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Revisão completa de doença arterial periférica: epidemiologia, fisiopatologia, Fontaine e Rutherford, exame físico, ITB e investigação por imagem, tratamento clínico com doses, revascularização endovascular versus aberta, isquemia aguda de membro e pé diabético. Tabelas, escores e pontos de prova prontos para a avaliação.
[1] Gerhard-Herman MD, Gornik HL, Barrett C, et al. 2016 AHA/ACC Guideline on the Management of Patients With Lower Extremity Peripheral Artery Disease. Circulation. 2017;135(12):e726-e779 · DOI 10.1161/CIR.0000000000000471 | [2] Aboyans V, Ricco JB, Bartelink MEL, et al. 2017 ESC Guidelines on the Diagnosis and Treatment of Peripheral Arterial Diseases, in collaboration with the European Society for Vascular Surgery. Eur Heart J. 2018;39(9):763-816 · DOI 10.1093/eurheartj/ehx095 | [3] Conte MS, Bradbury AW, Kolh P, et al. Global Vascular Guidelines on the Management of Chronic Limb-Threatening Ischemia. J Vasc Surg. 2019;69(6S):3S-125S · DOI 10.1016/j.jvs.2019.02.016 | [4] Fowkes FG, Rudan D, Rudan I, et al. Comparison of global estimates of prevalence and risk factors for peripheral artery disease in 2000 and 2010: a systematic review and analysis. Lancet. 2013;382(9901):1329-1340 · DOI 10.1016/S0140-6736(13)61249-0 | [5] Norgren L, Hiatt WR, Dormandy JA, et al. Inter-Society Consensus for the Management of Peripheral Arterial Disease (TASC II). J Vasc Surg. 2007;45(1 Suppl S):S5-S67 · DOI 10.1016/j.jvs.2006.12.037 · DOI 10.1161/CIR.0000000000000471
A doença arterial periférica (DAP), hoje chamada de doença arterial de membros inferiores, é a expressão da aterosclerose obstrutiva na circulação das pernas e uma das maiores causas de morbidade cardiovascular do mundo. Estimativas globais apontavam 202 milhões de pessoas acometidas em 2010, contra 164 milhões em 2000, com crescimento acelerado em países de baixa e média renda, incluindo o Brasil. Aproximadamente metade dos pacientes é assintomática, o que torna o índice tornozelo-braquial (ITB) oportunista uma ferramenta essencial na consulta. Para a prova, domine quatro eixos: o espectro clínico (assintomático, claudicação, isquemia crônica ameaçadora de membro e isquemia aguda), o exame físico vascular, a interpretação do ITB e um tratamento que é muito mais clínico e cardiovascular (estatina, antiagregante, cessação do tabagismo) do que cirúrgico.
A AHA/ACC define DAP como aterosclerose com estenose ou oclusão das artérias dos membros inferiores, documentada por ITB ≤ 0,90, exame de imagem ou intervenção prévia. O espectro vai do paciente assintomático (cerca de 50%), passando pela claudicação intermitente (dor muscular ao esforço que obriga a parar), até a isquemia crônica ameaçadora de membro (CLTI, sigla do inglês chronic limb-threatening ischemia, que substituiu o termo isquemia crítica de membros, ou CLI), com dor de repouso e lesões tróficas, e a isquemia aguda de membro, que é emergência vascular absoluta.
A claudicação intermitente é dor, câimbra, peso ou fadiga muscular que aparece com a marcha em uma distância razoavelmente fixa (distância de claudicação), obriga o paciente a parar e cede em 1 a 2 minutos de repouso em pé. A localização sugere o nível da obstrução: panturrilha indica doença fêmoro-poplítea (o canal dos adutores é o sítio mais comum); nádegas e coxa indicam doença aorto-ilíaca; e a tríade de claudicação de nádegas, ausência de pulsos femorais e disfunção erétil define a síndrome de Leriche, da oclusão aorto-ilíaca. A doença de troncos tibiais, típica do diabético, causa claudicação de pé e tornozelo ou dor de repouso precoce.
As duas classificações crônicas da DAP precisam ser memoradas e mapeadas entre si. Fontaine é a clássica europeia (estágios I a IV); Rutherford (categorias 0 a 6) é a preferida pelas diretrizes americanas e a mais cobrada em provas por separar dor de repouso (4) de perda tecidual menor (5) e maior (6). A correspondência entre os dois sistemas não é exata, mas a tabela abaixo cobre o essencial.
| Fontaine | Rutherford | Apresentação clínica |
|---|---|---|
| I | 0 | Assintomático: sem queixa, com DAP documentada (ITB ≤ 0,90) |
| IIa | 1 | Claudicação leve: distância de claudicação longa, completa o teste de esteira |
| IIb | 2 a 3 | Claudicação moderada a grave: distância progressivamente menor (clássico < 200 m no IIb) |
| III | 4 | Dor de repouso isquêmica, tipicamente noturna em região metatarsiana, aliviada pela dependência do membro |
| IV | 5 | Perda tecidual menor: úlcera não cicatrizante ou gangrena focal com isquemia difusa do pé |
| IV | 6 | Perda tecidual maior: gangrena extensa acima do nível transmetatarsiano, pé funcional não salvável |
A CLTI é definida pela presença de dor de repouso isquêmica ou lesão trófica associada a isquemia objetivamente grave. Pelos critérios clássicos do TASC II, considera-se isquemia crítica pressão de tornozelo menor que 50 mmHg na dor de repouso e menor que 70 mmHg na presença de lesão trófica, ou pressão de dedo menor que 30 mmHg e menor que 50 mmHg, respectivamente. As diretrizes globais de 2019 (SVS, ESVS e sociedades federadas) acrescentam a classificação WIfI, que gradua ferida (wound), isquemia (ischemia, por ITB, pressão do dedo ou TcPO2) e infecção do pé (foot infection) para estimar o risco de amputação em 1 ano e orientar a urgência da revascularização.
A prevalência do ITB anormal sobe de cerca de 5 a 10% na sexta e sétima décadas para aproximadamente 20% depois dos 70 anos. Dados populacionais brasileiros são escassos, mas séries de bancos e de idosos institucionalizados mostram magnitudes semelhantes às internacionais. Importa mais que os números brutos é a mensagem prognóstica: a DAP sintomática carrega mortalidade de aproximadamente 30% em 5 anos, sendo a maioria das mortes de causa coronariana ou cerebral, e não por complicações na perna.
A lesão inicia com disfunção endotelial em pontos de estresse de cisalhamento e agressão por toxinas do cigarro, lipoproteínas e pressão. A LDL penetra a íntima, sofre oxidação e recruta monócitos, que fagocitam lipídios e viram células espumosas (estria gordurosa). A migração e proliferação de musculatura lisa produzem capa fibrosa; o crescimento progressivo da placa e as rupturas repetidas com trombose organizada estreitam a luz. Estenoses tornam-se limitantes ao fluxo quando reduzem cerca de 75% da área (cerca de 50% do diâmetro) em repouso, mas o déficit aparece muito antes no esforço: a demanda de fluxo do músculo em exercício aumenta várias vezes e a queda de pressão através da lesão gera isquemia working muscle com dor que cessa ao parar.
A circulação colateral (epigástrica, circunflexa ilíaca profunda, geniculares) desenvolve-se gradualmente e explica por que oclusões crônicas bem estabelecidas podem ser pouco sintomáticas, enquanto oclusões agudas por êmbolo são catastróficas. No diabético e no renocrônico soma-se a calcificação da média arterial (Mönckeberg), que endurece os vasos e incompressibiliza o tornozelo, falseando o ITB para valores normais ou altos sem excluir isquemia distal.
Na anamnese, quantifique a distância de claudificação em metros ou quadras, a velocidade do terreno (subida antecipa a dor) e o impacto funcional. Na CLTI, a dor de repouso é metatarsiana, piora à noite (perda do efeito da gravidade e queda do débito cardíaco no sono) e alivia quando o paciente pendura o pé fora da cama ou dorme sentado em poltrona; a elevação do membro piora a dor (teste de Buerger). Lesões tróficas isquêmicas são distais (pontas dos dedos, bordas laterais do pé, calcâneo), fundas, com bordas recortadas e pouco exsudato; a gangrena seca é demarcada, e a úmida indica infecção.
O ITB (ou ABI) é o exame de rastreamento e diagnóstico de primeira linha, indicado na AHA/ACC para pacientes com risco aumentado (idade ≥ 65, ou ≥ 50 com tabagismo ou diabetes), sintomas ou pulsos alterados. Técnica: paciente supino por 5 a 10 minutos; manguito no tornozelo e nos braços; pressão sistólica obtida com Doppler contínuo de 5 a 10 MHz na tibial posterior e no pedioso de cada pé e nas braquiais; divide-se a maior pressão de tornozelo de cada lado pela maior pressão braquial. No teste de esteira, queda do ITB ≥ 0,15 após exercício confirma DAP quando o exame de repouso é limítrofe.
| Resultado do ITB | Interpretação | Conduta prática |
|---|---|---|
| 1,00 a 1,40 | Normal | DAP improvável em cenário de baixa probabilidade |
| 0,91 a 0,99 | Limítrofe | Repetir, solicitar ITB pós-esforço ou duplex |
| ≤ 0,90 | Anormal: diagnóstico de DAP | Iniciar tratamento clínico otimizado e estratificar |
| 0,70 a 0,89 | Doença leve a moderada | Em geral claudicação intermitente |
| 0,40 a 0,69 | Doença grave | Risco alto de eventos e de progressão para CLTI |
| < 0,40 | Doença muito grave | Suspeitar de CLTI; encaminhar ao cirurgião vascular |
| > 1,40 | Incompressível: calcificação medial | Considerar anormal e medir índice pressório dos dedos (normal ≥ 0,70) |
Atenção à pegadinha clássica: no diabético, no renocrônico e no idoso com calcificação de Mönckeberg, artérias incompressíveis produzem ITB falso-normal ou falso-alto. O passo correto é o índice pressório dos dedos (pressão do hálux dividida pela braquial), pois as artérias digitais quase não calcificam: valor < 0,70 é anormal. A sensibilidade do ITB de repouso é limitada (cerca de 70 a 80%) em doença inicial não obstrutiva.
O pilar do tratamento da DAP em claudicação é médico: o objetivo imediato é reduzir eventos cardiovasculares (a principal causa de morte) e, secundariamente, melhorar a marcha. Revascularizar claudicação é opcional e reservado a falha do tratamento clínico otimizado com limitação funcional importante e anatomia favorável; na CLTI, ao contrário, revascularização é mandatória para salvar o membro, quando factível.
| Fármaco | Dose | Papel e alertas |
|---|---|---|
| Cilostazol | 100 mg VO 12/12h | Único fármaco aprovado para claudicação; efeito em 8 a 12 semanas; contraindicado em qualquer grau de insuficiência cardíaca (inibidor da PDE3); reduzir para 50 mg 12/12h com inibidores potentes de CYP3A4 ou CYP2C19; efeitos adversos: cefaleia e diarreia |
| Pentoxifilina | 400 mg VO 8/8h | Benefício marginal; segunda linha quando cilostazol é contraindicado |
| AAS | 75 a 325 mg/dia | Antiagregação de base na DAP sintomática |
| Clopidogrel | 75 mg/dia | Alternativa ao AAS; dupla antiagregação por 1 a 3 meses após intervenção endovascular |
| Varfarina | Sem indicação | Anticoagulação não reduz eventos na DAP isolada e aumenta sangramento (estudo WAVE) |
As indicações separam claramente os dois cenários: na claudicação refratária ao tratamento clínico, revasculariza-se eletivamente; na CLTI, revasculariza-se de forma prioritária para preservar o membro, associada a debridamento e tratamento da infecção. A escolha da técnica segue a anatomia (classificação TASC II das lesões, tipos A a D), o risco cirúrgico e a durabilidade esperada. Em linhas gerais: lesões ilíacas respondem muito bem ao endovascular; a doença fêmoro-poplítea longa e a doença tibial extensiva favorecem o cirúrgico em bom risco.
| Aspecto | Endovascular | Cirúrgica (aberta) |
|---|---|---|
| Melhor candidato | Lesões focais (TASC II A/B), segmento aorto-ilíaco, paciente de alto risco cirúrgico | Lesões longas e complexas (TASC II C/D), oclusões extensas, falha endovascular, veia safena disponível |
| Materiais básicos | Punção (femoral comum ou radial), fio-guia, balão de angioplastia, stents autoexpansíveis de nitinol (fêmoro-poplíteo), stents balão-expansíveis (aorto-ilíaco), balões e stents farmacológicos (paclitaxel), aterectomia | Derivação aorto-bifemoral para doença aorto-ilíaca; by-pass fêmoro-poplíteo ou fêmoro-tibial com veia safena magna revertida ou in situ; próteses de PTFE ou Dacron |
| Vantagens | Menor morbidade, anestesia local, alta precoce, repetível | Maior durabilidade a longo prazo; padrão de excelência quando há boa veia |
| Desvantagens | Reestenose (maior no segmento below the knee), custo dos dispositivos | Morbimortalidade perioperatória, especialmente das derivações aórticas |
| Números de durabilidade | Angioplastia ilíaca com stent: patência de 80 a 90% em 3 a 5 anos | Aorto-bifemoral: 85 a 90% em 5 anos; fêmoro-poplíteo com safena: 70 a 80% em 5 anos (acima do joelho); PTFE: 40 a 60% acima do joelho e abaixo de 40% abaixo do joelho |
Regra de ouro de prova: o by-pass fêmoro-poplíteo (ou distal) com veia safena magna é o padrão-ouro de durabilidade no segmento infrainguinal, superior a qualquer prótese, sobretudo abaixo do joelho. Stents balão-expansíveis não se implantam em zonas de flexão e compressão (poplíteo) pelo risco de deformação e fratura; nessas áreas preferem-se autoexpansíveis de nitinol. Após qualquer revascularização, mantém-se estatina e antiagregação, com vigilância periódica por duplex (a cada 3 a 6 meses no primeiro ano).
Isquemia aguda de membro é a queda súbita da perfusão com ameaça à viabilidade, em até 2 semanas. As causas se dividem em embolia (fibrilação atrial, infarto recente com trombo mural, endocardite, aneurismas com trombo) e trombose in situ (placa prévia, enxerto ou stent ocluído, trauma, estado protrombótico). Os 6 P são dor (precocíssima e intensa), palidez, ausência de pulso, parestesia, paralisia e poiquilotermia (pele fria); a ordem importa: dor e palidez surgem primeiro, enquanto parestesia e paralisia indicam ameaça iminente e urgência máxima.
| Categoria (Rutherford agudo) | Sensibilidade | Motricidade | Doppler arterial | Conduta |
|---|---|---|---|---|
| I: viável, não ameaçadora | Normal | Normal | Presente | Heparinização e revascularização urgente, não emergente |
| IIa: marginal, ameaçadora | Reduzida nos dedos ou normal | Normal | Ausente | Revascularização urgente |
| IIb: imediata, ameaça iminente | Reduzida além dos dedos, com dor de repouso | Déficit leve a moderado | Ausente | Revascularização imediata, em horas; considerar fasciotomia |
| III: irreversível | Anestesia profunda | Paralisia grave ou rigidez | Ausente | Amputação primária; revascularização fútil |
O pé diabético resulta da combinação de neuropatia sensitiva, motora e autonômica com DAP e infecção. A perda da sensibilidade protetora (monofilamento de 10 g) permite traumas repetidos e úlceras indolores em pontos de pressão plantar (cabeças metatarsianas), cercadas de calosidade, profundas, com bordas recortadas e pulsos preservados quando a neuropatia é pura. As úlceras isquêmicas, ao contrário, são distais, dolorosas e acompanham pulsos ausentes. A articulação de Charcot (neuro-osteoartropatia) deforma o pé e cria novas áreas de pressão.
| Grau (Wagner) | Lesão | Conduta essencial |
|---|---|---|
| 0 | Pele íntegra: pé de risco (deformidade, calosidade, neuropatia) | Prevenção: educação, calçados terapêuticos, vigilância |
| 1 | Úlcera superficial | Debridamento, curativos, descarga (gesso de contato total se plantar) |
| 2 | Úlcera profunda até tendão, cápsula ou fascia, sem abscesso | Debridamento ampliado, avaliação vascular, descarga |
| 3 | Úlcera profunda com abscesso, osteomielite ou artrite | Debridamento ósseo e de partes moles, cultura óssea, antibioticoterapia sistêmica, estratificar DAP |
| 4 | Gangrena limitada (antepé ou dedos) | Avaliação vascular urgente para revascularização e amputação limitada |
| 5 | Gangrena extensa de todo o pé | Amputação major (transtibial ou mais proximal) |
A conduta é multidisciplinar: cirurgião vascular (revascularização na CLTI e na úlcera isquêmica), endocrinologista, infectologista, ortopedista, enfermagem de estomaterapia e podólogo. Princípios: debridamento de tecido desvitalizado, descarga mecânica (gesso de contato total nas úlceras plantares neuropáticas), antibioticoterapia sistêmica apenas quando há infecção clínica (eritema > 2 cm, calor, dor, pus ou sinais sistêmicos), investigação de osteomielite (teste da sonda óssea, radiografia, ressonância) com cultura óssea quando possível, controle glicêmico e educação do paciente.
A história natural da claudicação isolada é relativamente benigna para a perna: em 5 anos, 70 a 80% dos pacientes permanecem estáveis ou melhoram, cerca de 1 a 3% ao ano progride para isquemia crítica e apenas 1 a 2% perdem o membro; a mortalidade, porém, chega a 30% no período, dominada por causas coronarianas e cerebrais. Na CLTI, o risco de amputação maior em 1 ano gira em torno de 20 a 25%, com mortalidade semelhante, e o diabético com doença renal é o pior cenário. Após revascularização, mantêm-se estatina e antiagregação (dupla por 1 a 3 meses no endovascular), vigilância duplex do enxerto e reavaliação anual; diabéticos devem ter os pés examinados em toda consulta e ITB ou índice do dedo anuais.
1.Homem de 62 anos com diabetes tipo 2 há 15 anos e claudicação em panturrilha aos 200 m apresenta ITB de 1,6 nos dois membros, com artérias tibiais não compressíveis ao manguito. Qual é o próximo exame para documentar a isquemia?
2.Qual descrição corresponde à claudicação intermitente típica de origem arterial?
3.Paciente de 68 anos com dor em coxas e panturrilhas ao caminhar, parestesias e alívio importante ao sentar-se e flexionar o tronco; consegue pedalar sem dor. ITB 1,1 e pulsos presentes. Qual o diagnóstico mais provável?
4.Paciente com dor de repouso metatarsiana noturna que melhora pendurando o pé fora da cama e úlcera não cicatrizante no hálux, com ITB 0,30 e pressão de tornozelo de 45 mmHg. Segundo Fontaine e Rutherford, como classificar?
5.Homem de 70 anos com claudicação intermitente e insuficiência cardíaca com fração de ejeção de 30% (NYHA III) usa AAS, atorvastatina 80 mg e ramipril. Para melhorar a distância de marcha, qual conduta está correta?
6.Qual é a intervenção de primeira linha, com recomendação de classe I, para aumentar a distância de marcha no paciente com claudicação intermitente estável, sem isquemia crítica?
7.Mulher de 72 anos com fibrilação atrial e anticoagulação irregular apresenta, há 4 horas, pé frio e doloroso, parestesias nos dedos e déficit motor leve da flexão plantar; doppler arterial ausente. Qual a categoria de Rutherford e a conduta?
8.No by-pass fêmoro-poplíteo infra-articular, qual conduto oferece a melhor patência em 5 anos?
9.Homem de 58 anos, tabagista, com claudicação a 300 m e ITB 0,75. LDL 130 mg/dL, pressão 150/90 mmHg, demais exames normais. Qual meta terapêutica prioritária?
10.Diabético apresenta úlcera plantar profunda que alcança o osso, com teste da sonda óssea positivo e coleção purulenta; radiografia com osteólise das cabeças metatarsianas. Segundo a classificação de Wagner, qual o grau?
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