preservada
Parietal · 3·1·2 (pós-central)
sensibilidade somática contralateral
hemi-hipoestesia contralateral
Parietal · 39 (angular, dominante)
integração gnósica
síndrome de Gerstmann: agrafia, acalculia, agnosia digital, desorientação direita-esquerda
Parietal inferior direito (rede de atenção)
atenção espacial (predomínio direito)
negligência/heminegligência esquerda
Temporal · 22 (Wernicke, dominante)
compreensão da linguagem
afasia fluente com parafasias e logorreia, ininteligível
Temporal · 41/42
auditiva primária (giro de Heschl)
surdez cortical só se bilateral
Occipital · 17 (calcarino)
visual primária
hemianopsia homônima contralateral
Ínsula
gosto e integração visceral/afetiva
disgeusia; via da dor central
2. AVC sindrômico por território
Território
Déficit motor
Marcas adicionais
Cerebral anterior (ACA)
MMII contralateral > MMSS e face (perna vive no córtex medial)
abulia e mudança comportamental, incontinência, preensão
Cerebral média (ACM)
face e MMSS contralaterais, com poupança de MMII
afasia se dominante; desvio do olhar para a lesão; negligência se direito
Cerebral posterior (ACP)
motricidade em geral poupada
hemianopsia homônima contralateral (com poupamento macular), amnésia (temporal), dor central talâmica (Dejerine-Roussy)
3. Vias e seus cruzamentos — a tabela que resolve localização
Via
Carrega
Onde cruza
Lado do déficit
Córtico-espinhal lateral
motricidade voluntária
decussação das pirâmides (bulbo caudal)
abaixo do bulbo: ipsilateral; acima: contralateral
Córtico-espinhal anterior
musculatura axial (bilateral)
no nível segmentar
deficit axial usualmente discreto
Coluna dorsal → lemnisco medial
tato fino, vibração, propriocepção
decussação sensorial no bulbo
abaixo do bulbo: ipsilateral; acima: contralateral
Espinotalâmica lateral
dor e temperatura
comissura branca anterior, 1–2 segmentos acima da entrada
contralateral, com nível 1–2 segmentos abaixo da lesão
Hipocampo bilateral (caso H.M.): amnésia anterógrada grave, com memória de trabalho e procedural relativamente preservadas.
Corpos mamilares e tálamo dorsomedial: alvo da deficiência de tiamina no alcoolista — síndrome de Wernicke-Korsakoff (confabulação e amnésia anterógrada; a fase aguda cursa com ataxia e oftalmoplegia).
Amígdala bilateral (síndrome de Klüver-Bucy): perda do medo, hiperoralidade, hipersexualidade e agnosia visual.
Uncus (uncus medial do lobo temporal): hérnia uncal comprime o III ipsilateral — midríase fixa e olho desviado para baixo e para fora, antes de comprimir o mesencéfalo.
Questões do módulo · 07
2 questões · níveis misturados · 5 alternativas
1.IntermediárioHomem, 70 anos, com AVC isquêmico agudo: paresia do membro inferior direito com poupança de face e membro superior, incontinência urinária e apatia. O território arterial e o lado:
2.AvançadoJovem com quadro gradual apresenta perda de dor e temperatura nos ombros e braços em distribuição bilateral em capa, com tato fino, vibração e reflexos tendinosos preservados nos mesmos segmentos, e sem déficit motor franco. O mecanismo anatômico:
08
Sistema vascular periférico e linfático
aorta abdominal e ramos · artérias dos membros e pontos de pulso · doença arterial periférica e ITB (ESC 2024) · veias safenas e TVP · ducto torácico × ducto direito · linfonodo sentinela · drenagem da mama e do testículo · gânglio de Virchow
Bifurcação da aorta
L4
o umbigo corresponde a T10 na pele
ITB anormal
≤ 0,90
diagnóstico de doença arterial periférica (ESC 2024)
Ducto torácico
esquerda
desemboca na junção jugulo-subclávia esquerda
Volume de linfa
2–4 L/dia
transporte linfático diário aproximado
1. Aorta abdominal e seus três troncos
Ramos anteriores ímpares: tronco celiaco (T12), mesentérica superior (L1) e mesentérica inferior (L3); a bifurcação ocorre em L4, dando as ilíacas comuns.
Ramos laterais pares: suprarrenais médias, renais (L1–L2) e gonadais. Retroperitoneal, a aorta fica à esquerda da veia cava inferior — aneurismas expandem lateralmente e podem erodir corpos vertebrais (dor lombar).
O ramo gonadal segue o descenso embrionário do testículo: a artéria testicular sai da aorta em torno de L2, e a veia drena na renal à esquerda e na cava à direita (contexto do varicocele esquerdo).
2. Artérias dos membros: os pontos de pulso
Pulso
Localização anatômica
Radial
lateral ao tendão do flexor radial do carpo, no punho
Braquial
medial ao tendão do bíceps na fossa cubital — sítio de ausculta da pressão arterial
Femoral
ponto médio do ligamento inguinal (entre espinha ilíaca ântero-superior e tubérculo pubiano)
Poplíteo
fossa poplítea, profundamente — melhor palpar com joelho fletido cerca de 30°
Tibial posterior
atrás do maléolo medial
Pedioso
1º espaço interósseo dorsal, lateral ao tendão do extensor longo do hálux
Na doença arterial periférica dos membros inferiores, a diretriz ESC 2024 define índice tornozelo-braquial (ITB) ≤ 0,90 como critério diagnóstico; claudicação intermitente é a apresentação típica, e dor de repouso, lesão ou gangrena configuram isquemia ameaçadora de membro. A ausência ou assimetria de pulso no exame físico orienta o nível da estenose e a conduta.
3. Veias dos membros e o sistema valvular
Superficiais: grande safena (trajeto medial; desemboca na veia femoral na crossa, no triângulo femoral) e pequena safena (posterior; termina na poplítea); perfurantes conectam-nas ao sistema profundo.
Tríade de Virchow da trombose venosa: estase, lesão endotelial e hipercoagulabilidade — os seios venosos da panturrilha são o ponto de partida típico da TVP.
Varizes primárias por incompetência valvular safena; a bomba muscular da panturrilha é o mecanismo que as válvulas protegiam.
cisterna do quilo (de Pecquet, L1–L2) → sobe pelo hiato aórtico → junção jugulo-subclávia ESQUERDA
troncos curtos → junção jugulo-subclávia direita
Órgão
Drenagem linfática primária
Mama
axilares (a maioria), parasternais (mamária interna) e interpeitorais
Estômago
celiacos (epiploicos, pilóricos)
Testículo (parênquima)
para-aórticos/lombares, na altura dos rins — NÃO inguinais
Escroto (pele e túnica)
inguinais superficiais
Intestino
mesentéricos → pré-aórticos (celiaco, mesentéricos superior e inferior)
Pulmão
hiliares → mediastinais
5. Linfonodo sentinela: a anatomia a serviço do estadiamento
O linfonodo sentinela é o PRIMEIRO linfonodo (ou grupo) a receber a drenagem linfática direta de um tumor — o checkpoint natural da disseminação. A biópsia do linfonodo sentinela (BLSN) marca esse gânglio com traçador (corante vital, tecnécio-99 ou verde de indocianina aplicado no peri-tumor) e o examina congelado no intraoperatório: negativo poupa a linfadenectomia completa (menos linfedema, seroma e lesão nervosa), positivo abre o esclarecimento do restante da bacia. Aplicações clássicas: mama (axila), melanoma (drenagem por gammaprova) e vulva; na próstata e colo usa-se em protocolos selecionados.
O sentinela pode ser MÚLTIPLO — todos os gânglios que acumulam traçador devem ser ressecados; a acurácia depende de identificar todos.
Linfadenopatia reativa/infecciosa (móvel, dolorosa, múltipla) não contraindica a BLSN quando a suspeita de câncer persiste — o anatomopatológico diferencia.
Suspeita de LINFOMA: a BLSN NÃO é o procedimento — indica-se biópsia EXCISIONAL do linfonodo inteiro (arquitetura é diagnóstica); o mesmo vale para sarcoidose e doença de Castleman.
Disseminação linfática vai para os gânglios próximos do tumor; a hematogênica (veias) alcança fígado, pulmão, ossos e cérebro — as vias se cruzam (ducto torácico → corrente sanguínea), o que explica o Virchow-Troisier.
Questões do módulo · 08
3 questões · níveis misturados · 5 alternativas
1.IntermediárioHomem, 57 anos, com emagrecimento e desconforto epigástrico; ao exame, massa endurecida supraclavicular esquerda. O trajeto linfático que explica essa metástase à distância:
2.Prova difícilHomem, 32 anos, aumento indolor e firme do testículo esquerdo, com marcadores elevados. No estadiamento, os linfonodos regionais de primeira estação estão em qual cadeia?
3.FundamentalMulher com carcinoma ductal infiltrante de mama, elegível para biópsia de linfonodo sentinela. O conceito anatômico que fundamenta o procedimento é:
linhas e marcos de superfície · focos de ausculta cardíaca e pulmonar · percussão e palpação guiadas por anatomia · acessos e punções por planos · radiografia de tórax e sinal da silhueta · janelas de TC e unidades Hounsfield · RM T1/T2/STIR
Focos cardíacos
4
aórtico, pulmonar, tricúspide e mitral
Inspiração adequada
5–6
arcos costais anteriores visíveis na radiografia PA
Índice cardiotorácico
< 50%
na radiografia PA em inspiração
Ar na TC
−1000 HU
água ≈ 0 · osso cortical chega a +1000
1. Superfície torácica: linhas, focos e limites
Focos de ausculta cardíaca: aórtico no 2º espaço intercostal direito (borda esternal direita); pulmonar no 2º EIC esquerdo; tricúspide no 4º EIC esquerdo; mitral no 5º EIC esquerdo, na linha hemiclavicular — sobre o ictus do ventrículo esquerdo.
O ângulo esternal marca a 2ª cartilagem costal — é o caminho para numerar os espaços intercostais sem radiografia; V1/V2 do ECG flanqueiam o esterno no 4º espaço.
Ausculta pulmonar: ápices e segmentos dorsais dos lobos superiores valorizam-se acima e posteriormente; lobo médio e língula são anteriores e basais; bases posteriores correspondem aos lobos inferiores.
2. Abdome: palpação e percussão com fundamento anatômico
Fígado: a borda inferior palpa-se na inspiração profunda, abaixo do rebordo costal direito; a percussão da macicez hepática define seus limites.
Espaço semilunar de Traube: timpanismo gástrico no hipocôndrio esquerdo; seu apagamento sugere esplenomegalia ou derrame pleural esquerdo.
Sinal de Castell (macicez no espaço intercostal mais baixo da linha axilar posterior esquerda, mesmo em expiração) aumenta a sensibilidade para baço aumentado.
Murphy (vesícula, na interseção da borda do reto abdominal com o rebordo costal), McBurney e Rovsing (apêndice) e sinais do psoas e do obturador completam o mapa do abdome agudo.
3. Radiografia de tórax: leitura sistemática
Qualidade: inspiração com 5–6 arcos anteriores visíveis (9–10 posteriores), sem rotação (clavículas simétricas) e penetração adequada.
Sequência prática: vias aéreas e partes moles → estruturas ósseas → silhueta cardíaca (índice cardiotorácico < 50% no PA) → diafragmas (o direito cerca de 1,5–2,5 cm mais alto) → campos pulmonares, incluindo os territórios ocultos (ápices, retrocardíaco, subdiafragmático).
Pneumotórax: linha pleural visceral com ausência de vasos além dela; no hipertensivo, desvio mediastinal para o lado oposto e achatamento do hemidiafragma.
Derrame pleural: velamento com menisco no seio costofrênico; o decúbito lateral mobiliza volumes pequenos; broncograma aéreo indica doença alveolar (consolidação).
Sinal da silhueta na radiografia
Opacidade no hemitórax — qual borda está apagada?
▼
Borda cardíaca direita
Lobo médio — é ele que contacta as câmaras cardíacas direitas.
Hemidiafragma direito
Lobo inferior direito — os segmentos basais contactam o diafragma.
Borda cardíaca esquerda
Língula (homólogo esquerdo do lobo médio). Sem borda apagada e opacidade apical: pensar em lobo superior.
4. TC: janelas e escala de Hounsfield
Janela
Valores usuais (centro/largura, HU)
Pulmonar
centro ≈ −600 / largura ≈ 1500
Mediastino e tecidos moles
centro ≈ 40–50 / largura ≈ 350–400
Óssea
centro ≈ 300–500 / largura ≈ 2000–4000
Cerebral
centro ≈ 35–40 / largura ≈ 80–100
Os valores são aproximados e variam por serviço e fabricante. Âncoras da escala de Hounsfield: ar −1000; gordura cerca de −70 a −100; água e liquor em torno de 0–15; tecidos moles 20–60; sangue agudo cerca de 50–70; calcificações e cálculos usualmente acima de 200; osso cortical chega a +1000. O contraste iodado realça vascularização e tecidos com ruptura de barreira — com cautela renal e alérgica.
5. Ressonância: sequências com significado
Sequência
Líquido
Gordura
Uso principal
T1
escuro
brilhante
anatomia e estudos com gadolínio
T2
brilhante
brilhante
edema, coleções, degeneração
STIR / supressão de gordura
brilhante
escuro
edema ósseo e medular, lesões tumorais e inflamatórias
Difusão (DWI)
—
—
restrição no AVC agudo e em abscessos
Revisões da literatura médica apontam que integrar o ensino de radiologia ao de anatomia melhora a aprendizagem estrutural e a leitura clínica de imagem (Heptonstall, Acad Radiol 2016) — a proposta deste módulo é exatamente essa ponte: a imagem é a anatomia em tons de cinza.
Questões do módulo · 09
2 questões · níveis misturados · 5 alternativas
1.FundamentalAo examinar um paciente, o estudante precisa auscultar o foco mitral. A posição correta é:
2.IntermediárioRadiografia de tórax de paciente com pneumonia mostra consolidação que apaga a borda cardíaca direita, poupando o diafragma. O segmento comprometido e o raciocínio:
Para a véspera: o essencial, os números, os macetes e as pegadinhas que decidem a prova
Resumo essencial por módulo
Módulo
A essência
Maior incidência
01 Tórax, coluna e medula
Ângulo esternal organiza o tórax; feixe VAN manda na toracocentese; Denis define instabilidade; cone em L1–L2 e síndromes medulares pelos cruzamentos.
Toracocentese e borda da costela; NEXUS × Canadian; cauda equina
02 Membros superiores
Plexo em R-T-D-F-R; lesão por sítio (axilar na luxação, radial no sulco, mediano no túnel, ulnar no cotovelo/Guyon); Erb × Klumpke.
Nervo por sítio de lesão e o território sensitivo de cada um
03 Membros inferiores
Fibular comum no colo da fíbula = pé caído; NAVEL no triângulo femoral; circunflexa medial no colo do fêmur; Trendelenburg pelo glúteo superior.
Pé caído e Trendelenburg; hérnia femoral
04 Abdome e pelve
Peritonização com SAD PUCKER; hiatos T8/T10/T12; troncos T12/L1/L3; hilo renal VAP; ureteres e seus 3 estreitamentos; zona periférica da próstata.
Hiato por vértebra; VAP; McBurney e posições do apêndice
05 Cabeça e pescoço
VJA na vainha carotídea; VII atravessa a parótida (central poupa a testa); meato médio drena quase tudo; recorrente esquerdo no arco.
Central × periférico do VII; trajeto do recorrente
06 Tronco encefálico
Nível pelo nervo craniano; síndromes alternantes (III mesencéfalo, VII ponte, IX–XII bulbo); Wallenberg lateral e Dejerine medial; locked-in consciente.
Wallenberg; qual nervo define o nível
07 Córtex e vias
Brodmann com clínica (4, 3·1·2, 44, 22, 17); ACA = perna, ACM = face e MMSS, ACP = campo visual; cruzamentos das três vias; límbico com endereço (hipocampo, mamilares, amígdala).
Território do AVC por déficit; onde cada via cruza
08 Vascular e linfático
Celiaco T12, mesentérica superior L1, inferior L3, bifurcação L4; ITB ≤ 0,90; ducto torácico para tudo menos o quadrante superior direito; testículo → para-aórticos; Virchow esquerdo = estômago.
Mapa de drenagem linfática e os pontos de pulso
09 Semiologia e imagem
Focos de ausculta com justificativa anatômica; acessos por planos; radiografia com silhueta e territórios ocultos; janelas de TC e HU; T1/T2/STIR/difusão.
Focos valvulares; sinal da silhueta; sequências de RM
no triângulo femoral, de lateral para medial: nervo, artéria, veia, espaço, linfáticos.
Onde cada via cruza
piramidal no bulbo; coluna dorsal no bulbo; espinotalâmica na medula (1–2 níveis acima) — e o nível sensitivo fica abaixo da lesão.
Perna no meio, face na lateral
córtex motor: MMII medial (ACA), face e mão laterais (ACM) — o homúnculo prevê o AVC.
Tudo menos o quadrante direito
ducto torácico: MMII, tronco e MMSS esquerdos, cabeça e pescoço esquerdos, todo o abdome.
As pegadinhas mais cobradas
Toracocentese: o feixe VAN está no sulco da costela DE CIMA — a agulha vai rente à borda superior da costela de baixo.
Hérnia L4–L5 lesa a raiz L5 (a de baixo), não a L4; L5–S1 lesa S1.
Túnel do carpo poupa a palma (ramo cutâneo palmar passa fora); canal de Guyon poupa o dorso (ramo dorsal nasceu antes).
Paradoxo ulnar: a garra é pior na lesão do punho que na do cotovelo.
Interósseo posterior: não estende os dedos, mas preserva a extensão do carpo.
Rim direito é mais baixo (fígado) — e a veia renal esquerda cruza a aorta sob a mesentérica superior.
Próstata de toque normal não exclui câncer: a zona periférica é palpável, mas a HBP cresce na transição, periuretral.
Lesão central do VII poupa a testa (inervação cortical bilateral); a periférica paralisa o hemiface inteiro.
Etmoidal posterior e esfenoidal são os únicos seios que NÃO drenam no meato médio.
Recorrente esquerdo contorna o arco aórtico; o direito, a subclávia — e existe o não recorrente à direita.
Wallenberg: face ipsilateral e corpo contralateral para dor/temperatura — a assimetria é a assinatura.
Locked-in: consciência preservada com tetraplegia — não confundir com coma nem com morte encefálica.
Tumor de testículo metastisa para para-aórticos (nível renal); infecção da pele escrotal, para inguinais.
Supraclavicular esquerdo (Virchow-Troisier) = pensar estômago/abdome; o direito, tórax/pulmão.
Informações que não podem ser esquecidas
Toda punção de tórax respeita a borda superior da costela inferior — o feixe VAN passa no sulco da costela de cima.
Toda suspeita de lesão de nervo no membro: identifique o sítio anatômico (cotovelo, sulco do úmero, punho, colo da fíbula) e depois o território motor e sensitivo correspondentes.
Toda dor lombossacral com sela anestésica ou retenção urinária é cauda equina até prova contrária — urgência cirúrgica.
Todo trauma cervical consciente estratifica-se por NEXUS/Canadian antes de pedir imagem.
Toda fratura de colo femoral intracapsular carrega risco de necrose avascular — a circunflexa femoral medial é a chave.
Toda disfonia pós-tireoidectomia é o recorrente (ou o ramo externo do laríngeo superior) até prova contrária.
Todo AVC com par craniano ipsilateral e trato longo contralateral mora no tronco encefálico — o nervo diz o nível.
Todo déficit que predomina em membro inferior aponta para cerebral anterior; face e braço, cerebral média; campo visual, posterior.
Toda imagem é anatomia: definir borda apagada (silhueta), janela (HU) e sequência (T1/T2/STIR) antes de diagnosticar.
Quadro-síntese: diagnóstico pela palavra-chave
Se a questão diz…
Pense em…
Parestesias noturnas 1º–3º dedos com palma poupada e atrofia tenar
Túnel do carpo (mediano)
Trauma lateral de perna com pé caído e hipoestesia dorsal
Fibular comum no colo da fíbula
Pelve caindo do lado são ao apoio unipodal
Nervo glúteo superior (glúteo médio)
Dor lombar + sela anestésica + retenção urinária
Cauda equina por hérnia central
Queimação anterolateral da coxa sem déficit motor
Meralgia parestésica (cutâneo femoral lateral)
Disfagia + vertigem + Horner + face ipsi e corpo contralateral
Wallenberg (bulbo lateral/PICA)
Ptose + midríase + olho para baixo e fora com hemiparesia contralateral
Weber (mesencéfalo, III)
MMII parético com face e braço poupados + abulia
Território da cerebral anterior
Massa supraclavicular esquerda em paciente caquético
Gânglio de Virchow-Troisier (estômago/abdome)
Consolidação que apaga a borda cardíaca direita
Lobo médio (sinal da silhueta)
Anestesia em faixa lateral do ombro após luxação anterior
Nervo axilar
Escápula alada após cirurgia axilar
Nervo longo torácico (serrátil anterior)
Prova final — bateria geral
9 questões cobrindo todos os módulos proporcionalmente + gabarito
1.IntermediárioVítima de queda de altura apresenta fratura toracolombar com acometimento do terço posterior do corpo vertebral com ligamento longitudinal posterior e das estruturas do arco neural posterior. Pelo modelo de Denis, a classificação e a implicação:
2.IntermediárioMulher, 48 anos, acorda de madrugada com formigamento no polegar, indicador e médio, pior ao dirigir; palma preservada; atrofia da eminência tenar. O diagnóstico e a estrutura comprometida:
3.AvançadoAo exame, a pelve do paciente cai do lado oposto quando ele se apoia sobre o membro afetado. O nervo comprometido e o músculo deficitário:
4.IntermediárioPaciente com cólica renal tem cálculo impactado no ponto em que o ureter cruza a bifurcação dos vasos ilíacos comuns. Os três pontos de estreitamento ureteral incluem esse e mais quais?
5.IntermediárioHomem, 60 anos, com paralisia da metade direita da face incluindo a testa, sem paresia de membros. A localização compatível:
6.Prova difícilQual combinação de achados é INCOMPATÍVEL com a síndrome de Wallenberg (bulbo lateral)?
7.IntermediárioAVC isquêmico com hemianopsia homônima direita com poupamento macular, sem hemiparesia. O território e o lado:
8.AvançadoPaciente com claudicação de início precoce realiza medida do índice tornozelo-braquial. Pela diretriz ESC 2024, o valor que fecha o diagnóstico de doença arterial periférica é:
9.IntermediárioPaciente com derrame pleural moderado, sentado para toracocentese em linha médio-axilar, 6º espaço intercostal. A agulha deve ser introduzida:
diretriz / revisãoHoffman JR, Mower WR, Wolfson AB, et al. Validity of a set of clinical criteria to rule out injury to the cervical spine in patients with blunt trauma (NEXUS). N Engl J Med. 2000;343(2):94-99.doi.org/10.1056/nejm200007133430203
diretriz / revisãoStiell IG, Clement CM, McKnight RD, et al. The Canadian C-spine rule versus the NEXUS low-risk criteria in patients with trauma. N Engl J Med. 2003;349(26):2510-2518.doi.org/10.1056/nejmoa031375
diretriz / revisãoDenis F. The three column spine and its significance in the classification of acute thoracolumbar spinal injuries. Spine. 1983;8(8):817-831.doi.org/10.1097/00007632-198311000-00003
diretriz / revisãoFlores LP. Estudo epidemiológico das lesões traumáticas de plexo braquial em adultos. Arq Neuropsiquiatr. 2006;64(1):88-94.doi.org/10.1590/s0004-282x2006000100018
diretriz / revisãoGuay J, Parker MJ, Gajendragadkar PR, Kopp S. Anaesthesia for hip fracture surgery in adults. Cochrane Database Syst Rev. 2016;(2):CD000521.doi.org/10.1002/14651858.CD000521.pub3
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diretriz / revisãoJohnson DE, Burtness B, Ferris RL, et al. Head and neck squamous cell carcinoma. Nat Rev Dis Primers. 2020;6(1):92.doi.org/10.1038/s41572-020-00224-3
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diretriz / revisãoBrenner E, Nachtschatt U, Konschake M, Pechriggl E. Diversity in anatomical education. Ann Anat. 2026;264:152782.doi.org/10.1016/j.aanat.2026.152782
notaResumo didático elaborado a partir das diretrizes e revisões acima (verificáveis pelo DOI) e dos artigos publicados desta matéria na Central de Estudos (fonte principal). Nenhuma referência inventada; em caso de divergência entre fontes, vale a versão vigente do protocolo oficial — confira sempre antes da conduta real.
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