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Revisão didática sobre infecções por bacilos gram-negativos em pacientes imunossuprimidos, com foco em Stenotrophomonas maltophilia, Capnocytophaga gingivalis e Burkholderia cepacia. Aborda manifestações clínicas, diagnóstico microbiológico, resistência antimicrobiana, controle de foco e terapia guiada por suscetibilidade.
[1] Infecções por bacilos gram-negativos em imunossuprimidos. . · DOI 10.32635/2176-9745.rbc.1985v31n2.3322 | [2] Sawai T, Yoshioka S, Matsuo N. Intraabdominal abscess caused by Stenotrophomonas maltophilia: A case report. International journal of surgery case reports. 2017 · DOI 10.1016/j.ijscr.2017.10.027 · PMID 29096346 | [3] Lawal FJ, Baer SL. Capnocytophaga gingivalis Bacteremia After Upper Gastrointestinal Bleeding in Immunocompromised Patient. Journal of investigative medicine high impact case reports. 2021 Jan-Dec · DOI 10.1177/23247096211020672 · PMID 34041953 | [4] Ibrahim S, Madigubba H, N HY. Burkholderia cepacia infection in a non-cystic fibrosis patient: an arcane presentation. Access microbiology. 2021 · DOI 10.1099/acmi.0.000222 · PMID 34151173 | [5] Bateman RM, Sharpe MD, Jagger JE. 36th International Symposium on Intensive Care and Emergency Medicine : Brussels, Belgium. 15-18 March 2016. Critical care (London, England). 2016 Apr 20 · DOI 10.1186/s13054-016-1208-6 · PMID 27885969 | [6] Yang Z, Zhu B, Chen J.. Case Report: Dynamic susceptibility-informed therapy for bile leak-associated intra-abdominal <i>Stenotrophomonas maltophilia</i> infection. . 2026 · DOI 10.3389/fmed.2026.1876900 · PMID 42707389 · DOI 10.32635/2176-9745.rbc.1985v31n2.3322
As infecções por bacilos gram-negativos em imunossuprimidos são urgências infecciosas porque combinam virulência bacteriana, atraso diagnóstico e resposta imune inadequada. Pacientes com neutropenia, transplante, uso prolongado de corticoides, quimioterapia, inibidores de TNF e doenças hematológicas apresentam risco aumentado de bacteremia, pneumonia, infecção intra-abdominal e sepse. A fonte 1 destaca que novos antibióticos beta-lactâmicos e aminoglicosídeos foram desenvolvidos, mas a resistência bacteriana persiste como problema central. Além disso, há interesse crescente em anticorpos monoclonais e imunoglobulinas hiperimunes para melhorar defesas do hospedeiro.
Na prática, o médico deve suspeitar de BGN diante de febre, hipotensão, piora respiratória, dor abdominal ou alteração de sensório em paciente com imunossupressão. A mortalidade aumenta quando o tratamento empírico não cobre o agente, quando há atraso de controle de foco ou quando o patógeno é multirresistente. Casos publicados ilustram agentes incomuns, como Stenotrophomonas maltophilia em abscesso intra-abdominal, Capnocytophaga gingivalis em bacteremia após sangramento gastrointestinal e Burkholderia cepacia em exacerbação pulmonar. O raciocínio deve integrar microbiologia, exposição prévia, sítio infeccioso e gravidade.
Bacilos gram-negativos são bactérias de parede celular com membrana externa rica em lipopolissacarídeo, o que explica a resposta inflamatória intensa e a sepse. Classificam-se em fermentadores, como Enterobacterales, e não fermentadores, como Pseudomonas, Acinetobacter, Stenotrophomonas e Burkholderia. Também incluem bactérias fastidiosas e de crescimento lento, como Capnocytophaga, que exigem meios especiais. Em imunossuprimidos, todos podem causar infecção oportunista, mas os não fermentadores e MDR ganham destaque por resistência intrínseca e adquirida.
A classificação clínica ajuda a escolher terapia empírica. Enterobacterales produtores de ESBL, AmpC e carbapenemase exigem estratégias específicas. Não fermentadores frequentemente são resistentes a múltiplos antibióticos e associados a ambiente hospitalar. Capnocytophaga faz parte da microbiota oral e pode causar bacteremia em pacientes com doença periodontal e imunossupressão. B. cepacia é aeróbio gram-negativo com resistência intrínseca a vários antibióticos e desinfetantes, podendo colonizar vias respiratórias e causar pneumonia necrotizante em imunossuprimidos.
| Grupo | Exemplos | Relevância em imunossuprimidos |
|---|---|---|
| Enterobacterales | Escherichia coli, Klebsiella pneumoniae, Enterobacter spp. | Bacteremia, ITU, pneumonia, infecção intra-abdominal, ESBL e carbapenemase |
| Não fermentadores | Pseudomonas aeruginosa, Acinetobacter baumannii, Stenotrophomonas maltophilia, Burkholderia cepacia | Pneumonia, bacteremia, abscesso, resistência múltipla, surtos hospitalares |
| Fastidiosos | Capnocytophaga gingivalis | Bacteremia oral, sepse fulminante, diagnóstico difícil |
| Anaeróbios facultativos | Capnocytophaga spp. | Doença periodontal, exposição por mucosa oral |
A epidemiologia varia conforme o tipo de imunossupressão e o cenário de assistência. Em neutropênicos febris, BGN representam parcela importante das bacteremias, com Pseudomonas aeruginosa, Escherichia coli, Klebsiella pneumoniae e Enterobacter spp. Em transplantados e pacientes com corticoterapia prolongada, surgem não fermentadores como S. maltophilia, Acinetobacter baumannii e B. cepacia. A fonte 2 relata abscesso intra-abdominal por S. maltophilia em pós-operatório oncológico, mostrando que infecção de sítio cirúrgico órgão/espaço pode ocorrer em hospedeiro imunocomprometido.
A fonte 3 descreve bacteremia por Capnocytophaga gingivalis após sangramento gastrointestinal em homem de 70 anos com artrite reumatoide e sarcoidose em uso de metotrexato e prednisona, com higiene oral precária e choque séptico. A fonte 4 relata B. cepacia em paciente não fibrocístico com DPOC, diabetes e doença coronariana, tratado com ceftazidima e meropenem. A fonte 6 relata infecção intra-abdominal por S. maltophilia associada a fuga biliar após colecistectomia, em paciente imunossuprimido, com necessidade de culturas repetidas e controle de foco.
A imunossupressão compromete barreiras, fagocitose, opsonização e resposta celular. Neutropenia reduz clearance bacteriano, corticoides inibem NF-kB e função de macrófagos, metotrexato e imunobiológicos alteram linfócitos e citocinas. A mucosa intestinal e oral torna-se porta de entrada, especialmente com mucosite, periodontite, procedimentos dentários, sangramento gastrointestinal e cirurgia abdominal. Dispositivos e drenos permitem formação de biofilme, dificultando erradicação.
A membrana externa dos BGN contém LPS, que ativa TLR4 e desencadeia liberação de TNF, IL-1, IL-6 e óxido nítrico. Em imunossuprimidos, essa resposta pode ser desregulada, evoluindo para sepse, vasodilatação, extravasamento capilar e disfunção orgânica. S. maltophilia é intrinsecamente resistente a carbapenêmicos e pode induzir beta-lactamase cromossômica. B. cepacia possui bombas de efluxo, beta-lactamases e baixa permeabilidade. Capnocytophaga é fastidiosa e pode escapar da detecção inicial.
O quadro clínico é amplo e pode ser insidioso. Febre pode estar ausente em idosos, corticoide ou neutropenia profunda. Manifestações incluem calafrios, taquicardia, taquipneia, hipotensão, oligúria, confusão, dor abdominal, diarreia, tosse, dispneia e lesões cutâneas. Pneumonia por BGN não fermentadores pode se apresentar com infiltrado difuso, derrame pleural e progressão rápida. Infecção intra-abdominal cursa com dor, distensão, íleo, febre persistente e saída de secreção purulenta por dreno.
Bacteremia por Capnocytophaga pode evoluir com sepse fulminante, coagulação intravascular disseminada, púrpura e insuficiência de múltiplos órgãos, especialmente em asplenia ou alcoolismo. B. cepacia pode causar exacerbação de DPOC, pneumonia necrotizante e deterioração respiratória. S. maltophilia pode causar bacteremia, pneumonia, infecção de ferida, abscesso e infecção associada a cateter. A fonte 2 mostra febre no 10º dia pós-operatório e abscesso intra-abdominal que não melhorou com piperacilina-tazobactam.
| Sítio | Apresentação | Agentes frequentes |
|---|---|---|
| Pulmão | Tosse, dispneia, infiltrado, derrame, necrose | Pseudomonas, Acinetobacter, Stenotrophomonas, Burkholderia |
| Corrente sanguínea | Febre, calafrios, sepse, choque | Enterobacterales, Pseudomonas, Capnocytophaga |
| Intra-abdominal | Dor, febre, abscesso, drenagem purulenta | Enterobacterales, S. maltophilia, anaeróbios |
| Partes moles e ferida | Celulite, secreção, necrose | Pseudomonas, Acinetobacter, B. cepacia |
Stenotrophomonas maltophilia é aeróbio não fermentador, multirresistente e intrinsecamente resistente a carbapenêmicos. Pode causar pneumonia, bacteremia, infecção de cateter e abscesso intra-abdominal, sobretudo em pacientes com imunossupressão, drenos e exposição antibiótica ampla. Burkholderia cepacia é aeróbio gram-negativo com resistência intrínseca a múltiplos antibióticos e desinfetantes; coloniza vias respiratórias, mas pode causar pneumonia necrotizante em doença granulomatosa crônica, fibrose cística e imunossupressão.
Capnocytophaga gingivalis é bacilo gram-negativo anaeróbio fastidioso da flora oral, com densidade proporcional a placa dental e periodontite. Em imunossuprimidos, pode causar bacteremia, sepse e choque após sangramento gastrointestinal, procedimento dentário ou higiene oral agressiva. Enterobacterales MDR e Pseudomonas aeruginosa permanecem causas clássicas de neutropenia febril e infecção hospitalar. A escolha empírica deve considerar cobertura anti-Pseudomonas e risco de ESBL ou carbapenemase.
| Agente | Característica | Apresentação | Terapia inicial | Pérola |
|---|---|---|---|---|
| Stenotrophomonas maltophilia | Não fermentador, resistente a carbapenêmicos | Pneumonia, bacteremia, abscesso intra-abdominal | TMP-SMX; alternativas minociclina, levofloxacino, ceftazidima, CZA mais ATM | Carbapenêmico é armadilha terapêutica |
| Burkholderia cepacia | Resistência intrínseca múltipla | Pneumonia necrotizante, exacerbação de DPOC, CGD, fibrose cística | TMP-SMX, ceftazidima, meropenem, minociclina | Pode ser colonizador ou patógeno grave |
| Capnocytophaga gingivalis | Fastidioso, flora oral | Bacteremia, sepse, choque, púrpura | Beta-lactâmico, clindamicina, doxiciclina | Associada a doença periodontal e asplenia |
| Pseudomonas aeruginosa | Não fermentador | Pneumonia, bacteremia, neutropenia febril | Cefepime, piperacilina-tazobactam, meropenem | Cobertura empírica obrigatória em neutropenia |
| Enterobacterales MDR | ESBL, AmpC, carbapenemase | ITU, bacteremia, intra-abdominal | Carbapenêmico ou novo beta-lactâmico | Avaliar sensibilidade e descalonar |
O diagnóstico exige culturas antes do antibiótico sempre que possível, mas sem atrasar tratamento em sepse. Coletar dois pares de hemoculturas de sítios periféricos, culturas do sítio suspeito, urina, secreção traqueal, líquido peritoneal, drenagem e tecido. Em neutropenia, hemocultura e cultura de mucosas são prioritárias. Métodos incluem coloração de Gram, cultura, MALDI-TOF, testes de sensibilidade por disco difusão, microdiluição, gradiente e MIC. Para Capnocytophaga, incubação prolongada e meios enriquecidos; PCR 16S pode ajudar.
O diagnóstico diferencial deve incluir causas infecciosas e não infecciosas de febre e disfunção orgânica em imunossuprimidos. Febre neutropênica pode ser causada por bactérias gram-positivas, fungos, vírus e micobactérias. Pneumonia pode simular infecção fúngica, viral, tuberculose, pneumocistose, aspergilose ou reação medicamentosa. Infecção intra-abdominal pode confundir com fístula, coleção biliar, anastomose, pancreatite, rejeição de enxerto e efeito adverso de imunossupressor.
| Condição | Achados que sugerem | Pistas diferenciais | Exames úteis |
|---|---|---|---|
| Sepse por BGN | Febre, hipotensão, lactato alto, foco abdominal ou pulmonar | Cultura positiva para bacilo gram-negativo | Hemoculturas, cultura do foco, imagem |
| Infecção fúngica | Febre refratária a antibiótico, lesões cutâneas, nódulos pulmonares | Neutropenia prolongada, corticoides | Galactomanana, beta-D-glucana, tomografia, cultura |
| Infecção viral | Citopenias, elevação de transaminases, pneumonite intersticial | CMV, EBV, VSR, influenza | PCR viral, antigenemia, biópsia |
| Rejeição de enxerto | Disfunção do órgão transplantado, febre baixa | Sem agente microbiológico claro | Biópsia, exames de função do órgão |
| Febre medicamentosa | Erupção, eosinofilia, temporalidade com fármaco | Uso recente de novo medicamento | Suspensão do fármaco suspeito |
| Evento trombótico | Dor local, edema, hipoxemia súbita | Fatores de risco trombótico | Ultrassom, angiotomografia |
| Tuberculose | Tosse crônica, sudorese, perda ponderal, infiltrado apical | Imunossupressão e exposição prévia | BAAR, cultura, PCR, biópsia |
O tratamento empírico deve basear-se em gravidade, sítio, exposição prévia, colonização, função renal e alergias. Em neutropenia febril, iniciar anti-Pseudomonas em até 60 minutos. Esquemas frequentes incluem piperacilina-tazobactam 4,5 g IV a cada 6 ou 8 horas; cefepime 2 g IV a cada 8 horas; meropenem 1 g IV a cada 8 horas ou 2 g a cada 8 horas em infecções graves; imipenem 500 mg IV a cada 6 horas; ceftazidima 2 g IV a cada 8 horas. Associar aminoglicosídeo em choque ou suspeita de MDR: amicacina 15 a 20 mg/kg/dia IV; gentamicina 5 a 7 mg/kg/dia. Ajustar para função renal.
A terapia guiada por cultura permite descalonamento e duração adequada. Para S. maltophilia, TMP-SMX 15 a 20 mg/kg/dia do componente trimetoprima IV dividido a cada 6 a 8 horas é primeira escolha; alternativas incluem minociclina 100 mg VO a cada 12 horas, levofloxacino 750 mg IV ou VO a cada 24 horas, ceftazidima 2 g IV a cada 8 horas, cefiderocol e ceftazidima-avibactam mais aztreonam. Para B. cepacia, opções incluem TMP-SMX, ceftazidima, meropenem e minociclina. Para Capnocytophaga, beta-lactâmicos, clindamicina ou doxiciclina são ativos.
| Agente | Primeira linha | Alternativas | Observação |
|---|---|---|---|
| Stenotrophomonas maltophilia | TMP-SMX 15 a 20 mg/kg/dia de trimetoprima IV | Minociclina 100 mg VO 12/12 h; levofloxacino 750 mg 24 h; ceftazidima 2 g IV 8/8 h; CZA mais ATM | Carbapenêmico não cobre |
| Burkholderia cepacia | TMP-SMX | Ceftazidima 2 g IV 8/8 h; meropenem 1 a 2 g IV 8/8 h; minociclina | Resistência intrínseca múltipla |
| Capnocytophaga gingivalis | Amoxicilina-clavulanato 1,2 g IV 8/8 h | Clindamicina 600 mg IV 8/8 h; doxiciclina 100 mg 12/12 h | Cultura fastidiosa |
| Pseudomonas aeruginosa | Cefepime 2 g IV 8/8 h ou piperacilina-tazobactam 4,5 g 6/6 h | Meropenem 1 a 2 g IV 8/8 h; aminoglicosídeo; ceftolozano-tazobactam | Risco de resistência |
| Enterobacterales ESBL | Meropenem 1 g IV 8/8 h | Ertapenem; ceftazidima-avibactam; cefiderocol | Evitar descalonamento precoce sem cultura |
S. maltophilia é intrinsecamente resistente a carbapenêmicos. A fonte 6 mostrou isolado inicialmente resistente a levofloxacino e TMP-SMX, com sinergia in vitro entre ceftazidima-avibactam e aztreonam, seguida de step-down para minociclina 100 mg VO a cada 12 horas após controle de foco. A fonte 2 mostrou falha de piperacilina-tazobactam e meropenem, com resposta a minociclina após drenagem. Isso reforça que cultura e sensibilidade dinâmica são essenciais. B. cepacia tem resistência intrínseca e pode responder a ceftazidima e meropenem, conforme fonte 4, mas terapia combinada pode ser necessária.
Em MDR, considerar novos agentes: ceftazidima-avibactam, ceftolozano-tazobactam, meropenem-vaborbactam, imipenem-relebactam, cefiderocol e plazomicina. Para Capnocytophaga, beta-lactâmicos são preferenciais. Sempre avaliar controle de foco, remoção de cateter, drenagem e irrigação. Duração habitual: bacteremia não complicada de 7 a 14 dias após primeira hemocultura negativa; abscesso intra-abdominal de 4 a 6 semanas após drenagem; pneumonia de 7 a 14 dias; endocardite de 4 a 6 semanas. Em imunossuprimidos, frequentemente é necessário prolongar e individualizar.
Controle de foco é tão importante quanto antibiótico. Drenar abscessos, desobstruir vias biliares, remover corpo estranho infectado, retirar cateter, debridar tecido necrótico e corrigir vazamentos. A fonte 2 realizou drenagem no 20º dia e depois houve resposta. A fonte 6 associou drenagem renovada e irrigação a ceftazidima-avibactam mais aztreonam, com melhora clínica. Sem fonte controlada, a bacteremia persiste e a resistência se amplifica.
Complicações incluem choque séptico, SDRA, coagulação intravascular disseminada, insuficiência renal, disfunção hepática, encefalopatia, recorrência de abscesso, empiema, fístula, bacteremia persistente, endocardite e morte. Fatores de pior prognóstico: neutropenia profunda, choque, lactato elevado, atraso de terapia, resistência antimicrobiana, fonte não controlada, escore de gravidade alto, transplante e corticoterapia. S. maltophilia em corrente sanguínea pode ter mortalidade de 20 a 40 por cento. B. cepacia em doença granulomatosa crônica e fibrose cística pode ser grave. Capnocytophaga em asplenia pode ser fulminante.
| Fator | Impacto | Conduta |
|---|---|---|
| Choque séptico | Mortalidade elevada | Ressuscitação volêmica e vasopressor precoce |
| Neutropenia prolongada | Maior risco fúngico e bacteriano | Considerar cobertura antifúngica e fatores de crescimento |
| Fonte não controlada | Bacteremia persistente | Drenagem, cirurgia, retirada de dispositivo |
| Resistência MDR | Falha terapêutica | Terapia combinada e novos beta-lactâmicos |
| Imunossupressão intensa | Recidiva e infecção oportunista | Reduzir imunossupressor quando possível |
| Capnocytophaga em asplenia | Sepse fulminante | Antibiótico imediato e suporte intensivo |
Prevenção inclui higiene das mãos, precauções de contato para MDR, uso racional de antimicrobianos, retirada precoce de dispositivos, cuidados com drenos, profilaxia conforme protocolo, vacinação e higiene oral. Em imunossuprimidos, antes de transplante, quimioterapia ou imunobiológicos, realizar avaliação odontológica e tratar periodontite. A fonte 3 reforça a importância de cuidados orais em hospitalizados, pois a bacteremia por Capnocytophaga ocorreu em paciente com higiene oral precária e imunossupressão por metotrexato e prednisona.
1.Qual conjunto descreve melhor Stenotrophomonas maltophilia?
2.No caso de abscesso intra-abdominal pós-operatório por S. maltophilia, qual antibiótico foi usado após identificação e troca terapêutica, com melhora clínica?
3.No caso de bile leak associado a infecção intra-abdominal por S. maltophilia, qual teste sugeriu interação in vitro entre ceftazidima-avibactam e aztreonam?
4.Qual característica do hospedeiro favoreceu a bacteremia por Capnocytophaga gingivalis no caso descrito?
5.Sobre Capnocytophaga spp. de colonização humana, qual afirmação é correta?
6.Em que situação Burkholderia cepacia pode causar pneumonia necrotizante fatal?
7.No caso de paciente não fibrocístico com exacerbação de DPOC, de onde B. cepacia foi isolada?
8.Segundo o artigo geral sobre infecções por bacilos gram-negativos em imunossuprimidos, qual estratégia tem recebido maior atenção para melhorar as defesas do hospedeiro?
9.Qual problema terapêutico persiste apesar do desenvolvimento de novos antibióticos beta-lactâmicos e aminoglicosídeos?
10.No caso de abscesso intra-abdominal por S. maltophilia, qual fator do hospedeiro foi associado à infecção de sítio cirúrgico órgão/espaço?
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